House (5.18) – Here Kitty

Março 19, 2009

house-2Depois de ver tantos episódios de House (com este, já lá vão 104), nunca tive um episódio tão esquisito como este. E isto porque? Devido a uma gata. É que um episódio desenvolver-se quase exclusivamente devido a uma gata (até o título ajuda) é fraco, para um House que parecia regressar de novo aos níveis anteriores. Também não foi um episódio péssimo, nem próximo disso, mas foi um episódio razoável. E para quem viu o promo (como eu), não poderia ter ficado mais desiludido. Primeiro o caso deve-se a tão famosa gata. Debbie, o nome do felídeo, é como um “ceifador”, um prenúncio que a morte está a chegar aqueles onde ela se deita.

E House tem uma paciente, no caso enfermeira, que já teve provas suficientes para acreditar na superstição, quando a gata se deita ao lado dela, corre ao melhor doutor da cidade. O caso foi interessante devido as reviravoltas que foi dando, com bastantes enganos, e com uma crença de House que a enfermeira não fingia, como fingiu de inicio, mas sim que sofria de uma doença. Cancro foi o diagnóstico final, e logo numa parte que nem todas as pessoas têm, o apêndice. Mas House não se só valeu pelo caso. Valeu pela obsessão que House tem em provar que tudo pode ser provado (desculpem lá a redundância) por meio científico.

Já tentou provar que Deus não existe, agora tenta provar que a gata não é mais que uma dorminhoca, que gosta do calor dos cobertores ou das pessoas. Claro que se esquece das coincidências, pois claro que a gata poder-se-ia deitar em qualquer cama com cobertores, mas deitava-se dos “quase” mortos. Gata inteligente, diria eu…Para além disso foihouse interessante ver que House preocupava-se mais com a gata de que com a paciente. Pelo menos tivemos uma amostra do House narcisista, unicamente preocupado consigo. E House ainda nos trouxe algum desenvolvimento de duas personagens desta (perdida) equipa. Começando pelos parêntesis.

House está com uma equipa que fica a milhas da anterior, pois ainda não se consegui ver mais que alguns pequenos fogachos entre a equipa e House. Mas mesmo assim foi interessante ver Taub, sofrendo os problemas da crise que faz sofrer o mundo inteiro (hoje estou para as redundâncias), ficar desesperado, e pensar em despedir-se de um trabalho donde não se sente bem. E, como se intervenção divida fosse, chega um ex-colega com uma oportunidade de trabalho. Claro a intervenção divina não foi o resultado deste aparecimento, mas sim de mais um burlista, pelos que crescem por ai como cogumelos. Taub ainda é chamado a razão antes de se deixar levar, e regressa ao seu trabalho.

Depois temos Kutner, e o seu lado supersticioso, a deixar a sua marca no sofá de House, que fica com uma cor amarelada (não tem pontaria para a sanita). Para mim a personagem que sobressai desta equipa é Taub, devido a sua complexidade.  Depois temos House com uma pista de carros, logo no inicio, que valeu quase por metade do episódio (estou a pensar fazer uma daquelas no meu quarto). Mas foi um episódio razoável, que não se pode comparar com último, mas também bem melhor que aquela fase de “abstinência” que House passou.

Nota: 8,5


Gossip Girl (2.18) – The Age of Dissonance

Março 19, 2009

blair-and-danAdorei a volta de Gossip Girl! Nesse ótimo episódio, vimos o fim das chatas histórias que cercavam os personagens Chuck e Blair, mostradas no último episódio antes do hiatus, e com isso, o melhor: a história avançou para caminhos inesperados, e quase foi parar no Brasil!

O episódio começou com um belo pano-de-fundo: uma apresentação de uma peça teatral pela turma de veteranos do ensino médio da série. A peça escolhida não poderia ter sido melhor: A Época da Inocência, baseada no romance de Edith Wharton, assim como no filme homônimo de 1993, dirigido por Martin Scorsese. Enquanto todos se preparavam para encenar uma história ambientada nos costumes e regras rígidas da alta sociedade da Nova York de 1870, eventos na vida particular de cada um dos atores principais convergiram para o clímax final, durante a representação da peça: sua total ruína com Nathan, Blair e Serena explodindo suas mágoas particulares para uma platéia, que ficou sem entender absolutamente nada – incrível pensar que o crítico de teatro acreditou que toda aquela “cena” realmente fizesse parte da peça. Mas que fatos eram esses, que deixaram todos irritados?

Começando por Blair. Desde o episódio passado ela ainda tinha assuntos mal resolvidos com a intragável professora Rachel, e em The Age of Dissonance, ela recebeu a notícia de que tinha perdido sua tão sonhada vaga em Yale para a nerd fashion Nelly, pois alguém misterioso resolveu armar uma vingança contra ela, revelando para o reitor da Yale que a moça tinha armado um escândalo para cima da “ingênua” professora. Não contente com a situação, Blair ficou apenas acusando as pessoas ao seu redor de traição, prometendo vingança porém sem efetivamente fazer qualquer coisa. Com isso, além de chatear Serena – o que fez com que as duas brigassem de novo, uma vez que a própria Serena teve um de seus segredos revelados pela vingadora misteriosa e acabou culpando erroneamente Blair pela fofoca –, Blair acendeu em Dan a desconfiança de que Rachel poderia estar atrás dessas fofocas, o que se provou correto.

Com a descoberta da verdade, Dan terminou tudo com a professora, que nesse mesmo episódio zarpou de volta para Iowa – os fãs agradecem. Porém a resolução da história só provou que Blair aprendeu alguma coisa com aquela situação, quando, mesmo tendo um segredo bombástico nas mãos, que poderia acabar com a vida da professora e até mesmo a de Dan, resolveu guardá-lo para si e dar a Rachel algo pior do que uma vingança: o gosto do arrependimento e da culpa. Se muitas vezes Blair se mostra imatura e mimada, nos levando a pensar que ela talvez não mereça mesmo Yale, são em momentos como esse que mudamos completamente de opinião e passamos a torcer para que a personagem consiga sempre realizar seus todos os seus desejos.

Nathan e Vanessa, que vêm conquistando minha simpatia a cada episódio, também viveram sua primeira briga, por motivo bobo, ciúmes, mas que só fez aproximar mais os dois: mais fofo impossível. Jenny foi relegada ao segundo plano, mas não fez a menor falta, assim como qualquer cena entre Rufus e Lily – que, aliás, se quer lembro de ter visto no episódio.

Finalmente, o astro da série, Chuck também ganhou uma conclusão para o aborrecido caso da prostituta que corria perigo por estar sendo perseguida por aquela sociedade secreta do qual seu pai fazia parte. Felizmente a mulher foi embora, revelando a Chuck que estava apenas atrás de seu dinheiro, mas apesar de decepcionar o rapaz, ela disse uma frase mágica: “Você tem um bom coração. Você deveria dá-lo para alguém que se importa”, o suficiente para Chuck procurar a única pessoa por quem já se apaixonou um dia: Blair, é claro!

Porém, às vezes o acaso pode ser a peça mais cruel que o destino pode nos pregar: mesmo estando no lugar certo, Chuck chegou na hora errada. E assim terminamos esse excelente episódio de Gossip Girl, com Blair no bar, dando mole para outro playboy milionário e rival de Chuck, Carter.

Nota: 8.7


Lost (5.09) – Namaste

Março 19, 2009

583ea089bc120066f4d7fbb47e1fdf90 Pela terceira vez nesta temporada, vi o episódio ao vivo dos Estados Unidos com streams online. Os primeiros trinta minutos foram conturbado porque o vídeo estava a falhar muito, em todos os canais que acessava. Felizmente melhorou tudo na segunda parte do episódio, mas a grande questão era se o episódio estava mesmo a ser tão ‘menos bom’ como eu estava a imaginá-lo. Hoje, depois de rever ‘Namaste’ a resposta é curta e directa: sim! Foi um dos episódios mais fracos da temporada, que se vem mantendo, mesmo assim, a melhor até agora.

O início do episódio foi bem promissor fechando de uma vez por todas um dos mistérios criados no episódio 5×06 – 316 -, aquele em que os fãs perguntavam qual a época em que foram parar os restantes sobreviventes (Ben, Locke, Lapidus e Sun). Ao que parece, eles continuam no presente, ou seja, em 2007-08, mas a sua busca por respostas não fica por aí. Quase no final do episódio, temos uma das cenas mais surpreendentes e misteriosas de toda a temporada até agora, cena essa que falarei mais à frente.

d9f6bb293ab1b3ef523bfd3edd5c857dTrinta anos antes, o reencontro de Sawyer com os antigos amigos continua e eles agora esperam uma oportunidade para se integrarem na Dharma. Por sorte, e porque estamos a falar de ficção, havida uma cerimónia de recrutas Dharma e é claro que Sawyer aproveita tal situação para salvar a pele de Jack e companhia. Muitos fãs acharam que o episódio foi um bocado filler (sem importância), mas eu discordo e apesar de ter achado menos bom que alguns anteriores, tenho plena consciência que ‘Namaste’ serve para atar pontas soltas e preparar-nos para o que está por vir.

A cena de Christian é mesmo um presente de ouro para aqueles fãs que gostam de teorizar e encontrar explicações para os vários mistérios da série. Olha vejamos a sequência: Sun e Lapidus chegam à aldeia dos Outros, o monstro dá de si, ouvem-se sussurros e ainda aparece o morto mais vivo da história das séries. Ainda por cima, ele tem uma fotografia de cada grupo novo que entrou para a Dharma e ainda deu para perceber que ele conhece muito bem os amigos do seu filho. Uma cena mesmo muito boa. Quero saber tudo sobre essa série! Tudo!

Por fim, temos aquele cliffhanger final já habitual e que Lost tão bem sabe fazer. Depois de Sayid aparecer e ter sido preso por Sawyer, fingindo que o seu amigo é um Hostil, adivinhem lá quem lhe vai levar a comida à cela? Benjamin Linus, o homem que destruiu a sua vida. Whatever Happened, Happened, disse uma ou duas vezes Daniel Faraday (por onde é que ele anda?)e eu quero ver o que aconteceu com a Dharma Initiative e parece que a verdadeira guerra começa na próxima semana.

Existem mais dois pontos que merecem ser referidos. O primeiro é a conversa entre Sawyer e Jack no final, o que faz prever que os dois terão grande conflito de ideias. Até agora, ainda não se viu como vai ficar o quadrado amoroso, mas esperemos que fique quieto como está até agora: que o Jack fique com a Kate e o Sawyer com a Juliet (que descobriu que o filho da Amy é o Ethan). O segundo ponto consiste numa estranha aparição de uma misteriosa loira na casa de Christian, enquanto este falava com Sun. Ao que parece, é a Claire? Como é possível que Lost seja tão boa e nos dê detalhes tão minuciosos como estes. Mais importante é saber como é que existem pessoas que reparam nisso (não foi eu que reparei).

Nota: 8,6

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NEXT TIME… ON LOST


Audiências EUA: Recordes negativos assombram a ABC!

Março 19, 2009

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AUDIÊNCIA DE QUARTA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2009

A noite de quarta-feira não foi fácil para a ABC. Às oito horas da noite, o novo episódio de Scrubs até que não foi nada mal no demo, mas em termos de número de espectadores, ainda está um pouco em baixo, apesar de ter melhorado. Mas os recordes negativos que eu falei no título ficam por parte da estreia de ‘Better off Ted’, que conseguiu ser a série de comédia com pior audiência na ABC, na sua noite de estreia, desde 2005. Lost também atingiu o menor número de telespectadores desde o início de toda a série, mas tendo em conta que competiu com American Idol e que ainda é o programa escrito (séries e não reality shows) que consegue se sair melhor no demo.

Hora Canal Programa Viewers (Milhões) 18-49 Rating/Share 18-34 Rating/Share
8:00 FOX Lie To Me 10.03 3.1/10 2.5/8
CBS New Adventures of Old Christine 7.37 2.1/7 1.2/4
ABC Scrubs 5.80 2.2/7 2.1/8
CW America’s Next Top Model 3.60 1.6/5 1.9/6
NBC The Chopping Block 3.46 1.3/4 1.0/3
8:30 CBS Gary Unmarried 7.57 2.3/7 1.3/4
ABC Better off Ted (estreia) 5.64 2.2/6 2.0/7
9:00 FOX American Idol 23.07 8.4/21 6.5/18
CBS Criminal Minds 13.49 3.2/8 2.1/6
ABC LOST 9.08 4.2/10 4.1/11
NBC Life 4.22 1.5/3 1.1/3
CW 90210 (R) 0.91 0.4/1 0.6/2
10:00 CBS CSI: NY 12.70 3.3/9 2.2/7
NBC Law & Order 7.07 2.1/6 1.5/4
ABC Life on Mars 5.27 2.0/6 1.4/4

Fonte: TVbytheNumbers


Castle (1.01) – Flowers for Your Grave

Março 19, 2009

castleDepois de uma mania que varreu a televisão americana em termos de policiais (fase CSI e seguintes) com os procedurals deste tipo a terem a base uma equipa, tendo estes membros uma importância similar (apesar de haver sempre o chefe), chega a nova moda a televisão americana, e com esta nova moda chegam uma quantidade descomunal de séries. Começando por The Mentalist, passando por Lie to Me, seguindo com Eleventh Hour e agora com a chegada de Castle, parece que os americanos deixaram de gostar de séries em grupo e passaram a ser mais egocêntricos.

É que todas as que referi têm alguns pontos em comum: a personagem principal é um homem inteligente, sarcástico, divertido e excêntrico. Para o apoiar tem uma companheira (Lie to Me é uma excepção a regra neste caso) que aceita todas as suas loucuras. E por de trás da companheira vem a equipa (do que vi de Eleventh Hour, ou seja, até ao segundo episódio, é a excepção a regra) que suporta todos os caprichos da personagem principal. E são estas as bases que suportam Castle.

Partindo do protagonista. Rick Castle é, para além das qualidades anteriormente enunciadas, convencido, narcisista e, como os americanos pretendem, egocêntrico. Para além disso tem tendência para cativar o sexo oposto, e uma das formas que utiliza é a sua profissão, escritor de best-sellers. E traz outra característica: Castle faz regressar Nathan Fillion a televisão americana.

Introduzido o protagonista, falemos da companheira. Stana Katic traz-nos Kate Beckett. Kate é uma mulher na casa dos trinta, com problemas amorosos, e que tem como profissão apanhar os fora-da-lei. Da equipa pouco ouvimos falar, mas esta lacuna é preenchido por outra parte importante da vida de Castle. Castle vive com a sua filha, uma rapariga certinha, daquela que os pais gostam de ter. Para além disso vive com a sua mãe, que parece ser a causa de parte da personalidade de Castle. Assim se resume o elenco, faltando referir a equipa de Kate. Esperemos que sejamos formalmente apresentados nos próximos episódios.

E quais são as circunstâncias que leva Castle a trabalhar Kate? Castle, como já referi, escreve best-sellers. Romances estes que não são mais que casos, bastantes excêntricos (como o autor), de homicídios. E que resolve um fã de Rick? Copia-lo, e transformar a ficção em realidade. E por isso Castle é chamado a ajudar Kate, o que não é muito do seu agrado. O caso é bastante interessante (era melhor não ser, logo no primeiro episódio), com uma reviravolta pelo meio, muito devida a Rick e a sua veia romancista, que o levam a questionar o que se tornava demasiado simples. A busca incessante pela verdade consegue levar ao verdadeiro assassino, não mais que o irmão da falecida.

Mas claro que a história não podia ser só isto (e não podia ficar por aqui). Começando por Castle “O Romancista”. Após matar o seu protagonista de livros, Castle fica com problemas em escrever de novo. Parece que esses problemas se resolvem quando encontra Kate, que se torna o seu novo elo de ligação com o seu mundo fantasioso. E, para conseguir manter a sua personagem por perto, puxa uns cordelinhos, e torna-se o novo ajudante da polícia. Parece que a sua relação de amor-ódio será o que fará a transição entre os episódios.

E é disto que Castle viverá, numa fórmula que começa a estar esgotada (para além das referidas, ainda poderia citar Life). Esperemos que Nathan Fillion consiga manter a série em pé, pois se seguir as passadas das suas contemporâneas, seguirá para a monotonia, e esta poderá levar ao cancelamento. Espero que não, pois a série tem alguma componente humorística interessante, que poderá trazer algo de novo. E só fugirá a monotonia se for por esse lado, por exemplo.

Nota: 8,3