Nip/Tuck (5.06) – Damien Sands

Dezembro 31, 2008

snapshot20081231225319Colocar um episódio de Nip/Tuck num formato de reality show é um pouco arriscado mas eu até que gostei. Sempre a seguir um estilo um pouco novelesco, esta série consegue criar bons dramas e um dos mais falados é a relação homossexual de Julia com Olivia. Desde o episódio em que as duas conversam com Liz, apercebemo-nos que esta última tem uma certa inveja de Julia por andar com uma mulher como a Olivia. Entretanto, Sean volta a cair nas garras de Eden, que já percebeu que a melhor forma de conquistá-lo é fazer-se de boazinha. Este não foi um episódio excelente como o anterior, mas gosto do resultado, principalmente pela inovação e desenvolvimento dos personagens.

Nota: 8,1


Battlestar Galactica (4.10) – Revelations

Dezembro 31, 2008

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Crew of Galactica, people of the fleet, this is Admiral Adama.
Three years ago, I promised to lead you to a new home.
We’ve endured a difficult journey.
We’ve all lost, we’ve all suffered, and the truth is I questioned whether this day would ever come.
But today, our journey is at an end.
We have arrived, at Earth.

Euforia. Revolta. Felicidade. Tristeza. Desilusão. Sonhos. Realidade. Perda. Amor. Luta. Consciência. Ao ver este episódio de Battlestar Galactica, tenho a sensação de que isto é do melhor que se faz em televisão. Eu queria tanto chegar à parte de fazer este review e agora faltam-me as palavras. Não sei por onde começar, não sei o que dizer primeiro e muito menos expressar-me. Foi tudo tão perfeito que não me importava de ter isto estendido por uma hora e meia (talvez até fosse melhor).

Ainda com os Cylons, Roslin e o resto do pessoal que está com ela tem a confirmação de que apenas quatro estão na frota. Por onde anda o quinto Cylon? Várias teorias podem ser válidas, como o facto de ele estar na Terra, ou ser uma das pessoas que estava com ela quando ela fez a revelação ou ainda ser alguém morto que pode voltar (Ellen? Billy? Cally?). Uma pergunta que só vai ser respondida a partir daqui a pouco mais de duas semanas (já falta tão pouco!). Para mim, o último Cylon está na Terra e foi ele o responsável por toda esta viagem desde há três anos atrás, uma espécie de Deus.

Mas as revelações, tal como o nome do episódio indica, não ficaram por aqui. Com a ida de D’Anna a Galactica, a tripulação descobre quem são os quatro que viviam em segredo. A revelação é feita por Tigh, aquele que é o Cylon que mais sofreu por ser desta natureza. A revolta que Bill sente ao descobrir a verdade sobre o seu melhor amigo é interpretada de tal grandiosidade que nos faz perceber que há poucos actores como Edward James Olmos e personagens como Bill Adama. Simplesmente sensacional!

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Battlestar Galactica (4.09) – The Hub

Dezembro 30, 2008

snapshot20081230222201Mas que grande momento de televisão. Claro que nem se compara ao seu sucessor, mas ‘The Hub’ é mais uma prova de que Battlestar Galactica é um dos melhores dramas da actualidade. Eu não me farto de dizer isso e nem me quero alongar muito nesta questão de estar maravilhado e blá, blá, blá porque isso eu quero fazer é no review de Revelations. Tendo várias histórias a serem exploradas, vamos começar por aquela mais emocionante: a de Roslin.

Cada vez que a híbrida diz para saltar, a presidente tem uma visão de um possível futuro (?) da sua pessoa. Presa a uma cama, doente terminal de cancro, apenas está rodeada por Bill, Lee, Starbuck e o médico. Resta-nos saber se isso é mesmo o que vai acontecer a ela, a mim parece-se que sim, o final de Battlestar Galactica poderá ser perfeito, mas não vai ser feliz. Enfim, grandes emoções estão para mim e neste momento estou orgulhoso de fazer parte da pequena legião de fãs que acompanham BSG.

A luta entre os Cylons/Humanos e os outros Cylons que desencaixotam D’Anna é um verdadeiro espectáculo a nível visual. Os efeitos visuais desta série é algo mesmo fora do normal, mas à semelhança de ‘Exodus – Part 2’ (episódio 3×04), a produção esmerou-se. O ‘I Love You’ de Roslin, dirigindo-se a Adama, foi talvez o mais sentido e realista que eu já vi em televisão. Uma grande interpretação e uma química enorme entre Edward James Olmos e Mary Mcdonell resulta num momento perfeito.

