House (5.22) – House Divided

Abril 30, 2009

house2Após a paragem de quinze dias, House regressa para o seu 108º episódio. Com um título sugestivo (qualquer título que meta a palavra House promete ser um grande episódio) e com a Amber (seja bem aparecida menina Anne Dudek) como promessa, o episódio prometia muito. Cumpriu as expectativas, pois não foi um caso clínico simples, um único puzzle para se ir resolvendo. Foram várias as aliciantes do episódio.

Com o regresso de Amber, House evolui. Ganha a série com a entrada da (bonita) actriz, ganha o episódio com mais mistério. O mistério do súbito aparecimento da personagem de Anne Dudek parece que não deixa House dormir. O subconsciente começa-lhe a pregar partidas (ver que o subconsciente de House tem personalidade própria, é uma personagem dentro de outra é fantástico. Por aqui se vê que House é (muito) complexo). E qual será as razões desta aparecimento. Morte de Kutner? Parece ser a resposta mais plausível.

Após não gostar da surpresa de ter a ex-namorada a vaguear pelo “seu” hospital, House não larga a sua segunda bengala. Afinal ela é uma representação do seu subconsciente, uma auto-estrada para o seu cérebro. Fixe! – Diz House. Amber lá lhe vai ajudando no caso, um surdo que teve uma explosão de sons no seu ouvido. O caso lá se vai desenrolando, sempre com Amber a frente de House, sempre um paço a frente. As pistas que ela vai libertando são mais um puzzle dentro do puzzle. Continuando no caso, House lá vai estando um paço a frente da equipa (quem não adorou aquela cena do Hugh Laurie com o rádio no ombro?), mas nem tudo vai sendo um mar de rosas. Cuddy tem uma intervenção (digna de nome) e, após House contrariar a mãe e colocar um implante para curar a surdez, retira-o do caso. Mas Amber ainda continua com as respostas as perguntas que toda a gente coloca, e o caso é resolvido. Pelo menos parecia isso. Mas parece que Amber não é assim tão certa como isso. Os erros ocorrem, mas se nem o consciente de House consegue resolver um caso que a equipa consegue algo estará mal.

Outra prova deste problema que afecta House é a narrativa da despedida de solteiro de Chase. O australiano lá tem o casamento marcado, mas casamento sem despedida de solteiro é como ir a Roma e não ver o Papa. E claro que despedidas de solteiro são uma coisa que Gregory House está farto de fazer. Com uma memória de elefante, Amber recorda-se de tudo o que House fez nas anteriores despedidas, e tudo é preparado. Mas o problema é que House tem uma memória demasiada boa. Devido a um “erro”, Chase entra em choque anafiláctico. Será que House quis matar Chase. Não me parece. Mas então que será?
É também com esta dúvida que House fica e, para não ter mais problemas, decide acabar com a auto-estrada para o seu cérebro. Mas o problema não é tão simples de resolver, por isso teremos Amber a atormentar House nos próximos episódios.

Foi um episódio muito bom de House, com o regresso a um House confuso, que não acredita em si e que não sabe o que se passa com ele. Foi excelente ver que, mesmo uma pequena mudança como a forma de filmar, muda logo a perspectiva que temos do episódio. E, claro, os próximos episódios também prometem muito. Espero não me enganar.

Nota: 9,2

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Audiências EUA: Centésimo episódio de Lost não levanta os números

Abril 30, 2009

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AUDIÊNCIA DE QUARTA-FEIRA, 29 DE ABRIL

Ao episódio 100, Lost mesmo lutando contra American Idol consegue uma audiência razoável, mas confesso que depois da publicidade feita pela ABC, anunciando que o episódio iria ser especial e explosivo, esperava números melhores por parte da série dos perdidos na ilha. Lie to Me demonstra novamente sinais de fraqueza, assim como a nova série policial da ABC: The Unusuals. Enquanto isso, o reality show da CW, o programa de maior audiência no canal, volta e subir e America’s Next Top Model continua com um excelente demo, e até um bom número de telespectadores.
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Time Net Show 18-49 Rating/Share 18-34 Rating/Share Viewers (Millons)
8:00 FOX Lie to Me 2.4/7 2.1/7 7.88
CW America’s Next Top Model 1.8/6 2.1/7 4.00
ABC President Obama Press Conference 1.6/5 1.4/5 6.12
CBS President Obama Press Conference 1.5/5 0.9/3 6.01
NBC President Obama Press Conference 1.6/5 1.1/4 6.68
UNI Conferencia de Prensa: Barack Obama 1.3/4 1.3/4 3.224
9:00 FOX American Idol 7.5/19 5.5/15 21.85
ABC Lost 3.9/10 3.7/10 8.81
CBS Criminal Minds 3.3/8 2.1/6 13.27
UNI Mañana Es Para Siempre 2.0/5 2.0/6 4.64
NBC Law & Order: SVU (R) 1.3/3 1.0/3 4.81
CW 90210 (R) 0.6/1 0.7/2 1.25
10:00 CBS CSI:NY 3.2/9 2.3/7 12.47
NBC Law & Order 2.2/6 1.7/5 7.69
ABC The Unusuals 1.7/5 1.4/4 5.08
UNI Don Francisco Presenta 1.2/3 1.2/3 3.02

