Private Practice (2.09) – Know When to Fold

Dezembro 22, 2008

Private Practice continua nos supreendendo a cada episódio nessa temporada. “Know When to Fold” marcou a inauguração da clínica de Charlotte, a Pacific Wellcare, e para atrair clientes, ela resolveu oferecer um café da manhã grátis no local. No evento, Peter e Sam roubam um paciente da nova clínica com a promessa de curar seu joelho para que ele pudesse voltar a ser ciclista profissional, porém o que coloca sua vida em risco, já que ele foi obrigado a deixar o esporte após descobrir sofrer de uma doença cardíaca – fato de que Peter e Sam não sabiam e que os fazem questionar se eles devem ou não curar a lesão no joelho do rapaz.

Enquanto isso, Addison briga com o novo médico neo-natal da Pacific Wellcare, doutor Wyat Lockhart, pois ele colocou a vida de uma de suas pacientes em risco ao prometer salvar o útero da mulher, que tinha câncer em um de seus ovários, sem a necessidade de uma cirurgia, recomendada por Addison, porém o que poderia levar à morte da paciente, já que a eficácia do tratamento não era garantida. É fato que Wyat é um médico muito arrogante, e dar em cima de Addison descaradamente em sua primeira aparição já mostra que ele está alí apenas para apimentar Private Practice, algo bom, ao meu ver.

Violet teve seu primeiro encontro com Sheldon, porém ele não levou ao que esperávamos, já que o homem alegou que ela é “muita areia para o caminhãozinho dele”, o que abriu espaço para a ótima cena final em que Violet confessa a Peter que está muito sozinha, ele diz o mesmo de si – estranho, o que aconteceu com Meg? – e os dois se beijam e, ao que tudo indica, passam uma noite quente no sofá do consultório de Violet. As conseqüências disso, além da paciente de Dell, que não estava certa se queria ou não dar seu filho para a adoção, e do que acontecerá com Cooper e Charlotte – que certamente ainda gostam um do outro, como vimos na linda cena em que os dois pensam em nomes de bebês enquanto aguardam o resultado do teste de gravidez sair – veremos no próximo episódio, o último do ano.

Nota: 9,6

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Burn Notice (2.02) – Turn and Burn

Dezembro 22, 2008

burn-notice1Se no último episódio de Burn Notice tivemos uma ligação entre o caso e a evolução da história do “despedimento” de Michael, neste temos uma separação grande entre os casos. Para além disso, também temos uma evolução na relação entre Michael e a sua mãe, que desde os primeiros momentos foi um pouco tensa. Sendo assim, vou dividir este review em três partes:

Primeira, o caso da semana, onde Michael e o seu bando, Fi e Sam, tentam apanhar um gang que trafica cocaína. O caso começa quando Sam conhece Sophia, que trabalha num restaurante e tem problemas com um cliente, Raul, nº2 do gang. Devido a isto, Michael tenta incriminar Raul de traição para com o seu chefe, Campos, descobrindo pelo meio que Sophia, é uma polícia que trabalha no DEA e é por isso que anda atrás do gang. Mas o que parecia fácil torna-se difícil pois Raul não é daqueles criminosos que querem os louros só para si, mas sim dos criminosos que não se deixam enganar por falinhas mansas. Por isso, Michael tem de se fazer passar por traficante que tem contactos na polícia e assim consegue entrar na operação de Campos. E dentro desta consegue incriminar Raul de traição, levando a que este conte tudo a polícia da operação, e consequentemente Sophia consegue resolver o caso.

Segunda, temos a evolução da história do “despedimento” de Michael das suas funções de espião. Desta vez tem a tarefa de conseguir fazer uma cópia de um cartão que, como depois veremos, se tornará importante para Carla. Para isso contacta um falsificador tunisino, Nefzi, que não tem cara de bons amigos. Mas, depois de se passar por falsificador, Michael (este é um dos episódios onde Michael muda de profissão várias vezes e também de sotaque) consegue levar a que Nefzi falsifique o cartão. Após tratar do negócio, Michael descobre que Nefzi morreu, mas ainda consegue arranjar outra cópia do cartão. E ainda fica com uma informação importante, é que quando vai entregar o cartão a Carla, descobre que ele tem um sotaque (tão importante que são os sotaques para os espiões) curdo quando fala árabe.

