Review In Treatment – Week One

Abril 18, 2009

Confiram abaixo as primeiras impressões causadas pelos novos pacientes do Dr. Paul Weston nessa temporada. Atenção! Os comentários abaixo contém spoilers com relação à temporada passada.

week1miaIn Treatment (2.01) – Paul – Segunda, 9:00 AM

E finalmente podemos conferir a segunda temporada de In Treatment, e mal começam os primeiros segundos do episódio e já percebemos que algo mudou: Paul está em Nova York, morando sozinho, pois se divorciou e, o pior, está enfrentando um processo do pai de Alex – seu paciente que morreu na temporada passada –, que o acusa de ter sido negligente. Gostei muito da forma como esse episódio se desenvolveu, se a princípio não sabíamos porque raios os pacientes antigos iriam sumir do nada e novos iriam surgir, agora sabemos o motivo: Paul se mudou. Porém, mesmo assim, a segunda temporada não começou como uma tabula rasa, eventos da primeira temporada foram trazidos à tona e irão se confundir com a atual temporada pelas próximas nove semanas de série – o necessário para seu caso ir ao tribunal.

Também foi bacana ver Paul sair um pouco de seu escritório e mudar de ares, assim como conhecer a advogada que irá defendê-lo durante o processo jurídico – uma ex-paciente que guardar muitos remorsos por Paul tê-la abandonado e que claramente precisa da ajuda do doutor para encontrar um rumo em sua vida. Já estou curiosa para ver como vai acontecer a dinâmica entre esses dois personagens, pois a tensão entre os dois já nesse primeiro episódio foi realmente grande, como se houvesse muito a ser explorado a partir desse reencontro dos dois. Um destaque especial também vai para Gabriel Byrne, que mais uma vez se mostrou ser um ator digno de ganhar prêmios, reparem em todos os seus gestos, seu tom de voz e em sua respiração durante todos os 24 minutos de episódio: transpira o desconforto do médico de estar ali enfrentando uma ameaça desconhecida e velhos fantasmas do passado. Excelente começo de temporada.

Nota: 8.6

week1aprilIn Treatment (2.02) – April – Terça, 12:00 PM

Um dos maiores destaques de In Treatment em sua primeira temporada foi a descoberta de Mia Wasikowska, que fazia Sophie, a adolescente que passou boa parte da temporada negando ter tentado se suicidar por diversos problemas pessoais. Também foi através da série que Melissa George foi descoberta por Shonda Rhimes, que imediatamente quis vê-la em Grey’s Anatomy fazendo Sadie, a amiga de Meredith. Pois dessa vez um dos talentos jovens da temporada é April, interpretada por Alison Pill, que apesar de ter uma lista extensa de trabalhos, até o momento não teve a oportunidade de mostrar seu talento. Porém, acredito essa incrível carga dramática que envolve a história de April – a menina descobriu estar com câncer há pouco tempo –, e as meia horas semanais dedicadas apenas a sua atuação e a sua personagem serão mais que o suficientes para a atriz se desenvolver e crescer, assim como aconteceu com Wasikowska, que agora trilha novos caminhos no cinema – ela fará Alice na versão de Tim Burton de Alice no País das Maravilhas.

Um comentário sobre esse episódio é pensar em como Paul irá se relacionar com uma paciente relutante a receber tratamento para sua doença uma vez que o próprio terapeuta enfrenta um processo nas costas justamente por não ter evitado que um de seus pacientes retomasse sua vida cotidiana, quando sabia que Alex não estava pronto para dar esse passo. E se April chegar a um estágio de seu câncer aonde não conseguirá mais tratá-lo? E se ela nunca contar a sua família até que seja tarde demais, os pais da moça poderiam processá-lo como o pai de Alex está fazendo? Acho que isso passou pela cabeça de Paul, mesmo que inconscientemente, pois nunca vimos ele ser tão enfático ao mandar diretas ordens para um paciente – e logo na primeira sessão – praticamente sufocando a menina contra a parede para que ela conte logo aos pais e vá se tratar. É óbvio que foi uma atitude meramente egoísta e defensiva de Paul – o que de certa forma é maravilhoso, porque ver um pouco mais das inseguranças e erros de Paul sempre é um processo muito interessante –, mas logo o terapeuta tentou concertar o seu erro. Mais uma vez estou curiosa para ver o que motivará a menina a voltar para uma segunda sessão depois de um final tão complicado como esse.

