Heroes (3.20) – Cold Snap

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Bryan Fuller, bem vindo de volta a Heroes, nós já tínhamos saudades suas! Pois é, o criador da cancelada Pushing Daisies voltou depois de dois anos de ‘descanso’ à série mais criticada da televisão americana. Grandes expectativas foram colocadas no seu regresso, eu fui uma das pessoas com fé no Fuller, e no primeiro episódio que ele escreve pós primeira temporada já se notou a diferença. Não me venham dizer que este episódio foi excelente porque ‘foi’. Cold Snap conseguiu ser o que foi porque tem uma das mentes mais inteligentes e originais dos Estados Unidos a escrevê-lo.

Já no início se notava uma diferença em relação aos restantes episódios. Em vez de várias simples cenas, tivemos montagens bem conseguidas, começando pela barbeamento do Danko, o seu presente, até à conversa entre Angela e HRG (o Tim Kring desiludiu-me tanto que não conseguido vê-lo nem sequer a fazer aquela ‘piada’ da barba do HRG, após vermos que o Danko estava a fazê-la). O Tim Kring já não tem cabeça para fazer este tipo de interligações de cenas.

Depois de um episódio de ausência, Hiro e Ando regressam com toda a história do bebé Parkman. Como seria de esperar, ele não é o Matt que conhecemos mas sim o filho dele. O filho também tem um poder, assim como o pai e o avô, mas ao contrário da telepatia, é como um ‘interruptor’ de ligar e desligar objectos/pessoas. Assim, além do regresso de Bryan Fuller, Elizabeth Lackey volta para representar Janice, a ex-mulher de Matt. Por falar no Matt, aquela cena final de Paris a contrastar com a morte (ó Sr. Bryan… espero que seja mesmo uma morte dessa vez) da Daphne foi excelente. Mais uma vez, não consigo ver o Kring a imaginar tal coisa. Infelizmente!

Mas como o melhor ficou para o final, depois de descobrirmos que o Micah é o Rebel (o que faz até muito sentido, devido ao seu poder) e da Tracy conseguir fugir, acontece o que de melhor aconteceu na série em muito tempo. Após Micah dizer umas boas verdades a ela, Tracy decide sacrificar a sua própria vida para congelar aqueles que tanto perseguem os super heróis. Numa cena altamente bem feita, desde os efeitos especiais, à corrida de Micah para se salvar, até ao tiro que parece não ter sido fatal a Tracy, Heroes volta a ter o meu respeito.

Deviam dar a direcção da série ao Bryan Fuller e enviar o Tim Kring para a reforma. Fui o único a notar a diferença? Se não soubessem que este episódio tinha sido escrito pelo Bryan Fuller, tinham detectado alguma melhora em relação aos anteriores? Esperemos que a qualidade que nos foi apresentada aqui se torne hábito últimos seis episódios desta terceira temporada (quarto volume). Já agora, para quem não sabe, o nome do quinto volume já está escolhido e chamar-se-à Redemption (Redenção em português).

Nota: 9,2

0 respostas a Heroes (3.20) – Cold Snap

  1. DMM diz:

    um colega meu que não sabia que tinha sido o Bryan Fuller a escrever, nem sabe que ele existe, disse-me que neste episódio Heroes melhorou muito…
    logo não foste o único a notar, e mais importante é mesmo verdade
    impressiona-me ver um actor como o Zeljko Ivanek numa série como Heroes, é só a mim? e ainda por cima entrar no momento que entrou, com a série no fundo do poço

  2. Matheus diz:

    Ótimo episódio… a cena da Tracy no gelo foi incrível, seria legal se ela acordace como mãe do Micah. A história está se mantendo bem concreta já faz alguns episódios, e faz algum tempo que não vejo algo sem pé nem cabeça. Dá pra se dizer que Heroes finalmente voltou as suas origens.

  3. Daniel diz:

    Eu não sabia que o Bryan Fuller tinha escrito este episódio quando o assisti e logo de cara já estranhei e notei que ele estava diferente e conforme ele foi passando eu fiquei surpreso porque eu esperando mais uma decepção acabei vendo um dos melhores episódios da série, com destaque especial para as cenas da Ângela e do ataque da Tracy que foi uma das melhores cenas de poderes de toda a série!

  4. Jotex diz:

    Sim um bocadito melhor, mas um episódio de Heroes sem o Sylar nunca será um ótimo episódio!!! 43547

  5. mfed diz:

    Foi um episódio bom, de facto. Talvez se diga que foi excelente, espectacular e tudo mais devido ao toque que o Fuller já começou a dar, mas Heroes está longe de voltar a ser uma série de eleição como foi na 1ª temporada, vamos dar tempo a Fuller sem haver interrupções do Tim que já se desgastou e ver se Heroes consegue regressar às boas ‘bocas do mundo’.

    Sobre o episódio em si, bom, sem duvida MAS como diz o Jotex e muito bem,
    um episódio sem o Sylar (o único personagem que andou e muito com a serie as costas e ainda anda talvez) nunca pode ser algo de excelente.

  6. Edson Borges diz:

    Sei lá quem possa escrever os novos episódios de Heroes, a verdade é que a série tá muito enrolada em draminhas pessoas… personagens dispersos numa trama que estão intrisicamente envolvidos mas que não buscam um objetivo em comum, ninguém mais sabe quem é o bandido ali, se é família Petrelli, o governo americano, o pessoal que o nathan chamou do serviço secreto, quem comanda, nada… super chato.1 coisa eu tenho certeza, a próxima temporada eu não vou assistir, muita decepção.

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