Castle (1.07-1.09)

Maio 16, 2009

castlePrimeiro peço desculpa pelo atraso e a acumulação dos reviews, mas o estudo sobrepõem-se, e o tempo é curto para tanta coisa. E um dos que sofreu com a falta de tempo foi Castle, que já estava com 4 episódios em atrasado. Assim, para não ocupar muito espaço, decidi juntar (quase) tudo, pois a Season Finale fica para outro. Este post conta com os reviews dos 3 episódios que antecederam a Season Finale.

Castle (1.07) – Home Is Where the Heart Stops

Num episódio focado em jóias, Home Is Where the Heart Stops é uma pérola em si. A série consegue trazer um episódio suave, diferente e que empolga, mesmo para um procedural.

Uma série de roubos andam a assolar a alta sociedade nova-iorquina, mas os roubos não se ficam por aqui. O ladrão é ambicioso, precisa de sangue para se sentir realizado. A busca começa, e começa sem pontos de contacto entre os crimes. E aqui temos a intervenção de Castle, a usar os seus conhecimentos para conseguir chegar a ligação. Com a ajuda de Powell, um antigo ladrão de jóias, e com a ajuda de outra pessoa ligada ao ramo do crime, consegue construir o perfil e os locais onde escolhe os alvos.

A caça começa e o primeiro passo é infiltrar-se na alta sociedade. Castle leva Beckett, nada habituada, mas este momento serviu principalmente para mais um momento divertido, coisa que já tratarei. Depois, num ritmo alto, o assaltante é preso, Castle fica com uma nódoa negra, e Beckett conhece algumas das “senhoras” da sociedade nova-iorquina.

Mas o episódio também teve um conteúdo humorístico. Temos a sempre presente tensão entre Castle e Beckett, tendo como ponto culminante, tirando a cena da gala do Teatro Americano Metropolitano de Dança, o treino de tiro de Castle. Um misto de humor e sarcasmo. Depois temos a excelente montagem do carro, com Castle a ligar o pára-brisas (quem não se riu com isso?), para além da passagem que ocorre quando Castle trauteia a música e o aparecimento da mesma música. Muito bem pensado. Por último temos a cena da mãe de Castle aparecer no evento, uma pequena vingança.

E foi um episódio suave, que deu para dar várias gargalhadas, com boas montagens, e que mostra que os argumentistas de Castle também sabem fazer bons episódios. Que continuem assim.

Nota: 9,1

Castle (1.08) – Ghosts

Outro bom episódio. Inferior ao anterior (era complicado ser superior), temos mais um caso, mas Castle vem ganho principalmente na forma com que consegue “suavizar” os casos.

Primeiro tenho de falar das aberturas de Castle. Nota-se que temos na série um escritor de romances, pois as aberturas têm muito de livro. Não é tosca, e construída com sentido. No último começa com uma simples pena e evoluiu para algo mais caótico, com a pena a cair sobre o sangue, com várias almofadas rotas e depois abrindo-se o cofre como por magia, mostrando o corpo. Neste começamos pela cama, passamos pelo copo e pela garrafa de vinho, por uma cadeira e vamos entrando, calmamente, nos pormenores do crime. Aproximamo-nos da banheira e eis que surge, de novo por magia, o corpo. Muito literário, muito Castle. E eu gosto.

Agora continuando com o caso. Fantasmas foi a base do crime. Allison Goldman é descoberta na banheira, e durante o caso percebe-se que ela andou durante 20 anos a mentir a toda a gente. Com um passado no crime, decide entregar o material a uma Lee Wax, ficando a saber-se a sua verdadeira identidade. Cynthia Dern era procurada pela justiça devido a um ataque ainda quando era jovem. Escondeu-se, e decidiu contar a verdadeira história, antes de se entregar.

Conhecidos os factos, foi um jogo de enganos, com vários bons momentos, incluindo o jogo de poker, que já falarei. Temos o regresso de outro fantasma, que se pensava que teria morrido no ataque. E é este fantasma que fica com as culpas.castle-2

De resto, a série tem sido trazida as costas pelos protagonistas. Os jogos de Poker são um belo exemplo, muito bem aproveitados, e a tensão que existe entre Kate e Rick é o que da os melhores momentos do episódio. E o jogo final tinha um prémio alto em cima da mesa. Quem terá ganho?