Nota: 8.5

week1oliverIn Treatment (2.03) – Oliver – Quarta, 4:00 PM

In Treatment nunca estaria completa se não repetisse boa parte da sua fórmula da temporada passada. Assim como havia Laura, que estava apaixonada por Paul, temos Mia, que ainda não podemos dizer se também anda apaixonada por Paul – acredito que não -, mas certamente tem muitos problemas de ordem pessoal relacionados diretamente com ele. Da mesma forma, temos April, que é a Sophie da vez – apesar de ser mais velha -, ou seja, uma menina que também olha com desconfiança para Paul, assim como a jovem ginasta fazia no início da temporada passada, e que também precisa de tempo para perceber que precisa da ajuda dos outros e que não precisa lidar com todos os seus problemas sozinha. No episódio de hoje nos deparamos com outra fórmula recriada, a do casal que está prestes a se separar e precisam resolver sua relação. Se na temporada passada tínhamos um casal que ainda não estava seguro sobre o divórcio e enfrentavam uma gravidez inesperada naquele momento difícil, dessa vez somos apresentados a outro casal, estes já separados – pelo menos fisicamente –, mas que não sabem lidar com o próprio filho, perdido nessa situação complexa e delicada.

Para variar, são sempre os episódios tipo “terapia de casal” os que menos chamavam a minha atenção na série, talvez por serem justamente os casos em que há muita reclamação, muita briga e, principalmente, muita relutância, de ambas as partes, em entrarem em um acordo. Foi assim na temporada passada – em que Jake e Amy arranjavam novos motivos para brigar a cada semana –, e foi o que aconteceu nesse episódio com a mãe super-protetora e o pai desleixado que acreditaram ser Paul a solução para seus problemas, ou o homem que deveria contar ao próprio filho que ambos iriam se separar e preparar o garoto para se adaptar à novidade sozinho, quando fica mais que claro que ambos têm muitos problemas para resolver entre si antes de se quer pensarmos no pobre Oliver, um menino um pouco mimado por ambos, porém também muito adulto para sua idade – percebemos isso logo em sua primeira cena, em que decide jogar baralho com Paul, ao invés de escolher um jogo de tabuleiro qualquer. Espero que essa história fique mais interessante com o passar das semanas, não é um tema ruim, é só que dramas de casais em processo de separação realmente pouco interessantes para mim.

Nota: 8.2

week1walterIn Treatment (2.04) – Walter – Quinta, 5:00 PM

Uma coisa que vocês nunca vão se cansar de me ver falar nesses comentários sobre In Treatment é o quanto eu amo assistir essa série por causa de seus atores. Focar uma série inteira com um texto inteligente, poucos personagens e um cenário praticamente estático, que não propicia quase nenhuma ação é um desafio e tanto para todos os atores envolvidos, que precisam literalmente confiar no próprio taco para passar pelos vinte e poucos minutos de episódios de tensão, aonde todas as câmeras estarão focadas apenas neles, prestando a atenção em cada gesto ou palavra que disserem. Comento um pouco mais sobre isso pois com o quarto episódio da semana conhecemos todos os personagens dessa temporada – considerando que as sextas-feiras são dedicadas as conversas de Paul com sua supervisora, interpretada pela maravilhosa Dianne West –, e estou muito feliz com as escolhas de elenco dessa temporada. Meus destaques até o momento vão para Hope Davis, que interpreta Mia, e justamente para o experiente John Mahoney, que interpreta Walter, o paciente foco desse episódio. Ver dois atores experientes e indicados ao Globo de Ouro – Gabriel Byrne ganhou no ano passado por In Treatment e John Mahoney foi indicado duas vezes pela minissérie Frasier – contracenarem é uma oportunidade maravilhosa, e acredito que vem justamente daí a minha simpatia por Walter, um personagem frágil, porém bastante arrogante, que Paul precisa ajudar nessa temporada.

