Merlin (1.12) – To Kill the King

Dezembro 8, 2008

A impressão que tenho depois de ver este episódio é que os produtores já sabiam, quando o escreveram, que iria haver segunda temporada, ou seja, que não era preciso ‘fechar’ todas as história neste ano. Digo isso porque se fosse o contrário, este décimo segundo episódio que antecede a season finale não encerra muitas storylines, mas cria mais expectativa para o que vem a seguir. Novamente temos a não-morte de Uther. Frak (Battlestar a chamar por mim…)! Mas como Merlin já nos tem habituado, a desilusão propriamente dita é um sentimento que não conseguimos ter em relação à série. Para mim, este To Kill the King foi um episódio magnífico, cheio de emoções que o telespectador gosta. Gostei do avanço da história de Morgana e nunca pensei que o pai de Gwen fosse mesmo morto. Mas sabem o que adorei mesmo? Foi o vídeo promocional da season finale que vem já na próxima semana. Podem vê-lo a seguir…

Nota: 9,2


Pushing Daisies (2.08) – Comfort Food

Dezembro 8, 2008

Comfort Food é simplesmente o melhor episódio de Pushing Daisies e um dos melhores desta fall season (de todas as séries). A temporada já estava sublime, mas com essa oitava pérola deste ano, a perfeição foi atingida. É inacreditável como é que uma série desta envergadura vai ser cancelada! Pior ainda: cancelada sem um final fechado! O episódio começa com um habitual flashback de Ned quando ele estava no colégio interno e foi um dos melhores (talvez o melhor) flashbacks da série.

Depois vamos para a cena que todos esperávamos: o reencontro de Chuck e o seu pai. Só que Chuck dessa vez esconde um segredo de Ned: ela colocou uma luva no pai para que ele não morresse quando Ned o tocasse de novo. E quem é que morreu? Nada mais, nada menos que Dixon! Genial! Por fim, temos o caso da semana que se passa num concurso de culinária. Desta vez, a investigação fica a cargo de Ned e Olive que ao mesmo tempo tentam ganhar o concurso.

Sem dúvida este Comfort Food é das melhores coisas já feitas em televisão. Com uma fotografia perfeita, histórias maravilhosas e absolutamente apaixonantes e interpretações excelentes, Pushing Daisies tornou-se uma das minhas séries favoritas. Uma coisa é garantida: começamos o episódio com um sorriso aberto e acabamos da mesma forma. Só para finalizar: como é bom ver a Olive num momento musical. Ninguém diz que a actriz que a interpreta já tem 40 anos!

Nota: 9,8


The Mentalist (1.09) – Flame Red

Dezembro 8, 2008

Eu tinha dito no review do episódio anterior que este precisaria de ser muito bom para eu não desistir da série. Como podem perceber pela demora desse comentário, a série ficava sempre para último na minha lista e apesar deste ter sido um dos melhores episódios da série, não é suficiente para eu continuar a vê-la. Por isso, esta torna-se a nona série cancelada pelo Portal. Como já disse, este episódio foi bom e gostei do mistério que envolveu o possível regresso de Dave. E mais uma vez temos um Patrick Jane muito inteligente e convincente, que consegue descobrir o assassino só de olhar para os seus tiques, roupas ou situações constrangedoras. Também gostei do avanço (nem foi bem avanço) da relação entre aqueles dois policias, principalmente da reacção dela quando ele diz que a ama e depois quando ele dorme.

Nota: 8,8

CANCELAMENTO DO PORTAL N.º9


Battlestar Galactica – Terceira Temporada (2006)

Dezembro 8, 2008

Fala o Almirante.
Ouviram as notícias.
Conhecem a missão.
Devem saber também que só há uma maneira de acabar esta missão.
E é com o salvamento bem sucedido do nosso povo de New Caprica.
Olhem à vossa volta.
Olhem bem para os homens e mulheres… que estão ao vosso lado.
Lembrem-se das suas caras.
Pois um dia irão contar aos vossos filhos e aos vossos netos, que serviram lado a lado com homens e mulheres como o universo nunca antes vira.
E juntos… realizaram um feito que será contado e recontado ao longo das épocas.
E encontrar imortalidade só como os Deuses outrora conheceram.
Estou orgulhoso de servir convosco.
Boa caçada.

É com discursos como esse que Battlstar Galactica é uma das melhores séries de televisão que eu já vi. É com discursos como esse que se criou o melhor personagem de todos os tempos: Bill Adama. É com discursos como esse que nos fazem emocionar, questionar e defender a humidade até aos nossos limites. É com discursos como esse que se dá o início do melhor que já se viu na série: o resgate do povo que está em New Caprica. É com discursos como esse que eu recomendo vivamente Battlestar Galactica.

A terceira temporada foi mais inferior que a segunda, mas mesmo assim considero melhor que a primeira. BSG conseguiu bater o recorde de Prison Break em termos de maratona, pois vi toda esta época de 20 episódios em apenas dois dias: sábado e domingo. Eu queria ver a season finale ontem e consegui! O início da temporada é absolutamente fenomenal. Depois de serem invadidos pelos Cylons, o povo de New Caprica tem de lutar com o máximo das suas forças para sobreviver. O Terrorismo que nos foi apresentado nos primeiros quatro episódios é maravilhosamente escrito, interpretado, produzido! Fantástico!

