Fringe (1.15) – Inner Child

fringeDepois de um hiatus longo, Fringe regressa. A série de J. J. Abrams tem tido um primeiro ano calmo, com episódios mais ao menos regulares, sempre na maré de cima. E depois de uma paragem para umas férias, regressa em grande. Primeiro tenho de dizer que já não me lembrava do final do último episódio de Fringe. O tempo que passou foi muito, mas para aqueles que não querem consultar, esclarece-vos já que este episódio não tem nada que provêm do último, que tratava da bomba que Olivia desarmava com a mente.

Inner Child tem de novo uma abertura extraordinária, como vem sendo habitual. Uma “criança” (entre aspas pois ficar tanto tempo fechada faz com que ela seja bem velha) é presa num local que encontrava selado há vários anos, num prédio preste a ser demolido. Começando pela descoberta da “criança”, temos logo a noção que ela é especial. Claro que o facto de ter ficado 70 anos presa é um factor precioso, mas o olhar do “rapaz” dá para entender que é diferente do resto das pessoas. Olivia também nota isso, e estabelece uma ligação com a criança, no sentido singelo que só ela sabe (é muito bem introduzida a ligação entre Olivia e a sobrinha).

Quem voltou a superfície é também um antigo caso de Olivia. “O Artista” é um serial killer que também teve um tempo de paragem, mas volta em grande para aterrorizar a vida da personagem de Anna Torv. Mas “O Artista” tem um modus operandi incomum para os homicidas que não querem ser presos. Ele divulga pelas agências que o procuram que cometerá mais uma “obra de arte”. Esta consiste em matar e após isso dar “retoques” nos corpos e construir cenários onde eles encaixem. E, após cometer uma série de homicídios, sai uns anos de circulação. A chegada de novas informações ao FBI faz com que a caça ao homem regresse.

Após nos darem a conhecer os dois caminhos por onde o episódio se ia desenrolar, os argumentistas conseguem juntar os dois casos. É interessante que a única ligação entre as duas situações seja aproveitada para viabilizar a junção dos casos. Olivia serve de fio condutor entre a “criança” e “O Artista”. O rapaz ganha uma ligação Olivia, e esta ligação permite com que ele descubra, devido às situações que passou, a localização aproximada d’“O Artista”. A partir deste momento o episódio ganha um ritmo frenético, com a “criança” a ser utilizada mais uma vez para descobrir a localização final do serial killer. Para além do ritmo, temos sempre os momentos sempre humorísticos de Walter Bishop com a ajuda do seu filho Peter, sempre com tiradas e momentos que fazem com que o episódio fique mais leve de se ver, que não seja tão maçudo (que de maçudo não tem nada).

Mas se as aberturas de Fringe são extraordinárias, os fechos não ficam atrás. O final do episódio começa a ser construído a meio, com a frase “I think we may have found another one”, proferida pelo agente da CIA. A explicação vem no final. Um dos melhores mistérios de Fringe aparece de novo. The Observer aparece e logo aparece uma luzinha que se ligou. Passo a citar o que pensei: “Ahhh. Então o rapaz é um Observador. Assim ficam algumas coisas explicadas. Fogo. É preciso ter cabeça para ir buscar uma coisa destas…”. Ficamos a conhecer mais algumas coisas do homem que aparece em todos os sítios (desde Fringe, passando pelo NASCAR, na NFL ou no American Idol) tem as características da “criança”, e é por isso que ele conhece e consegue ser omnipresente. Para além disso, podes presumir que The Observer passou por umas condições semelhantes ao “rapaz”.

Foi um excelente episódio de Fringe, com mais algumas peças para o mistério. E fica a pergunta: para onde foi a “criança”?

Nota: 9,4

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0 Responses to Fringe (1.15) – Inner Child

  1. Tiago diz:

    Gostei do retorno de Fringe. Mais suspense pra história central.
    Mas confesso que estava esperando mais sobre dos poderes psíquicos de Olivia. Nem uma menção foi feita disso.. vamos aguardar os outros episódios. :mrgreen:

  2. Sofia diz:

    Amo Fringe! Série mais genial de sempre 789887

  3. Manola diz:

    Fringe é sensacional, uma série que prende a atenção… Este capítulo foi muito bom.

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