Fonte: TVbyNumbers


Lost (5.14) – The Variable

Abril 30, 2009

115644_175Chegar à maravilhosa marca dos cem episódios é algo que só uma boa série consegue alcançar, mas chegar aos cem episódio sendo a série mais falada no mundo inteiro, uma das mais lucrativas, recordista de downloads e com inúmeros blogs, fóruns e sites pela Internet fora é algo magnífico. Mesmo quem não gosta da série, e até aqueles que não assistem, terão de concordar comigo que Lost é a série mais famosa do mundo na actualidade, tornando-se num culto a seguir religiosamente por todos aqueles que querem uma história bem contada. É uma série que ao centésimo episódio continua a surpreender tanto ou mais que na primeira temporada!

Desde o episódio ‘LaFleur’ que nós não víamos nem sabíamos nada do físico Daniel Faraday, mas quando ele chega é mesmo para valer. Antes de irmos directamente para ele, somos presenteados com um flashback que envolve mais a sua mãe, Eloise, que vai ao hospital para saber como Desmond está. Sim, o brotha está vivo e de boa saúde, mas confesso que fiquei curioso com uma frase da Mrs. Hawking, aquela em que ela diz que agora já não sabe o que vai acontecer a seguir. Mas eu sei o que vai acontecer a seguir: o Desmond vai recuperar e os dois juntos vão ter uma história qualquer que dê mais destaque ao escocês. Assim espero…

Quando a Eloise saia do hospital, fica cara a cara com Widmore, possível grande inimigo, mas também pai do seu filho. Pois essa, nessa altura sabemos (e eu nunca tinha pensado nisso) que o Faraday é fruto de uma relação entre a Mrs. Hawking e o pai da Penny, o que vai dele irmão dela e cunhado do Desmond. Engraçado como todas as personagens da série estão ligadas entre si, podendo ser irmãos (como o caso da Claire – que saudades da loira – e Jack), outro grau de parentesco, conhecidos ocasionalmente ou um simples encontrão na rua (lembram-se do Sawyer e o pai do Jack?).

Ainda em flashbacks, resolvem-se mais dois mistérios da lista enorme que têm que ser explorados nos próximos vinte episódios. O primeiro é a razão pela qual o Faraday chorava no segundo episódio da quarta temporada (‘Confirmed Dead’): porque ver aquelas pessoas todas mortas era triste. É preciso lembrar que nessa altura o Daniel não estava muito bem da sua cabeça e por isso encontrou uma razão para ir à ilha, proposta feita por Widmore e apoiada pela mãe. Esse é o segundo mistério que ficou resolvido pois ficámos a saber a razão pela qual o Daniel estava no cargueiro.

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Voltando à acção de 1977, na Dharmaville, Faraday diz a Jack que o destino dele não é voltar para a ilha, mas depois de ver o episódio sabemos perfeitamente que isso não é verdade. Entretanto, Sawyer fica em maus lençóis pois foi o Phil foi descoberto amarrado no armário dele, após um tiroteio que aconteceu na vila, para que Jack, Kate e Faraday conseguissem ir até ao acampamento dos Outros. Realmente faltava um pouco de acção à série, algo que pensei que fosse haver mais nesta temporada, mas as explosões e tiros já deu para matar um pouco do vício ‘Jack Bauer’.

