Lie to Me – Episódios 1.10/11/12

lie-to-meApós a acumulação de Castle, que já ficou resolvida, chega a altura de pôr em dia Lie to Me. Com 4 episódios em atraso, aqui ficam os 3 anteriores a Season Finale, com comentários um pouco mais curtos. E, como aconteceu com Castle, a Season Finale já terá comentário alargado.

Lie to Me (1.10) – Better Half

Num episódio que prometia muito, onde se podia inovar, sai um episódio com pouco interesse. Primeiro, temos o regresso da ex-mulher de Cal. Com ela vem um caso associado, a de um incêndio que vitimou uma idosa e deixou 4 pessoas desalojadas. O caminho começa a ser decalcado, começando as suspeitas por decair sobre um jornalista. Depois foi passando por todos os membros que participaram, e quando a esperança era pouco, o incendiário decide outra vez atacar. Depois foi somar dois mais dois e ver que dava a mulher do jornalista, que, por vingança as amantes do seu marido, decidiu acabar com as suas vidas.

No segundo caso, temos Ria Torres a trabalhar com Eli Loker e com Foster, os dois em part-time, para tentar resolver o caso de um homicídio no mundo do rap. Foi mais para encher e para quebrar a monotonia do outro caso, pois para pouco mais serviu. O tema poderia ser mais aproveitado, pois é pouco (ou nada) visto. Mas não, tivemos um caso secundário normal: o assassino é apanhado, sem ser preciso muitas mudanças de rumo.

Mas se o caso já poderia trazer algo de especial, a introdução de Zoe, a ex-mulher de Lightman, poderia dar uma volta a série. Não deu, pois foi mais do mesmo. Uma relação de amor-ódio inacabada, sentimentos ainda a flor da pele, problemas ainda não resolvidos entre as personagens. Vemos, pela primeira vez um Cal distraído, pouco focado no que devia estar. E depois o final já foi muito visto. A ex-mulher que está para se casar envolve-se com o ex-marido. Duas conjunturas saem daqui: ou os argumentistas não vêm televisão, e pensam que isto é pouco visto ou pensam que nós não vemos televisão. Eu acho que não é nenhuma delas, e foi uma tentativa de animar a série. Mas podiam fazer de outras maneiras.

Nota: 8

Lie to Me (1.11) – Undercover

Num estilo novo, que deixa os dois casos de lado, Lie to Me consegue tapar os buracos que se tinham aberto durante o que já passou da série e consegue construir um caso interessantíssimo.

E começando pelo caso. O que parecia ser um simples caso de um tiroteio, ultrapassa muito esta parte. Passamos de um tiroteio para uma ameaça terrorista. E tudo naturalmente, mas com um ritmo excelente. E de um caso surgem dois, ligados, tudo muito bem feito, um caso para se recordar. O que parecia passa a não ser, o não era passa a parecer, perguntas que levam a mais perguntas que respostas. Alguma coisa de complicado, que consegue elevar o episódio.

Mas Undercover não serviu só como grande caso. Até porque o caso serviu como pano de fundo para a grande pintura que decorria. Um ciclo a fechar-se, outro a abrir-se.

Começando pelo fecho do caso do marido de Foster. O que parecia ser um caso amoroso passa a ser um problema com drogas, o que parecia ser uma amante passa a ser a madrinha da reabilitação. Mas depois temos a conversa entre Foster e Lightman. Antes de mais dar os parabéns, principalmente, a Tim Roth. Brilhante. Depois temos uma das melhores cenas que a série conseguiu trazer, a de diferenciar trabalho de amizade. Vamos lá ver se Cal consegue fazer isso.

E, para acabar, temos o tratamento da mentira de Eli que se mantinha suspensa. Ria continua a fazer de amiga, a esconder o seu amigo, mas a vida está complicada. O surgimento de um advogado torna que a mentira evoluía, mas tudo fica resolvido devido a consciência de Loker, contando tudo a Cal. Não era mais que um teste a Ria, para ver se era leal para os seus, mas serviu para abrir dois ciclos.

O primeiro foi de Eli ter ido para estagiário. Vamos ver como se adapta, mas parece-me que ainda será tratado. O segundo é do romance de Ria. Mais uma história que nos vai acompanhar durante uns episódios, espero.

E tivemos um episódio bem melhor que o anterior, que fecha muita coisa e abre outras.

Nota: 9,1lie-to-me-21

Lie to Me (1.12) – Blinded

Mais um episódio, mais uma excelente temática. A introdução de um novo Cal Lightman, o seu lado maléfico. O caso prometia tomar um rumo, mas logo no princípio esse rumo muda. Começamos por ver o nosso mentiroso preferido dentro de uma prisão, numa missão. Um violador da pior espécie, que, para as suas vítimas não o reconhecerem, tira-los os olhos, tem um copiador a vaguear pelo mundo.

Os pormenores macabros são exactamente iguais ao do mestre, por isso Cal passa por recluso para ver se consegue identificar o copycat. O problema é que o recluso também consegue apanhar o cheio a mentira no ar. Todas as tentativas de descobrir a verdade tornam-se vãs, mas o que parecia ser um erro de Lightman torna-se numa jogada que ele usa contra adversários poderosos.

O assassino é parado, não sem antes se passar por um grande susto. Foster é apanhada pelo copycat, a única situação imponderada por Lightman. Nada de mal acontece, apesar de que se tivessem mantido esta situação até ao final do episódio não traria mal nenhum, pois teríamos uma motivação pessoal da equipa em trabalhar mais.

Quanto ao suspeito, confesso que já o tinha em mente. Mas como, primeiro, não sou grande coisa em apostas e, segundo, parecia ser o mais improvável, posso dizer que mesmo sendo a minha aposta surpreendeu-me. Uma ideia refrescante colocar o marido de uma das vítimas como fã do violador.

Agora, e regressando a Cal, acho que o episódio foi um pouco mal aproveitado. Poderíamos ter um caso ainda pendente, um copycat a ficar a vaguear pelo mundo, sem atacar, mas que fica-se como ponta solta para algum dos episódios à frente. Aí também poderia entrar a estratégia agora utilizada, e, claro, uma falha de Cal traria consequências. Para além de demonstrar que não era invencível, abriria mais algum pano para Ria e o resto da equipa e poderíamos ver um Cal a se arrepender pelos erros cometidos. Depois teríamos o regresso, aí sim com Cal a utilizar a sua jogada e a conseguir prender o novo violador.

De resto temos a entrada de um novo membro na equipa. O agente do FBI de seu nome Ben Reynolds vem trazer um pouco de mais músculos à série. Vamos lá ver como se sai.

Foi um episódio muito bem construído, com um tema inovador, e que consegue, pelo menos para mim, ser o melhor da temporada.

Nota: 9,3

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: