Comentário à temporada 2008/09

Maio 30, 2009

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Agora que a temporada 2008/09 terminou, nada melhor que fazer um comentário sobre o que mais e menos gostei. Começando a falar sobre a originalidade de novas série, devo dizer que esse ano foi uma autêntica desilusão nesse aspecto. Se formos a olhar para os anos anteriores, principalmente a temporada 2004/05, a televisão já não é o que era. Aliás, as emissoras distinguem-se pelas suas séries e acho que é evidente que a CBS continua apenas a apostar em policiais e sitcoms, a CW em dramas adolescentes e a NBC em fracassos. Felizmente a FOX  e a ABC, assim como a televisão por cabo (HBO, Showtime, FX, entre outros), ainda conseguem trazer algumas séries com criatividade, como o caso de Fringe e True Blood.

Foi também este ano que tivemos alguns finais de séries que vão fazer falta. Battlestar Galactica, essa grande série protagonizada por Edward James Olmos, é aquela que sentirei mais saudades, mas fico feliz pela forma como terminou. Pushing Daisies também disse adeus este ano, mas à semelhança de BSG, o final foi bastante satisfatório. Contudo, é com muita, mas mesmo muita, pena que vejo a série do Bryan Fuller não ganhar uma terceira temporada. ER, o drama médico mais longo da televisão americana, também se despediu quinze anos após a sua estreia em 1994.

Gostei da decisão da NBC em 2008 de ter renovada a série para uma última temporada e não terminá-la naquele ano. Por fim, temos o cancelamento de Terminator: TSCC. Ainda não consegui entender a decisão dos argumentistas em terem deixado um final aberto quando o cancelamento era quase certo. Eu sei que poderia colocar alguma pressão na FOX, mas onde está o respeito pelos fãs no meio disso? Ainda outras séries que eu não acompanho terminaram depois de anos de exibição, como The Unit, Without a Trace e Kyle XY.

Mas falando de coisas mais felizes, houve séries que voltaram em grande para novas temporada muito boas. A que mais se destacou para mim, a nível de crescimento, foi Supernatural. A quarta época da série criada por Eric Kripke foi simplesmente fenomenal, e se tirarmos um episódio ou outro, diria até perfeita. Lost também teve mais um ano excepcional, mas isso já vendo sendo habitual ao longo da série. Grey’s Anatomy e Fringe são séries que começaram mornas, mas acabaram por se tornarem, também, uma das mais esperadas semana após semana.

Contudo, houve séries que desiludiram um bocado, talvez pela alta expectativa que eu tinha em relação às mesmas. O salto de cinco anos de Desperate Housewives não fez nada bem à série. A quinta temporada das donas de casa teve muitos baixos e além disso ainda teve um final pouco satisfatório. Damages também não cumpriu aquilo que prometeu no final da primeira época (a guerra entre a Ellen e a Patty), tendo alguns episódios um pouco aborrecidos. A desilusão de Nip/Tuck já vinha desde a primeira parte da quinta temporada, mas a segunda, que estreou em 2009, foi intragável. Como é possível que uma série desça tanto de qualidade?! Mas quem fica no topo das desilusões é Heroes, foi depois da fraca época passada, consegue criar algo muito mau num volume que tinha um enorme potencial.

Falta apenas falar das melhores e piores novas séries e dos reality shows. Nas novas séries, em termos de comédia, quem ganha é, sem dúvida, Worst Week. É com muita pena que vejo a série ter o mesmo triste destino que Aliens in America. Mas que sorte danada que eu tenho! Já na categoria drama, True Blood foi a que mais impressionou. Tendo um piloto claramente estranho, a verdade é que a série conseguiu crescer imenso e é com grande entusiasmo que aguardo a segunda temporada. Já a pior estreia fica por conta de Do Not Disturb (ainda se lembram disso?). Southland também não me agradou muito, mas daí a ser uma má série vai um grande passo.

