Reaper (2.11) – To Sprong With Love

Junho 7, 2009

snapshot20090607191741Não posso deixar de falar que esse episódio 2.11 – To Sprong With Love foi um dos mais engraçados dessa temporada e por vários motivos. Começando pelo fato do Diabo (Ray Wise) ter passado para Sam (Bret Harrison) uma missão que o envolvia diretamente com o Sr. Sprong (Michael McDonald), seu antigo e odiado professor de biologia na época da escola. Com a ajuda de Sock (Tyler Labine) e Andi (Missy Peregrym), Sam partiu em busca de capturar Sprong, mas depois acabou descobrindo que seu antigo professor não era a alma a ser capturada e sim Jordy (Charlie Weber), outro ex-aluno que morreu e escapou do Inferno para se vingar de Sprong. Sam se viu obrigado a “sequestrar” Sprong e aguentar as torturas psicológicas que ele fazia com todo mundo, sempre menosprezando e humilhando seus amigos.

Apesar de tudo o que Sprong havia feito para Sam e seus amigos, até mesmo para Jordy, ele foi bem relativamente “bem tratado” e conseguiu sobreviver à ameaça ajudando Sam e capturando Jordy, mas quando ele foi até a delegacia para denunciar o que aconteceu com ele, os policiais não o levaram muito a sério quando o termo “martelo mágico” surgiu na conversa, e assim Sam, Sock e Andi se livraram das acusações de Sprong. Vale citar que após Andi ter sido retirada da gerencia da Work Bench, quem assumiu novamente o comando da loja foi Ted (Donavon Stinson) e logo de cara ele bolou uma nova estratégia para criar uma marca para a loja: a criação da “Chavinha Bench”, e o escolhido para vestir a fantasia do personagem foi Sock. A aceitação das crianças pelo boneco foi muito boa e logo despertou a ira da Bargain Bench, a loja concorrente e que entrou na justiça para proibir Sock de usar a fantasia, alegando que se tratava de uma clara copia da “Bargain Brandon”, o boneco deles. Uma briga no estacionamento entre a “Chavinha Bench” e “Bargain Brandon”, que na verdade era uma velhinha que vestia a fantasia, colocou um fim na carreira de ídolo de Sock.

Quero destacar também que nesse episódio Ben (Rick Gonzalez) teve bastantes problemas para enfrentar durante o período de cio vivido por Nina (Jenny Wade), que foi abordada no bar e perseguida por quase todo o episódio pelo demônio Xavier (Matty Finochio), que queria a todo custo acasalar com ela. Acontece que Ben não aceitava aquela situação de Xavier estar perseguindo Nina e para acabar com esse o incomodo dessa inconveniente presença, Ben não viu outra opção a não ser enfrentar o demônio que perseguia Nina. O melhor de tudo foi quando Sock e Ben construíram uma armadura que o permitiu enfrentar o demônio, só que Bem não contava que no momento em que Nina o abraçou para desejar boa sorte na luta, ela acabou passando seu cheiro e fazendo com que Xavier “tentasse acasalar” com Ben, que graças a sua armadura não sofreu “nenhum dano maior”. Vale um destaque todo especial nesse episódio para essa cena da luta do Ben com Xavier, a briga dos bonecos no estacionamento e também, logo no começo do episódio, quando Sock ganhou da Andi no braço-de-ferro e fez sua “dancinha da vitoria”. Esse final de temporada está deixando a série com um clima muito bom porque está mantendo ótimas doses de comédia, ação, drama, e o melhor está por vir nesses 2 últimos episódios que faltam para o fim da 2ª temporada.

Nota: 9,3


Nurse Jackie (1.01) – Pilot

Junho 7, 2009

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Estreia mais uma série médica, desta vez na Showtime, que nos apresenta a enfermeira Jackie. Nesta série o foco não são os médicos mas sim os enfermeiros muitas vezes esquecidos na maioria das séries médicas. Nursie Jackie conta no elenco com actores como Edie Falco como Jackie, Peter Facinelli como Dr. Coop, Laura Harris como Chloe, entre muitos outros. O episódio tem início com Jackie a drogar-se, esta sofre de dores nas costas e recorre às drogas nomeadamente à oxicodona, um opiáceo. Onde é que eu já vi um personagem principal com uma mente brilhante, com dores fortes drogar-se? Relativamente ao primeiro caso clínico com que nos deparamos, trata-se de um jovem rapaz que sofre um acidente e apesar de Jackie exigir uma tomografia devia à hemorragia detectado no ouvido, o Dr. Coop não acede ao seu pedido, acabando o doente por falecer.

