Fringe (1.20) – There’s More Than One of Everything

Maio 15, 2009

fringeA nova série de J.J.Abrams chega ao fim, com mais um episódio de nível extremo, do mesmo modo que a ciência que se pratica por aqueles lados. Temos um episódio alucinante, cheio de mistério, que já vinha do anterior, com algumas respostas e com mais perguntas a orbitarem pela série. Foi um episódio típico de Fringe, uma forma de fechar com chave de ouro uma temporada já de si dourada.

There’s More Than One of Everything trouxe um episódio que começa com a confirmação de algumas suspeitas. Nina Sharp sobrevive ao ataque que sofreu no episódio anterior, e começa a demonstrar alguma importância para a série (mesmo que só seja esta). Até agora a vice-presidente da empresa mais poderosa do mundo servia só para não dar respostas, desta vez traz algumas. Primeiro a de ter sido atacada pelo homem da temporada, David Robert Jones, Jones para os amigos. Jones tem ganho uma importância no decorrer da temporada, e este episódio representa o ponto culminante e final da sua participação, como já se verá. Continuando que depois isto fica muito longo. Jones ataca Nina para lhe roubar uma célula de energia que estava no braço mecânico de Sharp, tendo sendo esta colocada por William Bell, o mistério da temporada.

A chegada de um Jones cheio de ligaduras e com olho bem claro, no sentido literal, vem trazer uma parte mais sobrenatural ao episódio, e este ainda fica maior quando começamos a perceber a verdadeira intenção de Jones. O cientista teve uma ligação com a Massive Dynamics, trabalhou nos tempos primórdios para a empresa do homem mais rico do mundo, mas não consegui impor-se. O rancor foi transferindo-se ao longo dos tempos, e chegamos ao ponto de que ele tem os meios para correr atrás do homem que não acreditou nele. E aqui entra a célula, que servirá para transportar Jones para outra realidade, onde parece que William Bell mora (outro contributo da Nina Sharp).

Foi uma corrida contra o tempo, procurando Jones por um local onde conseguisse encontrar as condições que lhe permitiam mudar de mundo, com Olivia à procura de Jones. Temos um camião a passar de realidade, temos um corpo a ser trespassado, ficando uma parte na “nossa” Terra e outra na “outra” Terra (desculpem lá este comentário, mas esta parte fez-me lembrar os livros do Harry Potter, só com consequências menos mortais). Mas Jones ainda não encontrou o ponto onde as realidades quase se tocam.fringe-21

Mas essa informação estava reservada para Walter. A última imagem que tivemos do mais velho dos Bishop’s foi quando The Observer veio-o buscar, e agora percebemos a razão. Walter fica incumbindo de salvar o seu companheiro Will, ao fechar o “janela”. Com a ajuda da Peter, esse instrumento é encontrado (excelente pormenor da moeda, que viria a ser importante, e já falarei), e a caça a Jones também começa para este duo.

Depois foi com um ritmo alucinante que chegamos Reiden Lake, o local onde tudo acontece. Junta-se toda a gente, começam os preparativos para a festa. Jones a tentar largar os foguetes é queimado. A “janela” é fechada, Jones morre devido a Peter, que com a maquineta de Walter fecha o portal. Caso para dizer que pagou da mesma moeda, ficando também a meio caminho.

Falta tocar em dois pontos. Começando por Peter Bishop. As informações tinham nos chegando aos poucos, mas neste episódio temos algumas bastantes importantes. Parece que Peter não é filho de Walter, ou se o é, é de outra dimensão. Walter começa a explicar que criou a máquina da “fechar a janela” para uma viajem que ele realizou para repor algo que lhe faltava. Dá para ver que o filho morreu, e outra prova de que este não é Bishop Jr. é de que Peter não se lembra da colecção de moedas que fez quando tinha 7 anos, presumivelmente da doença que sofreu na altura (1978-1985). Ainda outro pormenor que encaixa é de Walter confirmar logo os olhos de Peter, presumivelmente devido aos efeitos das viagens entre realidades. Acho que é possível concluir que o verdadeiro Peter morreu, e Walter repôs por um filho. Agora o que aconteceu com a mulher de Walter e com os pais de outra “janela”, com a perda dos seus filhos? Ou outra pergunta: Será Peter filho de Walter, mas noutra realidade? E por último: Será Peter o próprio Walter, mas de outra “janela”? Podia continuar, mas acho que já perceberam que nada se sabe e que são muitas as hipóteses possíveis.

