Pérolas do YouTube #1

Abril 26, 2009

perolas

Estava eu a ver uns vídeos de séries no YouTube e apeteceu-me partilhar com vocês, pois alguns estão mesmo muito bons. Assim, foi criada esta rubrica em que colocarei, em cada artigo da mesma, três vídeos que valem a pena ser vistos. Nos comentários, podem dizer o que acharam e ainda dar sugestões de séries a serem as próximas a verem os seus vídeos aqui no Portal de Séries. Nessa primeira edição das Pérolas do YouTube, trago-vos um vídeo que explora a força da família Winchester, o segundo é de Prison Break e eu só mudava uma coisa nesse (as letras brancas que apelidam os personagens) e o terceiro é de One Tree Hill, uma que remete mais ao romance Naley, uma dos casais que eu mais gosto de todas as séries. No final tem uma sondagem para votarem naquele que gostaram mais.

SUPERNATURAL

PRISON BREAK

ONE TREE HILL

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Grey's Anatomy (5.20) – Sweet Surrender

Abril 26, 2009

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 Grey’s Anatomy retorna depois da pausa, confesso que esperava bem mais do episódio e apesar de não ter sido um mau episódio acabou por não corresponder às minhas expectativas. O episódio inicia-se com o casal que foi recentemente promovido ao estatuto de noivos. Meredith não é muito de tradições e não liga ao casamento tradicional, andar de aliança e casar com vestido de noiva. Mas tal como Christina aceitou os requisitos do noivo e da mãe deste, Meredith parece disposta a aceitar casar de noiva para fazer Izzie feliz. Falando em Izzie, esta inicia o tratamento de quimioterapia, e Meredith com o intuito de a ajudar a distrair e passar o tempo dá-lhe a tarefa de organizar o seu casamento. Esta irradia de felicidade e desata a contactar buffets, floristas e a requisitar vestidos de noiva para pesadelo de Meredith. Devo dizer que achei um pouco ridículo a utilização por parte de Izzie do seu estado para atingir os seus objectivos, a chantagem emocional não combina muito bem com a personagem a meu ver, parece mais típico de Christina.

Quem deve ter ficado contente com este episódio foram os fãs de O’Malley, este depois de ser maltratado por Karev consegue mostrar o seu valor e perceber o seu lugar no hospital, que está definitivamente ligado aos traumas. Sobre uma carga elevada de stress este é capaz de pensar e agir com clareza. Um novo casal resolve assumir-se, e apesar de ainda achar cedo Callie acaba por ficar sem saída e apresentar Arizona ao pai. Este não reage da melhor maneira possível e faz de tudo para levar Callie de volta para casa. Depois de um casamento repentino, de uma traiçao que termina em divórcio, o pai de Callie é agora confrontado com a opção sexual da filha. Este acaba por achar que esta está perdida, sem rumo e direcção e que se encontrará ao voltar às origens. Nesta história toda achei hilariante o momento de encontro entre O’Malley, Sloan e o pai de Callie. Derek e Sloan continuam de costas voltadas, mas vão ter de partilhar um casa clínico e um bloco operatório.

O ambiente aquece com ausações mútuas, mas depois de um elogio merecido, Derek e Sloan resolvem colocar para trás das costas o passado recente. Meredith resolve convidar a irmã para ser sua madrinha de casamento, não estava à espera que Lexie fosse a madrinha, pensei que Meredith fosse privilegiar Christina com o convite. Depois de muitos recuos e avanços a relação entre as duas irmãs está viva e para durar. Quanto ao padrinho de Derek concordo com Meredith e este deve ser o Sloan, cresceram juntos e mesmo com um passado manchado por uma traição, a amizade com muito esforço conseguiu sobreviver e acho que esse cargo assenta melhor a Sloan que ao chefe. A parte emocionante do episódio acabou por estar a cargo de Bailey e uma menina muito debilitada que acaba por morrer nos braços do pai, enquanto este tenta não desistir de lutar pela vida da sua menina. Resumindo um episódio sem algo de muito surpreendente que serviu para desenvolver um pouco a história mas sem acrescentar nada de novo.

