Lie To Me (1.02) – Moral Waiver

lie-to-meEu sou apologista da ideia que as séries só ao segundo episódio é que começam a mostrar a sua face, a sua base. O segundo episódio costuma ser sempre pior que o primeiro, pois o primeiro é um teste, que quase todas passam, o segundo começa a ser a vida quotidiana. Utilizando uma metáfora, o primeiro episódio é os primeiros dias de trabalho, onde queremos impressionar o chefe. Os restantes são dias normais, onde não se faz tanto trabalho. Mas não foi isso que aconteceu a “Lie to Me”. O segundo episódio foi, pelo menos para mim, melhor que o primeiro.

Pareceu-me que toda a equipa não sentiu a pressão de tentar fazer um episódio simplesmente perfeito, ou perto de isso, como tentaram no primeiro, mas tentaram manter o público que tinham. Comigo conseguiram. Mas, seguindo a forma estrutural do primeiro episódio, Lie to Me continua a utilizar dois casos, um onde notamos uma acção mais focalizada e um segundo para preencher os espaços em brancos. O primeiro foi a acusação de violação de um soldado para o seu superior. O enredo vai se desenvolvendo, sempre com as reviravoltas e a incessante busca da verdade a cabo de Lightman. Por fim temos a resolução do caso, mostrando-nos a série como é que o polígrafo é falível.

Esta é uma das bases de sustentação da série, que foi bem visível neste episódio, desde o princípio com a comparação entre o polígrafo e um ovo de avestruz, até a utilização de medicamentos para enganar o polígrafo. O segundo caso trata da vida de um basquetebolista que foi subornado. O desenvolvimento deste foi mais lento, mais para haver uma mudança do tema central. Foi menos interessante, pois não teve grande desenvolvimento. Mas, como a maioria de procedurals, Lie to Me tem uma base de sustentação na equipa e na relação entre os seus membros. Neste episódio temos o retrato a relação entre o cientista e o aprendiz que já aprendeu, ou seja, entre Lightman e Ria Torres.

A relação destes é muito interessante, pois para quem teve 20 anos a aprender todas as expressões humanas e perceber que há gente que sabe isso sem pegar num livro deve ser muito frustrante. E, com o final do episódio, percebe-se que isto ainda tem pano para mangas. Por último, de referir as duas últimas vertentes de Lie to Me. Primeira a lúdica. Depois de ver Lie to Me começo a pensar em todos os gestos que faço, desde coçar o pescoço quando minto, que nunca notei que fazia, como o cruzar de braços. Uma coisa interessante de Lie to Me são as imagens de pessoas famosas ao realizarem esses gestos, desde George Bush, passando por Sarah Palin.

A segunda vertente é a humorística, como por exemplo o ovo. Dá para nos divertirmos um bocado. Lie to Me cresceu, ganhou consistência. Temos uma série a dar os seus primeiros passos, mas que tem qualidades suficientes para se tornar uma grande velocista. Vamos ver como ela evolui, pois tem premissa interessante.

Nota: 8,9

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0 Responses to Lie To Me (1.02) – Moral Waiver

  1. Matheus diz:

    Eu acho que vo dá uma olhada em Lie To Me,
    esse review me insipiro a baixar o Piloto. 🙂

  2. Marcia diz:

    Adorei esse episódio. A única história chata foi a do menino do basquete, mas Tim Roth conseguiu manter o episódio interessante. Adoro esse jeito seco e sarcástico dele, por exemplo, na barraquinha de lanche nesse episódio e com o cara que roubou sua vaga na garagem no episódio passado. A parceira dele, que tem o dom natural de descobrir verdades nas pessoas, também é uma ótima personagem, que não está alí apenas para figurar.

    Destaque para a participação do Adam do Heroes e as sempre ótimas referências faciais baseadas em figuras públicas conhecidas e fotos reais, como a de Sarah Palin, por exemplo.

  3. DMM diz:

    considero bastante melhor do que The Mentalist…
    os inícios de episódios são excelentes

    quem é a personalidade que aparece antes da intro neste segundo episódio (aquele que estava a mentir pois deu um passo para traz)?

  4. DMM, segundo percebi era uma pessoa do departamento de segurança encarregado do projecto de um polígrafo portátil.

    Cumprz

  5. DMM diz:

    António: não estou a falar dele, estou a falar daquele que apareceu mesmo antes da intro, não faz parte da série, é uma pessoa real…
    tipo aquelas cenas reais que eles mostram de vez em quando

    o que diz “I’m not a corrupt. I earn everything I have got”

  6. DMM, depois de uma pesquisa, pois eu tinha a ideia que esse senhor já tinha sido presidente dos EUA, descobri que é Richard Nixon. Segundo o que eu li, ele renunciou ao cargo devido ao caso Watergate, um caso de corrupção, por isso essa cena deve ser uma das partes da conferência de imprensa.

    Se quiseres saber mais, encontra-se em:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Nixon

    Cumprz

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