Californication – Segunda Temporada (2008)

Dezembro 29, 2008

Californication também terminou nesse mês, juntamente com outras duas séries fantástica de temporadas muito curtas: Dexter e Merlin. Infelizmente não conseguimos cobrir a série aqui no Portal, devido ao já grande número de séries a que assistimos e um pequeno problema com o Caio, que cobriu o começo da série mas teve que abandoná-la por motivos pessoais. Porém pretendo compensar o pequeno erro fazendo um review da segunda temporada dessa comédia da Showtime.

Confesso que no começo da temporada, estava um pouco receosa de que Californication nos traria mais das mesmas coisas que vimos na primeira temporada: Hank transando com todas as mulheres que aparecessem em sua frente. E eu diria que até o episódio 10, estávamos nesse clima. Em poucos episódios Karen terminou novamente com Hank, recusando seu pedido de casamento, o que abriu a possibilidade do eterno galinha para se aventurar em Los Angeles mais uma vez. O surgimento de Lew Ashby, sobre o qual Hank estava escrevendo uma biografia, também só ajudou Hank a se envolver com vários novos tipos de mulheres.

Porém não considerei a temporada boa por isso. Ao contrário, ao romper com Hank mais uma vez, Karen estava terminando com o propósito da série: o de unir o casal novamente. Inclusive, se pensarmos que a primeira temporada só girou em torno de Karen se decidir por Hank ou por seu ex-noivo, Bill, vemos que a segunda temporada não teve a menor pena de jogar tudo isso fora, apenas para que Hank pudesse voltar ter casos aqui e alí. Outra coisa que pouco foi abordada na temporada foi a repercussão do roubo do novo livro de Hank – “Fucking & Punching” – pela filha de Bill, Mia, uma menor com quem Hank tinha transado na primeira temporada, e sobre quem Hank escreveu o livro. A princípio, achei que Hank faria algo para tentar provar que a autoria do livro era sua, porém ele pareceu não estar nem aí – tudo bem que ele não poderia sair gritando por aí que o livro era dele, uma vez que fazer sexo com menores é crime em qualquer lugar do mundo, mas imaginei que ele tentaria achar uma saída para a situação, o que não ocorreu. Os dois motivos, mais a história chatérrima de Charlie e a atriz pornô, Daisy, e a sempre insossa Karen quase me fizeram desistir da temporada, que estava muito repetitiva e pouco inspirada.

Mas resolvi dar uma chance para a série, principalmente por curiosidade de ver se Lew Ashby conseguiria o perdão da mulher de sua vida, Janie; como Hank lidaria com a inesperada gravidez de uma das mulheres com que passou uma noite, Sonja; e por estar achando muito fofo o primeiro romance da filha de Hank, Becca, com Damien. E não me arrependi. A partir do episódio 10, In Utero, Californication começou a se encontrar com o belo flashback de Hank e Karen, mostrando o momento em que ambos descobriram que ela tinha ficado grávida de Becca. A carta que Hank lhe mandou ao fim do episódio foi simples, linda e comovente, e me fez ver com olhos menos críticos Karen, ainda assim a personagem mais desinteressante da série. No episódio seguinte, Blues from Laurel Canyon, tivemos a inesperada e triste morte de Lew Ashby, personagem que aprendi a gostar e que me comoveu ao morrer tão perto de fazer as passes com Janie. Finalmente no último episódio da temporada, La Petite Mort, a série voltou ao seu clima cômico habitual, com a melhor cena da temporada: o nascimento do filho de Sonja – ri muito com a reação de Hank ao ver que a criança não era sua, o que possibilitou a reconciliação entre ele e Karen.

