Battlestar Galactica (4.09) – The Hub

Dezembro 30, 2008

snapshot20081230222201Mas que grande momento de televisão. Claro que nem se compara ao seu sucessor, mas ‘The Hub’ é mais uma prova de que Battlestar Galactica é um dos melhores dramas da actualidade. Eu não me farto de dizer isso e nem me quero alongar muito nesta questão de estar maravilhado e blá, blá, blá porque isso eu quero fazer é no review de Revelations. Tendo várias histórias a serem exploradas, vamos começar por aquela mais emocionante: a de Roslin.

Cada vez que a híbrida diz para saltar, a presidente tem uma visão de um possível futuro (?) da sua pessoa. Presa a uma cama, doente terminal de cancro, apenas está rodeada por Bill, Lee, Starbuck e o médico. Resta-nos saber se isso é mesmo o que vai acontecer a ela, a mim parece-se que sim, o final de Battlestar Galactica poderá ser perfeito, mas não vai ser feliz. Enfim, grandes emoções estão para mim e neste momento estou orgulhoso de fazer parte da pequena legião de fãs que acompanham BSG.

A luta entre os Cylons/Humanos e os outros Cylons que desencaixotam D’Anna é um verdadeiro espectáculo a nível visual. Os efeitos visuais desta série é algo mesmo fora do normal, mas à semelhança de ‘Exodus – Part 2’ (episódio 3×04), a produção esmerou-se. O ‘I Love You’ de Roslin, dirigindo-se a Adama, foi talvez o mais sentido e realista que eu já vi em televisão. Uma grande interpretação e uma química enorme entre Edward James Olmos e Mary Mcdonell resulta num momento perfeito.

Nota: 9,4

Anúncios

Private Practice (2.10) – Worlds Apart

Dezembro 30, 2008

O último episódio de Private Practice do ano deixou um pouco a desejar. Não foi um episódio ruim, pois estava no nível dos episódios do início da temporada, porém não acrescentou quase nada de novo na história e, pior, por ser último episódio antes do hiatus de final de ano, o mínimo que se esperava era um gancho que nos fizessem ficar apreensivos para voltar a assistir a série em janeiro, o que não aconteceu.

“Worlds Apart” centrou sua história nos pacientes da clínica e nos dilemas éticos que os cercavam. Addison teve que se decidir entre atender ou não um grupo de prostitudas, mas que se consideravam apenas estudantes em busca de uma renda maior para pagar a própria faculdade. Naomi ficou dividida entre aceitar o desafio de engravidar uma paciente do Dr. Lockhart e trair seus próprios colegas, ou abrir mão do tratamento em nome da clínica. Cooper também ganhou um caso ótimo: a de um menino que sofria nas mãos de um padrasto violento e que foi salvo/seqüestrado pelo próprio pai, pois a mãe se recusava a acreditar no menino, colocando o médico na difícil posição entre denunciá-lo ou não.

Com relação aos médicos as novidades foram a partida de Meg e Kevin, que já não estavam acrescentando muito à série, deixando o caminho aberto para que Addison se envolva com novos homens e Peter assuma seu relacionamento com Violet. A partir desse episódio fica difícil saber o que Private nos reserva quando voltar no dia 8 de janeiro em seu novo horário, nas quintas-feiras após Grey’s Anatomy, porém os vídeos promocionais são promissores. Aguardo vocês no ano que vem, feliz 2009 a todos e até lá!

Nota: 7,5


Saw II (2005)

Dezembro 30, 2008

saw-2

Depois do fantástico primeiro filme, era difícil não ter curiosidade para ver o segundo. As expectativas estavam não muito altas pois a missão de ser melhor que a antecessor era impossível, mas também não estavam muito baixas pois já se provou que Saw consegue criar um bom terror, psicológico e físico. E foi com essa expectativa mediana que me surpreendi bastante ao deparar-me com mais uma obra-prima do terror actual.

Jigsaw está de volta e deixa-se apanhar pela polícia de modo a jogar um jogo com Eric, cujo o filho está numa casa com mais seis pessoas também num jogo do Jigsaw. A regra principal é simples: se Eric ficar a falar com o serial killer durante tempo suficiente, verá o seu filho outra vez. Nunca imaginei que estas palavras fizessem tanto sentido ao ver mais um final (tal como o do primeiro filme) absolutamente inesperado.

saw2_10Gosto de ver a forma de assassino que o Jigsaw é, um assassino que não mata as pessoas, apenas fá-las jogar um jogo onde não se pode perder. E entre os vários níveis de dificuldade está uma queda num poço de seringas, entrar num forno, cortar as mãos ao colocá-las num recipiente e um vilão final. Gostei mais do terror deste filme que o do anterior, contudo o anterior mexeu mais com o psicológico dos espectadores, talvez por ter sido a primeira vez com que nos deparávamos com o Jigsaw.

Ainda com três filmes pela frente (agora sei que tenho de rever o Saw V), já estou em pulgas para ver as próximos artimanhas do assassino e como a Amanda, a sua aprendiz, se safa com o mesmo legado. Será difícil combater este segundo filme que se mostrou tão perfeito como o primeiro. Mas eu não me importo porque enquanto houver sangue, boas brincadeiras, um Jigsaw inteligente e um final inesperado vou continuar a ver. Isso até que dava uma boa série de televisão.