Nota: 8,4

Castle (1.09) – Little Girl Lost

O crime nunca descansa. E se, no episódio anterior, o caso teve o inicio após as 0 horas, desta vez temos o começo num domingo, o dia predilecto para descanso.

Num episódio melhor que o anterior, em parte devido a introdução do ex-namorado de Beckett, temos um rapto como pano de fundo. Pouco literária a narrativa, desta vez. Mais real. O rapto de uma rapariga de dois anos faz com que a máquina do FBI comece a trabalhar, e devido ao estreito conhecimento entre Will Sorenson e Kate Beckett, o departamento da policia de Nova Iorque ganha um caso diferente. Foi uma caça, com poucos elementos diferentes do usual para estes casos, com pouco tom humorístico mas que está sempre presente em Castle.

Como na maior parte das vezes, o clic provem de Castle, quando os suspeitos se esgotam. E o caso é resolvido. Mas também serviu para dar umas pinceladas entre Kate e Rick. A introdução do ex-namorado trouxe algo de interessante ao episódio, a tensão aumentou, o beijo entre os antigos namorados foi um dos momentos altos, assim como a provocação de Rick. E no final temos Kate a ir para um encontro. Uma provocação a Castle?

Foi um episódio fora do normal, sem corpo para Castle desprezar, mas com um bom ritmo. Nathan Fillion e Stana Katic conseguem transmitir muito bem o que vai andando na cabeça do criador de Nikki Heat e a própria e enchem o ecrã quando aparecem juntos. E depois temos sempre a sobremesa, a família de Castle, que consegue suavizar ainda mais os episódios. E não se pode pedir muito mais.

Nota: 8,7


Harper's Island (1.05) – Thwack

Maio 16, 2009

snapshot20090516205202

Quando disseram que os primeiros episódios são os mais fracos e que depois a série vai melhorando ao longo do tempo, tinham toda a razão. É em ‘Thwack’ que Harper’s Island consegue surpreender e criar um certo suspense como nunca tinha feito antes e é, para mim, o melhor episódio até agora. Quem leu os reviews passados sabe que eu estou a gostar da série, mas que não a considero assim tão boa como prometia ser. Será esse o início da ascensão desta série que inova num género ainda pouco visto na televisão? Esperemos que sim!

Particularmente eu gostei do facto do argumentistas tentarem nos confundir de quem é o assassino. Pistas foram deixadas e a lista de mortes, à medida que aumenta, reduz a quantidade de suspeitos (e o curioso é que têm morrido aqueles que eu pensava que poderiam ser os assassinos). Começando pelo passeio de Trish e do pai, começo a questionar-me quem seria aquele homem que solta o cão de modo a atacar eles dois. Pode ser que seja o próprio Wakefield, pois o episódio demonstrou que ele pode ainda estar vivo.

O xerife também acabou por se tornar mais suspeito do que antes ao ter todos aqueles ficheiros no sótão sobre os homicídios que tem acontecido. Contudo, pode não passar de uma obsessão pelo homem que matou a sua mulher, sei lá, pode ter descoberto que ele está vivo e agora relaciona-o com qualquer morte estranha que acontece nas redondezas. Enfim, como eu gosto de estar confuso e não com aquela sensação de que já sei quem é o assassino, e espero que isso continue assim até ao momento em que o revelarão.

Ainda neste episódio o JD torna-se mais uma vez suspeito quando encontram das suas bombinhas na igreja. Por falar na igreja, finalmente encontraram o padre (que morreu no segundo episódio), e algo me diz que quando começarem a perceber que têm um assassino entre eles e que podem ser as próximas vistas, depois de alguma investigação, os outros mortos vão ser encontrados. A cena do ensaio na igreja, em que o pai da Trish acaba por morrer, também é enigmática. Será que o assassino está presente no evento? E isso tem alguma coisa a ver com a descoberta de que ele estaria a ser traído?

Nota: 8,8

Agora segue-se um vídeo promocional que eu achei no YouTube que tem cenas dos próximos episódio e mostra o quão interessante pode a série ficar!


Prison Break (4.21/22) – The Series Finale

Maio 16, 2009

snapshot20090516121521Foi ontem ao ar o último episódio de Prison Break, uma série muito famosa pelo mundo inteiro mas que nos Estados Unidos tem uma audiência miserável. Eu vi ao vivo e hoje já revi os 90 minutos que fecharam definitivamente a saga Scofield. Dividido em duas partes (Rate of Exchange e Killing Your Number), o primeiro serviu mais para preparar o terreno para o que estava por vir, mas também teve muita acção pelo meio, algo que já não se via tão intensamente desde há muito tempo. Particularmente adorei o final que a série teve, apesar de, certamente, gerar discussão entre o fãs, principalmente pela morte do protagonista.