“I wouldn’t want to stop, either, but jessica is terminal, matt. In a few minutes, her heart is going to stop. Now I can pump her chest, push all sorts of medicines, I can put her on a ventilator, cause she’ll no longer be able to breathe on her own, but even with all of that, she’s going to die. And the last person who will have had her hands on her, who will have been able to touch her, well, it’s gonna be me or a nurse. Or it could be you…cause you don’t want to miss this. This next part she needs her daddy for this part.”

Nota: 8,8


Southland (1.01/02) – Unknown Trouble/Mozambique

Abril 26, 2009

snapshot20090426201603Finalmente eu tive um pouco de tempo para ver a nova série da NBC, dos mesmos criadores de ER: Southland. Este novo drama policial segue a vida de um grupo de polícias de Los Angeles, e através dessa descrição parece que é apenas mais uma série desse género, não é? Pois bem, eu confesso que não sou muito fã de policiais, aliás, acho que é do tipo de séries que eu menos gosto, e por isso é que vi Southland com alguma reticência. Depois de ver os dois primeiros episódios, fui ler algumas críticas e confesso que fiquei surpreendido de tanta gente ter adorado.

Não é uma série que eu desgoste, porque até se vê bem (pelo menos no início, pois com The Mentalist eu também via bem no início e acabei por desistir da série ainda antes do décimo episódio), mas falta algo para torná-la mais interessante. Gosto do modo como é filmada (por acaso, a disposição da camera era uma das coisas que eu não gostei no piloto de Friday Night Lights, mas agora estou pronto para dar mais uma oportunidade à série teen), pois trás um aspecto mais realístico, e a transição de cenas por vezes é confusa.

Como em qualquer série, os dois primeiros episódios não são suficientes sequer para saber o nome de muitas personagens, quanto mais conhecê-las bem. Mas isso é algo que já está a ser encaminhado e tanto no primeiro, como no segundo episódio, já tivemos ‘pistas’ de quem são as pessoas que protegem, diariamente, Los Angeles, uma cidade cruel onde o perigo espreita quando menos se espera. Existem duas cenas que realmente me impressionaram no piloto: a primeira é quando disparam contra o miúdo negro, sem mais nem menos; a segunda é quando entrámos naquela casa onde os próprios cães tinha comido carne humana. Não podia deixar de referir a honra que é, para todos os portugueses, ter como genérico a ‘Canção do Mar’ como base.

Southland é uma série que terá, assim como Harper’s Island, reviews semanais para todos aqueles que queiram trocar ideias dessa série protagonizada pelo Ryan de The OC. Com seis episódios iniciais garantidos, a primeira temporada de Southland deve ganhar mais sete para totalizar os treze habituais da mid season, pois tem conseguido audiências razoáveis. O terceiro episódio já saiu e o review vai ser publicado no início dessa semana que se avizinha (eu ainda não vi o episódio). Se for para escolher entre Harper’s Island e Southland a que me diverte mais, diria a série da CBS, mas a que tem mais qualidade é a da NBC, e se for renovada, é porque merece!

Notas:

Episódio 1: 8,3
Episódio 2: 7,9


Desperate Housewives (5.19) – Look Into Their Eyes and You See What They Know

Abril 26, 2009

snapshot20090426160049Depois de uma grande pausa, o assunto da morte da Eddie foi resolvido da melhor forma. Os primeiros minutos foram simplesmente fantásticos, com a mesma a narrar o momento em que dava o último suspiro, da forma como ela sempre sonhou: sendo o centro das atenções de Wisteria Lane. Quando no episódio anterior percebemos que ela ainda estava viva, pensei logo que seria o Dave a matá-la de vez, para que esta não contasse tudo aquilo que sabia. Fiquei surpreendido, pela positiva, como tudo foi terminado, tornando-se a cena da sua morte definitiva no melhor momento da série desta temporada.