Nota: 9,4


Private Practice (2.10) – Worlds Apart

Dezembro 30, 2008

O último episódio de Private Practice do ano deixou um pouco a desejar. Não foi um episódio ruim, pois estava no nível dos episódios do início da temporada, porém não acrescentou quase nada de novo na história e, pior, por ser último episódio antes do hiatus de final de ano, o mínimo que se esperava era um gancho que nos fizessem ficar apreensivos para voltar a assistir a série em janeiro, o que não aconteceu.

“Worlds Apart” centrou sua história nos pacientes da clínica e nos dilemas éticos que os cercavam. Addison teve que se decidir entre atender ou não um grupo de prostitudas, mas que se consideravam apenas estudantes em busca de uma renda maior para pagar a própria faculdade. Naomi ficou dividida entre aceitar o desafio de engravidar uma paciente do Dr. Lockhart e trair seus próprios colegas, ou abrir mão do tratamento em nome da clínica. Cooper também ganhou um caso ótimo: a de um menino que sofria nas mãos de um padrasto violento e que foi salvo/seqüestrado pelo próprio pai, pois a mãe se recusava a acreditar no menino, colocando o médico na difícil posição entre denunciá-lo ou não.

Com relação aos médicos as novidades foram a partida de Meg e Kevin, que já não estavam acrescentando muito à série, deixando o caminho aberto para que Addison se envolva com novos homens e Peter assuma seu relacionamento com Violet. A partir desse episódio fica difícil saber o que Private nos reserva quando voltar no dia 8 de janeiro em seu novo horário, nas quintas-feiras após Grey’s Anatomy, porém os vídeos promocionais são promissores. Aguardo vocês no ano que vem, feliz 2009 a todos e até lá!

Nota: 7,5


Saw II (2005)

Dezembro 30, 2008

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Depois do fantástico primeiro filme, era difícil não ter curiosidade para ver o segundo. As expectativas estavam não muito altas pois a missão de ser melhor que a antecessor era impossível, mas também não estavam muito baixas pois já se provou que Saw consegue criar um bom terror, psicológico e físico. E foi com essa expectativa mediana que me surpreendi bastante ao deparar-me com mais uma obra-prima do terror actual.

Jigsaw está de volta e deixa-se apanhar pela polícia de modo a jogar um jogo com Eric, cujo o filho está numa casa com mais seis pessoas também num jogo do Jigsaw. A regra principal é simples: se Eric ficar a falar com o serial killer durante tempo suficiente, verá o seu filho outra vez. Nunca imaginei que estas palavras fizessem tanto sentido ao ver mais um final (tal como o do primeiro filme) absolutamente inesperado.

saw2_10Gosto de ver a forma de assassino que o Jigsaw é, um assassino que não mata as pessoas, apenas fá-las jogar um jogo onde não se pode perder. E entre os vários níveis de dificuldade está uma queda num poço de seringas, entrar num forno, cortar as mãos ao colocá-las num recipiente e um vilão final. Gostei mais do terror deste filme que o do anterior, contudo o anterior mexeu mais com o psicológico dos espectadores, talvez por ter sido a primeira vez com que nos deparávamos com o Jigsaw.

Ainda com três filmes pela frente (agora sei que tenho de rever o Saw V), já estou em pulgas para ver as próximos artimanhas do assassino e como a Amanda, a sua aprendiz, se safa com o mesmo legado. Será difícil combater este segundo filme que se mostrou tão perfeito como o primeiro. Mas eu não me importo porque enquanto houver sangue, boas brincadeiras, um Jigsaw inteligente e um final inesperado vou continuar a ver. Isso até que dava uma boa série de televisão.


Californication – Segunda Temporada (2008)

Dezembro 29, 2008

Californication também terminou nesse mês, juntamente com outras duas séries fantástica de temporadas muito curtas: Dexter e Merlin. Infelizmente não conseguimos cobrir a série aqui no Portal, devido ao já grande número de séries a que assistimos e um pequeno problema com o Caio, que cobriu o começo da série mas teve que abandoná-la por motivos pessoais. Porém pretendo compensar o pequeno erro fazendo um review da segunda temporada dessa comédia da Showtime.