Continuando com aquelas comparações entre temporadas, percebi em Walter o perfil apresentado por Alex na temporada passada: um homem arrogante, que se acha melhor que Paul apenas por estar pagando o doutor para fazer sua mágica, é impaciente, prático, exige respostas claras e concretas para problemas dificílimos de resolver e, talvez o que una mais os personagens, ambos não conseguem, ou apenas relutam por vontade própria, se expressar abertamente sobre o que estão sentindo. Por outro lado, o que torna Walter um personagem mais interessante que Alex é essa briga interna de querer parecer forte para Paul, porém parecer estar morrendo de vontade, ou melhor, estar literalmente desesperado – sua ansiedade é reflexo disso –, para se abrir com alguém, para simplesmente afundar em um sofá, desabafar todos os seus problemas e tirar umas horas de sono. Também gostei de ver Paul ligando para a filha no início do episódio e logo depois receber um paciente que tem uma filha, e que se preocupa demais com ela. São pequenas conexões que nos aproximam, pelo menos por segundos, do que talvez esteja se passando na cabeça de Paul, o que é sempre muito bom. Uma temporada promissora.

Nota: 8.7

week1ginaIn Treatment (2.05) – Gina – Sexta, 6:00 PM

Chegamos ao momento mais esperado da semana, pelo menos para mim, o dia em que Paul se encontra com Gina para falar de seus problemas da semana. É claro que o motivo que levou Paul a visitar sua ex-supervisora essa semana foi um pouco diferente – ele precisava conversar com ela sobre o depoimento que ela fará com relação ao caso “Alex” –, porém basta os dois se reunirem para que os mais diversos assuntos sejam trazidos à tona, o que, muitas vezes, faz com que Paul se sinta ofendido por saber que Gina usa as mais variadas estratégias típicas dos terapeutas para ouvir o que deseja. Aliás, essa relação cheia de farpas entre os dois sempre foi algo de que eu gostei muito na série, e particularmente nesse episódio Gina estava mais alegre, descontraída, até rindo do turrão Paul, que não sabe o que sente, ou o que quer, mas está literalmente puto com o que sua vida acabou se tornando.

O que eu mais gosto nesses episódios é poder entrar um pouco na cabeça de Paul e ouvi-lo dizer tudo o que ele não pode dizer sobre seus pacientes na frente deles. Também foi interessante vê-lo citar April justamente quando o assunto Alex tinha acabado de ser discutido, fazendo com que ele mesmo admitisse que o processo que está sofrendo pelo pai do piloto influenciou na maneira com que ele começou a tratar da menina doente. Outra novidade que eu amei ouvir foi ele pedir para fazer terapia com Gina. O que vai resultar disso? Certamente podemos esperar muitas reclamações de Paul em aceitar os métodos de Gina, porém, mais que isso, é uma excelente oportunidade de mergulharmos mais no passado de Paul, como nos assuntos referentes a sua mãe – por cuja morte ele se sente culpado e responsável –, e até mesmo Tammy, que certamente deu uma iluminada no terapeuta nos poucos minutos em que esteve em cena. Será que há espaço nessa temporada para Paul se envolver romanticamente com uma nova mulher?

Nota: 8.6

Agora para os leitores do Portal, quais personagens vocês curtiram mais? E de quais gostaram menos?


Castle (1.04, 1.05 & 1.06)

Abril 18, 2009

castleTal como aconteceu com Flashpoint, Castle sofreu uma quebra no visionamento que costumava fazer. E tal como Flashpoint resolvi fazer um review, neste caso, com três episódios.

Castle (1.04) – Hell Hath No Fury

Um político morto já é caso sério. Um político morto que tinha um caso com uma prostituta ainda é mais sério. E se se misturar chantagem a esta mistura já explosiva, o caso de Castle fica soberbo. Foram por estas linhas que o caso se construiu. Um caso interessante, com momentos que a já são habituais na série, como por exemplo as rixas entre Rick e Beckman (os excelentes diálogos entre os dois são pérolas), os comentários e situações humorísticas onde o escritor se mete são o impulsionador da série. Mas o caso lá se foi resolvendo, no meio de isto tudo, descobrindo-se, após se terem vários suspeitos, que a responsável era a mulher.

Outro tema tratado foi a publicação do novo livro de Castle. Nikki Heat é uma homenagem a Beckman, com a sua inteligência, o seu charme, a sua beleza e a sua irreverência demonstrada na última cena do episódio…Ponham a Stana Katic mais vezes naquele vestido.