A morte de uma dona de casa na série tem de ser tratada com uma enorme importância e diferente do habitual e apesar de terem ido buscar a mesma técnica que usaram no centésimo episódio com a morte do vizinho, devo dizer que para mim resultou muito bem. A caminho da casa do filho da defunta, Travers, as cinco melhores amigas (e inimigas por vezes) de Eddie contam os seus melhores momentos com ela. Todas tiveram aquela situação que faz com que Eddie seja lembrada pela positiva, com uma força, sensualidade e carisma a que elas estavam habituadas.

Não querendo aceitar as cinzas da mãe, mesmo após ter levado um ‘sermão’ da Mrs. McCluskey, Travers dá uma árdua tarefa às donas de casa: onde colocar as cinzas da Eddie? O primeiro pensamento que eu tive, e até acho que ficaria bem, era colocar a urna no centro da mesa enquanto elas continuavam a jogar cartas, para que a loira estivesse sempre presente. Mas também adorei a ideia e aquela sequência de cenas finais foram mesmo deliciosas. Mary Alice descansou um pouco e deu o seu trabalho de narração à Eddie, que fê-lo muito bem. E num episódio que explora a sua morte, não podia ser de outra forma.

Depois disso, o que nos guarda essas Donas de Casa Desesperadas para o final da temporada? Estará o plano de Dave ainda de pé e Katherine ou Susan correm grande perigo? São essas e outras perguntas que queremos ver respondidas num temporada que está agora no seu auge, depois de vários episódios por vezes aborrecidos. E já agora, se não for pedir muito, façam mais aquilo que antes faziam tão bem, coloquem elas todas juntas a discutir, porque isso vai resultar num divertimento certo!

Nota: 9,3


Audiências EUA: Dollhouse e Prison Break de mal a pior

Abril 26, 2009

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AUDIÊNCIA DE SEXTA-FEIRA, 24 DE ABRIL

As sextas-feiras da FOX estão cada vez piores! Dollhouse e Prison Break atingem as piores audiências desde o início das duas séries, as duas na mesma noite. A única coisa positiva que pode advir disso é que a FOX perceba que as audiências de Terminator: The Sarah Connor Chronicles não são assim tão más como se pensava e servia de melhor lead in para Dollhouse do que Prison Break serve actualmente. Entretanto, as séries da CBS continuam a ter números excelentes tendo em conta ser uma sexta-feira, mas mesmo assim desceram 2 milhões de telespectadores de uns episódios para cá.

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Time Net Show 18-49 Rating/Share Viewers (Millons)
8:00 CBS Ghost Whisperer 2.1/8 9.15
ABC Wife Swap 1.3/5 3.95
NBC Howie Do It 1.0/4 3.29
FOX Prison Break 1.0/4 3.05
CW Everybody Hates Chris 0.6/3 1.79
8:30 CW The Game 0.9/3 1.89
9:00 CBS Flashpoint 1.6/5 8.18
ABC 20/20 1.5/5 5.26
NBC Dateline 1.3/5 4.61
FOX Dollhouse 1.2/4 2.99
CW America’s Next Top Model (R) 0.5/2 1.28
10:00 ABC 20/20 2.2/7 7.73
CBS Numb3rs 1.8/6 8.84
NBC Dateline 1.4/4 5.00

Fonte: TVbyNumbers


In Treatment – Week 2

Abril 26, 2009

snapshot20090426010924In Treatment (2.06) – Mia – Segunda, 7:00 AM

Uma semana depois, Mia resolve marcar uma “sessão” com Paul apenas para poder se desculpar pelo vexame da semana passada – em que causou constrangimento a Paul ao acusá-lo por ser responsável por sua vida da maneira que é hoje. Porém, como não poderia deixar de ser, isso foi apenas mais uma desculpa para que ela continuasse a acusar o médico pelas escolhas erradas que fez em sua própria vida também nesse episódio, atitude esta já esperada, de certa forma, por Paul, que fez questão de marcar esse novo encontro em seu território, seu escritório, aonde poderia ter mais controle sobre a situação.