E depois temos o culminar do episódio. Numa demonstração de que os mundos paralelos são completamente diferentes, a utilização de WTC serviu para demonstrar a diferenciação entre eles. Olivia viaja entre eles (quem serão aquelas pessoas que apareceram no salto?) e encontra-se com William Bell, como prometido. Agora as respostas ficarão para a segunda temporada, pois desta vez só deu para dar uma olhada. E depois, largo eu uma pergunta. Se Olivia já visionou algumas partes de outra realidade, o que que terá acontecido para que ela tenha visto a destruição dos prédios?

Outros pormenores:

  • Conhecendo J.J.Abrams mais ao menos, sei que nada é feito sem propósito. Então qual teria sido o propósito do quase acidente de Olivia, perto do final? Circulam por aí algumas teorias, mas informações concretas há poucas. A primeira informação é o do surgimento de uma pessoa em glazer no fundo da imagem. Será apenas coincidência ou terá alguma importância? A segunda, e essa já é mais discutível, é o surgimento do The Observer, como se vê pela imagem. Resta saber qual a importância. E teorias vão surgindo.

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  • A moeda de Peter foi “esculpida” por um alemão, mais precisamente por A.A. Weinman. Cá está mais uma referência a Berlim. Um pequeno pormenor para juntar a muitos outros.

E assim se acaba a primeira temporada. Agora é só esperar até Setembro para ter-se partes das respostas, mas fica desde já o aperitivo, um promo da segunda temporada.

Nota: 9,5

SEASON FINALE

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Supernatural (4.22) – Lucifer Rising

Maio 15, 2009

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Como se já não bastasse o cliffhanger de Lost para me deixar completamente ansioso pela próxima temporada, agora Supernatural tem a mesma função que a série da ABC. Este final de temporada era o que eu mais esperava a seguir ao de Lost, claro, por isso estava mesmo convincente que iria ser muito bom. Não me enganei e fico contente por isso, e agora só espero que Setembro chegue rápido, pois ter um final como tivemos nesse Lucifer Rising, é mesmo como uma tortura a espera!

A história deste episódio foi passada em três locais/tempos diferentes. Logo no início temos a volta do Demónios dos Olhos Amarelos, de modo a explicar o porquê dele ter ido a casa dos Winchester naquela fatídica noite. Ao que parece, depois de Lucifer lhe pedir para ele encontrar alguém especial, é Sam o escolhido. O propósito de Sam certamente não é só matar a Lilith, mas sim também (isso que vou dizer a seguir é apenas teoria) ser o corpo em que Lucifer vai encarnar a forma humana. Que outra explicação poderia ter essa missão tão importante do Azazel?

Já no presente, temos um Dean frustrado com a escolha do irmão de abandoná-lo. Adorei toda aquela conversa entre o Bobby e ele, demonstrando a figura paternal que o Bobby tem perante os irmãos. Não é por acaso que ele é a personagem secundária favorita pela maioria dos fãs, e aquele ataque de raiva que ele teve é simplesmente magnífico. Tudo piora o estado emocional e psicológico de Dean quando os anjos o prendem numa espécie de sala angelical de modo a que ele não impeça o Apocalipse! Pois é, as forças do Céu querem que o Lucifer esteja novamente livre, dispostos a matar a humanidade, só para que consigam mais um vitória.

Mas é aí que o Castiel volta a desobedecer as forças superiores e ajuda o Dean a fugir da sala, indo até ao profeta que escreve os livros de Supernatural para saber onde está o Sam. Entramos finalmente na batalha final, que revela mais do que se esperava. Além de descobrirmos que Lilith é o último selo, a verdadeira faceta de Ruby é revelada e ela é finalmente morta. Infelizmente, Dean não conseguiu entrar no santuário a tempo de evitar que a Lilith fosse morta e o Lucifer acaba por ficar livre!

