Fringe (1.16) – Unleashed

fringe-1Antes de começar de mais um bom episódio de Fringe, deixo um conselho a todos aqueles que ainda não viram o episódio: é aconselhável não comer muito antes de o ver, pois ainda acontecem imprevistos (principalmente na parte da saída das larvas).

Depois deste pequeno conselho, vamos ao episódio em si. Fringe é uma série que não se restringe ao caso do episódio, mas que este é levado mais além, nos faz levantar questões. O caso em si serve de alavanca para toda a narrativa da série, cada caso liberta pormenores que serão aproveitados no futuro para impulsionar um novo caso, no mínimo. Fringe não se pode classificar como um procedural, longe disso. Fringe é Fringe. Não há forma de classificar.

Este foi um dos muitos episódios que não têm grande incidência sobre a narrativa continua da série, mas que serviu para ir introduzindo umas pistas para esta. A abertura dá-se ao som da voz de Olivia a ler um livro a sua sobrinha. Burlap Bear é o nome. O livro leva a pequena a perguntar a tia “Existem monstros?”. A resposta da tia é negativa, mas é desmentida pelas cenas seguintes. Quatro activistas de animais invadem um laboratório para tentar atenuar a monstruosidade humana, mas não esperavam que lhes saísse um monstro de verdade. A morte é a seguinte paragem, e com eles vai também o responsável pela criação desta nova espécie.

O grupo de Olivia só é chamado na manhã seguinte, e ao chegar ao local deparam-se com uma situação aterradora. Três corpos feitos quase em pedaços, por uma criatura que deixa marcas como nunca se tinha visto. Garras de tigre, dentes de víbora, espigão. Uma criatura mitológica nunca sonhada anda a vaguear pela cidade. Pela cidade não, pois foi vista a passear fora dela. Após a morte de cinco pessoas as garras desta criatura, as próximas vítimas pertencem ao controlo animal. Já são sete. A oitava vítima seria Charlie. Não foi por mero acaso. Saiu de lá só com alguns arranhões e um ferradela. Nada de especial, se não fosse o ferrão o transportador dos ovos do monstro. A partir de aqui o caso passa a ser pessoal. O primeiro corpo traz-nos as famosas larvas à luz do dia. Mau sinal para Charlie.

Olivia consegue descobrir o laboratório donde se criou este monstro, quem o ajudou a criar, Cameron Deglmann, e consegue trazer outra nova pista: a criatura é também uma mistura de morcego. Walter, que já tinha admitido que tentou criar um monstro, lembra-se que há uma possibilidade para a salvação para Charlie. Utilizar o sangue do monstro para destruir a descendência. Para além disto, Olivia chega a conclusão de que o monstro anda a viajar pelos esgotos. Walter lembra-se do sentido maternal dos morcegos e a equipa parte em busca da criatura para salvar Charlie.

Após alguns sobressaltos, a criatura morre, Charlie salva-se, tudo fica bem. De pistas fica o nome Cameron Deglmann, que espero que seja ainda aproveitado, e mais algumas espalhadas. Do que não se fala a muito tempo é da Massive Dynamics. Por onde anda para não faço ideia, mas até agora não se tem sentido a falta. Mais um episódio com excelentes efeitos especiais (como demonstra a imagem), com um caso muito interessante.

Nota: 8,6

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0 respostas a Fringe (1.16) – Unleashed

  1. Padu diz:

    Pessoal, sou novo no portal, acompanho algumas séries mas não consigo tempo de correr atrás de muitas informações, spoilers e etc, talvez aqui no portal já tenha sido comentado, porém não encontrei, gostaria de obter uma resposta, se possível:

    Fringe e Lost irão se encontrar na estória??

    Sei que parece bobo, pois são emissoras diferentes e é o mesmo escritor J.J. Brahms (acho que é isso), mas se não me falha a memória, o avião no começo de Fringe tinha simbolo da Dharma, e sei que o chefe negro de Fringe (desculpa por não lembrar nomes) visitou o Hurley (Hugo) de Lost quando ele estava internado e estava com a mesma roupa que usa em Fringe, perdi as esperanças quando ele apareceu novamente em Lost e foi morto, mas como tudo nestas duas séries são intrigantes, mortos que ressuscitam e etc, fica aqui a minha dúvida,

    Estas séries irão mesmo se encontrar dentro do enredo??

    Obrigado e abraço a todos que se dedicam por aqui,

    Padu de São Paulo.

  2. Padu

    Eu sou apologista do ditado “Nunca digas nunca” mas, se fosse a colocar isso em probabilidade, diria que existiriam 1/10000000000 de isso acontecer. São de estações diferentes e a história de isso acontecer fica quase impossível.

    De resto, as questões que colocas: o avião não sei se tinha algum símbolo da Dharma, mas acho pouco plausível. Foi uma questão muito discutida na altura, a parecença entre as aberturas das séries, mas também, como foi dito naquela altura, não se pode dizer que quando aparece um avião haverá uma copia de Lost. Percebo a duvida, e espero que assim fique mais esclarecida.
    Quanto ao Broyles, o agente que fala, claro que o actor é o mesmo, neste caso o Lance Reddick (http://www.imdb.com/name/nm0714698/) mas, como os actores ainda não são infinitos,deve ter sido uma coincidência (pode não ter sido, pois o J.J.Abrams pode ter pensado logo no actor para esse papel) o aparecimento dele nas duas séries.

    Cumprz e espero que as dúvidas tenham ficado esclarecidas.

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