Na estação Orquídea, temos o encaixe à primeira cena desta temporada e ainda uma conversa interessante com o Pierre Chang. Daniel conta que é do futuro e o que sabe acerca das libertações de energia que a ilha vai sofrer em seis horas, mas Miles não consegue ficar calado e diz que é tudo mentira. Mas é claro que isso não passou em branco a Chang e, principalmente depois de saber que o Miles é seu filho, deve ordenar à sua mulher que esta saia da ilha com o pequeno bebé. Depois, o filho de Eloise não se consegue conter e vai falar com a Charlotte em criança e diz aquilo que ela se lembrou no episódio em que morreu: ela não pode voltar para a ilha!

O destino de Daniel Faraday era só um: morrer. Também não foi muito inteligente ameaçar o Richard Alpert com um monte de gente no acampamento, não é? Mas a sua morte tem um significado maior quando percebemos que é a sua mãe que disparou o tiro fatal. Pior do que isso é mesmo quando tudo fica claro na cabeça do físico: Eloise Hawking do futuro já sabia que ia matar o filho, por isso sacrificou-o para que algo possa acontecer. Por isso é que ela ficou reticente com o convite que Widmore fez a Faraday para continuar a sua pesquisa na ilha, porque sabia que ia matar o filho, embora involuntariamente.

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O episódio 100 trás a premissa daquilo que vai ser explorado nos três restantes dessa temporada. Jack agora tem a poderosa missão de detonar a bomba de hidrogénio para que o Incidente não ocorra e que, deste modo, nunca seja necessário apertar o botão de 108 em 108 minutos, como foi visto na segunda temporada. Ora se o botão não existir, o Desmond não vai se esquecer de carregar e o voo 815 nunca vai cair. E os sobreviventes nunca vão sofrer aquilo que sofreram! Mas será mesmo que o Jack vai conseguir completar essa missão? Serão necessários muitos conhecimentos de física para saber o que fazer? Algo a descobrir nos próximos episódios!

Só tenho uma reclamação pequena a fazer sobre essa temporada. Para quando a esperada reunião entre os que estão em 2004 e os de 1977? Para que Lost funcione mesmo bem, é necessário que estejam todos no mesmo lugar, na mesma altura! Já está mais que na altura de juntar o grupo todo outra vez, algo que pensei que fosse acontecer nesse centésimo episódio. Tive pena que o Locke, Ben e Sun não participassem nesse grande marco da série, mas algo me diz que não vai demorar muito tempo até que todos tenham o destaque que merecem. Já agora, segue-se o sensacional vídeo promocional do próximo episódio – ‘Follow the Leader’.

Nota: 9,5


Greek (2.13) – Engendered Species

Abril 30, 2009

snapshot200904272257232 Nunca vi os personagens desta série por tanto tempo dentro de uma sala de aula, mas por fim vemos que por vezes é bom estudar um pouco. Cappie frequenta as aulas de Estudos Femininos para “expandir seus horizontes”, juntamente com Casey que veem tentando engajar-se mais. Rusty conheçe uma nova garota, a Jordan durante um considerável mico na aula de Renascimento ou algo do gênero. Ele é  um dos personagens mais cômicos porém pende para o lado patético as vezes, o que é natural considerando seu histórico com garotas. Momento comprovado quando a própria Jordan o intima a convidá-la para sair e ele simplesmente banca o bom irmão mais novo e a convida para entrar numa fraternidade. Ele bobeia tanto que tem que encarar a cena do new-boy da KT, Andylicious beijando Jordan.

Sem dúvida alguma Casey exemplifica o que a série tem de mais insuportável. para mim. Realmente não entendo por que ela tenta fazer Ex-Cappie e seu Boy-Max virarem amigos. Algo humanamente impossível, ainda mais tratando de personalidades totalmente diferentes e egos característicos do sexo masculino. Mesmo a cena que eles fingem ser amigos não convence, nem mesmo para a própria Casey, menos mal. Gostei muito de ver a Ash voltando a ter um affair com alguém, pois desde seu último namorado mala e até o cara das havaianas, ninguém havia demonstrado real interesse nela, que na minha opinião sempre mostrou algo especial e divertido, mesmo que por vezes soe artificial. A história dela com o “Cute Fisher Assistent”  talvez renda bons momentos, ainda mais quando as outras garotas souberem do clima que começou entre eles.

Assistirei o episódio 2.14 e tomarei minha decisão em relação a série aqui no portal. Conto com a ajuda de vocês também para avaliar direito entre cartão vermelho ou bandeira branca para Greek.

Nota: 6,9