Chuck (2.20) – Chuck Vs. The First Kill

Abril 17, 2009

chuck1Eu acho que o episódio de Chuck em vez de se chamar Chuck Vs. The First Kill dever-se-ia chamar Chuck Vs. The Morgan. Um episódio destes com um título deste nível batia a escala, de certeza. E como eu disse no review anterior, Chuck está a ter uma temporada dos diabos. Este foi mais um dos flagrantes casos.

O regresso de Jill já prometia muito ao episódio. O regresso da bela Jordana Brewster a série é sempre bem-vinda, mas neste episódio a sua entrada é vital. Com o governo a “borrifar-se” para o pai de Chuck, chega a altura de o filho meter as mãos na massa e fazer algo. E vê que a sua única possibilidade é Jill e isto leva a que Chuck agarre esta oportunidade com todas as suas forças. Mas as possibilidades de Chuck ficam reduzidas quando Jill lhe avisa que a única pessoa que tem dentro da organização é um “Tio”Bernie, também ele agente da FULCRUM.

Continua-se aqui a ver a força de vontade de Chuck. “Casar” com uma pessoa que ele não tem confiança nenhuma é mais um exemplo da força de vontade. Mas Uncle Bernie ainda mantêm as suas informações actualizadas, isto leva que o disfarce de Chuck vá para água a baixo. Outra constante neste episódio foram as escutas. Chuck ainda não ganhou a confiança necessária para enfrentar armas, por isso entrega-se facilmente (e humoristicamente, claro). Bernie é que não achou nenhuma piada a traição de Jill. Isto faz com que persiga os “noivos” e faz com que Chuck use a sua arma letal, The Morgan. O homem, como era de esperar, morre. A oportunidade de Chuck encontrar o pai perde-se.

Quem também sairia de cena era Jill, agora sem utilidade. Mas, quando parecia tudo perdido, um telefonema vem mudar tudo. Com ele é possível localizar o estabelecimento onde Orion está preso. A esperança renascia para os “noivos”. Chuck e Casey entram no edifício para procurar o seu pai, Jill fica solta na van, com Sarah (lindo par), até Chuck o encontrar. Mas ao tentarem resgatar o pai são apanhados, ficando como única hipótese realizarem um teste. Quem não anda a dormir é a FULCRUM, que apanha as origens de Carmichael e de Casey num instante. Isto leva a ter uma reunião com um dos homens melhor graduado e ter de utilizar o mortífero The Morgan. chuck-2

A FULCRUM consegue evacuar Orion, sem que antes Jill oiça para onde ele vai. Quem também consegue sobreviver miraculosamente a uma série de tiros é Sarah e Casey. É outra característica desta série, um pouco de imaginação. É isso que faz com que Chuck seja Chuck. Outra característica, agora da personagem, é a compaixão. Chuck não é um espião a sério (começa a sê-lo, com a sua nova arma), por isso deixa “escapar” Jill. Eu quero que ela regresse! Mas esta fuga trás consequências. General Beckman manda encerrar a operação e retirar Chuck da sua vida normal.

Quando tudo parecia ir dar para o torto, Sarah desobedece a uma ordem, e foge com Chuck. Na dança de confiança entre os dois personagens, foi mais um belo paço para as cenas do próximo episódio (aconselho a todos a verem o promo). Quem também parece ficar imóvel é Casey. Tinha muito tempo para ir buscar Chuck, mas parece que Casey também se importa, por isso deixou seguir viagem o par em busca do pai de Chuck e fuga ao isolamento.

Na Buy More, a chegada do inspector faz com Emmett comece a fazer chantagem com Morgan. A desculpa é ele querer se ir embora. Daqui saem cenas como Lester vestidinho de fato em gravata, Jeff a continuar com a sua “inteligência”. Mas o plano arquitectado por Emmett não é fugir a sete pés da Buy More, mas sim ficar mais entrosado aí. Para isso faz com Morgan arranje provas de que Big Mike anda a descansar no comando, e faz com que as posições entre ambos seja trocada. Morgan é que sai prejudicado desta situação, e agora mais sem Chuck (que parece ficar de fora alguns dias).

