Lie To Me (1.04) – Love Always

lie-to-me-1041Uma série é como as pessoas, não se pode medir aos palmos. A série não se pode medir pela audiência que tem nos EUA, porque, primeiro, o público americano é muito esquisito, e, segundo, existem variadíssimos casos onde temos séries excelentes que não conseguem atingir os números que valem. E para quem acompanha as audiências, ao ver o número de pessoas que passou a última quarta a ver Lie to Me, deve ter pensado que o episódio tinha sido o pior de todos. Mas não foi isso que aconteceu. Lie to Me consegue ter o melhor episódio da temporada. Isto deve-se a mudança do estilo do episódio. Em vez de termos um caso policial normal, temos uma busca antecipada do assassino; em vez de termos dois casos, temos um único. Como dizia um cantor português “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.

Pois os tempos já não pedem casos policiais a torto e a direito. Os tempos pedem coisas novas. E Lie to Me consegui dar-nos algo de novo. Primeiro, começamos por ter a ameaça a embaixador norte-coreano. O ponto de partida estava dado, para um caso coerente, sem muitas mudanças de velocidade, nem sem entrarmos na monotonia. Temos a chegada de Dr.Lightman e a sua equipa. Mas, quando o caso parecia que estava a seguir uma direcção, temos a tentativa de assassinato do filho do embaixador. O problema é que o caso se passa num casamento, e como em quase todos os casamentos (em tempos de crise não é muito assim, mas prontos) temos uma quantidade infinita de convidados. Neste caso eram 150. Número grande para uma equipa de quatro pessoas.

Mas quando o caso estava de novo a entrar na monotonia, temos, de novo, a mudança. Se no princípio parecia que o atentado seria sobre o embaixador, no meio dava a entender que foi sobre o filho devido a problemas do e jogo. Antes de chegar a fase final temos ainda a suspeita sobre o guarda-costas, que viemos a perceber que é filho do embaixador. Mas por fim descobrimos que deveu-se a noiva, pois esta já foi casada, e o seu ex-marido não gostou nada da ideia de ela se voltar a casar. Mas o que impressionou foi a forma com que os suspeitos entram e saem de cena. Uma forma muito subtil, mas mesmo assim muito racional.

Se isso não basta-se, temos o regresso da vida pessoal das personagens. Temos um agente a seduzir Ria Torres e temos Dr.ª Foster com problemas no casamento. A primeira é levada a tomar um copo no final do episódio, a segunda mantém a ingenuidade, quando se vê que o marido está a trai-la. Ou ela não percebe ou ela não quer perceber. Parecendo-me a primeira, aplica-se o dito popular “O amor é cego”. É irónico que uma pessoa que tem o ordenado a descobrir as mentiras dos outros, não consiga descobrir as mentiras das pessoas que lhe são mais próximas. Tanto um filão como outro são interessantes, e podem trazer novidades à série.

De resto temos a excelente interpretação de Tim Roth como Dr.Cal Ligthman e temos presidente Obama a ser apanhado num gesto não muito bonito de se ver. Um pormenor muito bem metido no melhor episódio da série, até agora.

Nota: 9

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