Lie to Me (1.08) – Depraved Heart

lie-to-meApós um episódio que não entusiasmou, Lie to Me aproxima-se, de novo, dos níveis demonstrado em Do No Harm (1.06). Com um caso interessante, uma penetração no passado das personagens para o fazer ligar com o caso, o episódio constrói-se com uma simplicidade extrema, com uma regularidade muito boa. A regularidade foi unicamente afectada pelo caso secundário, apesar de este ainda ter alguns pontos de interesse. Primeiro: nunca pensei ver um suicido tratado em Lie to Me, mas a série surpreendeu-me.

Este foi o caso principal, trabalhado, principalmente por Cal Lightman, ficando a sua parceira a navegar entre este caso e o segundo. A personagem de Mónica Raymund serviu principalmente para ligar as três linhas pelas quais o episódio se teceu. Continuando a falar da primeira. O suicídio é um factor que envolve muito Lightman. A sua mãe matou-se após ser dispensada de um hospital psiquiátrico para passar o fim-de-semana com a família. Ao rever a filmagem dessa conversa, onde a progenitora de Cal refere que está melhor, e ao notar agonia na face da mãe, começa a trabalhar para começar a perceber as micro-expressões do ser humano.

Mas a culpa de não ter percebido isso faz com que o suicídio seja um tema pelo qual Lightman tenha especial atenção. E quando aparecem três mulheres suicidas, a procura da verdade por Lightman começa. O principal causador é encontrado logo no inicio e, apesar de ser uma personagem com pouca importância no princípio, ganha importância quando se descobre que é ele que construiu um negócio de barrigas de aluguer onde as três indianas que se suicidaram tinham “trabalhado”. As promessas que lhes foram feitas não foram cumpridas, mas isto não bastava para implicar o funcionário público no suicídio das jovens. A polícia desiste, mas Lightman continua na procura da verdade. Claro que a verdade é como o azeite, e vem ao de cima.

Também o que pode vir ao de cima é a mentira Eli. A trabalhar num caso com Foster, em que um homem de negócios é acusado de ter roubado as pensões dos trabalhadores, Eli põem a verdade acima de tudo, mesmo acima das pensões que seriam pagas. O homem de negócios dá-se como culpado, desde que a verdadeira culpada, a sua filha, não seja levada para a prisão. Eli acha que a filha volverá a cometer o mesmo crime, e mesmo contra as indicações de Foster, conta a verdade ao FBI. Claro que Foster o confronta, mas ele toma um sedativo, e consegue passar pelo exame. Mas Eli não consegue aguentar em acartar a verdade sozinho, o que o leva a contar a verdade para Ria. Claro que este verdade trás uma revelação, a de que não confia em ninguém. E Torres avisa que Lightman o vai apanhar.

De resto, temos a filha de Cal de volta a série. Desta vez chega para o pai lhe contar a verdade sobre a avó. Foi interessante a introdução do tema da vida passada. De resto, a série está a ficar cada vez mais fluente, sem interrupções para explicações. O que também nunca mais se viu foi a zona dos famosos. A série ganha mais interessa assim. Foi um bom episódio para uma série que parece que será renovada. E a renovação será, até o que agora se viu, justa.

Nota: 8,9

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