Este ano comecei a ver três reality shows: Survivor, Amazing Race e Wipeout. Gostei muito de Survivor e Wipeout, mas Amazing Race, que no início até era divertido, acabou por ficar chato. Entretanto já vi três temporadas de Survivor e pretendo ver, este Verão, o Survivor: China. Já Wipeout, como é uma série de Verão, é algo que vou ver semanalmente, pois é absurdamente divertido. E é esse o meu comentário à temporada 2008/09, que conseguiu estar mais ou menos no mesmo patamar que a passada. Agora quero ler as vossas opiniões: quais as séries que mais vos surpreenderam, desiludiram, novas apostas, surpresas, etc. Sintam-se livres para comentar!

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Greek (2.17) – Guilty Treasures

Maio 30, 2009

snapshot20090524171908 Tesouros aparecem e outros deveriam continuar escondidos. Totalmente sem querer, os KT’s encontram um local secreto dentro da casa. Não é de se espantar que eles não sabiam o caminho para “Lenda do Tesouro Perdido”. Encontram diversos itens que foram “roubados” do próprio campus da CRU e também de outras fraternidades, a exemplo do busto do fundador da Omega Chi. Achei muito engraçado, que mesmo após a maior descoberta, eles preferem não se comprometer, devolvendo item por item, mas um deles decidem não devolver: o BUSTO. Houve um flagrante de um membro da Omega Chi bisbilhotando na KT e por sinal ele vê que o busto está na casa. Evan como sempre intimida os KT a devolver o Busto num prazo de 24hrs, caso contrário medidas drásticas serão tomadas. Gostei da dura que Calvin dá em Evan em relação as suas medidas e atitudes, pois a partir disto o ajuda a visualizar melhor a situação e no momento que a polícia chega na KT e fala sobre expulsão, banir a fraternidade e uma série de inflações, Evan finge que nada aconteceu e volta atrás no seu plano.

Rusty e Jordan vivem o dilema pós-beijo-que-não-deveria-ter-acontecido, mas negar que a química transborda entre eles seria mentira. Mesmo tentando agir normalmente, o Mr. I Can’t Say No Rusty acaba contando para Andy o que aconteceu no casamento, pois este está questionando o comportamento estranho de Jordan com ele. Um segredo como esse é difícil de esconder, ainda mais para Rusty que tem Andylicious como seu Little Brother. Jordan como era de esperar, fica revoltada com a atitude dele e agora sem namorado pedi para Rusty se afastar também, pois claramente eles nunca conseguiriam ser somente amigos. Cappie também percebe o clima estranho entre os Brothers, assim Rusty decidi revelar a ele que beijou Jordan, deixando Cappie totalmente decepcionado.

Enquanto isto no mundo alternativo, Rebecca está no hit ” I kissed A girl and i liked” e pede conselhos para Calvin, pois pretende sair com Robin e precisa saber como se comportar. Calvin então a convida para ir no Gentleman’s Choice, o outro Gentleman’s do campus e entãodescobrir como se senti entre outras lésbicas. Ash tenta esconder seu relacionamento com Fisher, que nitidamente quer algo mais sério e menos escondido. Pobre rapaz, Ash! Eles decidem sair publicamente e onde ela o leva? Gentleman’s Choice, no Lesbians Night Out? Pobre pobre rapaz, que acaba fazendo o que qualquer um faria: deixa Ash sozinha.

Casey me surpreendeu com seu amadurecimento neste episódio, ajudando Max a sair das sombras de seu professor e conseguir a bolsa de estudos com a Dra. Stephanopolis, ou algo do gênero era seu nome. Ela consegue com ajuda de Dale, infliltrá-los na festa para então impressionarem a Dra. Ela fingindo que é uma intelectual cientificamente polirizada foi muito engraçado. Achei bonito da parte dela, mesmo com a sensação de perdê-lo para a bolsa de estudo,  virando assim o jogo ao seu favor e deixando a Dra. interessada em contratar Max. Mesmo com o afastamento de um mês, resta saber se o namoro sobreviverá novamente, pois desta vez é Max que a deixa e não o contrário. Talvez neste momento eles estejam na mesma página, mas resta saber se o livro deles continuará a ser escrito.

Nota: 8,5


Brothers & Sisters – Terceira Temporada (2008)

Maio 30, 2009

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Os Walkers são TODOS em um SÓ. Simbolizo inicialmente a personagem que unifica todos os demais desde a primeira cena da temporada até o episódio final. Amada por muitos e incrompreendida por outros, apresento-lhes: Nora Walker.