Temos o cenário montada para a quinta e última temporada e a única coisa que peço é que consigam ter, pelo menos, a mesma qualidade que esta quarta teve. Supernatural era uma série que se via bem, só isso, mas agora é algo viciante e necessário para qualquer fã de boa televisão. A espera é longa mas tenho a certeza que vai ser recompensada, e eu estarei aqui para receber os meus lucros!

Nota: 10


Desperate Housewives (5.22) – Marry Me a Little

Maio 15, 2009

snapshot20090515215403Desperate Housewives é uma série que consegue entreter com facilidade, mas há episódios em que não tem ponta que se lhe pegue e esse foi, infelizmente, um deles! Se ter um episódio fraco já me deixa um bocado aborrecido, pensar que estou a ver isso a dois episódios do final torna as coisas ainda piores. Além do mais, quando se vê algo que não se gosta, torna-se muito mais difícil escrever um review, pois falar de coisas que gostamos torna sempre mais fácil e natural o acto de escrever, como acontece em Lost e Supernatural, por exemplo.

Mais uma vez, o melhor do episódio é o seu início. Num estilo Pink Panter, acho que me lembrei disso por causa da música, o advogado e a sua cliente discutem os pormenores do seu caso. Ela concorda. Ela concorda uma segunda vez. E na terceira proposta, ela concorda novamenta. Quando o advogado olha nos olhos da sua cliente desesperada, e conta que o quarto ponto é assaltar a sua casa, a mulher não concordo, mas num acto de estupefacção, cospe a bebida que estava a beber! Esse foi mais um início bem bom, pena que não continuou nas outras storylines!

A história envolvendo a Gaby, apesar de ser uma lição de moral para todos nós, acabou por ser enfadonha, principalmente porque ela até costuma ser muito engraçada. Já o casamento entre a Susan e o Jackon também não trouxe algo de novo, reforçando mais que a Katherine está mesmo desesperada para se casar com o Mike. Por fim, a Lynette tem de aturar mais uma crise de meia idade do Tom, a milésima desde que a série começou. Realmente a história da plástica também foi aborrecida.

Agora espero que a season finale de duas horas seja recompensadora depois de 22 episódio com muitos altos e baixos. A quinta temporada demonstrou que o salto de cinco anos não fez nada bem à série. Espero que mude um pouco de opinião no próximo domingo.

Nota: 7,1


House (5.24) – Both Sides Now

Maio 15, 2009

both-sidesSurpreendente. É assim que classifico a Season Finale de House. Um episódio que valeu principalmente pelo final, mas que tem uma preparação progressiva durante o episódio. Both Sides Now é um reflexo do título. Um episódio com dois lados, a cara e a coroa, a realidade e a ficção.

Começando pelo caso da semana. Sendo um dos poucos da temporada que estabelece relação com o resto, temos um caso interessante, com algumas perguntas, mas pouco mais. Foi engraçado ver uma mão que tenha mudanças de humor, tenha vida própria. Depois foi mais uma questão de adivinhação, com House a descobrir até metade, e a namorada a fazer o resto do trabalho. Dois lados na mesma pessoa, um com a verdade, outro com a ficção. Um retrato do episódio, uma dualidade que o caso veio sobressair ainda mais.

Passando ao resto. E começando pelo princípio, ou seja, pelo que ficou do último episódio, que se resume a um simples objecto. Batom. É isso que resta da noite entre House e Cuddy. Mas as questões anteriormente levantadas começam a sobrepor-se ao momento tão especial para Huddy. Como House se tinha desintoxicado tão rapidamente? Como é que House conseguiu tão facilmente livrar-se do fantasma que persistia? Como House dormiu com a Cuddy, e logo num momento que teve muito de surreal? A chegada de um novo paciente (que, diga-se a verdade, foi muito mau finalizado. Não sabemos mais nada, e fia mal resolvido Ou seria uma nova alucinação?) a House começa por trazer um aviso.

O episódio vai desenrolando, com House a tentar irritar Cuddy (talvez outra imaginação de House) que antecede o grande final, que estava pronto para sair. Afinal House continua na mesma, com os mesmos fantasmas, com o mesmo vício. Afinal House não dormiu com Cuddy, mas isto sim foi uma invenção da sua mente. A cena é muito bem construída, com vários planos da cara de Hugh Laurie, mostrando que algo de mal está a acontecer (foram constantes, durante o episódio, os planos da cara do britânico), e com uma Cuddy sem perceber do que se está a falar.

