Fringe (1.18) – Midnight

Maio 5, 2009

fringe-118Uma das expressões mais conhecidas de Homer Simpson é o seu inconfundível “Boring”. Foi nesta pequena grande palavra que pensei no final do episódio de Fringe. E porquê?

Boring porque…o episódio foi dos mais fracos da temporada. Já escrevi que expectativas são uma das coisas que o episódio não me deve suscitar. É mau presságio. Espero durante uma semana por um episódio que promete muito, e depois ao vê-lo sinto uma sensação de desilusão. E Fringe fez-me sentir isso. Já se sabe que a série de J.J.Abrams não dá logo continuação aos mistérios que cria, mas o promo prometia (a sua função, diga-se) muito. Mas os promos da Fox prometem muito e dão pouco (ex: House, que no promo para episódio 5.20 prometia revelações explosivas e não o trouxe). E Fringe também não cumpriu. Nada das respostas que prometiam foram dadas, nada de surpreendente aconteceu.

Boring porque…as melhores coisas de Fringe são as entradas. Uma entrada de Fringe dá para preencher um review quase inteiro. Esta entrada não dá para encher estas linhas. Não há nada para descobrir, não existem sinais escondidos, não há nenhuma reviravolta. A vítima não se torna predador, o predador não se torna vítima. A vítima é conhecida logo quando a vemos, o predador também, pois os olhos azuis não enganam ninguém. E The Observer passou tão rapidamente (ironia) que nem se deu pela sua presença (de novo ironia).

Boring porque…Walter tem poucos momentos de diversão. Uma das coisas boas de Fringe é a transição que consegue fazer entre o drama, o mistério e do outro lado o humor. Desta vez o episódio é mais carregado, satura mais, e não deixa rasto na memória grandes momentos do mais velho dos Bishop’s.

Boring porque…para além das aberturas, as imagens que Fringe nos consegue trazer conseguem arrepiar qualquer um. Desta vez consegue-se ver algumas espinhas medulas de fora, mas, para mim, o que me arrepiou mais foi ver a espinha medula do cão e não das vítimas.

Boring porque…a forma como Dr. Nicholas Boone se deixa apanhar é muito simples. Apesar dele estar numa cadeira de rodas podia ter ficado o dia em casa. Deixava mais um bocadinho de suspense pelo episódio, uma coisa que faltou.

Boring porque…o caso foi cansativo. Mais do mesmo. Ou melhor: Nada do mesmo, nada de nada. O caso foi cansativo de se ver. A caça ao monstro foi muito demorada, com cenas com pouca acção, com pouco ritmo, com pouco interesse.

Boring porque…a perseguição a mulher de Boone foi demasiado simples. Nada de tiros. Houve um momento que a fuga inexplicável parecia ir acontecer, mas passou rápido. Safou-se o momento em que Olivia esteve para ser morta (não ponho aqui que foi o momento que Olivia seria morta, porque sem ela a série não existiria). A mulher de Boone serviu para nos transmitir a sensação da insensibilidade da ZFT, mas pouco mais. Serviu também para ver que as mulheres de olhos azuis cativam os a maior parte dos homens.

Boring porque…a vida pessoal da irmã de Olivia está a ser utilizada para fugir ao episódio. Já sabemos que este divórcio servirá para Peter se aproximar dela, já se percebeu isso. Já sabemos que Olivia ficará mal. Já sabemos que Peter, ao ver Olivia, também se vai sentir mal. Já sabemos isto tudo. Arrumem isso para um episódio que tenha um ritmo alucinante, para deixar-nos a espera da próxima cena aonde vem mencionada o caso (Espero estar enganado que aqueles todos Já sabemos… estejam incorrectos).

Boring porque…o episódio serviu para mostrar quem é o financiador da ZFT e a ligação com Massive Dynamics. Tanta coisa para isto, uma situação já prevista. Nada de Jones, nada The Observer, mas uma situação já esperada. O misterioso William Bell ser o principal motor do grupo terrorista. Arranjem qualquer coisa mais inovadora, pois era só juntar dois mais dois para ver que era Bell. Companheiro de Walter, misterioso, com poder económico grande (de novo referido como o homem mais rico do mundo), com tecnologia e conhecimentos suficientes. Já dava para perceber.

É caso para dizer mesmo…Boring!

Nota: 7,6


Harper's Island (1.04) – Bang

Maio 5, 2009

snapshot20090505151312Ainda não é ao quarto episódio que a série mostra aquilo que prometeu, mas à semelhança dos três antecessores, continua a entreter o telespectador durante os quarenta minutos de cada episódio. Logo na primeira cena o mistério adensa-se quando a criança brinca com as cartas de tarôt de uma videnta e quando as espalha, sai uma que significa morte. São essas as personagens que transportam a série para um novo caminho que talvez eu não goste muito e até possa prejudicar a história: espititualidade! Não seria melhor ficarem-se pelos assassinatos e um homicida? Contudo, isso até pode resultar bem, mas só esperando para ver.

Enquanto isso, mais uma morte assombra a ilha e desta vez é um dos amigos (o nerd) de Henry. Se no início, toda aquela descoberta pelo dinheiro e o plano de afundar o barco até teve a sua coerência, a morte do tal gajo foi completamente estúpida! Já agora, ainda não deram por falta dos outros e já estão a matar mais?! Parece que no final teremos o casalinho na igreja a perguntar ao padre (o novo, porque o outro também morreu) se podia esperar um pouco porque os convidados estão atrasados (ou seja, mortos).

Mas tirando esse pequenos erros de história, houve uma cena que já dá para especular um pouco mais acerca da identidade do assassino. Estou a falar da tentativa de Trish de ser afogada (que morte horrível!), pois isso leva-nos a um suspeito: o cunhado (acho que ele é o cunhado, mas se não for, e como ainda não sei os nomes de quase ninguém, é aquele que andava com a madrasta da noiva), apesar dela a ter salvado. Também podemos dar como certo que o pai da Trish não é o assassino, como se poderia pensar pela morte do ex-namorado dela, pois ele não ia matar a própria filha. Alguma sugestão?

Nota: 8,4