Também é em New Caprica que temos uma das cenas mais chocantes de toda a série: a morte de Ellen. Juro que não acreditei na altura e agora que vi o final da temporada ainda estou meio abananado com a morte dela. Coronel Tigh é uma personagem em constante crescimento e que conseguiu criar algumas das melhores cenas desta época. Mas não há personagem como Bill Adama. Como disse acima, ele é o melhor personagem de televisão de sempre. Edward James Oslos é um grande actor e admira-me como é que ele ainda não foi nomeado para os Emmys.

Tal como aconteceu na temporada passada, esta não é diferente e acaba de forma soberbamente perfeita. Primeiro descobrimos quatro dos cinco Cylons finais. Estou sem palavras para descrever a cena em que eles se encontram todos e principalmente a forma como eles reagem. Pior que ser Cylons e tentar-se integrar-se entre os humanos, como o caso de Sharon, é mesmo ser um Cylon e descobrirem quando já têm família, amizades de longa data e uma grande lealdade para com a sobrevivência da humanidade.

Mas não foi só da descoberta dos Cylons que eu adorei este episódio. A série tem mais um momento visualmente perfeito (efeitos especiais) quando eles chegam à nébula de modo a encontrar uma pista para o caminha da Terra. E é aí que Lee encontra Starbuck, que todos pensavam estar morta após os acontecimento que marcaram o décimo sétimo episódio. Eu, tal como a confiança que depositei em Ellen, nunca acreditei na morte de Starbuck, principalmente quando um círculo de mistério é construídos à morta dela.

Por falar em Starbuck, prefiro ignorar o quadrado amoroso que foi construído em volta de Lee-Dee-Starbuck-Sam. Eu tenho muito pena de Dee por ter fracassado esta relação com Lee. Gostava de os ver juntos, mas parece que isso não vai acontecer, principalmente agora com o regresso de Starbuck. Uma temporada de grandes altos, mas também de grandes baixos, mas que nos deixa várias perguntas para a season 4: O que vai acontecer com Baltar depois de ser absolvido? Com a chegada dos Cylons à frota, como será que eles vão tentar ‘persuadir’ Adama e levá-los para a Terra? E o que aconteceu a Starbuck durante este momento de ausência?

Para isso, só mesmo vendo o telefilme ‘Razor’ ainda esta semana e começar a ver a quarta e última temporada no próximo fim-de-semana. De lembrar que a quarta temporada terá reviews episódio por episódio (à semelhança de Nip/Tuck) porque a continuação da mesma começa já em Janeiro. Segue-se um vídeo sobre os dias de Terrorismo que se viveram em Caprica e o respectivo salvamento. Muito bom!

Nota: 8,6


Bones (4.01/02) – Yanks in the U.K.

Dezembro 8, 2008

O que que mantém uma série após 4 temporadas e com um tema tão batido, a morte (ex: CSI’s), com números bons (por volta dos 10 milhões) e não caindo desses números? Este é o caso pragmático de Bones, que continua a conquistar os americanos devido a episódios onde a morte e tratada da maneira mais subtil possível, pois não existem corpos para ver, mas só ossos, e com um humor não tão negro com CSI Las Vegas. Podemos dizer que Bones não é um CSI, mas sim uma estripe diferente do mesmo vício que afecta o espectador, pois aproxima-se mais da história pessoal dos personagens.

E após um final como o da última temporada, onde se perde um elemento fundamental para a equipa, Zach, devido a este fazer parte de uma seita, Bones regressa em boa forma, com uma viagem a Inglaterra. Após fazerem o que lhes foi pedido, ou seja, discursarem para o público inglês, Dra. Temperance ‘Bones’ Brennan e Special Agent Seeley Booth, a pedido de um cientista forense de terras de sua majestade, Dr. Ian Wexler, tentam deslindar um caso sobre uma rapariga americana controversa, que mantinha uma relação com um jovem de monarquia inglesa. E assim se resume a primeira parte do episódio, onde, como muitas vezes acontece, o mordomo fica com as culpas. A adaptação do Booth ao trânsito britânico torna-se hilariante, principalmente a parte onde ele sai do carro no meio de via.

Na segunda parte do episódio, já temos um caso mais interessante, pois a morte é do Dr. Ian Wexler. Isto leva a que Bones fique mais uns tempos do lado de cá do oceano, pois é lhe pedido que deslinde o crime. Esse crime já tem um final menos previsível, pois foi uma aluna do Dr. Ian Wexler que o matou, provocando, depois, um incêndio para encobrir o crime.

Do lado de lá do Atlântico, a narrativa trata do marido da Angela e o pedido que ela lhe faz para ele assinar os papéis do divórcio. Após várias situações caricatas, a situação parecia estar resolvida. Mas nem tudo corre na perfeição, pois Cam, chefe da Angela, dorme com ele. A partir daí, as cenas tornam-se mais humorísticas, sempre com uma excelente intervenção do Sweets. O pior é que o noivado entre a Angela e o Hodgins terminou, mas penso que foi uma excelente escolha para a dar continuação a narrativa.

Podemos, assim concluir que foi um episódio à Bones, cheio de mistério e com o sempre presente e, também, sempre bem-vindo humor, faltando ainda descobrir quem é que vai substituir o Zach na equipa, pois até agora o seu 1º candidato a substituto foi excluído.

Nota: 8,5

Escrito por: Aguerra
Revisado por: Marco