E o que acontece durante a conversa, que Mia recusa a chamar de terapia, é uma grande apresentação a todos os problemas da personagem: chegando ao fim de seu período fértil, ela deseja, mais do que nunca ter um filho, nem que seja com seu amante, e quando ele termina seu affair com ela ao descobrir seu desejo por um bebê, Mia volta-se contra outra pessoa, Paul, e o culpa por tê-la “obrigado” a abordar a criança que esperava aos 22 anos de idade. Apesar de ouvir tanto rancor de sua ex-paciente, Paul não parece nem um pouco surpreso com o que Mia tem a lhe contar. É óbvio que é uma ingenuidade de Mia achar que Paul a pressionou para abortar aquela criança, porém o médico não pareceu fazer nenhum esforço para negar sua participação no caso, inclusive, alguém mais achou estranho Paul não se lembrar de quase nada sobre aquela paciente. Ou melhor, não é no mínimo esquisito que Paul não soubesse, há 20 anos atrás, que sua paciente estava escondendo sua gravidez do próprio namorado e da família? É certo que ela poderia ter mentido para ele na época, mas também é certo que ele evidenciaria ter sido enganado naquela época na sessão de hoje, o que não aconteceu.

O que me parece é que há 20 anos atrás Paul não era tão atencioso com seus pacientes como é hoje, talvez também lhe faltava a experiência que ele ganhou apenas com o tempo. Em outras palavras, aquele não era o Paul que conhecemos hoje. Naquela época ele ainda não era seguro o bastante como médico – o que poderia justificar as anotações que fazia de seus pacientes e deixou de fazer com o passar do tempo –, seu casamento ainda estava funcionando e ele estava prestes a se tornar pai. Seja o que for que tenha acontecido naquela época, teve repercussões no presente, pois Mia quer ser recompensada pelo o que perdeu, quer que Paul pague o preço do que supostamente ele tirou dela: um marido, um filho, enfim, uma família. O que Paul tem a dizer sobre tudo isso? Só vamos descobrir na semana que vem, ou quem sabe na sexta, em mais uma de suas conversas com Gina.

Nota: 8,4

snapshot20090426011023In Treatment (2.07) – April – Terça, 12:00 PM

É preciso muita vocação para trabalhar em uma profissão como a da psicologia: entrar na vida de estranhos a cada momento, compartilhar de seus problemas, guardar seus segredos – muitas vezes não compartilhados com mais ninguém – e ainda ser cobrado o tempo todo por soluções e conselhos não deve ser nada fácil. Sem falar que um médico não pode nunca levar seus problemas pessoais para seu consultório, e foi exatamente isso o que Paul fez essa semana. Em uma atitude totalmente oposta ao da semana passada, ele conseguiu, com muita calma e paciência, ouvir April, perceber que ela continua sem querer iniciar seu tratamento, e mesmo assim não perder a cabeça como aconteceu na última sessão da menina. A mim já é um milagre que ela tenha voltado para um segundo encontro.

Dessa vez, assim como Mia no episódio anterior, ficamos sabendo mais detalhes sobre a vida de April, porém, apesar de ouvirmos ela contar sobre seu problemático relacionamento com o ex-namorado, sobre seu irmão autista e sobre coisas que ela odeia em si mesma e nas outras garotas, um fato permaneceu o mesmo: April demonstrou, novamente, que não consegue pedir ajuda dos outros, o que foi muito bem apontado por Paul quando este lhe perguntou se ela preferia morrer a parecer fraca perante outras pessoas. E turrona do jeito que é, é capaz que Paul demore mais tempo para conseguir que ela confie nele e aprenda a aceitar a ajuda dos outros do que o tempo que April realmente tem para tomar uma decisão – principalmente se ela continuar a não apenas fazer o seu papel mas também não deixar Paul falar sempre tentando deduzir o que ele está pensando sobre tudo aquilo.