Confesso que no começo da temporada, estava um pouco receosa de que Californication nos traria mais das mesmas coisas que vimos na primeira temporada: Hank transando com todas as mulheres que aparecessem em sua frente. E eu diria que até o episódio 10, estávamos nesse clima. Em poucos episódios Karen terminou novamente com Hank, recusando seu pedido de casamento, o que abriu a possibilidade do eterno galinha para se aventurar em Los Angeles mais uma vez. O surgimento de Lew Ashby, sobre o qual Hank estava escrevendo uma biografia, também só ajudou Hank a se envolver com vários novos tipos de mulheres.

Porém não considerei a temporada boa por isso. Ao contrário, ao romper com Hank mais uma vez, Karen estava terminando com o propósito da série: o de unir o casal novamente. Inclusive, se pensarmos que a primeira temporada só girou em torno de Karen se decidir por Hank ou por seu ex-noivo, Bill, vemos que a segunda temporada não teve a menor pena de jogar tudo isso fora, apenas para que Hank pudesse voltar ter casos aqui e alí. Outra coisa que pouco foi abordada na temporada foi a repercussão do roubo do novo livro de Hank – “Fucking & Punching” – pela filha de Bill, Mia, uma menor com quem Hank tinha transado na primeira temporada, e sobre quem Hank escreveu o livro. A princípio, achei que Hank faria algo para tentar provar que a autoria do livro era sua, porém ele pareceu não estar nem aí – tudo bem que ele não poderia sair gritando por aí que o livro era dele, uma vez que fazer sexo com menores é crime em qualquer lugar do mundo, mas imaginei que ele tentaria achar uma saída para a situação, o que não ocorreu. Os dois motivos, mais a história chatérrima de Charlie e a atriz pornô, Daisy, e a sempre insossa Karen quase me fizeram desistir da temporada, que estava muito repetitiva e pouco inspirada.

Mas resolvi dar uma chance para a série, principalmente por curiosidade de ver se Lew Ashby conseguiria o perdão da mulher de sua vida, Janie; como Hank lidaria com a inesperada gravidez de uma das mulheres com que passou uma noite, Sonja; e por estar achando muito fofo o primeiro romance da filha de Hank, Becca, com Damien. E não me arrependi. A partir do episódio 10, In Utero, Californication começou a se encontrar com o belo flashback de Hank e Karen, mostrando o momento em que ambos descobriram que ela tinha ficado grávida de Becca. A carta que Hank lhe mandou ao fim do episódio foi simples, linda e comovente, e me fez ver com olhos menos críticos Karen, ainda assim a personagem mais desinteressante da série. No episódio seguinte, Blues from Laurel Canyon, tivemos a inesperada e triste morte de Lew Ashby, personagem que aprendi a gostar e que me comoveu ao morrer tão perto de fazer as passes com Janie. Finalmente no último episódio da temporada, La Petite Mort, a série voltou ao seu clima cômico habitual, com a melhor cena da temporada: o nascimento do filho de Sonja – ri muito com a reação de Hank ao ver que a criança não era sua, o que possibilitou a reconciliação entre ele e Karen.

E quando pensei que tínhamos voltado ao estado do começo da temporada: Hank e Karen juntos novamente e Becca sozinha – tinha brigado com o namorado –, fui surpreendida, pois a felicidade da família não durou muito. Karen recebeu uma proposta de trabalho em Nova York, e Hank se dispôs a ficar em Los Angeles para cuidar de Becca e não separá-la de seu namorado – que conseguiu ser perdoado no último momento, pouco antes da família partir para Nova York. É óbvio que isso foi apenas mais uma deixa para que Hank possa continuar galinhando pela cidade na próxima temporada, porém se a série continuar tendo alguns episódios bons como esses três finais, acredito que ela permanecerá interessante o bastante para que seu público continue a acompanhá-la.


Battlestar Galactica (4.08) – Sine Qua Non

Dezembro 29, 2008

snapshot20081229175811Estava tão contente com o rumo da temporada e depois vem um episódio mais fraco como este Sine Qua Non. A história que me desagradou mais foi a de Lee e a sua presidência. Acho que houve muitas cenas de volta disto e se não fosse o Bill Adama, este capítulo teria sido uma verdadeira seca. Gostei da luta entre Bill e Tigh quando ambos de ofendem por causa das suas amadas (mas esta ‘briga’ nem se compara ao grande momento no episódio 4.10). Foi bom ver o comandante Adama no meio do espaço a procurar a presidente. Os dois amam-se e têm uma química incrível! E o reencontro é tão emocionante, mas isso fica para o próximo review.

Nota: 8,1