Falta-me falar de duas coisas. Primeira a tensão existente entre Sarah e Jill. Sarah tem medo que Jill ainda faça Chuck sofrer mais, por isso faz de tudo, primeiro, que ela não venha, depois faz tudo para a ver por trás das costas. Segundo: tenho de falar de Adam Baldwin. Se a fazer Casey já não imaginava mais ninguém, este episódio foi um estrondo. Só ele sabe dizer aquelas frases com aquele sotaque, só ele sabe fazer aquelas caras. Que tal fazer um episódio só com Casey a fazer das suas?chuck-1

E agora fica a pergunta: é possível fazer melhor que isto? A nota é complicado esticar mais (eu só não dei o 10 porque espero que venha agora um melhor que de para colocar a cor roxa na nota), mas se houver que venham eles. E peço a NBC: POR FAVOR, CONFIRMEM QUE CHUCK É RENOVADA!!! As audiências pelo menos melhoraram.

Alguns dos melhores diálogos do episódio:

Casey – I hate these tests.
Chuck – I’m not gonna cheat.
Casey – You’re kidding, right?
Chuck – No, I’m not kidding.

Chuck – I’d never drop you – that’s a horrible thing to do to somebody.
Agente FULCRUM – Really?
Chuck – Yeah, it’s a 15-story fall. It’s an awful way to die.

Acho que os diálogos falam por si.

Nota: 9,9

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Audiências EUA: Southland firme; Harper's Island desce!

Abril 17, 2009

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AUDIÊNCIA DE QUINTA-FEIRA, 16 DE ABRIL

Na semana passada estrearam duas séries com audiências razoáveis: Southland e Harper’s Island. Para mim, a audiência mais importante não é a do piloto, mas sim do segundo episódio, que mostra um pouco o feedback das pessoas (se não gostaram do piloto, desce, caso contrário, óbvio que sobe). Tendo isso em conta, podemos concluir que Southland foi bem recebida pelo público e é, actualmente, uma das séries mais vistas da NBC. Por outro lado, Harper’s Island não teve assim tão bem e desceu dois milhões de telespectadores em relação à sua estreia. Tanto uma, como a outra, terão reviews aqui no Portal de Séries quando chegar à minha casinha!
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Time Net Show 18-49 Rating/Share 18-34 Rating/Share Viewers (Millons)
8:00 CBS Survivor: Tocantins 3.5/11 2.2/7 11.62
FOX Bones 2.6/8 2.3/8 8.72
NBC My Name is Earl 2.1/4 1.8/6 5.30
UNI Cuidado con el Ángel 1.8/6 2.1/7 4.60
ABC In the Motherhood 1.4/5 1.2/4 4.70
CW Smallville (Repeat) 0.8/2 0.7/3 1.84
8:30 NBC Parks and Recreation 2.5/7 2.5/8 5.92
ABC Samantha Who? 1.5/5 1.4/5 4.96
9:00 NBC The Office 4.1/11 4.5/14 8.24
CBS CSI 3.8/10 2.1/6 15.42
FOX Hell’s Kitchen 3.4/9 2.8/8 8.05
UNI Mañana Es Para Siempre 2.1/5 2.3/7 4.87
ABC Grey’s Anatomy (R) 1.5/4 1.2/4 5.19
CW Supernatural (repeat) 0.7/2 0.8/2 1.84
9:30 NBC 30 Rock 3.5/9 3.5/10 7.27
10:00 NBC Southland 3.1/9 2.5/8 9.58
CBS Harper’s Island 2.2/6 1.7/5 8.17
UNI Rosa de Guadalupe 1.3/4 1.5/5 3.39
ABC Private Practice (R) 1.3/4 1.1/4 4.42
Subida de Southland
10:00 NBC Southland 3.1/9 2.5/8 9.47
10:30 NBC Southland 3.1/9 2.4/8 9.70

Fonte: TVbyNumbers


Fringe (1.16) – Unleashed

Abril 17, 2009

fringe-1Antes de começar de mais um bom episódio de Fringe, deixo um conselho a todos aqueles que ainda não viram o episódio: é aconselhável não comer muito antes de o ver, pois ainda acontecem imprevistos (principalmente na parte da saída das larvas).

