Grey's Anatomy (5.19) – Elevator Love Letter

Março 27, 2009

greys-519Drama e mais drama é o que se esperava deste episódio de Grey’s Anatomy, confesso que tinha elevadas expectativas para este episódio. E logo no início essas expectativas não saíram defraudadas. Karev parece perdido, sem saber que caminho seguir perante a doença de Izzie. Ausenta-se, e raramente a vai visitar. Mas há lições e partidas que a vida nos prega e depois de tratar de uma paciente às portas da morte já há tempo suficiente para causar desespero nos seus familiares, Karev aprende a sua lição, pois pessoas são melhores que ninguém. E finalmente apercebe-se do seu papel e do caminho a seguir. Izzie é operada e a cirurgia corre bem para alívio de todos os que aguardavam ansiosamente notícias. Já Christina sofre mais um forte ataque na sua relação com Hunt. Este tem novo pesadelo e acaba por estrangula-la e não fosse a rápida acção de Callie e talvez Christina não tivesse sobrevivido para contar a história.

Hunt sempre tentou manter a distância, reconhecendo que o seu problema é mais do que um pesadelo e que é homem desfeito em pedaços. O Iraque, a guerra pode mudar um homem, Hunt que o diga. Christina mais uma vez não se encontra disposta a desistir facilmente do seu relacionamento, perante um olhar perplexo de Callie e Meredith. Mas depois da primeira noite de sexo, Christina sofre com o medo que tem em fechar os olhos e não acordar mais, acabando por acabar com Hunt. Este resolve aceitar a opinião de Derek e recorrer a tratamento e ajuda. Quem também decidiu lutar foi Derek, finalmente caiu em si e retoma a sua posição no hospital bem como o seu lugar ao lado de Meredith. Derek tem momentos de hesitação, mas Meredith mais uma vez consegue demonstrar a sua confiança e fazer Derek cair em si. Uma personagem que sempre teve ao lado de Izzie, de melhor amigo passou por namorado, O’Malley parece não ter reagido nada bem ao facto de Izzie não lhe ter contado. Amizade ferida, mas como diz o provérbio é nos momentos difíceis que se vêem os verdadeiros amigos. O’Malley parece que não esteve à altura da situação. Foi preciso Callie interferir para colocar bom senso em O’Malley, que resolveu descarregar a sua frustração e preocupação em bocados de gesso.

Quem neste episódio foi o ombro amigo e mereceu a camisola de Izzie foi Bailey, que sempre este ao seu lado e conseguiu colocar juízo aos restantes residentes. Para terminar um episódio perfeito, temos finalmente o verdadeiro pedido de casamento, em pleno elevador é contada a história de amor do casal mais conturbado, amado em Seatle Grace, tendo por base exames médicos e que culmina com uma declaração e um pedido aceite. Demorou o pedido, mas valeu a pena esperar. Enquanto uns casais dão um passo em frente há muito esperado, uns separam-se, outros lutam para sobreviver e permanecer junto do ser amado, e outros divertem-se e tentam descobrir lentamente o seu caminho. Um episódio brilhante de Grey’s Anatomy, as expectativas foram totalmente correspondidas, tivemos drama, amor, amizade, sofrimento, separações, muita emoção. Grey’s conseguiu reerguer-se totalmente, e a Grey que temos visto nos últimos episódios é a série à qual estávamos habituados durante os seus tempos áureos, capaz de nos emocionar, de nos fazer soltar um lágrima e de nos fazer envolver com a vida e sofrimento das personagens. Por estas razões e mais algumas para mim o episódio foi perfeito e merece nota máxima.

Melhor personagem: Difícil escolher num episódio tão bom, mas talvez o Karev mereça o destaque, andou perdido no início do episódio mas achou o seu caminho.

Melhor momento: Foram vários, mas destaco o pedido no elevador.

“If there’s a crisis, you don’t freeze. You move forward. You get the rest of us to move forward, because you’ve seen worse, you’ve survived worse. And you know we’ll survive, too. You say you’re all… dark and twisty, but that’s not a flaw. It’s a strength. It makes you who you are. I’m not gonna get down on one knee. I’m not gonna ask a question. I love you, Meredith Grey and I want to spend the rest of my life with you.”

Nota: 10

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Flashpoint (2.07) – Clean Hands

Março 27, 2009

flashpoint-207Existe uma parte na tragédia clássica chamada Clímax. O Clímax não é mais que o momento onde as emoções são mais fortes, mais sentidas. Isso é uma das coisas que torna Flashpoint uma série que consegue prender-me. Já tive para desistir, hoje foi um pensamento que me veio a cabeça, mas quando chega o Clímax, esqueço tudo e marco nova sessão para a próxima semana. Mas porque que vim agora com esta conversa do Clímax? É que, normalmente, os episódios de Flashpoint têm um único hotspot no episódio. Este teve dois. E o episódio melhorou a olhos vistos.

