Heroes – Terceiro Volume (2008)

Dezembro 26, 2008

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Depois de rever alguns episódios na esperança de que o volume não tenha sido tão ruim, deparei-me ainda com mais erros e situações estúpidas que antes nem tinha notado (ou não queria ver…) e que faz de agora Heroes uma série com um argumento fraco. Como eu já disse num review qualquer deste volume, agora dou mais valor ao volume antecessor que embora fraco a nível de acção e desenvolvimento, sempre era mais conciso e sólido que este Villains.

Tanta promessa em torno de morte dos personagens e nada! Ou melhor, quase nada, pois eles mataram a Elle! Porque não mataram a Maya? O Mohinder? O Peter? A Tracy? O Hiro? O Ando? Não! Vão logo matar a Elle! Isso já para não falar que estragaram um dos meus personagens favoritos: o Nathan. O pai tenta-lhe matar e colocou a mulher numa cadeira de rodas e mesmo assim ele apoia-o? E essa mudança repentina para o grupo dos maus da fita foi uma das piores ideias de Tim Kring.

Em vez de mudarem o Nathan para o lado do mal, porque não deixaram um Sylar de meter medo durante a temporada? Sim, porque a personagem de Zachary Quinto só se redimiu lá para o final, antes ele estava um autêntico burro. Toda a história de Angela e Arthur serem pais dele foi-lhe tão credível quanto o Bennet diz que não são que até roça o ridículo. Felizmente, temos ainda um grupinho que se formou no fim do volume que até é bem interessante: Daphnee, Matt, Ando e Hiro. Ao menos ainda não estragaram a personagem Matt, que actualmente é a melhor de Heroes.

Outra coisa que Heroes sabe tão mal fazer como surpreender são as viagens ao tempo e as mortes ressuscitadas. Para quê fazer episódios no futuro se não dão conta do argumento? A impressão que tenho é que Kring e a sua equipa têm medo de arriscar no mais surpreendente destino. Vamos ver se com a chegada de Bryan Fuller se consegue criar um volume que tenha, pelo menos, metade da qualidade que esta temporada de Pushing Daisies está a ter, que é a última. Que injustiça nesta televisão americana!

As mortes ressuscitada é como um contra-feitiço: o objectivo é surpreender mas conseguem completamente o contrário. Eu pelo menos fico surpreendido quando tenho a confirmação que um dado personagem morreu, porque caso contrário não coloco esperanças nenhumas numa morte em Heroes. Supostamente morreriam a Claire, o Sylar, a Daphne, o Matt, o Ando e todos eles continuam até agora. Por falar na Daphne, se na outra temporada Heroes ganhou com a entrada de Elle, nesta a série conseguiu criar uma Daphne divertida e eu gostei do que foi mostrado, apesar de ser uma personagem que nem sempre soube ser inteligente e pensar por si própria, mas não podemos esperar muito de Heroes, não é?

Por fim, e como o texto já vai longo, nada como falar da história em si. Se nos primeiros dois episódios a história dos vilões versus heróis estava a fluir bem, o descabimento chegou em grande. A entrada de Arthur Petrelli para este volume podia ter sido mais bem aproveitada e eu imagina uma luta diferente entre os dois lados. Acho que um confronto entre ‘mais quantidade de bons’ e ‘mais quantidade de maus’ é que seria excelente. Mas foi como disse anteriormente: eles têm medo de arriscar! E a série perde por isso! Imaginem Heroes nas mãos de J.J. Abrams e na HBO?! Imaginem só! Não seria das melhores coisas em televisão?!

Não há nada que se aproveite de Villains a não ser os primeiros e os últimos dois episódios que foram muito melhores do que o que se passou no meio. Espeera-se um Fugitives que seja mesmo muito, mas muito melhor que este volume. Até lá, é necessário não criar muita expectativa, mas acho que já aprendemos a lição, certo?

Média dos Episódios: 8,6

A avaliação que é dada por estrelas é o geral da temporada e a média dos episódio é a média da nota que eu dei em cada um dos episódios quando fiz o review. Todas as séries desta fall season que eu farei um comentário geral, terão este tipo de avaliação.
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Battlestar Galactica (4.03) – The Ties That Bind

Dezembro 26, 2008

Não se pode fugir ao destino. Cally, uma das personagens mais irritantes de Battlestar Galactica diz adeus à série. Depois de Billy e Ellen (a mulher de Tigh) é a vez da morte da esposa do Chefe morrer, também assassinada, e tal como nas outras mortes, eu não estava nada à espera. Contudo, o meu sentimento por este episódio foi que sabeu a pouco e que algumas cenas estão pouco explicadas e fáceis demais. Por exemplo, como é que a Cally, uma anti-Cylon por natureza, vai dar o seu bebé para os braços de Tori? E todos sabemos que ela estava em desespero, mas daí a sentar suicidar-se com o próprio filho vai uma longa distância. Na nave dos Cylons, uma das lutas mais interessantes do momento está a ganhar força. Enquanto isso, a comando de Starbuck, o clima já começa a ficar pesado.

Nota: 8,6


True Blood – Primeira Temporada (2008)

Dezembro 26, 2008

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Eu acho que não podia começar de melhor forma estes comentários das temporadas deste ano que finda. Ainda só terminou Dexter, Merlin e True Blood, mas apesar de serem as três boas, esta última é que foi a grande surpresa do ano. True Blood é uma série em constante evolução e se o piloto pode não convencer muito por tão bizarro que ele é, a surpresa que vem a seguir é belíssima.

Esta nova criação de Alan Ball é mais que uma simples série sobre vampiros. Eu, que nunca me interessei pela temática vampiresca, adorei. Agora imaginem aqueles que são apaixonados por ‘Buffy, The Vampire Slayer’ e ‘Angel’, ambas do Joss Whedon? De certeza que adoraram e se ainda não viram não sabem o que estão a perder. Quanto à história, o plot principal é bem simples: uma jovem que trabalha num bar, Sookie, apaixona-se pelo vampiro Bill, numa época em que os vampiros já saíram do caixão, muito literalmente!

Mas esta simplicidade acaba por resultar em excelentes momentos. Desde o assassino de Bon Temps até à química incrível entre os dois protagonistas, True Blood também é uma série de grandes interpretações. Quanto aos personagens em si, temos alguns mais divertidos e sofredores que outros. Uma rapariga telepática, um irmão doido por sexo, uma sugadora de sangue de vampiro, um homossexual vendedor de ‘V’, um homem que se transforma em animais são alguns exemplos do que esta série pode apresentar.

Entre os meus momentos preferidos, acho que aquele que eu mais gostei foi da construção do tribunal dos vampiros. Toda aquela situação quando o Bill iria ser condenado foi tão forte, real e tocante que, para mim, é uma das melhores coisas que já vi em televisão. Claro que temos outras e sendo uma série da HBO, não poderíamos esperar menos. Aquela perseguição no cemitério no último episódio foi simplesmente fenomenal. Os finais de cada episódios era o início de uma semana de tortura ao esperar pelo próximo capítulo.

Para finalizar, quero realçar aquele que foi um dos temas que mais foi tratado na série: o racismo. Não, não é o racismo por cor ou religião, mas sim da inserção dos vampiros na sociedade. No episódio 1×05, no discurso de Bill, podemos perceber claramente que os vampiros são vítimas de uma extrema exclusão social e se no início podia-se pensar que os humanos eram os bons da fita, os papéis invertem-se de vez em quando. Acho que a minha recomendação é mais que óbvia por isso não vale a pena repetir. Se ainda não viram True Blood, já podem ver em Portugal através do canal MOV, da ZON TV Cabo.

4e

Média dos Episódios: 8,8

A avaliação que é dada por estrelas é o geral da temporada e a média dos episódio é a média da nota que eu dei em cada um dos episódios quando fiz o review. Todas as séries desta fall season que eu farei um comentário geral, terão este tipo de avaliação.