Meu destaque nesse episódio, no entanto, vai totalmente para Paul. Alguém percebeu como ele falou manso sobre o tratamento para April dessa vez? Muito diferente da semana passada em que entrou em pânico e disse enfaticamente que ela precisava de tratamento. Acredito que suas palavras na sessão de hoje terão um impacto muito maior que os da semana passada na garota – apesar de que a influência de Paul sobre ela foi estabelecida a partir do momento em que ela entrou no consultório e disse ter contado a alguém que tinha câncer, como Paul havia pedido na semana passada.

Outra atitude correta do médico nesse episódio foi, ao final, tomar notas sobre o que aconteceu naquela sessão – algo que ele deveria ter feito com Alex para evitar ser processado como de fato acabou acontecendo. Isso não apenas lhe permitiu prometer confidencialidade a April, como também demonstra amadurecimento profissional e, mais ainda, que toda sua preocupação com a paciente não é prática ou voltada para seus próprios interesses: Paul realmente se importa com a saúde dessa garota, e quer fazer o possível para salvá-la antes que seja tarde.

Nota: 8.7

snapshot20090426011052In Treatment (2.08) – Oliver, Quarta, 4:00 PM

Confesso que esse episódio focado no menino Oliver me impressionou. Apenas após exatos 11 minutos de conversa entre Paul e o garoto foram o suficiente para eu ficar impressionada com a densidade desse menino e a quantidade de problemas que ele enfrenta diariamente sem se abrir com ninguém. A começar por seu problema para conseguir dormir, que não tinha nada a ver com seu pai receber amigos em seu apartamento no final das contas. O menino está sofrendo tanto por seu alvo de chacota na escola e seus pais estão tão absorvidos um com o outro que Oliver não consegue mais dormir por ficar estressado. E quem não ficaria com dois pais como aqueles?

Se na primeira metade do episódio tivemos todos os temas que preocupam Oliver discutidos com maturidade – o que chega a ser irônico, considerando que ele é apenas um garoto –, o que vimos na segunda metade foi, mais uma vez, os pais do menino se comportando como adolescentes na frente de Paul, brigando por coisas irrelevantes que pouco dizem respeito a Oliver, mas que falam principalmente um do outro, excluindo a presença tanto do garoto quanto do próprio Paul.

Passei por uns bons momentos de raiva quando ouvi a primeira frase do pai do garoto a Paul: “Resolveram o problema? Está tudo certo agora?”, como se a questão estivesse em Oliver, ou a solução em Paul, uma idéia completamente idiota. E o que dizer dessa mãe desequilibrada que distorceu tudo o que Paul disse pois, no fim das contas, não conseguiu superar a separação e subitamente desejava voltar com o marido. Ridículo foi ver as coisas saindo do controle quando ela descobriu que o marido já estava com uma namorada nova, em uma cena de ciúmes patética.

Oliver acabou chateado, e Paul frustrado por não conseguir ajudar o garoto. Também ficaria com aquela cara ao perceber a tartaruga em seu tapete no fim do episódio se percebesse que ao invés de se preocuparem com seu filho, aqueles pais só estão ali para procurar o apoio de Paul nas picuinhas que um tem com o outro – repararam como para tudo eles perguntam para Paul se ele não concorda também?

Nota: 8.8

snapshot20090426011136In Treatment (2.09) – Walter, Quinta, 5:00 PM

Cada episódio que passa dessa semana tem sido melhor que o anterior. O mais fraco até o momento para mim foi o de Mia, e o melhor o de Walter. Foi realmente interessante ver Paul literalmente arrancando as informações vindas de um paciente difícil, impaciente, que teima e o desafia o tempo todo, e mesmo assim chegar a uma conclusão muito plausível para os ataques de pânico do empresário.