– Terceira, a evolução de relação entre Michael e a sua mãe, que conhece a sua primeira conversa séria sobre o passado, devido a mãe de Michael ter ido para um psicólogo. Esta relação ainda terá os seus altos e baixos, como veremos nos próximos episódios, mas traz-nos sempre excelentes momentos, principalmente de humor.

Por causa disto, Burn Notice teve um episódio regular, mas sem entusiasmar muito. Mas Burn Notice nunca consegue trazer um episódio péssimo, pois nem que seja os bocadinhos da vida de espião (como neste episódio, onde descobrimos como transformar um cheque já todo preenchido num cheque em branco, mas já assinado) safam o episódio da mediocridade. E esta é a essência de Burn Notice.

Nota: 8,9

Escrito por: Aguerra
Revisado por: Marco


Nip/Tuck (5.02) – Joyce and Sharon Monroe

Dezembro 22, 2008

snapshot20081221194950Nip/Tuck sempre foi uma série provocadora. Desde a primeira temporada que esta faceta tem vindo a aumentar. E se no primeiro episódio da quinta não se viu muita provocação, o regresso de Julia veio mesmo dar uma lufada de ar fresco. Então não é que o Sean andavam sempre a ver quem tinha a ‘pila maior e agora ela gosta da outra fruta’ (palavras do próprio Christian). O caso de estética também foi interessante, mas não passa de mais do mesmo. ‘Quero ser melhor que a minha amiga porque a atenção está toda nela’, conversa do costume. Vamos ver o que se segue com o regresso de Julia e a reacção da família McNamara. E isso é já no próximo episódio, um exemplo de excelência que a série um dia teve.

Nota: 8,2


Burn Notice (2.01) – Breaking and Entering

Dezembro 22, 2008

burn-notice“My name is Michael Westen. I used to be a spy.” E assim se resume a primeira temporada de Burn Notice, série que retrata a vida de um espião que foi “queimado” e que, na bonita cidade de Miami, tenta recuperar a sua vida, tendo para isso a ajuda da sua ex-namorada, Fi, e do seu amigo Sam. Eu conheci Burn Notice na Fox, sendo uma série que nos trás casos semanais, cheios de artimanhas de espião, mas não é uma série, chamemos-lhe assim, “tipo 24”, pois tem sempre uma grande dose de humor. E é por isso que a série se torna leve para ver, parecendo que os 45 minutos, que cada episódio tem, sejam muito menos tempo. Assim, na primeira temporada, temos a tentativa de Michael descobrir quem o queimou, acabando por conseguir chegar à fala com Carla, uma das pessoas que provavelmente tem a ver com isso.

E chegamos a segunda temporada, após Michael ser fechado num camião e ser levado para ir buscar o seu cliente. O que este cliente tem de especial é que ele também foi “persuadido” a ajudar a Carla nos seus planos, sendo incumbido de roubar um disco onde contem informações importantes. Mas o problema é que ele não e mais que um engenheiro informático, o que leva a fugir. Mas Carla antecipa a jogada e rapta a família do cliente. E aí é que entra o Michael, que fica com a missão de roubar esse disco. O pior é que esse disco está guardado numa empresa que faz genocídios por pagamento, o que torna as informações presentes no disco muito valiosas e, por isso, muito protegidas. Após conseguir-se infiltrar-se na empresa e depois de terem roubado o disco, Michael e o cliente accionam o alarme sem querer, o que leva a que o dono da empresa tente matar o cliente. A forma com que Michael consegue dar a volta a esse problema é genial (como de resto a série toda o é), conseguindo o cliente fugir.
No final do episódio temos, pela primeira vez, a Carla em pessoa, interpretada pela bela actriz Tricia Helfer, também presente em Battlestar Galactica. Resumindo, foi mais um excelente episódio de Burn Notice, numa temporada que ainda nos trará muitas surpresas. E, claro, aconselho a todos.

Nota: 9,1

Escrito por: Aguerra
Revisado por: Marco