E assim começa o relembrar de tudo, numa montagem soberba, que tem muito a ensinar a algumas que andam por ai. Flashback atrás de flashback vemos a verdadeira noite de amor com Cuddy, a verdadeira história, a face escondida da realidade. Vemos um House em sofrimento após ver que Cuddy o largou num momento importante, e que tudo o que resta é o Vicodin, disfarçado de Batom. Vemos House a realizar sozinho tudo que pensava ter feito em duo.

A aflição entra dentro de House, juntamente com a surpresa e o desgosto, que também vão passando pelo rosto do actor britânico, que tem outra vez uma excelente interpretação. Amber regressa, Kutner retorna, os dois vindos do mundo dos mortos, com a mensagem de que nada mudou, tudo continua na mesma. Um twist nada esperado, nada previsível, mas um dos melhores que já aconteceu em House.both-sides-22

E depois a montagem final. O contraste entre a luz e as trevas. A felicidade de Cameron e Chase, no seu casamento, e de House a tentar agora curar-se. Parece que é desta que House vai acabar com os fantasmas, chegou ao limite. Acabamos com ele a entrar para um hospital psiquiátrico, sempre com Wilson por perto. E ficamos a espera até Setembro.

E assim se contou a Season Finale de House. Fica um certo sabor a desilusão, pois o final foi como tirar um doce a uma criança. Mas a desilusão é ultrapassada pelo resto, com algumas surpresas. O que esperar para a próxima temporada. Um House igual, de novo viciado. Esperemos que (não) me engane. Pois tanto pode ser bom que me engane, como que não. Falta algumas mudanças, mas para mudar para pior não vale a pena.

Nota: 9,4

SEASON FINALE


Smallville (8.22) – Doomsday

Maio 15, 2009

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Chegamos finalmente ao último episódio desta temporada que começou bem, mas depois perdeu um pouco o ritmo. Como já disse nos reviews anteriores, Smallville tem sempre a proeza de criar finais de temporada realmente bons, por isso as minhas expectativas estavam em alta. A grande questão é se realmente a série cumpriu com aquilo que prometia, e a resposta é apenas uma, e a menos positiva: Não!

O episódio em si pode não ter sido muito mau, mas algumas todas as histórias que realmente não me convenceram. Em primeiro lugar, a luta tão aguardada entre Clark e Doomsday foi um autêntico fiasco. Quer dizer, um vilão tão importante como o Apocalipse da banda desenhada/quadrinhos tem um final assim tão… previsível? Isso já para não falar no facto de que é uma das personagens mais importantes da história original, pois foi aquela que matou o Clark Kent. Mas não foi só isso que me deixou com um pé atrás.

Em segundo lugar, temos a morte de duas personagens cujos os actores são os melhores da série. Mas porque raio não mataram o Oliver ao invés do Jimmy? Isso já para não falar que desde que sabemos que ele descobre o segredo de Clark, que não vai durar muito tempo, pois os produtores de Smallville têm um medo tremendo de arriscar. Manter o Aaron Ashmore e o Sam Witwer só faria bem a essa série, tendo em conta que o elenco masculino que restou (Tom Welling e o Justin Hartley) não tem jeito nenhum para a representação!

Por fim, ficamos com dois cliffhangers para a próxima temporada que não são muito interessantes. Primeiro temos a Lois que mete o anel que permite manipular o tempo e depois desaparece. Sempre existe a hipótese dela, com esse anel, conseguir fazer com o Jimmy sobreviva ao ataque do Davis, mas isso seria algo muito típico de Heroes, que também acontece com frequência em Smallville, diga-se de passagem. O outro cliffhanger é mesmo a cena final quando temos o regresso de Zod.

Com mais duas temporadas garantidas (a nona e a décima), talvez esteja na altura de deixarem esta série descansar. As ideias podem ser novas, mas dá sempre uma sensação de ‘já vi isso em qualquer lugar’. Decidi acompanhar a oitava temporada a pensar que seria a última, mas agora que sei que tem mais duas pela frente, não sei se vou continuar. É algo a decidir em Setembro, e até lá, pode-se dizer que é uma série que não vou sentir falta nenhuma.

Nota: 7,5