Nota: 8,2

Castle (1.05) – A Chill Goes Through Her Veins

Um corpo congelado largado após cinco anos desaparecido é o mote do episódio. Durante o caso, nota-se que a falecida era uma mulher moderna, que ia dar umas voltas, deixando o marido em casa. O polícia que investigou primeiramente o desaparecimento não levantou grandes questões. Um “Cold Case” normal. O caso desenrola-se não da maneira habitual, isto é, descobrir provas, encontrar suspeitos, prender o culpado. Desta vez as provas são poucas, os suspeitos estão encontrados, mas para prender o culpado é necessário encontrar uma ligação entre os dois primeiros. Numa parceria, Castle e Beckman conseguem responder as perguntas que se colocavam. É muito interessante ver a ligação entre os dois e, para além disso, o contributo da família de Castle. O culpado é encontrado, mas não é preso. O destino já se tinha encarregado da punição. O marido morre a conta do ex-sogro.

Para além disso começamos a conhecer algum passado de Beckman. A crescente confiança que esta tem em Castle leva a que ela faça umas inconfidências: a sua mãe morreu de forma muito violenta, mas o assassino nunca foi encontrado. Para além disso, o seu pai meteu-se no álcool, problema ultrapassado. E Castle parece-se interessar pelo caso. Será o final de temporada?

Nota: 8,5

Castle (1.06) – Always Buy Retail

A religião sempre foi um tema explorado em policiais. Matar segundo a religião sempre foi aproveitado. Desta vez é Castle que entra por este lado. Ao aparecer um corpo que sofreu um ritual vudu, a equipa começa a procura do assassino. Mas as provas vão faltando, o caso está cada vez mais difícil de se resolver. O aparecimento do segundo corpo faz com que surja o primeiro suspeito. Mas esta hipótese vai a baixo quando é encontrado uma sentença de morte sobre o traficante. Mas o traficante lá dá com a língua nos dentes. Descobre-se o assassino. Faltava apanhá-lo. Para que isso acontece-se foi preciso Castle passar pelo seu primeiro tiroteio, e com uma imaginação de escritor consegue resolver o problema. A confiança depositada em Castle por Beckman e vice-versa é um ponto que está a tentar ser explorado.

Quem está de volta a cidade é a sua ex-mulher. Castle tem uma boa relação com ela, apesar de ela um pouco (a favor) excêntrica. Quando ela avisa que ficará por NY, a vida de Castle parece desmoronar. Mas tudo acaba bem, pois ela recebe uma proposta de trabalho. Castle safa-se desta vez. Será que conseguirá safar-se da próxima?

Nota: 8,3

Conclusões: Nota-se uma crescente confiança entre os dois personagens principais, como por exemplo as idas de Beckman a casa de Castle. A série mantém o seu tom humorístico, tem vindo a ter casos interessantes, as personagens são interessantes. Tanto a existência de Castle na polícia como da família de Castle é muito bem aproveitada. É para continuar a desfrutar mas a série ainda pode melhorar.


Audiências EUA: Prison Break regressa muito mal

Abril 18, 2009

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AUDIÊNCIA DE SEXTA-FEIRA, 17 DE ABRIL

Uma das séries de maior sucesso pelo mundo, Prison Break, regressou ontem nos Estados Unidos. Apesar de no Brasil e na Europa ter muitos fãs, no seu país de origem não se pode dizer o mesmo. A sua audiência de ontem é, simplesmente, inexplicável. A série conseguiu ter menos que The Sarah Connor Chronicles e até mesmo Dollhouse. E se seguir o mesmo caminho que estas duas, os próximos cinco episódios descerão ainda mais. Para piorar a situação, como podem ver, esta foi uma noite de repetições para a CBS, logo teria mais oportunidade de ter um melhor desempenho, mas aconteceu ao contrário.
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Time Net Show 18-49 Rating/Share Viewers (Millons)
8:00 ABC Wife Swap 1.7/7 5.46
CBS Ghost Whisperer (R) 1.3/5 6.58
NBC Howie Do It 0.9/3 3.34
FOX Prison Break (R) 0.8/3 2.68
CW Everybody Hates Chris (R) 0.6/2 1.44
8:30 CW The Game (R) 0.5/2 1.31
9:00 ABC Supernanny (R) 1.6/5 4.71
NBC Dateline 1.5/5 5.98
CBS Flashpoint (R) 1.3/4 6.38
FOX Prison Break 1.2/4 3.38
CW America’s Next Top Model (R) 0.5/2 1.17
10:00 NBC Dateline 2.0/6 7.80
CBS Numb3rs (R) 1.6/5 6.68
ABC 20/20 1.4/5 5.39