Primeiro temos a excelente montagem inicial. A chegada de um prisioneiro, que criou um desejo de vingança para a família das vítimas, é o problema principal da equipa comandada por Parker. Em cooperação com uma agente federal, o prisioneiro chega ao aeroporto são e salvo. Os problemas começam por esses lados. Walter perdeu a filha devido a este assassino e a sede de vingança demonstrada vai aumentando. Para conseguir o prisioneiro rapta Sam e tenta fazer uma troca dos prisioneiros. Primeira clímax, quando Ed consegue eliminar a ameaça, deixando Sam livre de perigo. O problema acontece quando Parker percebe que Walter não foi mais que um movimento de diversão para deixar o prisioneiro indefeso, agora sobre a alçada de Semple, a agente federal.

Semple também perdeu um ente querido nas mãos deste assassino e procura vingança. Segundo clímax criado, agora resolvido pela novata da equipa, Donna, com consequências para o sequestrado e para a sequestradora, ficando o primeiro ferido e a segunda morta. E falando na novata. Foi interessante ver a sua interacção entre Kevin e Donna, para além da reacção final da Donna, após ter morto Semple. De resto, temos o conhecimento de parte do passado de Donna. Foi um bom episódio de uma série que não se fica a espera uma semana, mas sim fica-se a espera que venha de novo excelente.

Nota: 8,5


Grey's Anatomy (5.18) – Stand By Me

Março 27, 2009

greys-5181Depois de descobrir do que realmente padece, Izzie tenta enfrentar com todas as forças a doença e encarar as probabilidades da melhor maneira. O mais surpreendente nesta história foi ver a interacção entre Izzie e Christina, duas personagens que raramente se aproximavam uma da outra a este ponto. Foi muito bom ver todo o apoio que Christina deu a Izzie. Afinal Christina parece que deixou de ser o robô que tanto ambicionava e virou humana. Toda a pesquisa realizada, a consulta marcada, a insistência com Izzie para ir ao médico e contar aos amigos, foi bom ver o lado mais humano de Christina, parece que finalmente deixou cair a mascara. Em relação aos casos clínicos, temos um caso importante em que o paciente irá receber um transplante facial. Um caso que mexe muito com Izzie que se coloca na posição do paciente e qualquer acção é suficiente para Izzie reagir de forma exagerada, levantando as suspeitas dos amigos relativamente ao que se passará com ela.

Já Christina recebe a sua primeira cirurgia a solo, e mesmo depois dessa notícia não consegue desligar o seu pensamento de Izzie. Esta insiste em deixar de lado os seus amigos e recusa o tratamento. É então que Christina resolve interferir acabando por contar a Karev e Bailey, rapidamente a notícia se espalha. O episódio termina com os quatro amigos de volta de Izzie que resolve finalmente enfrentar a doença de frente rodeada daqueles que ama. Neste episódio temos também uma missão que há quem apelide de impossível, convencer Derek a retomar o seu cargo em Seatle Grace, a primeira combatente a ir em seu auxílio é Callie. O segundo lutador chamado ao combate é Hunt, que acaba ficando no campo de batalha compartilhando a melhor amiga de Derek nos últimos tempos a bebida.

O chefe tem andado perdido, depois de perder o seu melhor neurocirurgião, vê-se confrontado com as ausências de Callie e Hunt e resolve ele próprio tomar medidas e tentar recrutar novamente o seu pupilo para os blocos operatórios. A sua missão não é totalmente bem sucedida e Derek insiste em renunciar à sua carreira. Uma conversa com Meredith, que não se encontra disposta a desistir e lutar, parece ter colocado as ideias de Derek no sítio e uma porta de esperança para o seu retorno fica entreaberta. De realçar o tempo ganho por O’Malley neste episódio, com a doença de Izzie, O’Malley deve ganhar cada vez mais tempo de antena.

Melhor personagem: Christina, afinal de contas consegue ser o ombro amigo quando as circunstâncias assim o exigem

Melhor momento: Conversa entre Izzie e Christina, é nas alturas difíceis que se encontram os verdadeiros amigos, e Christina esteve à altura.

