Pushing Daisies (2.11) – Window Dressed to Kill

Abril 19, 2009

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Tinham saudades da melhor série de fantasia alguma vez feita? Este que vos escreve tinha e não eram poucos, não fosse Pushing Daisies uma das minhas séries favoritas. A três episódio do final definitivo, a ABC tomou a estúpida decisão de não exibir os restantes capítulos de seguida e só há pouco tempo é que foi criada uma data (30 de Maio) para a emissão dos mesmos. Felizmente, já foi transmitido em Inglaterra (na Alemanha também, mas dobrado em alemão, logo não serve) e já pude matar um pouco as saudades. O pior é pensar que restam apenas dois episódios pela frente, sem mais histórias para contar. A série não merecia isso!

Mas deixemo-nos de lamurias e falemos já do episódio em questão. Existem duas narrativas distintas: uma do assassinato e outra envolvendo a Olive. O caso mortal dessa ‘semana’ teve aquilo que a série consegue tão bem fazer: originalidade! Bryan Fuller e a sua equipa são mesmo uns génios criativos, pois quem é que se iria lembrar disso? Mas isso já foi provado nos episódios anteriores, desde o início da série. Os casos são sempre tão peculiares e a fotografia dá um ar tão simpático à coisa… é muito difícil explicar.

Apesar do caso ter sido interessante, gostei ainda mais da storyline da Olive. Tudo começa com um flashback (como eu adoro o passado em Pushing Daisies), com uma Olive a ser ignorada pelos pais e a entrar no carro de dois mafiosos. À primeira vista, parece que eles pedem mesmo um resgate, mas isso não passa de um simples engano, pois mais à frente percebemos que eles não são maus e gostam mesmo da Olive. De modo a não desapontá-los, esta inventa a mirabolante história de que está noiva de Ned, e para sua felicidade, ou não, este finge estar mesmo de casamento marcado.

Além da forma como as mortes ocorreram e como as estilistas ficaram, gostei da cena do rinoceronte para afastar os polícias. Enfim, foi um episódio mais comedido que os anteriores, mas mesmo assim deu para matar a saudade enorme que eu tinha por Chuck, Ned, Olive e companhia limitada. Como sempre, os actores estavam perfeitos, totalmente encaixados nos seus papéis, enquanto que o argumento fluía com muita naturalidade. Só houve uma coisa que me deixou um pouco incomodado: como é que se foram lembrar de colocar o Ned com ciumes numa altura dessas? Espero que isso só seja algo passageiro e que não traga problemas ao casal Ned e Chuck.

Nota: 8,9


Lost (5.13) – Some Like It Hoth

Abril 19, 2009

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Conhecer personagens pouco exploradas é algo que a equipa de Lost faz muito bem. Durante as primeiras três temporadas tívemos inúmeros flashbacks de modo a sabermos o passado daquele grupo de sobreviventes do voo 815 da Oceanic. A verdade é que esta estrutura inovadora foi alterada no final da terceira época e além dos flashbacks passámos a ter também flashfowards. Nas últimas duas temporadas (quarta e quinta), tivemos alternância entre os dois, logo os flashbacks passaram a ter menos destaque, mas mesmo assim são necessários para episódios como esse, que foi centrado em Miles.

Enquanto que a maioria achou o pior da temporada, eu achei que já houve outros que conseguem ser menos bons que esse. Aliás, eu nunca pensei que fosse gostar tanto desse ‘Some Like It Hoth’, pois como sabem, eu procuro sempre ver o feedback dos fãs quando demoro mais tempo para ver o inédito. Logo no início vemos como é que o Miles descobriu os poderes que tem, de ouvir os mortos. Estava acompanhado da senhora sua mãe que, ironia do destino (ou não), é a mesma que apareceu no início da temporada, ou seja, a mulher o Dr. Chang.

Eu já estava desconfiada, assim como outros fãs, desse parentesco entre os dois, mas esperava uma cena com mais impacto quando se fosse fazer a confirmação. Nunca pensei que isso fosse acontecer num simples diálogo entre o Miles e o Hurley. Por falar no Hurley, acho que a personagem está a regressar às origens e a tornar-se, outra vez, o cómico de Lost. Toda a história de Star Wars foi excelente, e isso fez-me lembrar o que eu faria se também fosse ‘projectado’, sem mais nem menos, para 1977. Talvez criava uma série no estilo de Lost, não? Assim teria a certeza que seria recordado mais tarde.

Outros mistérios foram respondidos, tais como o valor da quantia que Miles pediu a Ben na quarta temporada. A resposta é muito simples: 3,2 milhões é ‘apenas’ o dobro de 1,6 milhões, aquilo que o Miles recebeu para ir nessa missão para a ilha. Um mistério que começa a ganhar força vem por parte de uma nova personagem, Bram, que volta a fazer menção à sombra da estátua. O que é que essa sombra tem de tão importante e, acima de tudo, como é que Bram sabe tudo isso? Sexta temporada, espero que chegues depressa ou a minha cabeça vai queimar!

Por fim, temos referência a duas estações e o regresso de um personagem. A Cisne aparece a ser construída e para quem não prestou muita atenção, vale lembrar que é num território dos Outros. Eu não gosto do mistério dos números, não me perguntem porquê, mas para mim não tem explicação possível! Será que o Incidente que será retratado na season finale tem a ver com essa estação ou a outra mencionada: A Orquídea? O corpo levado por Miles até à dita estação foi parar ao deserto através das viagens espaço-temporais, tal como aconteceu com Ben e Locke? O que é que o Faraday esteve a fazer fora da ilha este tempo todo? Será que o Desmond terá, finalmente, mais atenção por parte dos argumentistas? Perguntas a serem (ou não) respondidas no episódio número 100, que vai ao ar daqui a duas semanas. Esta quarta, teremos um especial sobre os Oceanic Six. Infelizmente!