Fonte: TVbyNumbers


90210 (1.18) – Off the Rails

Abril 18, 2009

90210-181Este episódio desenvolve-se à volta da situação de Silver que desesperada vai a casa de Mathew, parte a janela e ameaça-o com uma garrafa. Quando este toma conta da situação, Silver acaba por se magoar e aproveita um momento de distracção de Mathew para escapar. Agarra no carro e parte sem rumo, desesperada. Quem também fica desesperada pelo seu desaparecimento é Kelly e os seus amigos que rapidamente se dividem e iniciam uma busca por Silver. Apesar de compreender que Dixon está revoltado e sem saber que Silver é aquela, achei de muito mau tom a sua atitude depois de um telefonema de Silver este desligar o telemóvel e ir jogar consola, quando meio mundo anda à procura de Silver. Onde se perdeu o Dixon preocupado e carinhoso? Perdeu-se juntamente com bom senso de Silver? Qual o objectivo dos argumentista além de destruírem um dos melhores relacionamentos, o casal com um maior número de fãs ainda conseguem estragar a ideia que os fãs têm das personagens.

Neste episódio temos o reaparecimento de Kelly que ainda não conseguiu colocar totalmente de lado o ressentimento relativamente a Mathew, no entanto ambos partem juntos na procura de Silver. Mas Kelly ainda guarda muito rancor no seu coração e a situação não ajuda para uma possível reconciliação entre os dois colegas. O carro de Silver acaba por ser encontrado no meio da cidade abandonado. A notícia é transmitida a Dixon e a sua resposta é no mínimo ridícula, por mais revoltado que possa estar, não mostrar mínima preocupação e compaixão não parece de Dixon e muito menos responder quando encontrarem o corpo avisem-me. É triste o rumo que esta história tomou. Silver resolve ir à procura da fonte do seu problema que aparentemente é o facto de não conhecer Dixon. Engraçado este Dixon nem eu conheço, e resolve partir em direcção a Kansas. Na estação de serviço acaba por conhecer um rapaz que enquanto eu pensava que seria um assaltante acaba por ser o salvador da pátria ao telefonar para Harry falando do estado de Silver.

Depois de quase uma tentativa de suícidio, Dixon resolve finalmente actuar e ajudar Silver, voltando a ser o Dixon que todos nós conhecemos. Silver acaba numa clínica de ajuda para o seu problema, esta é maníaco-depressiva. No fim conseguimos perceber em parte a reacção de Dixon, sua mãe biológica tinha o mesmo problema, no entanto acho a sua reacção demasiado exagerada e fora da sua personalidade. Falemos dos pontos altos do episódio, o casal Adrianna e Navid que ficou em casa a tomar conta de Sammy, é muito bonito ver a preocupação de Navid por Adrianna. Os receios desta em não ser uma boa mãe fazem com que esta pondere fortemente a hipótese de dar o filho para adopção. No final depois de uma história contada, Adrianna começa a mudar de ideias e eu acho que ela e Navid dariam uns bons pais e acho que essa seria uma boa história para acompanhar. Outro ponto alto foi o reatamento de duas relações de amizade tanto Naomi e Annie como Mathew e Kelly conseguem finalmente ultrapassar os problemas que os separarem durante os últimos tempos e reatam a amizade. Apesar de não ter gostado da história de Silver, reacção de Dixon para mim este episódio consegue ser minimamente superior ao anterior, por pelo menos ter um pouco mais de lógica após a descoberta da essência do problema.

Nota: 8,3


Brothers & Sisters (3.20) – Missing

Abril 18, 2009

snapshot20090405210112 Não me surpreende mais que B&S tornou-se um dos dramas mais bem sucedidos da televisão, conseguindo a cada episódio, mesclar a qualidade de uma trama bem estruturada com intensas e excelentes atuações. Retomando acontecimentos passados, em “Missing” vemos a concretização do projeto “Open Doors” de Norah Walker, cuja inauguração traz consigo um novo recomeço, repleto de esperança e fé. Mais uma vez sobra para Kevin contar a mãe sobre a fuga de Tommy. Numa busca desesperada por perdão, considerando que a última vez que esteve com seu filho este levou um tapa considerável, Norah encontra Julia e suplica para que aceite seu marido de volta em casa. Por que não mesclar dois problemas em um? Kitty e Robert discutem(já virou rotina) sobre ela ter omitido informações sobre a situação judicial do irmão, fator que pode prejudicar a imagem pública dele. Confesso que as vezes essa obsessão pelo poder e ascensão me irritam.