Matriarca abnegada que não mede esforços para se fazer presente na vida dos filhos, mas que ao mesmo tempo acaba se envolvendo demais em suas vidas e esquece de viver sua própria. Aquela que adota Rebecca em sua casa, mesmo ela representando durante toda a segunda temporada o laço da SUPOSTA infidelidade de seu marido. Aquela que profetiza palavras sábias durante tempos de dificuldade na Ojai, decorrentes dos conflitos da nova parceria entre Tommy e Holly. Aquela que com amor gigantesco ainda encontra dedicação suficiente para elaborar um projeto para um centro de ajuda a crianças doentes. Aquela que luta para libertar o fantasma do marido sem caráter e traidor. Aquela que mobiliza todos os filhos para arrumar uma casa totalmente detonada. Aquela que descobre a existência do verdadeiro “R” dos Walkers e vai atrás da família de Ryan. Aquela que infiltra o pai de Ryan na festa da Greenotopia e realmente acha que ninguém irá descobrir.Aquela que esquematiza jantares com a maior naturalidade. Aquela que mesmo angustiada e ansiosa, tenta apoiar a situação vivida entre os filhos e o nascimento de Elizabeth.

Aquela que casualmente teve um caso com Roger, seu arquiteto britânico arrogantemente charmoso. Aquela que fica com tremendas expectativas sob o bebê de Kitty. Aquela que viaja sozinha para conhecer Ryan Lafferty, o filho de William. Aquela que merecia todos os prêmios honorários no episódio especial que marcou o nascimento de Evan e também o enfarte de Robert. Aquela que viu a reputação de seu filho Tommy ruir devido a suas péssimas escolhas. Aquela que acolhe Ryan em sua casa de peito aberto. Aquela que tenta se afastar e não se envolver, mas nunca consegue pois é mãe no maior sentido das palavras. Aquela que tenta convencer todos os executivos da Ojai a retirarem as queixas contra Tommy. Aquela que abre mão do relacionamento com Roger para ajudar os filhos. Aquela que apoia anteriormente a demissão de Sarah mas que também vibra com o retorno da filha na diretoria da Ojai. Aquela que tenta ajudar a cunhada e a neta desamparadas. Aquela que mesmo perante erros perdoa todos sem o mínimo rancor. Aquela que se culpa pela tapa dado e pelas palavras atravessadas. Aquela que vai ao México em busca do filho desaparecido. Sally Field representa como Norah Walker, um dos grandes papéis de sua carreira e na opinião da televisão atual.

Seus filhos tornam-se  papel central de sua vida e também de toda a série, fazendo da matriarca uma espécie de regente desta adorável orquestra  barrulhenta.

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Sarah Walker – A Herdeira Natural: Primogênita que é um exemplo da mulher maravilha moderna que tenta ser uma excelente mãe e também uma excelente profissional. Temperamento forte, luta dia a dia para preservar a memória dos Walkers dentro da Ojai. Solitária e abdicada, tem muito da personalidade de Norah, mas talvez não perceba. Assim como a mãe, esqueçe as vezes de pensar nela e vive para ajudar e aconselhar os outros.

Tommy Walker – A Imagem do Patriarca: Dedicado, não mede esforços para trazer prestígio e credibilidade para a Ojai e sua família. Durante toda sua vida trabalhou incansavelmente para preservar o legado para as futuras gerações. Tornou-se pai de Elizabeth, após um tumultuado dilema de paternidade entre seus dois irmãos e recentemente transformou a imagem em reflexo de seu pai, através dos sucessivos erros e decisões mal tomadas.

Katherine “Kitty” Walker – A Princesa Destronada: Republicana convicta, decidiu fugir do relacionamento conturbado que tinha com sua mãe e foi para Nova York, onde trabalhava como comentarista numa rádio sobre política. Ganha a oportunidade de participar de um talk show, onde conhece o Senador McCallister, no qual se envolve e aceita uma oferta de trabalho em sua campanha. Decidi sair do cenário da política, adota uma criança e enfrenta autos e baixos em seu casamento com Robert, provenientes da ganância pelo poder, problemas cardiacos, falta de comunicação e interesse, resultando “traição” e possível divórcio.