Simplesmente adorei todo o processo. Quando Paul começou a vasculhar mais sobre a morte do irmão de Charles, que aconteceu quando ele ainda era pequeno, percebi, graças a interpretação de Gabriel Byrne e da música ao fundo, crescente, que ele tinha descoberto alguma coisa. Daí adiante foi um show ver o doutor conectar todas as peças desse quebra-cabeças fragmentado que é, no fim das contas, toda vida humana e dar o diagnóstico: “Eu não acho que você confia que as pessoas que te deixaram irão voltar algum dia”, algo que foi obviamente recebido com ceticismo por esse difícil, mas não desinteressante paciente.

Porém ao dar o diagnóstico, Paul praticamente fez com que Charles não tenha mais motivo algum para voltar a vê-lo, pois tudo o que ele queria era saber a causa de sua insônia para poder se medicar. É claro que o paciente irá voltar na semana que vem, e será muito interessante ver a desculpa que ele dará a Paul para voltar. Talvez tenha sido mesmo importante Paul demonstrar com uma dura crítica que Charles não permite que o terapeuta faça seu trabalho – aliás é sempre brilhante ver como Paul consegue variar da calma absoluta com April e a filha, por exemplo, e a raiva em momentos mais explosivos, seja com Walter, Gina ou Alex, na temporada passada. Mas será que Charles percebeu de uma vez por todas que Paul é um excelente profissional e que deve ser respeitado por isso?

Nota: 9.0

snapshot20090426011217In Treatment (2.10) – Gina – Sexta, 6:00 PM

Chegamos ao fim de mais uma semana de “tratamento” com um magnífico episódio focado em Paul. Há algo em Paul Weston engraçado e igualmente trágico. Ao mesmo tempo em que eu me divirto com sua rabugice com Gina também me emociono ou no mínimo fico tocada quando vejo o número de questões que ele precisa resolver consigo mesmo para dar rumo a sua vida.

Se por um lado achei divertidíssimo ele bancar a criança em busca de atenção no começo do episódio quando anunciou que não poderá fazer terapia com Gina – só para ficar chocado com a reação completamente indiferente da terapeuta, que já imaginava o propósito de tudo aquilo, claro, quando ela decidiu ir ao shopping ao invés de ouvir o que ele tinha a dizer –, achei muito importante o momento em que ele revela para Gina que, de alguma forma, se culpa pela morte de Alex, afinal, ele estava tão envolvido com Laura na época, que foi incapaz de perceber os sinais que Alex lhe enviou para chamar sua atenção para seu problema – o que, infelizmente, o levou a morte logo em seguida.

Por fim tivemos ouvimos relatos de Paul sobre sua primeira paixão de adolescência, Tammy Kent, justamente uma outra paciente de Gina. Foi tão cruel o que sua mãe fez com ele naquela noite de Natal. Infelizmente são esses erros dos adultos que acabam afetando para sempre a vida de seus filhos, como a vida de Paul, que até hoje se culpa por ter visitado Tammy naquela noite de Natal ao invés de ficar com sua mãe – uma bobagem, já que ele era apenas uma criança, mas como convencer sua consciência do contrário? Foi belíssima essa cena, me emocionou bastante, pois essa culpa parece ser algo que realmente machuca Paul, que o impede de viver com a mente limpa, o espírito livre de qualquer culpa.

Resta saber para quem Paul ligou no final do episódio. Aliás, já ia me esquecendo, que surpresa rever sua ex-esposa no início do episódio, não pensei que isso fosse acontecer nessa temporada, pelo menos não tão cedo, e a revelação de Paul de que Laura irá testemunhar também na questão sobre Alex me faz perguntar se veremos a personagem novamente na história. Espero sinceramente que sim, gostaria muito de ver Paul e Laura se reencontrando novamente, mesmo que a série não precisa trazer seus personagens antigos para ser interessante, em apenas duas semanas essa temporada já conseguiu provar isso perfeitamente.