“Sometimes we fail, but that’s not always the case. Blowhole has a new face. You know, and what people call him to get through the day is…I told Alex and Bailey and they’re telling Meredith and George. I couldn’t do my job. I think you came to me for help, and that’s what i did. Because sometimes we win, Izzie. And i want you to fight, okay? You know, for whatever that’s worth, I want you to fight.”

Nota: 9,2


Castle (1.02) – Nanny McDead

Março 27, 2009

castle-102Antes de mais pedir desculpa pelo atraso dos reviews. A semana foi cheia de testes, por isso é que só agora pude ver Castle, Chuck e Flashpoint. Os reviews das duas últimas ainda saem hoje. Depois deste ponto prévio, vamos lá comentar aquilo que me levou a escrever este review. Depois da entrada, e da resolução do homicídio (que eu pensava que ficaria pendente durante toda a temporada), Castle regressa de novo com o seu jeito de escritor. Com ele regressa Kate Beckett, não muito satisfeita pela presença de Castle. Com eles regressam o resto da equipa, e temos o primeiro contacto a sério com Javier Esposito e Kevin Ryan, o resto da equipa.

Tanto um como outro pareceram-me uns daqueles detectives que leva a sua tarefa de uma maneira divertida, mas bem-feita. E o que juntou a equipa foi o caso da morte de uma babysitter. As reviravoltas do enredo foram muito bem concretizadas, temos vários suspeitos durante o caso, mas a resolução deve-se a um pequeno promaior descoberto por Castle. Deve ser uma das funções que Castle vai ter na série. Devido a sua condição de escritor, tem uma capacidade de apanhar pormenores onde outras pessoas não vêm nada. De resto, temos mais alguns dados para o livro de Castle. Kate demonstra que é uma pessoa justa, mas que sabe cumprir a sua função. Deve ser interessante depois ver a reacção de Kate ao livro.

A parte familiar de Castle foi pouco explorada. Deu para assimilar as características já vistas: uma mãe fora do comum para a sua idade e uma filha certinha. De resto, e fazendo já uma aposta para final de temporada (ainda não li nenhum spoiler, por isso é unicamente suposição) aposto que Kate salvará Castle de uma embrulhada. Deu para divertir, mas não foi nada de fora do comum. Precisa de colocar mais Castle em cena, com o seu humor, e trazer-nos um caso mais interessante.

Nota: 8,3


Audiências EUA: Dramas médicos a dominar

Março 27, 2009

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AUDIÊNCIA DE QUINTA-FEIRA, 26 DE MARÇO DE 2009

Grey’s Anatomy, Private Practice e ER são três séries médicas que conseguiram ter óptimos resultados nesta quinta-feira. Smallville e Supernatural estabilizam-se entre os 3 e os 3,5 milhões de telespectadores, enquanto que American Idol continua a prejudicar quem está a ser exibida no mesmo horário (neste caso, Samantha Who? que antes conseguia ter uma audiência de 10 milhões). The Office é a pérola da NBC, com o maior demo da emissora nessa noite. 30 Rock também não vai indo muito mal…

Time Net Show Viewers Live+SD (000) 18-49 Rating 18-49 Share 18-34 Rating 18-34 Share
8:00 FOX American Idol 20,611 6.8 20 5.2 17
CBS NCAA Basketball 8,577 2.8 8 2.1 7
ABC In the Motherhood (premiere) 6,720 2.1 6 1.9 6
UNI Premio Lo Nuestro 6,053 2.5 7 2.7 9
NBC My Name is Earl 5,870 2.0 6 1.5 5
CW Smallville 3,489 1.4 4 1.4 5
8:30 FOX American Idol 24,096 8.1 21 6.1 18
CBS NCAA Basketball 9,709 3.3 9 2.5 8
ABC Samantha Who? 6,531 2.1 6 1.7 5
UNI Premio Lo Nuestro 6,270 2.6 7 2.9 9
NBC The Office (repeat) 4,874 2.1 5 2.1 6
CW Smallville 3,989 1.6 4 1.7 5
9:00 ABC Grey’s Anatomy 15,078 5.1 12 4.6 12
FOX Hell’s Kitchen 12,021 5.0 12 3.9 10
CBS NCAA Basketball 11,416 3.8 9 2.8 8
NBC The Office 8,445 4.3 11 5.2 14
UNI Premio Lo Nuestro 6,576 2.9 7 3.2 9
CW Supernatural 3,264 1.2 3 1.2 3
9:30 ABC Grey’s Anatomy 16,545 5.8 14 5.2 14
CBS NCAA Basketball 10,524 3.7 9 2.8 8
FOX Hell’s Kitchen 9,868 4.5 11 3.5 9
NBC 30 Rock 7,173 3.4 8 3.7 10
UNI Premio Lo Nuestro 6,521 2.9 7 3.2 8
CW Supernatural 3,083 1.2 3 1.1 3
10:00 ABC Private Practice 11,147 4.1 10 3.7 11
CBS NCAA Basketball 10,368 3.7 9 3.0 9
NBC E.R. 9,758 3.5 9 2.5 7
UNI Premio Lo Nuestro 5,889 2.6 7 2.8 8
10:30 NBC E.R. 10,568 3.6 10 2.5 8
CBS NCAA Basketball 10,118 3.7 10 3.1 9
ABC Private Practice 9,803 3.5 9 3.1 9
UNI Premio Lo Nuestro 5,338 2.3 6 2.7 8