Nota: 9,1


Prison Break (4.17) – The Mother Lode

Abril 19, 2009

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Finalmente cheguei a casa, nada como o nosso cantinho para descansar depois de mais de duas semanas de viagens por Espanha, Lisboa e Açores. Já tinha saudades daquela rotina de chegar a casa e colocar os episódios inéditos a fazer download. Essa rotina voltou e com ela os comentários dos episódios que foram transmitidos durante esse tempo de abstinência. Espero que o Paul Torrent seja meu amigo e que coloque tudo muito rápido no computador. A primeira série que eu fiz download foi Prison Break, que regressou na passada sexta-feira, com o episódio ‘The Mother Lode’. Apesar de ter sido um bom regresso, esperava mais e acho até que foi um dos mais fracos da excelente quarta e última temporada.

A série terminou em Dezembro com o grande cliffhanger que envolvia a mãe de Lincoln e Michael, Christina, mas a promessa de um grande embate foi maior que a resolução, pelo menos até ao penúltimo minuto do episódio. Estava a achar tudo muito calmo entre mãe e filho, mas claro que tudo não passava de uma estratégia dos argumentistas para construir o twist final, em que Christina mandar matar o filho mais velho. Como se isso não bastasse, ainda descobrimos que foi ela que estava a perseguir Michael e Sara, com a ordem de atirar sobre eles. Se o T-Bag sempre foi o grande vilão de Prison Break, parece que as coisas estão prestes a mudar.

Entretanto, temos outras storylines, umas mais aborrecidas que outras. A que eu gostei mais foi a tentativa de assassinato do General. Às vezes, Prison Break vem com essas saídas nada esperadas e é algo que me satisfaz na série. Também gostei da conversa entre Michael e Lincoln, demonstrando que talvez possa haver uma pequena guerra entre os dois. Já a busca do Don Self e do T-Bag foi algo enfadonha, pelo menos para mim. Agora resta esperar pelo próximo episódio, o primeiro dos cinco finais, para ver como é que o Lincoln se vai safar dessa e qual é o famoso evento que vai ocorrer em dois dias. Muita acção por vir e eu aqui estarei para comentar!

Nota: 8,2


90210 (1.19) – Okaeri, Donna!

Abril 19, 2009

90210-1911O episódio inicia-se com Silver na clínica rodeada de Dixon e Kelly, parece que o casalinho fez as pazes. Mas Silver não vai ter vida fácil com a guarda de Kelly, que depois do pavor que teve ao ver que podia ter falhado e isso ter custado a vida da irmã está mais presente e mais atenta que nunca. Isto faz com que a relação de ambos se torna um pouco conturbada, uma vez que Silver aceita muito mal o facto de ter constantemente a irmã a ditar as regras e proibindo-a de coisas que esta considera vitais para poder ter uam vida novamente normal depois de todo o drama. Está-se a aproximar o spring break, e Annie após o rompimento com Ethan ficou sem planos, mas Dixon resolve que está na altura de passarem um tempo juntos e ambos partem numa viagem em direcção ao Arizona. Afinal a viagem que prometia ser de aventura e diversão tem um outro propósito. Dixon depois do problema de Silver fica muito pensativo e resolve ir visitar a sua mãe biológica.

No entanto quando chega o momento da verdade Dixon não se sente preparado para enfrentar a mãe e quem acaba indo falar com ela é Annie. Parece que a mãe de Dixon está totalmente recuperada e de bem com a vida. O peso de Dixon por ter optado pela adopção é esquecido, afinal a decisão final pertenceu à mãe que reconheceu ser o melhor para o seu filho. Este sempre sonhou ter uma irmã parece que sempre consegui alcançar o seu desejo de pequenino. Quem parte também numa viagem é Liam, Naomi e Ethan para construir casas. Naomi que inicialmente se mostra muito relutante à ideia mua repentinamente de opção quando visualiza o nome de Liam. Este no entanto mostra-se indiferente à presença de Naomi mas esta não parece disposta a desistir facilmente, e acaba por levar a sua avante.

Ethan parece perdido, depois de beijar Rhonda, terminar com Annie, Ethan decide que precisa de ficar sozinho e conhecer-se melhor. Nesta busca convence Liam a dividir peyote consigo, mas no fim de contas tudo não passou de uma encenação. Mas no final ambos ficam amigos. O relacionamento entre o bad boy e Naomi promete dar que falar nos próximos tempos. Tal como o nome do episódio indica Donna resolve fazer uma visista a Kelly e Silver depois de saber do sucedido. Mulher de sucesso no Japão, com possibilidade de abrir uma loja em LA. No entanto no campo amoroso as coisas não correm tão bem, Donna e David encontram-se separados. Etsa consegue contudo trazer um pouco de paz para as duas irmãs que no final do episódio passam algum tempo de qualidade juntas. Um episódio um pouco melhorzito que os últimos dois a meu ver, pelo menos sem o drama exagerado da história de Silver, parece que as personagens estão a voltar ao que eram antes da grande confusão.

Nota: 8,5