Fringe (1.17) – Bad Dreams

fringe1Já dizia António Gedeão, um pseudónimo de Rómulo de Carvalho, num dos poemas mais bonitos da língua portuguesa, Pedra Filosofal, também cantada por Manuel Freire:
Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida / tão concreta e definida / como outra coisa qualquer.

Olivia Dunham nunca se viu tão familiarizada com estes pequenos versos que transmitem a essência do episódio. No sonho mata uma jovem, na realidade esta morte ocorre. Coincidência? A partir de aqui o episódio ganha uma dimensão pessoal, uma situação que não ocorria tão vincadamente desde Ability. A narrativa continuada é uma das situações mais interessantes em Fringe, e Bad Dreams sucede-se ao episódio 1.14 em todos os pontos. Olivia começa a investigar o caso, mas as respostas não são suficientes para prevenir que outra morte ocorra. Mas o padrão é descoberto, dando pelo nome de Nick Lane. E começam aqui as referências implícitas a Ability: tanto a agente do FBI como o presumível “homicida” nasceram na mesma cidade.

A partir daí foi uma corrida contra o tempo para descobrir Nick, e pelo meio lá se descobre mais uma peça para o puzzle, com “Olive” e Nick a participarem nos mesmos testes com uma droga chamada Cortexiphan, que teve como efeito secundário que Nick consiga influenciar as pessoas que lhe rodeiam, tendo elas uma resposta ao seu sentido de humor. Mas a pergunta que ficava no ar era como Olivia se relacionava com Nick para sentir o que ele sentia, sonhar o que ele vivia? A resposta é dada por Walter, com mais um pormenor curioso pelo meio. Vamos primeiro ao pormenor. Parece que o mais velho dos Bishop’s participa em tudo que tenha a ver com o sobrenatural, tem um dedinho em tudo o que é ciência Fringe.

Mas a resposta é que os testes de Cortexiphan eram feitos a pares, devido a não criar receio nas crianças que os sofriam. E Olivia parece que foi o par de Nick. Continuando, temos uma das melhores cenas do episódio, com Nick a influenciar todos a sua volta e coloca várias pessoas prestes a cometer suicídio (ficando-se com uma imagem impressionante). Olivia lá tenta salvar a situação e, apesar de acontecer mais uma morte (numa cena já algumas vezes vista), salva o resto das pessoas em perigo.

Eu sei que falta uma parte da história do episódio, mas não se preocupem que não me esqueci. A referência ao manifesto do ZTF é mais uma referência, para além de Ability, ao passado de Olivia. A referência encontrada no quarto de Nick deixa mais um bocado de mistério no trama e os papeis terem ficado com Olivia deixam antever que serão ainda (muito) utilizados.

Para além disso falta falar do advogado que foi ter com Nick? Quem será ele? A minha aposta vai para o próprio Dr.William Bell, mas outros nomes podem surgir durante o que falta da temporada. Mas num episódio em que há muito avanço na descoberta do passado esquecido de Olivia surge um contratempo. Nina Sharp diz que os ficheiros foram (convenientes, acrescento eu) apagados. Não me parece que isso tenha acontecido, mas é só uma aposta.

Continuando a falar de pormenores do episódio: Para que terão servido as experiências? Para criar um exército que será chamado quando quiserem? Se foi para isso, fica explicado a frase de Nick: “Um soldado que viria era natural e artificial.” E depois fala do homem que visitou o hospital que lhe disse que eram necessários guerreiros. A guerra parece estar para vir e parece que ninguém avisou Olivia. E fico com a frase que acaba este longo discurso misterioso “Ele disse: O que foi escrito passará.”

Passando para mais uma descoberta do passado de Olivia: Ver a ligação que Walter Bishop teve com as experiências que “Olive” sofreu foi deverás fantástico. Mas que terá sido o incidente que tanto se fala no filme? E parece que o Walter não está a contar toda a verdade.

Foi mais um episódio excelente de Fringe, que está cada vez melhor. As notas vão começar a ser mais rígidas, e só por isso é que este episódio é classificado assim.

E acabo como comecei, de novo com uma citação do poema escrito em 1958: Eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida, / que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança.

Fringe avançou de certeza.

Nota: 9,1

0 respostas a Fringe (1.17) – Bad Dreams

  1. Olá, Antonio!

    Fringe está mesmo fantástico. E este episódio foi mesmo ótimo! Ao que parece, os poderes de Olivia são muito maiores do que ela pode supor. Fiquei abismado ao ver a cena final. Walter está cada vez mais atormentado pelo passado.

    Quanto ao advogado, o primeiro nome que me surgiu na cabeça foi o Sr. Jones. Imaginei que fosse ele por estar ligado também ao “despertar” dos poderes da Olivia.

    Parabéns pelo texto!

    Um abraço!

  2. Fringe está excelente, não ?
    Sinto que cada vez mais perto do final, a serie melhora q mostra que o final será surpreendente.

    T+

  3. isabel diz:

    Adorei o episódio! =)

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