Dollhouse (1.01) – Ghost

dollhouse1011Depois de muita especulação e mistério, estréia na FOX a nova série de Josh Whedon, Dollhouse. Após enfrentar diversos problemas com a trama, os roteristas e a imensa dificuldade em alinhar o episódio piloto, o canal finalmente a estreou, com a imensa responsabilidade de surpreender a todos que aguardaram ansiosamente por seu início. Quando descobri que Eliza Dushku seria a protagonista da série fiquei muito contente, pois gosto muito dela como atriz, porém pela premissa da série, vejo que ela terá um imenso desafio pela frente. Consigo comparar sua responsabilidade com a de Toni Collette à frente de “The United States of Tara”, não pela série em si, mas pela densidade da personagem em interpretar diferentes personalidades dentro de um só corpo.  Se Dollhouse conseguir manter um bom nível na trama e na construção das personagens que Eliza incorporara, creio que a série tem tudo para conseguir emplacar como mais um bom trabalho de Josh Whedon.

” Nada é o que parece” realmente encaixa-se perfeitamente no primeiro diálogo entre Caroline e DeWitt, CEO da Dollhouse. O acordo diz respeito sobre o alistamento de Caroline na “top secret company”, fator que irá beneficiar sua ficha (criminal?!) e sua liberdade após cumprir cinco anos na casa das bonecas. Vemos um pouco de ação sobre duas rodas em Chinatown e uma boa balada para descontrair, realmente o que não combinou muito com essa cena foi o ator Brett Claywell, mais conhecido como Tim de One Tree Hill fazer o papel de garanhão, implicância minha talvez mas sempre irei associá-lo ao bestão do Tim. Após deixá-lo ao relento na balada, uma van a leva de volta ao local onde iniciará um novo tratamento.

Conhecemos finalmente a Dollhouse, ambiente misteriosamente moderno onde são apresentados alguns personagens principais, entre eles:  Topher Brink, programador gênio responsável pelo armazenamento e processo de retirar e inserir novas personalidades nas “Dolls” ou “Ativos”, que são pessoas que voluntariam-se ou não (ainda não sabemos) a terem suas memórias deletadas e assim serem reprogramadas com novas para então desempenharem seu papéis conforme a necessidade dos clientes. Descobrimos que o novo nome de Caroline é Echo e que esta possui um mentor, o dedicado Boyd Langdon. Fora da Dollhouse, conhecemos Ballard, agente intusiasta que a mais de quatorze meses tenta provar a existência da Dollhouse e a ilegalidade de suas atividades. Na minha opinião, a melhor cena do piloto é dele:” Ninguém tem tudo o que quer. É um padrão de sobrevivência. Você consegue o que quer, então quer algo mais. Se tiver tudo, você sempre irá querer algo a mais. Algo mais extremo, algo mais específico. Algo perfeito”.

Na primeira missão do episódio, “Echo turns to Eliza”, uma especialista investigadora com habilidades em traçar perfis. Interessante notar que a Dollhouse mixa personalidades dentro do “Ativo” e que por vezes estas podem ser conflituosas, restando a dúvida: são propositadas ou equivocadas? Neste caso, Eliza tem de negociar com os sequestradores de Davina, filha de um magnata importante. Sutilmente ela explica que existe um padrão para o número de pessoas envolvidas num sequestro, totalizando quatro: três compõem a ambição e somente um é a informação do grupo. Relacionado as personalidades incididas em Eliza, esta começa a ter flashs de quando fora sequestrada aos nove anos de idade, deixando-a tremendamente atormentada, prejudicando então a negociação, que resulta no magnata levando um tiro e Davina sendo levada juntamente com o dinheiro pago pelo resgate. De volta a Dollhouse, Boyd é repreendido por DeWitt por comprometer o caso de um grande cliente e por fim ordena que a memória de Eliza seja deletada, mas é perceptível que eles foram negligentes ao mesclar a personalidade de uma pessoa molestada. Após convencer que deve continuar as negociações, Eliza vai até o local em que os sequestradores mantêm Davina e após conflitos internos entre os sequestradores, Eliza consegue resgatar e tirar a menina de dentro da casa. Finalizando este episódio vemos um personagem misteriosamente nú assistindo um vídeo de Caroline, no local que parece ser a antiga casa dela e o mais inusitado na cena são os corpos de um casal, supostamente seriam os pais de Caroline? Quem será este homem? Por que ele envelopou a foto para o agente Ballard? O que seria o projeto ALPHA? Como a própria protagonista disse, “Você não pode lutar com os fantasmas”, resta saber então se a série sobreviverá e manterá o padrão por tempo suficiente ou será somente outro programa com uma idéia inteligente porém nada ousada e criativa.

Nota: 7,5

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0 Responses to Dollhouse (1.01) – Ghost

  1. Sofia diz:

    O segundo episódio é muito melhor que o piloto! 😀

  2. Tiago diz:

    Concordo que o segundo epi foi melhor. Mas confesso que ainda falta “alguma coisa” pra tentar emplacar…

  3. Achei um pouco parecido com “My Worst Own Enemy”. Tem uma premissa parecida, mas gostei mais de Dollhouse. Vamos ver se vai por caminhos diferentes.

  4. Matheus diz:

    Eu esperáva muuuuuuito mais…

    Pode ser que a série melhore, mas não é tudo aquilo que pensei que seria.

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