Depois deste pequeno conselho, vamos ao episódio em si. Fringe é uma série que não se restringe ao caso do episódio, mas que este é levado mais além, nos faz levantar questões. O caso em si serve de alavanca para toda a narrativa da série, cada caso liberta pormenores que serão aproveitados no futuro para impulsionar um novo caso, no mínimo. Fringe não se pode classificar como um procedural, longe disso. Fringe é Fringe. Não há forma de classificar.

Este foi um dos muitos episódios que não têm grande incidência sobre a narrativa continua da série, mas que serviu para ir introduzindo umas pistas para esta. A abertura dá-se ao som da voz de Olivia a ler um livro a sua sobrinha. Burlap Bear é o nome. O livro leva a pequena a perguntar a tia “Existem monstros?”. A resposta da tia é negativa, mas é desmentida pelas cenas seguintes. Quatro activistas de animais invadem um laboratório para tentar atenuar a monstruosidade humana, mas não esperavam que lhes saísse um monstro de verdade. A morte é a seguinte paragem, e com eles vai também o responsável pela criação desta nova espécie.

O grupo de Olivia só é chamado na manhã seguinte, e ao chegar ao local deparam-se com uma situação aterradora. Três corpos feitos quase em pedaços, por uma criatura que deixa marcas como nunca se tinha visto. Garras de tigre, dentes de víbora, espigão. Uma criatura mitológica nunca sonhada anda a vaguear pela cidade. Pela cidade não, pois foi vista a passear fora dela. Após a morte de cinco pessoas as garras desta criatura, as próximas vítimas pertencem ao controlo animal. Já são sete. A oitava vítima seria Charlie. Não foi por mero acaso. Saiu de lá só com alguns arranhões e um ferradela. Nada de especial, se não fosse o ferrão o transportador dos ovos do monstro. A partir de aqui o caso passa a ser pessoal. O primeiro corpo traz-nos as famosas larvas à luz do dia. Mau sinal para Charlie.

Olivia consegue descobrir o laboratório donde se criou este monstro, quem o ajudou a criar, Cameron Deglmann, e consegue trazer outra nova pista: a criatura é também uma mistura de morcego. Walter, que já tinha admitido que tentou criar um monstro, lembra-se que há uma possibilidade para a salvação para Charlie. Utilizar o sangue do monstro para destruir a descendência. Para além disto, Olivia chega a conclusão de que o monstro anda a viajar pelos esgotos. Walter lembra-se do sentido maternal dos morcegos e a equipa parte em busca da criatura para salvar Charlie.

Após alguns sobressaltos, a criatura morre, Charlie salva-se, tudo fica bem. De pistas fica o nome Cameron Deglmann, que espero que seja ainda aproveitado, e mais algumas espalhadas. Do que não se fala a muito tempo é da Massive Dynamics. Por onde anda para não faço ideia, mas até agora não se tem sentido a falta. Mais um episódio com excelentes efeitos especiais (como demonstra a imagem), com um caso muito interessante.

Nota: 8,6


House (5.21) – Saviors

Abril 17, 2009

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House tem destas coisas. Tanto pode ter um episódio mau quando promete muito ou bom, quando já esperamos pouco. Eu sei que a série pode estar em mau estado clínico, mas sabemos que os vicodin por vezes retiram a dor até que haja um tratamento que arranque o mal pela raiz.

