Lie To Me (1.06) – Do No Harm

lie-to-me-106Após um episódio que caiu na monotonia dos policiais, Lie to Me tem de novo um episódio muito bem construído. Eu não sou grande acompanhante de policiais, mas daqueles episódios que vi não me lembro de nenhum rapto. E é isto que Lie to Me pode trazer a caixinha mágica: coisas novas. A primeira novidade foi um caso em que não envolva um homicídio, mas sim um rapto, como já referi. A segunda foi a mudança de equipas. Desta vez Cal tem Foster como acompanhante, e não Ria, como habitualmente.

Isto foi a forma que os argumentistas arranjaram para contar parte do passado de Foster. Já se fala nisso. O caso foi dos mais interessantes que se viu até agora, pois começamos a entrar no espírito da série, e já não é preciso a explicação meticulosa da linguagem da mentira. A única coisa que deixou a desejar foi o final, com pouco drama para uma cena que prometia ser a mais dramática do episódio. E, como na maior parte dos casos de Lie to Me, tudo fica bem no final, punem-se os vilões e deseja-se felicidade aos bons da fita. Mas uma das coisas mais interessantes neste caso foi exterior a ele.

É, que após percebemos que o casamento entre Foster e o seu marido não estava bem, veio uma das possíveis explicações. Foster não consegue completar a adopção de uma rapariga, e isto faz danos no casamento. Parece que o marido de Foster está preste a regressar. Espera-se que de alguma continuidade a serie. O caso secundário não foi daqueles que servem para preencher espaços. Teve o seu dinamismo, teve a sua dose de mentira, e principalmente de enganos. A dupla Eli/Ria funciona muito bem, e se tiverem um caso interessante, onde há envolvimento emocional, ainda ficam melhor. É que Eli apaixona-se por uma mulher que supostamente passou parte da sua vida com a guerrilha do Uganda. Isto faz com que os seu “sentido” para apanhar mentirosos fique afectado. Quem não fica é Ria, que desconfia da história.

A desconfiança é verdadeira, e a activista do Uganda perde a sua oportunidade de publicar um livro onde conta a sua fictícia história. É interessante ver a dualidade que Lie to Me tem. Se no último episódio, Torres deixa-se levar pelo preconceito, neste é Eli a ser levado pela paixão para o engano. Assim se vê que nem tudo nesta série é infalível, e aproxima os protagonistas a condição de humano. E foi isto que Lie to Me nos trouxe nesta semana. E, para acabar esta review, de referir que Lie to Me é das poucas (para não dizer) séries que estreou na mid-season e se mantém com números interessantes. Deve querer dizer alguma coisa.

Nota: 9,1

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: