Castle (1.01) – Flowers for Your Grave

castleDepois de uma mania que varreu a televisão americana em termos de policiais (fase CSI e seguintes) com os procedurals deste tipo a terem a base uma equipa, tendo estes membros uma importância similar (apesar de haver sempre o chefe), chega a nova moda a televisão americana, e com esta nova moda chegam uma quantidade descomunal de séries. Começando por The Mentalist, passando por Lie to Me, seguindo com Eleventh Hour e agora com a chegada de Castle, parece que os americanos deixaram de gostar de séries em grupo e passaram a ser mais egocêntricos.

É que todas as que referi têm alguns pontos em comum: a personagem principal é um homem inteligente, sarcástico, divertido e excêntrico. Para o apoiar tem uma companheira (Lie to Me é uma excepção a regra neste caso) que aceita todas as suas loucuras. E por de trás da companheira vem a equipa (do que vi de Eleventh Hour, ou seja, até ao segundo episódio, é a excepção a regra) que suporta todos os caprichos da personagem principal. E são estas as bases que suportam Castle.

Partindo do protagonista. Rick Castle é, para além das qualidades anteriormente enunciadas, convencido, narcisista e, como os americanos pretendem, egocêntrico. Para além disso tem tendência para cativar o sexo oposto, e uma das formas que utiliza é a sua profissão, escritor de best-sellers. E traz outra característica: Castle faz regressar Nathan Fillion a televisão americana.

Introduzido o protagonista, falemos da companheira. Stana Katic traz-nos Kate Beckett. Kate é uma mulher na casa dos trinta, com problemas amorosos, e que tem como profissão apanhar os fora-da-lei. Da equipa pouco ouvimos falar, mas esta lacuna é preenchido por outra parte importante da vida de Castle. Castle vive com a sua filha, uma rapariga certinha, daquela que os pais gostam de ter. Para além disso vive com a sua mãe, que parece ser a causa de parte da personalidade de Castle. Assim se resume o elenco, faltando referir a equipa de Kate. Esperemos que sejamos formalmente apresentados nos próximos episódios.

E quais são as circunstâncias que leva Castle a trabalhar Kate? Castle, como já referi, escreve best-sellers. Romances estes que não são mais que casos, bastantes excêntricos (como o autor), de homicídios. E que resolve um fã de Rick? Copia-lo, e transformar a ficção em realidade. E por isso Castle é chamado a ajudar Kate, o que não é muito do seu agrado. O caso é bastante interessante (era melhor não ser, logo no primeiro episódio), com uma reviravolta pelo meio, muito devida a Rick e a sua veia romancista, que o levam a questionar o que se tornava demasiado simples. A busca incessante pela verdade consegue levar ao verdadeiro assassino, não mais que o irmão da falecida.

Mas claro que a história não podia ser só isto (e não podia ficar por aqui). Começando por Castle “O Romancista”. Após matar o seu protagonista de livros, Castle fica com problemas em escrever de novo. Parece que esses problemas se resolvem quando encontra Kate, que se torna o seu novo elo de ligação com o seu mundo fantasioso. E, para conseguir manter a sua personagem por perto, puxa uns cordelinhos, e torna-se o novo ajudante da polícia. Parece que a sua relação de amor-ódio será o que fará a transição entre os episódios.

E é disto que Castle viverá, numa fórmula que começa a estar esgotada (para além das referidas, ainda poderia citar Life). Esperemos que Nathan Fillion consiga manter a série em pé, pois se seguir as passadas das suas contemporâneas, seguirá para a monotonia, e esta poderá levar ao cancelamento. Espero que não, pois a série tem alguma componente humorística interessante, que poderá trazer algo de novo. E só fugirá a monotonia se for por esse lado, por exemplo.

Nota: 8,3

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0 Responses to Castle (1.01) – Flowers for Your Grave

  1. Matheus diz:

    Eu não sou muito fã de séries policiais. Não nenhuma vontade de conferir o Piloto de Castle.

  2. mfed diz:

    Só de ser com o grande Nathan Fillion de Firefly já merece ser vista, e de facto o piloto agradou-me.
    Sim, é verdade que, já começa a chatear tanta série policial, mas penso que por ser com quem é, por boa parte do episódio ser ‘comédia’ acho que tem algumas potencialidades.

    Vamos ver quando não tiver o apoio de America’s Next Top Model como será a audiência.

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