A relação entre Jackie e Coop não parece que vá ser fácil mas a sua picardia é interessante e gostei bastante das cenas em que apareceram juntos. Jackie decide então que apesar de não ter feito tudo o que estava ao seu alcance a morte do paciente não terá sido em vão e resolve doar os seus órgãos informando a família que este era doador. Um novo caso é nos apresentado trata-se de um rapaz que apresenta queimaduras nos órgãos genitais devido a uma vela. Outro caso é relativo a uma prostituta que foi violentamente esfaqueada, esta apenas conseguiu retirar a orelha do agressor que se trata do secretário da embaixada do Líbano, apresentando por isso imunidade diplomática. A namorada do rapaz falecido, Beth, aparece no hospital, grávida, desamparada e sem dinheiro.

Jackie que gosta de fazer justiça com as próprias mãos resolve retirar o dinheiro do embaixador e doa-lo a Beth. Mas o castigo dado ao secretário não fica por aqui, Jackie resolve deitar a sua orelha sanita abaixo. E como se trata de uma série da Showtime não podia faltar uma cena de sexo não é verdade? Aparentemente Jackie tem um caso amoroso com um colega, até aqui tudo normal, mas no fim do episódio apercebemo-nos que esta tem uma família que para além das duas filhas é composta também por um marido. Nurse Jackie apresentou um bom piloto, não se focando demasiado nos casos médicos, apresentando-nos diferentes casos com rápida resolução. As personagens parecem bastante interessantes de acompanhar e Jackie consegue puxar pelos espectadores. A série tem bastante potencial, gostei bastante do narrar de Jackie no inicio e no fim da série, pois sempre gostei disso em Grey’s Anatomy.

Nota: 8,8


Desperate Housewives – Quinta Temporada (2008)

Junho 7, 2009

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A audiência é um factor importante para a renovação de um determinado programa e, quer queiramos, quer não, essas Donas de Casa Desesperadas ainda atraem muito público todos os domingos. Contudo, o salto de cinco anos que marcou o final da quarta temporada não foi nada positivo para a série, ao contrário de One Tree Hill, e foi com um bocadinho de esforço que consegui terminar de ver estes vinte e quatro episódios. Existem séries que devem acabar enquanto são boas, mas nem toda a gente pensa assim. Desperate Housewives é lucrativa para a ABC, e enquanto continuar a ser, a emissora vai continuar com ela. O dinheiro move o mundo!

A vida das personagens de Wisteria Lane ficaram tão desinteressantes após o salto temporal que pouco me lembro como essa temporada começou. Apenas consigo relembrar-me que tínhamos uma Gaby mais gorda do que o habitual, com duas filhas, e uma Susan divorciada de Mike e com um novo amor: Jackson. Embora as histórias tenham ficado mais fracas, estaria a mentir se dissesse que Desperate Housewives não teve os seus bons momentos. Sim, a série continuou a divertir, e deu para rir na maioria dos episódios, mas faltava o mais importante: a interacção entre as protagonistas.

É mais que óbvio que a amizade delas já não é o que era. Tenho saudades dos jogos de poker e das bebedeiras no balcão, assim como daqueles grandes momentos de discussão. A série também já não tem aquelas histórias mais arriscadas, mas que faziam a diferença! Um exemplo claro disso é a forma como foi contada a história do novo mistério da temporada: Dave. Este homem é um recém chegado ao bairro e novo marido da Edie. Contudo, esconde um grande segredo: vingar-se de Mike e Susan. Acho que foi um grande erro por parte do argumentista em ter colocado o flashback do acidente de carro logo no primeiro episódio, pois quase que revelava aquilo que deveria ter sido uma grande surpresa. Algo que me desagradou muito foi a falta de protagonista da Katherine. Porque a manteriam na série se não dão sequer uma história de jeito a ela?