E apesar de estar bastante cansado, este foi um episódio que consegui que eu adormece-se em cima do teclado (já não seria a primeira vez). Primeiro não temos um único caso para House desvendar, mas sim três. Dois deles ligados, outro com pouca ligação com os dois primeiros. Começando pelo clínico. As questões ambientais são um problema que toda, ou a maior parte, das pessoas reconhece que é uma dos maiores problemas que a sociedade actual atravessa. A sobrevivência humana está posta em causa. A sobrevivência também está em causa para o paciente de House, um ambientalista. O caso foi mais ou menos interessante, com as mentiras do paciente a mistura (uma constante).

Ironia das ironias, num paciente que passou por situações de risco durante a sua luta a favor do ambiente o seu estado clínico deve-se a uma flor, neste caso rosa, e pelo qual ele nutre um sentimento de repudio devido a forma como são cultivadas. Foi mais um caso dos muitos que houve em House. Mas o que tornou o caso mais interessante foi a entrada de Jennifer Morrison nele. Já havia a promessa de que as caras do casalinho Cameron/Chase aparece-se mais e começa-se a ver que as promessas são para se cumprir. A entrada de Jennifer, para além de trazer (bem) mais beleza a série, trás caras conhecidas, que sabemos o que contar com elas.

É Cameron que trás o caso clínico a House, trazendo outro caso ainda para House resolver: a que se deve este regresso? A desculpa esfarrapada de ser um favor cai quando House lhe manda fazer os exames e ela cumpre. A partir de aqui foi um jogo do rato e do gato, primeiro feito entre estas duas personagens, depois com mais duas a mistura. Chase e Cuddy entram nesta disputa. Chase fica preocupado com a aproximação da sua namorada a House, subindo-lhe os ciúmes a cabeça. Fica na sua cabeça a dúvida de ela estar apaixonada ou querer recuperar o lugar agora desocupado. Mesma dúvida tem Cuddy, que fica também preocupada com a entrada de Cameron na jogada, não devido a Cameron mas devido a House.

O jogo de advinhas lá se vai desenrolando, sendo também utilizado, como a terceira parte do episódio, para mostrar um House inseguro quanto as suas capacidades de ler as pessoas. Tudo acaba bem e resolvido. Foi mais uma consequência da morte de Kutner, que afectou toda a gente do hospital. Cameron descobre que Chase a vai pedir em casamento, e tem medo que este pedido se deva a morte do médico. O pedido lá se realiza e a resposta é positiva, mas de uma forma muito peculiar (que eu gostei particularmente). Todos ficam felizes, desde Cameron e Chase, muito bem juntos (para mim), passando por Cuddy, que assim vê o seu caminho livre para House. Começa a ver-se (aleluia) o aproveitamento de Jennifer Morrison e Jesse Spencer. Espera-se que continue.

Um pormenor no episódio foi Taub fazer uma sugestão à House. Seria uma distracção, ou House está a perder mais uma das suas qualidades, a frieza?

Outra personagem que tem ganho importância é Wilson. Neste episódio temos o regresso de um Wilson mais primitivo, que gosta de gozar com House. A mentira da comida foi o terceiro caso que House tem de resolver, e o mais engraçado dos três. Nota-se que Wilson já ultrapassou a morte de Amber e que está de novo pronto para gozar a vida ao lado do seu melhor amigo e vê-se que House ainda não perdeu a sua perspicácia.

Quem não parece ter ultrapassado a morte de Amber é House. Numa cena (que eu gosto muito, por sinal), com Hugh Laurie a tocar piano e harmónica (uma surpresa), temos o regresso de Amber. E logo que vi esta alucinação/fantasma lembrei-me do episódio Locked In. Será que House está doente? Uma questão para as próximas semanas.

Última nota: alguém notou a falta do Kutner? Eu nem dei pela falta dele.

Nota: 8,7