O joguinho de Ryan para descobrir a verdade sobre a morte de sua mãe continua, o que acaba afetando um pouco seu novo relacionamento com Becca, que em contra-partida decidi dar uma nova chance ao Justin. Confesso também que não me agrada esse rumo incestuosamente triangular na série, mas por vezes é necessário. Previsível que o outro joguinho de intervensão de Ryan entre em ação, fazendo que o casal vinte termine aquilo que nem havia começado novamente. Com a inauguração da instituição e o apoio de quase todos os Walkers, Norah desvia suas prioridades para aproveitar da ocasião e convencer o conselho da Ojai, presente no local, a tirarem as queixas contra Tommy. Como sempre Saul apoia sua irmã, mesmo que contra sua vontade. A ilustre presença de Robert MCallister traz consigo credibilidade para a inauguração, porém causa preocupações em Kitty, que pensa que a exposição pública do marido foi muito precipitada, ainda mais considerando a presença massiva da imprensa. A sede pelo poder fica mais uma vez evidente nas atitudes de Robert, pois quando descobrimos que ele próprio convocou a imprensa para participar do evento, pensando que seria uma ótima oportunidade para voltar a ativa e desvincular a imagem do pós-ataque cardiáco. Totalmente despreparado para o intenso assédio, ele naturalmente passa mal e é levado as pressas para o hospital. Novamente presenciamos a montanha russa somente com descidas no relacionamento entre o casal MCallister. A aproximação com um dos pais do parque, Alec, veem a completar o vazio amargo que ela sente em relação ao seu marido, agora resta saber quais serão as consequências deste novo e casual relacionamento.

Agora sem dúvida um dos grandes momentos da temporada foi o retorno de Sarah para a Ojai, após decisão do conselho. Ela tentará convencê-los a retirarem as queixas contra Tommy, o que a princípio deixará Holly numa situação delicada. O desenvolvimento de Holly ao longo das temporadas sempre foi controverso, duvidoso e por vezes até passou indicios de sinceridade, porém é no momento em que todos estão na sala de reunião da Ojai, que ela vota em prol a Sarah, deixando claro que está do seu lado e que irá apoiá-la em seu retorno e que a Ojai não precisa viver com este fardo, podendo então continuar com um negócio lucrativo que valoriza as tradições familiares. Achei lindo quando Sarah conversa com Norah e Saul e diz que o lugar dela sempre será na Ojai. Independente de quem foi William Walker, o “Sentimento Ojai” sempre estará presente nela e por que não em Tommy, que apesar de suas decisões equivocadas sempre pensou em sua família.

Nota: 9,0


90210 (1.17) – Life's a Drag

Abril 18, 2009

90210-17Depois de mais uma paragem na série, 90210 regressou com um episódio um quanto ou tanto estranho. Com muitas dúvidas por responder. Muito sinceramente não achei piada a muitas partes do episódio, acho que baralharam muito a história e conseguiram deturpar uma das melhores personagens para mim, Silver, que neste episódio aparece irreconhecível. Ultimamente Silver tem passado por algumas mudanças a nível da sua personalidade e da sua forma de lidar com o relacionamento com Dixon. Depois da primeira briga feia entre o casal, causada por um amo-te não correspondido, Silver resolve entregar-se de corpo e alma, sem barreiras e viver intensamente, chegando ao exagero, a sua relação. Neste episódio as coisas saiem um pouco do controlo e deparamo-nos com uma Silver com diferentes caras. Depois de uma tatuagem com o nome de Dixon, Silver prepara-se para ficar perto da loucura. O professor Mathew encarrega os alunos de realizarem um trabalho sobre poesia. Começam então as filmagens de Silver, sempre com a camera na mão, não importa onde nem o que esteja a fazer.