E quando pensei que tínhamos voltado ao estado do começo da temporada: Hank e Karen juntos novamente e Becca sozinha – tinha brigado com o namorado –, fui surpreendida, pois a felicidade da família não durou muito. Karen recebeu uma proposta de trabalho em Nova York, e Hank se dispôs a ficar em Los Angeles para cuidar de Becca e não separá-la de seu namorado – que conseguiu ser perdoado no último momento, pouco antes da família partir para Nova York. É óbvio que isso foi apenas mais uma deixa para que Hank possa continuar galinhando pela cidade na próxima temporada, porém se a série continuar tendo alguns episódios bons como esses três finais, acredito que ela permanecerá interessante o bastante para que seu público continue a acompanhá-la.


Battlestar Galactica (4.08) – Sine Qua Non

Dezembro 29, 2008

snapshot20081229175811Estava tão contente com o rumo da temporada e depois vem um episódio mais fraco como este Sine Qua Non. A história que me desagradou mais foi a de Lee e a sua presidência. Acho que houve muitas cenas de volta disto e se não fosse o Bill Adama, este capítulo teria sido uma verdadeira seca. Gostei da luta entre Bill e Tigh quando ambos de ofendem por causa das suas amadas (mas esta ‘briga’ nem se compara ao grande momento no episódio 4.10). Foi bom ver o comandante Adama no meio do espaço a procurar a presidente. Os dois amam-se e têm uma química incrível! E o reencontro é tão emocionante, mas isso fica para o próximo review.

Nota: 8,1


Burn Notice (2.03) – Trust Me

Dezembro 29, 2008

nova-imagem3Burn Notice cresceu desde que temos a actriz Tricia Helfer na série, pois esta vem trazer uma nova vertente a série. Esta vertente é o Michael saber que Carla é a entrada de novo para o mundo da espionagem, mas não sabe quem ela é, e um bom espião tem de saber com quem está a lidar. Mas essa vertente da série começa a sentir os primeiros desenvolvimentos. Mas vamos ao episódio em si. O episódio começa com a ida de Michael e Sam ao consulado paquistanês, pois, com os conhecimentos adquiridos durante a sua vida de espião, Michael sabe que quase todos os chefes de segurança dos consulados são ex-espiões. E, lá dentro, consegue roubar um ficheiro que servirá de moeda de troca com as informações que Michael quer, ou seja, o disfarce de Carla. Estas informações são conseguidas após algumas artimanhas realizadas por Michael, que deixa o ex-espião entre a espada e a parede.

Mas Burn Notice não só vive da história em trono de Michael, mas sim os casos semanais. E esta semana não é diferente. O caso desta semana e sobre Andy, um rapaz que pediu dinheiro emprestado a um dos “bancos privados” de Miami, ou seja, a uma pessoa que é um mafioso. O problema que se criou é onde ir arranjar a módica quantia de 200,000 dólares, que foram investidos num negócio com um vigarista que enganou Andy e ficou com esses 200 mil dólares. O nome dele é Zeke. E o que o Michael faz para reaver este dinheiro é enganar o enganador. Para isso faz-se passar por um investidor que, com o contributo de “Chuck” Sam, só investirá o seu dinheiro se Zeke também o fizer. Assim consegue descobrir onde esta guardado o dinheiro de Zeke e devolve este ao mafioso, que fica assim com as contas saldadas.

E assim se passou 45 minutos de puro divertimento, pois é disso que trata Burn Notice, uma série onde o divertimento é sempre garantido, nem que seja pelas situações caricatas que Sam se coloca.

Nota: 8,7

Escrito por: Aguerra
Revisado por: Marco


Bones (4.04) – The Finger in the Nest

Dezembro 29, 2008

nova-imagem2Após dois episódios bons, Bones regressa com um episódio que retrata uma das maiores atrocidades que o ser humano comete com o meio animal, as lutas caninas. E todo o episódio se desenrola à volta deste tema, que quanto a mim é reprovável. Mas vamos falar do episódio. Trata-se do assassínio de um veterinário, Dr.Elliot, que é morto por um cão. Durante o decorrer do episódio, sabemos que Dr. Elliot é um defensor dos animais e que foi morto devido a tentar acabar pelas lutas de animais. E o seu assassino é Dr. Hoop, um aspirante a médico, que manda um cão matar o defensor dos cães.

