Fringe (1.19) – The Road Not Taken

fringe-119Com a promessa de nunca mais ver um promo de Fringe após o último episódio, a série da ciência levada ao seu nível mais extremo tem mais um excelente episódio. A série de J.J.Abrams regressa para mais um episódio cheio de mistério, mas que vem dar muitas esperanças para o final de temporada. Tudo foi pincelado, algumas coisas mais fortemente, outras mais suavemente, mas nota-se que é um episódio pré-season finale, pois deixa os mistérios, digamos, a mão de semear. Os caminhos estão desbravados, e agora é só colocar a máquina nos carris e deixa-la andar.

Ao contrário de habitual, Fringe pegou no filão que tinha ficado do episódio anterior e começou a construir o episódio. A caça a ZFT vem ganhar um novo fôlego com a informação de que William Bell é o seu financiador. A caça é aumentada, pretendendo-se encontrar uma ligação entre estes dois seres pouco conhecidos para o espectador. Enquanto isso, a vida fora da agência do FBI decorre normalmente, para os padrões de Fringe. Até quando uma mulher “decide” pegar fogo e explodir, literalmente. Mais um dedo da ZFT? Parece que sim.
O caso desenrola-se, mas Olivia não está bem. Primeiro vê dois corpos quando só está um, depois vê que o escritório de Broyles tinha sido quando nada disso aconteceu, e depois tem a visão de uma cidade em chamas. O regresso a realidade dá-se poucos momentos depois, mas o que que está a acontecer?

Parece que a droga que Olivia recebeu quando ainda era pequena vem trazer-lhe estes poderes, de poder visionar o que aconteceria se seguisse outra estrada da vida (Walter esteve especialmente inspirado com as metáforas desta vez). Mas o caso continuava, e Olivia começa a pensar que não seria coincidência. Assim decide utilizar as suas capacidades para resolver o caso. Para além disso tem a ajuda de Peter, que faz valer aquele conhecido ditado “Filho de peixe sabe nadar”, demonstrando que não é o seu pai que tem o seu lado Fringe (Walter é quase todo Fringe, diga-se). Os dois lá conseguem resolver o caso ficando a saber que o superior de Olivia, Sanford Harris, tem contribuído para a activação destas pessoas, e é apanhado com a boca na botija. Uma surpresa, pois parecia que não teria grande importância, e ganha-a.

Quanto a William Bell, temos o regresso de Nina Sharp a narrativa, com a preocupação de travar a investigação sobre o chefe da sua empresa. A protectora parece que acaba mal o episódio, se o acabar mesmo. Se morrer não se perde grande coisa, se sobreviver, ainda vai responder a umas questões.

Outras pormenores:

  • Ver que foi William Bell a escrever o manifesto da ZFT e não Walter foi deveras interessante. Para além disso ter Walter a tentar provar a inocência do Bell demonstra que, apesar de o chefe da Massive Dynamics o ter desprezado, a sua admiração por ele nunca acabou. E outra questão que ficou no ar foi quem tirou as páginas que ilibavam do manuscrito? Ainda vamos ver.
  • Eu, para além de ter ficado de boca aberta com a aproximação de Sanford Harris da ZFT, fiquei ainda com uma questão permanente na cabeça. Será que o exame psicológico não seria também um teste para Olivia, mas daqueles mais científicos?
  • Outra coisa que me ficou na cabeça é se Olivia tem o poder de explodir. Se for como penso, e o que eu penso é que todos os soldados possuem os mesmos poderes, então penso que sim.
  • A câmara como filmaram os flashs de Olivia ainda acentuou o efeito pretendido.
  • Parece que temos mais um conhecedor da verdadeira face de William Bell. O lunático por Star Trek (excelente referencia ao novo filme de J.J.Abrams) pareceu-me saber do que fala, mas foi principalmente para fazer a referência ao filme.
  • O que que será verdadeiramente Isaac Winters, o advogado que anda a fazer experiências? De advogado não tinha nada.
  • Vemos que a Massive Dynamics tem uma grande ligação com o governo americano. Mas o que aconteceu da última vez que The Observer apareceu tão frequentemente?
  • A conversa que Olivia tem com Walter é exemplificativa que o mais velho dos Bishop’s ainda não está recuperado.
  • As caixa com as luzinhas ao lado da cadeira da segunda “cobaia” foi um excelente pormenor, não foi?
  • Para acabar ver o Walter a sair com The Observer, e logo com a excelente frase: “É hora de ir.” Porque agora e para onde?

A série de J.J.Abrams tem um excelente episódio, que deixa a um gancho perfeito para o final de temporada. E agora é caso para dizer: É chegada a hora da season finale. Que venha ela

Nota: 9,6

0 respostas a Fringe (1.19) – The Road Not Taken

  1. Olá, Antonio!

    Concordo com você: este episódio de Fringe foi mesmo perfeito! Sensacional. E olha que quase desisti de assistir ao seriado no início.

    Estou achando fantástica a forma como os personagens evoluíram, especialmente Olivia e Walter. Estão muito mais maduros e interessantes do que no início.

    E o final do episódio me deixou de boca aberta: que relação haverá entre Walter e o Observador? Será ótimo ver novamente este personagem tão misterioso e interessante.

    Um abraço!

  2. Carlos diz:

    Bem este episódio foi de facto bastante bom, mas ainda deixou algumas perguntas no ar . Para que fizeram aqueles testes com a Olivia e os outros? Onde anda o Mr. Jones? Outras ja foram aqui referidas.

    Penso que vamos ter um final season fantástico.

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