Quer filmar todos os seus passos e acções. Como o filme é demasiado longo para apresentar em aula, Silver resolve alugar um cinema para a estreia do seu projecto intitulado Love, mas nem tudo corre como previsto. Depois de exposta uma cena de sexo entre ambos, Dixon sai revoltado e com pouca vontade de falar com Silver. Esta resolve então descarregar a sua raiva e frustração no Mathew, partindo o vidro, ameaçando-o com uma garrafa. Where is the real Silver? Mas o episódio até começa bem com um sonho de Naomi, no qual esta se desculpa e envolve com Liam. O desenvolvimento desta relação acaba por ser o ponto alto do episódio, que se encontra mergulhado na maior parte do tempo na escuridão causada pela obsessão de Silver. Para tentar retomar o relacionamento com Liam, Naomi oferece-se como sua tutora em matemática. Mas afinal Liam precisa de tudo menos explicações em matemática, o que os leva a irem numa corrida alucinada que termina com o beijo do casal. 

Voltando agora a atenção para Annie, o seu relacionamento com Ethan tem-se degradado, depois deste a ter apanhado a contar a história de Rhonda, as coisas pioraram drasticamente. Annie sempre foi uma personagem não adorada por mim, mas vê-la andar atrás do Ethan tipo cãozinho, até me deu um pouco de pena dela. Ela coloca em perigo a sua carreira de actriz após Ethan afirmar que esta é uma excelente actriz e não sabe até que ponto a conhece. Esta resolve então largar a peça e lutar pela sua relação. Mas quando descobre que Ethan beijou Rhonda na noite do baile, volta com a decisão atrás, mas parece tarde demais para recuperar o papel na peça. Depois de tentarem esclarecer as coisas ambos concordam que o melhor é terminarem a relação. Dou 7,8 ao episódio devido à história entre Naomi e Liam, pois se fosse só pela história principal a nota teria sido bem pior. Vamos ver como se desenvolve a situação de Silver, espero que não estraguem mais a personagem e consigam arranjar uma explicacação minimamente lógica para tal comportamento doentio.

Nota: 7,8


Flashpoint (2.08 & 2.09)

Abril 18, 2009

flashpoint-208-2091Com os episódios a acumularem-se, decidi, em vez de fazer um review para cada episódio, juntar estes dois episódios num só. Por isso cá ficam a minha opinião dos episódios e uma conclusão sobre o que está a ser até agora a série.

Flashpoint (2.08) – Aisle 13

A crise é um problema global, que afecta a maior parte das famílias. Flashpoint tem-se aproveitando este facto para fazer alguns episódios. Este foi mais um dos casos. Uma família que pensa mudar para outra cidade, devido a duas coisas: primeiro a já referida crise e a consequente falta de dinheiro. O segundo tem a ver com as companhias que o seu filho mantém na cidade. Quem não gosta desta ideia é o adolescente, com a sua vida toda assente naquela cidade. A situação estava iniciada, e com ajuda do melhor amigo, assalta uma loja para tentar recuperar financeiramente. Claro que o roubo dá para o torto. O caso foi mais do mesmo, sem grande coisa nova. Acaba tudo bem, com os miúdos presos e os reféns libertos. Valeu o episódio pelo aparecimento Amy Jo Johnson, o rompimento (?) da relação entre ela e Sam e pouco mais.

Nota: 7,6

Flashpoint (2.09) – The Perfect Family

A abertura de The Perfect Family prometia muito. A perseguição de carro era uma coisa a ser explorada. Para além disso, o rapto da criança seria uma situação muito bem-feita se fosse tudo feito no carro. Podia-se inovar aqui, mas a série não quis. Foi mais um caso que foi resolvido com palavrinhas, nada de espectacular. Não acabou tudo bem, pois o raptor suicidou-se, mas também a imagem final demonstra uma família feliz. Nada que não se tenha visto. Só faltava ter um problema com o novo membro da equipa, que não consegui manter a cabeça fria e cumprir ordens quando lhe era devido.

Nota: 7,4

Conclusões: Não sei se foi de ver dois episódios seguidos da série ou foi mesmo dos episódios, mas a série deixou-me desiludido com as repetições. Flashpoint está a cair na monotonia. Os casos têm panos de fundos diferentes, mas as pinturas são idênticas. A série canadiana tem grandes hipóteses de ser renovada pela emissora, mas eu não devo continuar a vê-la na próxima temporada, pois o espaço já é pouco. Esperemos que melhore até ao final de temporada, pois dou até ai o benefício da dúvida.