Kevin Walker – O Democrata Republicano: Transparente, não mede palavras para ajudar mas também para repreender. Passou por um relacionamento com o enrustido Chad, descobrindo então como Scotty se sentia ao lado dele quando estavam juntos. Amadureceu, deixou diferenças políticas e pessoais de lado e assumiu o cargo de diretor de comunicação de Robert. Dividi a genética com Elizabeth, filha de Tommy e tem o relacionamento mais estável de todos, agora com seu marido Scotty.

Justin Walker – O Médico sem Fronteiras: Guerreiro, encarou, vivenciou e retornou da guerra com um trauma imenso, que o levou ao caminho do vício por medicamentos, bebidas e drogas. Relutante a princípio conseguiu buscar ajuda, contando sempre com a até então “amiga-irmã” Rebecca. Evoluiu e amadureceu pessoalmente, no qual selou seu relacionamento com a “namorada-ex irmã” e agora “atual-esposa” Rebecca. Conseguiu retomar seu grande sonho: Estudar medicina.

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Eles possuem vínculos importantes que preenchem a história, por vezes vivem as sombras da grande família acima, mas são de extrema importância para manter a tranquilidade e o bom desenvolvimento.

Saul – A Sombra dos Walkers: Irmão de Norah e confidente braço direito de William. Personalidade misteriosa e reservada, preservou durante anos suas verdadeiras escolhas e decisões, em prol de proteger William. Revelou sua sexualidade de maneira ainda singela porém sincera e resolveu tentar viver sua própria vida. Escondeu grandes sujeiras do cunhado, erros nos quais se envolveu e nitidamente não conseguiu mais guardar, devido a grande remorso.

Rebecca Harper – A Indecisa “Walker”: Rebelde filha de Holly Harper, a Outra. Tumultuada adolescência marcada por um caso com um professor casado. Retornou a casa da mãe descobrindo alguns fatos importantes sobre seu passado, inclusive sua relação com os Walkers. Por fim descobriu que não é parte da família e junto a Justin resolveu arriscar num relacionamento mais sério. Rompimentos marcaram a vida dos dois, mas o tempo os uniu novamente, agora como noivos. Compulsividade e vontade de apressar tudo podem ser características preocupantes.

Holly Harper – A Outra: Amante de William durante quase 20 anos. Reenvidicou seus direitos e o da filha dentro da Ojai, mesmo sem ter absoluta certeza sobre a paternidade. Travou intensas batalhas com Norah, arquitetou e manipulou diversas situações, colocando-se no papel de vilã. Mesmo com a revelação de que Becca não é um Walker, ela já tinha seu nome no testamento e ganhou terras. Firmou parceria da nova empresa com Tommy para salvar a Ojai da falência, gerando mais intriga entre os Walker, principalmente com Sarah. Dentre as traições registradas do patriarca, ela teve o cargo de amante/esposa mais relevante de todas.

Scotty – O Companheiro Fiel: Comprometido, ganhou credibilidade por sempre mostrar-se autêntico e centrado com aquilo que queria, seja em sua vida pessoal quanto na profissional. Buscou ascensão em sua carreira como chef e ganhou créditos merecidos por isto. Diferente de Kevin, sempre soube quem ele era e com o tempo, o destino e o amadurecimento de Kevin os juntaram novamente. Agora casados, dividem de forma sincera suas vidas.

Robert McCallister – O Príncipe Destronado: Ganancioso pelo poder, tentou trilhar sua ascensão política ao lançar-se como candidato a presidência da república, decisão que gerou controversias em seu próprio partido. Levou honrarias de guerra por um ato heróico que não tinha realizado. Apesar dos jogos de poder, tentava ser um pouco mais presente na vida de seus dois filhos do primeiro casamento. Conheceu Kitty num talk show de televisão e a convidou para ser diretora de comunicação de sua campanha. Ambos começaram um relacionamento, mesmo com comentários alheios. Mesmo com a perda nas eleições, veio o casamento, a decisão de engravidar( não ele, Kitty), a nova pretensão política, o agora como Governador da Califórnia, a adoção, o enfarto e as crises do casamento.