Por fim, não podia deixar de falar na história mais importante, para mim, desta quinta época. A morte da Edie pode ter trazido uma mudança, mas a impressão que fico é que isso não durou muito tempo. Achei que fosse haver mais repercussões do seu falecimento, mas não, mais uma desilusão a juntar-se a tantas outras. Contudo, os dois episódios que exploraram esse assunto foram muito bons, assim como a forma como ela morreu. Também no meio de tanta coisa menos boa, algo tinha que surpreender, não? Eu ainda não sei se vou ver a sexta temporada, principalmente quando já se fala em sétimas, oitavas e nonas, mas é tudo uma questão de como a série vai ser aceite pela crítica. Se eu vir que melhorou, volto a acompanhar, caso contrário, fico-me por aqui.


So You Think You Can Dance (5.05) – Vegas Callbacks #2

Junho 7, 2009

so_you_think_you_can_danceEste é o primeiro reality show que eu me aventuro a escrever reviews semanais. Já tinha pensado em fazer isso com Survivor, mas como no início de 2009 estava cheio de trabalho já para fazer, deixei de lado. A quinta temporada de So You Think You Can Dance é a primeira que eu vejo, por recomendação da Mary Barros, autora dos reviews de Brothers and Sisters, Glee, Kyle XY e Greek. Depois das audições em seis cidades diferentes, chegou altura dos melhores serem selecionados para chegarem ao tão ambicioso lugar no Top 20. O episódio anterior acabou com 32 dançarinos a lutarem por um entre vinte lugares disponíveis. Chegou a hora de saber quem conseguiu e quem foi para casa. À semelhança das audições, não vou falar de todas as performances, mas sim daquelas mais importantes. Agora que eles já se conhecem e estão a conviver e lutar uns contra os outros por um lugar apropriado, a história já é diferente!

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O Top 20 teve surpresas, e uma delas foi ver o rapaz que está na imagem a passar. Quem viu o episódio anterior sabe que ele teve à beira de se ir embora, mas depois de uma segunda oportunidade do júri ele conseguiu ficar. Na minha opinião, é um dos lugares mais merecidos deste Top 20, e é por isso que concordo inteiramente com a opinião do júri. Também estou a favor da passagem da rapariga do meio para a próxima fase. A sua audição na cidade foi muito boa e em Las Vegas também demonstrou que estava ali para dançar bem. Deve ter sido muito difícil para ela ter sido a primeira a saber o destino que reservava os vinte melhores, mas depois de saber que passou, não deve haver sensaão melhor. Digo isso porque a espera que as duas concorrentes do final do primeiro bloco deve ter sido mesmo angustiante. Pior que saber que estão a lutar o lugar uma da outra, é mesmo ir para casa quando se estava tão perto de brilhar no programa. Contudo, apoio, mais uma vez, a decisão do júri e sou a favor da escolha da asiática.

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O segundo bloco de quatro participantes, e último deste review, foi mais virado para as escolhas difíceis. Tal como aconteceu com as duas raparigas que falei anteriormente, este dois participantes também estavam a concorrer um contra o outro. Mas para piorar essa situação que por si só já é difícil, existe uma pequena particularidade: eles são irmãos e estiveram juntos desde o início. Tal como o júri disse, ambos têm um estilo muito próprio, logo os dois deveriam passar para a próxima fase, mas apenas os melhores dos melhores são escolhidos. O dançarino do meio sofreu a maior injustiça deste Top 20: não passou porque tem um contrato a cumprir com aulas de ballet. Deve ser horrivelmente difícil de ouvir que se não fosse esse contrato, poderia cumprir o sonho da sua vida. O júri disse para não sentir remorsos da escola de ballet, mas claro que ele vai ter (se eu tivesse na mesma situação, também teria). Por fim, o concorrente que desperta mais diferenças de opinião no júri. É tão bom ver eles contra as opiniões uns dos outros, onde alguns têm razão e outros não. Mas, como seria de esperar, ele conseguiu passar para a próxima fase e tem mais uma oportunidade de mudar a opinião da Mia acerca de si.

Os vinte melhores estão escolhidos e agora é altura de darem o seu melhor caso não queiram ir para casa. Além de saber dançar, nesse tipo de reality shows é necessário ter personalidade, e é nisso que eles também têm que apostar. Vamos ver como se saem a partir da próxima semana!


Mental (1.01/02) – Pilot/A Beautiful Delusion

Junho 7, 2009

mental-1Nada melhor do que uma entrada em grande para marcar território, Jack G. entrou em grande na série ao ser apresentado à sua equipa nada mais nada menos que completamente nu. Uma entrada em grande para um psiquiatra com métodos pouco convencionais, capaz de espantar e surpreender muita gente. No seu primeiro episódio Jack Gallegher tem pela frente um paciente talentoso mas que sofre de delírios e forte agitação levando a irmã a colocar a hipótese de o internar definitivamente. Jack Gallegher opõe-se veemente a tal cenário, reclamando as 72 horas de observação a que por lei tem direito. O tempo passa e o problema continua por solucionar, Jack tenta encontrar coisas do passado de Vincent que o levem a ter tal comportamento e que tenham despoletado a falha na medicação. Para tal Jack não hesita em invadir propriedade alheia em busca de respostas para o problema que tem em mãos. Mais uma vez criando um problema para a directora do hospital resolver, a irmã desiste de fazer queixa caso o irmão seja liberado imediatamente.

Mas Gallegher já deu para perceber é persistente e não desiste facilmente dos seus casos, e insiste em ficar com o resto de tempo que lhe falta. Numa reunião para a apresentação mais formal que a inicial de Jack Gallegher, este resolve mais uma vez surpreender e chamar alguns dos pacientes para intervirem na reunião que servia também para discutir o que fazer relativamente a Vicent. A opinião geral seria iniciar o coquetel de medicamentos já tomados por Vincent deixar estabiliza-lo e libera-lo, mas isso deixaria Vincent sem o seu talento nato de pintar. Jack não concorda e decide estabiliza-lo e utilizar um novo coquetel de medicamentos sem Vincent ter de optar pela família ou a pintura. Para além de Vincent também nos foi apresentado um novo paciente, Emerson que sofre de um amor incondicional por gatos que o leva a congela-los aquando da sua morte. Um episódio que para estreia não foi mau, mas podia ter sido muito melhor, a série tem potencial e embora seja semelhante em muitos aspectos a House como trata de assuntos diferentes pode ser que a série consiga vingar.

Nota: 8,1

mental-2No segundo episódio de mental,  Gallegher aposta mais uma vez nos seus métodos pouco convencionais desta vez resolve organizar uma corrida a três pernas entre os médicos e os pacientes, Gallegher adianta que não se trata de um pedido, impondo a sua autoridade. Quanto ao caso clínico central é nos apresentado um casal fora do comum. Casaram-se em Veneza e passado um mês já esperavam o primeiro filho, no entanto a gravidez não correu bem. Actualmente Melissa acredita que espera um novo bébé, tem todos os sintomas possíveis, barriga, níveis de hormonas elevadas, contracções, só que há um problema não existe bébé nenhum. Melissa é então internado na ala psiquiátrica com a desculpa de não existerem vagas na ala da obstetrícia. O marido é nada mais nada menos que o seu próprio médico. Se inicialmente se pensava que o problema se encontra em Melissa, rapidamente Gallegher se apercebe que se trata da “Folie a Deux”, ou seja Rainier acreditou que Melissa estava realmente esperando um filho fazendo-a acreditar também.

Quando Melissa descobre a verdade, receia que o marido só esteja casado com ela devido à sua juventude e possibilidade de engravidar. Gallegher mais uma vez resolve a questão simulando uma cesariana em que convida Rainier a ser ele a fazer a incisão. Quando parecia que este a iria fazer acaba por desistir dizendo que não a pode magoar e que ama Melissa. Um episódio mais interessante que o primeiro, devo dizer que acho bastante interessante a maneira como apresentam os pacientes aparecendo a sua ficha com a foto e problema, por outro lado acho bastante irritante aparecer por episódio várias vezes a imagem de marca da série. Uma situação que ficou em aberto nestes dois episódios foi a identidade de Becky, Rebecca que continua a ligar para Jack sem falar e neste segundo episódio deixa mesmo uma encomenda na recepção do hospital, será irmã, mulher? Teremos de esperar para ver.

Nota: 8,5