Californication – Primeira Temporada (2007)

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Com grandes expectativas, vem uma enorme desilusão. Muitas pessoas diziam para eu ver a primeira temporada de Californication pois valia muito a pena, mas a sensação que tenho é que ela não vale assim tanto a pena. Tem os seus bons momentos, como irei destacar mais à frente, mas não é o suficiente para eu me entusiasmar para ver a segunda época que, pelo que dizem, consegue estragar um pouco o grande final da primeira. E como para mim este final podia muito bem servir de series finale, fico por aqui e quem sabe, num futuro próximo, volte a pegar. Por enquanto, não!

Hank Moody é um grande protagonista, assim como Gregory House é em House e Patrick Jane é em The Mentalist. É aquele típico pensamento de ‘não consigo ver ele encarnado por outro actor’ que eu tenho em relação à personagem de David Duchonvy, mais conhecido por Fox Mulder de The X-Files. As outras duas personagens que eu gostei bastante são aquelas que completam a verdadeira família de Hank: Becca e Karen. A primeira devido aos seus diálogos muito inteligentes e divertidos para a idade dela e a segunda por ser a actriz mais bonita da série.

Como já disse, os diálogos de Becca são excelentes. Pergunto-me como é que não deram mais tempo de antena à sua personagem que é muito mais interessantes que todos os secundários. Quando eu digo todos, é mesmo todos, incluindo Charlie e a sua mulher que vira lésbica de um momento para o outro. Enquanto que a nível de cenas de sexo e da sua ousadia a equipa da série sabe como o fazer, a nível de argumento deixa um pouco a desejar. Karen e o seu casamento com Bill é uma história que se torna aborrecida ao longo da temporada mas que começa a ficar interessante para o final, principalmente o desfecho que foi excelente.

A filha de Bill, Mia, é uma das coisinhas mais irritantes da série. Eu sei que cada série tem o seu vilão, mas ela é chata, não é lá muito bonita (se tivesse mesmo 16 anos na vida real, aí já discordava) e é absolutamente intolerável. Uma das razões que não me faz ver a segunda temporada logo e já é porque me deparei no imdb com o nome dela nos episódios da segunda temporada. Por mim, só ficavam os três principais convocados para os próximos episódios e os outros levavam uma carta de despedimento. Um elenco renovado era a ideia ideal para Californication.

Mas como nem tudo é mau, vale destacar os bons momentos. Um deles, como eu já referi, é o final quando Karen foge do casamento e entra no carro de Hank. As cenas entre Hank e Bill eram sempre muito divertidas, principalmente quando tinha a amada no meio. Também gostei quando Hank levou uns bons socos de uma mulher enquanto praticava boxe. E o que eu me ri quando Hank e Becca vão à loja comprar tampões pois veio o período a ela. A verdade é que tudo melhorou nos últimos três episódios e são esses três episódios que me dão coragem para ver algum dia a segunda série. Até lá, tenho coisas mais interessantes que ver.

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0 Responses to Californication – Primeira Temporada (2007)

  1. Aberta com “You can always get what you want” e fechando com a mesma excelente música dos Rolling Stones, Californication foi das séries que mais me custou a ver. Peguei-lhe por duas vezes e, durante isso, não consegui ultrapassar o 7º episódio. Acho que o 8º o cumulo do tédio da série, que melhora muito a partir daí. A série tem boa narrativa, foi bem construída (pessoalmente gostei do 9º episódio, onde o Hank sofre mesmo consequências de ser um rapaz da boa vida, acabando com os grande Foo Fighters) ganhando a partir daí ritmo, com o Hank a aceitar o destino.

    Quanto ao 12º, primeiro falar da excelente cena com a primeira menstruação de Becca, talvez a melhor em termos de humor de toda a série. E, depois, do final. Pessoalmente, não gostei. Achei demasiado certinho e feliz. Depois de desistir de reconquistar o seu amor de sempre, ele volta para si. Não percebi o porque da mudança de ideias, só se for mesma essa mudança. Gostava muito mais de um final onde: ou não tivéssemos casamento ou, ao te-lo, criava-se uma narrativa interessante para a 2ª. Quanto a Mia, faltou talvez alguma “criancice” para uma rapariga de 16 anos. Ninguém tem tanta falta de escrupulos com aquela idade, ainda por cima quando afecta a si próprio e o único familiar.

    Apesar disso, e ao contrário de ti, Calif já segue para a segunda temporada. Que venha mais de Hank Moody.

    PS: LA é mesmo uma cidade dos diabos com nome de anjos…
    PS2: Alguém me explica porque as meninas daqueles lados tem as hormonas desreguladas?

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