O plano de Michael para resgatar a Sara e o Lincoln foi conhecido nos primeiros 45 minutos da série e como não podia deixar de ser, conseguiu enganar tanto a mãe, como o General. Mas isso tudo não seria possível sem a ajuda do Mahone, que se mostrou fiel até ao final. Quando eu oiço aquele telefona entre ele e a Christina, só pensei ‘Não, como podem virar o Mahone um traidor numa altura dessas?!’, e felizmente enganei-me e tudo não passava de uma farsa para conseguir recuperar Lincoln. Por falar em lealdade, foi muito bom ver que o Self não denunciou-os e conseguiu a sua redenção final, apesar de ter ficado com lesões cerebrais.

Esse também foi um episódio de volta de personagens antigas, como o Sucre, C-Note e o Kellerman. Era mais que óbvio que eles tinham de conseguir a liberdade tanto desejada, mas quando eu percebi que seria o Kellerman e dar-lhes, fiquei muito surpreendido. Mas antes deles conseguirem alcançar essa liberdade, vão ter que passar por alguns incidentes. O que eu mais gostei foi quando o T-Bag é enganado pelo Sucre e C-Note, pois pensava mesmo que eles iam ser usados como isca a Michael, acabando por se revelar o contrário. Também com o pouco tempo que faltava para o final, as reviravoltas já não se podiam estender muito.

snapshot20090516121629Ainda tiveram que passar por um momento crucial envolvendo a Sofia e o General, mas tudo acaba em bem, mas essa ainda não foi a última ameaça. Christina, que sobreviveu da explosão da falsa Scylla, tem um último encontro com Michael, mas Sara acaba por matá-la, apesar desta ainda conseguir disparar contra o filho. Essa é a premissa principal para ‘The Final Break’, episódio especial de duas horas que vai ser editado em DVD, e que contará a ida da mulher de Michael para uma prisão feminina.

Passaram-se quatro anos desde esses acontecimentos, e depois de todos, excepto o T-Bag, terem conseguido liberdade, as vidas fora da prisão e sem correrias mudam completamente. Mahone está a namorar com aquela sua colega do passado, Sucre e C-Note vivem felizes com as suas famílias, T-Bag é novamente o temido de Fox River, Lincoln está a viver feliz com a sua família, Kellerman é um político odiado por alguns, Self está condenado a uma cadeira de rodas e deficiência mental e o General acaba na cadeira eléctrica.

Todos os finais foram satisfatórios, principalmente o do General, que acaba da mesma forma como queria que o Lincoln acabasse, mas perfeito foi mesmo o final do casal protagonista. Sara vai buscar um ramo de flores e chama por Michael, o seu filho, que começa a ter um gosto por tatuagens, e ambos vão se encontrar com Mahone, Burrows e Sucre para dar um ‘olá’ a Michael… no cemitério. Ao som de Lay It Down dos Spiritualized, a cena é mesmo muito emocionante, principalmente por vermos que Sara ficou viúva mas sorridente e, ao contrário do que muitos possam pensar, para mim Prison Break teve um final feliz. Foram quatro anos com alguns altos e baixos, mas sem dúvidas que é um grande série com um final excelente!

Nota: 9,6

snapshot20090516121455


Última Hora: Dollhouse é renovada!

Maio 16, 2009

dollhouse_echo-sc56pt_0049Ao contrário do que se esperava, a nova criação do Joss Whedon é renovada para uma segunda temporada de treze episódios. A primeira temporada da série não teve uma audiência muito boa, mas os dados de gravação foram muito bons e provavelmente ajudaram a FOX a decidir isso. Contudo, apesar dessa informação já ser certa, o anúncio oficial só vai sair na próxima segunda-feira, onde também vai ser decidido o destino de Terminator: The Sarah Connor Chronicles.

O décimo terceiro episódio da primeira temporada, que não foi exibido, vai ser editado juntamente com o DVD da primeira temporada, e trará uma nova prespectiva de Dollhouse. Confesso que ainda não vi a série, mas tendo em conta que estou completamente viciado em Buffy e já entrei no universo de Whedon, tenho a certeza que é algo de qualidade e merece ser renovada. Agora só falta decidir Chuck!