Para além disso, temos duas vertentes tratadas no episódio. A primeira é o receio que Booth demonstra quando o seu filho encontra o dedo que abre a investigação. Após alguns momentos de bom humor e de uma conversa com Dr. Sweets, chegamos a conclusão que o problema não é o dedo, mas sim uma amada que ele tem. A segunda é nova vida de Dr. Hodgins, após o seu término do seu relacionamento com Angela. Hodgins torna-se um homem diferente, o que leva a que vá falar com Sweets. Para além disso, temos mais um candidato a substituição de Zach eliminado, e não me parece que o candidato fixo chegue tão cedo. E assim tivemos mais um episódio bom de Bones, que mantém o nível que nos vem demonstrando.

Nota: 8,0

Escrito por: Aguerra
Revisado por: Marco


Californication – Primeira Temporada (2007)

Dezembro 29, 2008

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Com grandes expectativas, vem uma enorme desilusão. Muitas pessoas diziam para eu ver a primeira temporada de Californication pois valia muito a pena, mas a sensação que tenho é que ela não vale assim tanto a pena. Tem os seus bons momentos, como irei destacar mais à frente, mas não é o suficiente para eu me entusiasmar para ver a segunda época que, pelo que dizem, consegue estragar um pouco o grande final da primeira. E como para mim este final podia muito bem servir de series finale, fico por aqui e quem sabe, num futuro próximo, volte a pegar. Por enquanto, não!

Hank Moody é um grande protagonista, assim como Gregory House é em House e Patrick Jane é em The Mentalist. É aquele típico pensamento de ‘não consigo ver ele encarnado por outro actor’ que eu tenho em relação à personagem de David Duchonvy, mais conhecido por Fox Mulder de The X-Files. As outras duas personagens que eu gostei bastante são aquelas que completam a verdadeira família de Hank: Becca e Karen. A primeira devido aos seus diálogos muito inteligentes e divertidos para a idade dela e a segunda por ser a actriz mais bonita da série.

Como já disse, os diálogos de Becca são excelentes. Pergunto-me como é que não deram mais tempo de antena à sua personagem que é muito mais interessantes que todos os secundários. Quando eu digo todos, é mesmo todos, incluindo Charlie e a sua mulher que vira lésbica de um momento para o outro. Enquanto que a nível de cenas de sexo e da sua ousadia a equipa da série sabe como o fazer, a nível de argumento deixa um pouco a desejar. Karen e o seu casamento com Bill é uma história que se torna aborrecida ao longo da temporada mas que começa a ficar interessante para o final, principalmente o desfecho que foi excelente.

A filha de Bill, Mia, é uma das coisinhas mais irritantes da série. Eu sei que cada série tem o seu vilão, mas ela é chata, não é lá muito bonita (se tivesse mesmo 16 anos na vida real, aí já discordava) e é absolutamente intolerável. Uma das razões que não me faz ver a segunda temporada logo e já é porque me deparei no imdb com o nome dela nos episódios da segunda temporada. Por mim, só ficavam os três principais convocados para os próximos episódios e os outros levavam uma carta de despedimento. Um elenco renovado era a ideia ideal para Californication.

Mas como nem tudo é mau, vale destacar os bons momentos. Um deles, como eu já referi, é o final quando Karen foge do casamento e entra no carro de Hank. As cenas entre Hank e Bill eram sempre muito divertidas, principalmente quando tinha a amada no meio. Também gostei quando Hank levou uns bons socos de uma mulher enquanto praticava boxe. E o que eu me ri quando Hank e Becca vão à loja comprar tampões pois veio o período a ela. A verdade é que tudo melhorou nos últimos três episódios e são esses três episódios que me dão coragem para ver algum dia a segunda série. Até lá, tenho coisas mais interessantes que ver.