Fringe (1.18) – Midnight

fringe-118Uma das expressões mais conhecidas de Homer Simpson é o seu inconfundível “Boring”. Foi nesta pequena grande palavra que pensei no final do episódio de Fringe. E porquê?

Boring porque…o episódio foi dos mais fracos da temporada. Já escrevi que expectativas são uma das coisas que o episódio não me deve suscitar. É mau presságio. Espero durante uma semana por um episódio que promete muito, e depois ao vê-lo sinto uma sensação de desilusão. E Fringe fez-me sentir isso. Já se sabe que a série de J.J.Abrams não dá logo continuação aos mistérios que cria, mas o promo prometia (a sua função, diga-se) muito. Mas os promos da Fox prometem muito e dão pouco (ex: House, que no promo para episódio 5.20 prometia revelações explosivas e não o trouxe). E Fringe também não cumpriu. Nada das respostas que prometiam foram dadas, nada de surpreendente aconteceu.

Boring porque…as melhores coisas de Fringe são as entradas. Uma entrada de Fringe dá para preencher um review quase inteiro. Esta entrada não dá para encher estas linhas. Não há nada para descobrir, não existem sinais escondidos, não há nenhuma reviravolta. A vítima não se torna predador, o predador não se torna vítima. A vítima é conhecida logo quando a vemos, o predador também, pois os olhos azuis não enganam ninguém. E The Observer passou tão rapidamente (ironia) que nem se deu pela sua presença (de novo ironia).

Boring porque…Walter tem poucos momentos de diversão. Uma das coisas boas de Fringe é a transição que consegue fazer entre o drama, o mistério e do outro lado o humor. Desta vez o episódio é mais carregado, satura mais, e não deixa rasto na memória grandes momentos do mais velho dos Bishop’s.

Boring porque…para além das aberturas, as imagens que Fringe nos consegue trazer conseguem arrepiar qualquer um. Desta vez consegue-se ver algumas espinhas medulas de fora, mas, para mim, o que me arrepiou mais foi ver a espinha medula do cão e não das vítimas.

Boring porque…a forma como Dr. Nicholas Boone se deixa apanhar é muito simples. Apesar dele estar numa cadeira de rodas podia ter ficado o dia em casa. Deixava mais um bocadinho de suspense pelo episódio, uma coisa que faltou.

Boring porque…o caso foi cansativo. Mais do mesmo. Ou melhor: Nada do mesmo, nada de nada. O caso foi cansativo de se ver. A caça ao monstro foi muito demorada, com cenas com pouca acção, com pouco ritmo, com pouco interesse.

Boring porque…a perseguição a mulher de Boone foi demasiado simples. Nada de tiros. Houve um momento que a fuga inexplicável parecia ir acontecer, mas passou rápido. Safou-se o momento em que Olivia esteve para ser morta (não ponho aqui que foi o momento que Olivia seria morta, porque sem ela a série não existiria). A mulher de Boone serviu para nos transmitir a sensação da insensibilidade da ZFT, mas pouco mais. Serviu também para ver que as mulheres de olhos azuis cativam os a maior parte dos homens.

Boring porque…a vida pessoal da irmã de Olivia está a ser utilizada para fugir ao episódio. Já sabemos que este divórcio servirá para Peter se aproximar dela, já se percebeu isso. Já sabemos que Olivia ficará mal. Já sabemos que Peter, ao ver Olivia, também se vai sentir mal. Já sabemos isto tudo. Arrumem isso para um episódio que tenha um ritmo alucinante, para deixar-nos a espera da próxima cena aonde vem mencionada o caso (Espero estar enganado que aqueles todos Já sabemos… estejam incorrectos).

Boring porque…o episódio serviu para mostrar quem é o financiador da ZFT e a ligação com Massive Dynamics. Tanta coisa para isto, uma situação já prevista. Nada de Jones, nada The Observer, mas uma situação já esperada. O misterioso William Bell ser o principal motor do grupo terrorista. Arranjem qualquer coisa mais inovadora, pois era só juntar dois mais dois para ver que era Bell. Companheiro de Walter, misterioso, com poder económico grande (de novo referido como o homem mais rico do mundo), com tecnologia e conhecimentos suficientes. Já dava para perceber.

É caso para dizer mesmo…Boring!

Nota: 7,6

0 respostas a Fringe (1.18) – Midnight

  1. bored diz:

    Que review mais Boring …

  2. eu por acaso até gostei do episódio, já houve melhores é verdade, mas esse também foi muito bom!

  3. Alexandra diz:

    Eu gostei, mas como sempre, achei um bocado confuso..

  4. Boring ?? nossa cara, eu axei o episodio fascinante. Simplesmante na média dos ultimos episodios de Fringe, daria nota 9 pois teve uma mistura maior da vida pessoal de Olivia e mostrou o quanto ela ainda se sente só mesmo morando com a irmã e ao mesmo tempo um caso muito bom que fez desenrolar mais a historia de William Bell e Walter Bishop.

    Para mim, Fringe caminha para uma finale perfeita.

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