Fonte: TVbytheNumbers


Lost (5.10) – He's Our You

Março 27, 2009

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Existe uma simples razão pela qual eu não escrevi este review ontem: não me apeteceu. E porque é que não tinha paciência? Simplesmente, achei o episódio fraco. Mas que fique bem claro que, para mim, um episódio fraco de Lost está no mesmo patamar que um episódio bom de Smallville, por exemplo. Tenham em conta este tipo de comparações, pois claro que é preciso Lost ser muito mau para eu dar um 7 num episódio. He’s Our You (e Namaste) não conseguiram ter o mesmo desempenho que os seus antecessores, mas espero que isso melhore no futuro.

O personagem principal, desta vez, foi o Sayid. Com uma estrutura partida em flashbacks e o presente de 1977, somos presenteados com a velha fórmula de Lost. Só que agora em vez de termos flashbacks dos personagens antes de eles irem para a ilha no voo da Oceanic 815, temos é de antes do voo Ajira 316, de modo a explicar o porquê de eles terem voltados para a ilha, entre outros assuntos, claro. Ninguém sabia qual a razão pela qual Sayid tinha voltado, mas ‘parece’ que foi para fazer-se justiça, após ter assassinado aquele homem no campo de golfe. Parece, não é? O mais provável é ser mais um plano do Ben.

Por falar no Ben, acho que não ficou claro o porquê de eles dois odiarem-se de morte neste momento. Os flashbacks foram bons, mas não o suficiente para resolver isso, e acho que já está mais que na hora para sabermos mais umas coisas acerca dos sobreviventes. Foi por isso que eu não gostei muito desse décimo episódio, porque um fã que esperou cinco anos para ver algumas perguntas respondidas, tem o direito de ‘exigir’ respostas, quando apenas 25 episódios de 40 minutos restam. Mas eu sou paciente… muito paciente… e por isso é que Lost continua a ser a minha série favorita.

snapshot20090327172552Não vou falar dos outros personagens porque foram cenas de pouca importância (Hurley é cozinheiro, Julie e Kate estão bem…), apenas o Sayid. Adorei quando ele foi torturado, mas já era de esperar que ninguém acreditasse nele. Foi bom ouvir diálogos inteligentes como ‘Ele é o nosso tu’ ou ‘Vocês vão todos morrer, sabiam?’. Quando a votação aconteceu, também já era óbvio que iam votar contra o Sayid e o Ben (criança) ia acabar por salvá-lo, mas mesmo assim foi bom na medida que deu para perceber o quão democrática é a Dharma, tendo até membros de todas as estações (palpite, pois apenas vi de duas ou três, mas acho que é essa a impressão que devem querer transmitir).

O final, como sempre em Lost, foi excelente. Sayid, depois de ter presenciado a uma cena de violência entre Ben e o pai, não conseguiu ter pena do homem que destruiu a sua vida e acabar por dar um tiro nele. Faraday disse que o que aconteceu, aconteceu, mas será que isso vai-se aplicar a essa tentativa de assassinato? Eu acho que sim, pois Sayid só lhe deu um tiro e, provavelmente, Ben não está morto. A grande questão que se coloca é se o Ben do futuro lembra-se disso tudo?

Resumindo, não foi dos melhores episódios, mas como Lost tem um lugar mais alto que as outras séries, o episódio mau não é, necessariamente, horrível de se ver. Aliás, se todas as séries tivessem episódios maus como Lost tem, seria o paraíso. Como isso não é possível e tenho que ser justo na nota a dar, em comparação aos anteriores, por favor, não posso dar mais do que aquilo que vou dar. Até ao próximo episódio, que o ser centrado na Kate, promete ser… chato. Vamos lá tirar esse preconceito e esperar que desta vez a nossa sardenta traga algo de bom.

Nota: 8,2

NEXT TIME… ON LOST