Nota: 9.4


24 (7.15) – 10pm-11pm

Abril 26, 2009

snapshot20090425235730O episódio 7.15 – 10pm-11pm mostrou que a administração da Presidente Taylor (Cherryl Jones) poderia ficar bastante prejudicada após Ethan Kanin (Bob Gunton) descobrir que Jack Bauer (Kiefer Sutherland) “supostamente” teria matado Ryan Burnett (Eyal Podell) e o Senador Mayer (Kurtwood Smith), já que ele foi o responsável pela soltura de Jack. Contribuiu também o péssimo clima no relacionamento entre ele e Olivia (Sprague Grayden), com quem se desentendeu durante a campanha eleitoral, mas que a pedido da presidente foram obrigados a trabalharem juntos novamente, mas não durou muito tempo e com isso, ele não agüentou a pressão e pediu sua renuncia ao cargo de Chefe de Gabinete. Logo depois descobrimos que realmente foi Olivia quem liberou as informações sobre a morte de Burnett para Ken Dellao (Tim Guinee) usar contra Ethan, fazendo com que ele fosse o único culpado em rede nacional e assim tendo sua vingança por todos os problemas que eles viveram no passado.

As coisas para Jonas Hodges (Jon Voight) e a Starkwood começaram a ficar preocupantes, principalmente para os membros do conselho da companhia, que é dona de um exército particular com mais de 15 mil homens. Hodges quer que a Starkwood continue com suas atividades, porém outros membros do conselho de diretores não concordam com essa idéia e querem fazer um acordo com o governo para fecharem suas portas antes que a situação deles fique insustentável, já que a Starkwood vinha sofrendo fortes investigações por parte do falecido Senador Mayer. Hodges também estava muito preocupado com o envolvimento cada vez mais próximo de Jack, que ao lado de Tony (Carlos Bernard), trabalhavam juntos na vigilância até a chegada das armas químicas no porto de Alexandria. O guarda Carl Gadsen (Connor Trinneer) facilitaria a entrada dos homens de Hodges no porto para pegarem o carregamento vindo de Sangala, mas Jack e Tony estavam no local para evitarem que os homens pegassem o carregamento.

Com indícios de uma terceira pessoa na casa do Senador Mayer, Larry (Jeffrey Nordling) pediu a ajuda de Renee (Annie Wersching), que estava sob custódia por ter ajudado Jack a investigar o envolvimento da Starkwood nos atentados daquele dia, e foi assim que ela lhe contou toda a verdade sobre o que Jack vinha buscando quando pediu sua ajuda. No porto, Jack não deixou que Carl fosse morto pelos homens que foram até lá buscar o carregamento e isso fez com que os planos dele e de Tony mudassem, já que eles apenas fariam uma vigilância até terem certeza de com o que estavam lidando, mas ao começarem um tiroteio, Tony acabou sendo capturado enquanto Jack conseguiu tomar o controle do caminhão onde o container foi colocado e pediu que Larry e o FBI o encontrassem para que a entrega fosse feita. Quando pensava estar com a situação resolvida, vimos que o contêiner acabou sendo violado e componentes químicos foram liberados, fazendo com que Jack também fosse exposto, só que naquele momento também o pessoal da Starkwood conseguiu recuperar a arma biológica e partiram rumo à base onde Hodges e seu pessoal o aguardavam. E foi assim que terminou esse episódio, mostrando o envolvimento cada vez maior da Starkwood em tudo o que aconteceu no dia de hoje e agora podendo fazer mais uma vitima, ninguém menos do que o astro principal da série Jack Bauer, já que ele foi exposto ao componente químico liberado do contêiner.

Nota: 9,0