Conheça Hawthorne, a nova aposta para a temporada de Verão

Junho 8, 2009

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Nesta temporada de Verão temos algumas séries médicas e parece que essa é a minha secção. A próxima série que terá reviews feitos por mim semanalmente aqui no Portal de Séries é Hawthorne, série que será exibida pela TNT, sendo que o seu primeiro episódio será transmitido dia 16 deste mês. Esta é mais uma série focada na vida dos enfermeiros, e se muitas vezes o seu papel parece ter sido esquecido pelos produtores americanos, neste Verão estreiam duas séries em que o foco principal são eles mesmos. Tal como em Nursie Jackie, esta série retrata o dia-a-dia da vida de uma enfermeira, Christina Hawthrone, interpretada por Pinkett Smith.

Christina Hawthorne é uma enfermeira disposta a colocar os problemas dos seus pacientes à frente de protocolos, médicos arrogantes e um pouco despreocupados, administradores, sempre em busca do melhor para eles (pacientes), além de ser a chefe de enfermagem no hospital de Richmond Trinity. Para além de Pinkett Smith, podemos contar com outros actores conhecidos do grande público como Michael Vartan (Alias) como Dr. Tom Wakefield, médico oncologista que tratou do marido de Christina, sendo ainda o chefe de cirurgia do hospital, e outra actriz conhecida que interpreta uma das melhores amigas de Christina é Suleka Mathew (Men in Trees). Outras personagens presentes na série são a filha de Christina, Camille (Hannah Hodson), Ray (David Julian Hirsh), um enfermeiro que tenta vingar numa profissão predominantemente dominada pelo sexo feminino, outra enfermeira que faz parte do grupo de Christina e é interpretada por Christina Moore, sendo que por último temos ainda a participação especial de Joanna Cassidy (Sete Palmos de Terra) como sogra da protagonista.

Christina sofreu recentemente uma grande perda com a morte do marido depois de uma luta contra o cancro, que a deixou mãe solteira, com um filha que por vezes revela um pouco da sua rebeldia. Ela tenta encontrar o equilíbrio entre a sua vida privada, cuidar da filha, o hospital e tratar de si própria. No primeiro episódio Christina terá de lidar com um paciente com cancro que tenta por fim à própria vida. Os vídeos promocionais prometem, a série tem potencial, esperemos que o povo americano não esteja já demasiado saturado de séries médicas e dê uma chance à série, pois elenco tem e história, a julgar pelos vídeos, também. Esperemos que a audiência não desiluda. Acho que não vai desiludir pois vai retratar, mais uma vez, a força de uma mulher protagonista, tal como acontece com outras duas séries da TNT: The Closer e Saving Grace.

FOTOS PROMOCIONAIS:

VÍDEOS PROMOCIONAIS:

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ER – Décima Quinta Temporada (2008)

Junho 8, 2009

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Todas as séries médicas da actualidade têm um ancestral comum: ER, conhecida em Portugal como ‘Serviço de Urgências’ e no Brasil como ‘Plantão Médico’. Foram quinze longos anos de episódios, mais de trezentos pacientes e dezenas de médicos que fizeram de ER uma das séries mais respeitadas nas últimas duas décadas. Eu lembro-me, ainda criança, de ver a minha irmã (agora com vinte e quatro anos) a sentar-se à frente do sofá quando começava o genérico. Lembro-me dos meus pais dizerem o quão boa e inovadora era o ‘Serviço de Urgência’. Lembro-me ainda vagamente do sangue dos pacientes a derramar no chão!

E foi por isso e, principalmente, por ser o último ano, o da despedida, que decidi ver a décima quinta temporada. Via alguns episódios de vez em quando no AXN, mas não era uma série que seguia de forma certinha, mas isso não prejudicou muito a compreensão da história, até porque como série médica que é, bastava conhecer minimamente os trabalhadores daquele hospital de Chicago. Já conhecia personagens como o Dr. Carter e a Abby, e mesmo não tendo acompanhado toda a evolução dos mesmos, a impressão que ficava é que eles, em termos de personalidade, não tinham mudado muito.

Mas esta foi, sobretudo, a temporada das participações especiais. A decisão da NBC em ter renovado a série para a última temporada de episódios e não ter terminado após a décima quarta, foi a mais acertada. Essa escolha permitiu que actores como o Noah Wyle, George Clooney, Anthony Edwards, Julianna Margulies e Eriq La Salle fossem contactados para fazerem as últimas aparições dos personagens que os tornaram famosos. ‘Old Times’ foi o episódio escolhido para a maioria deles, e apesar de ter gostado, preferi aquele em que o Dr. Greene regressou em flashback, Heal Thyself.

O episódio final marcou o fim de uma era, mas o início de outra. O County não fechou, como alguns suspeitavam, mas sim abriu as portas à filha do Dr. Greene, dando a entender que uma nova geração de médicos estava a chegar. Foi com o genérico original que mais pessoas chegaram para os médicos salvarem. Ao contrário da maioria dos fãs da série, eu gostei mais da primeira parte da temporada, devido aos casos médicos que eram mais comoventes, mas a segunda metade também agradou-me bastante. Foi uma honra ter acompanhado os últimos dias de atendimento do hospital de Chicago, mas algum dia esse momento tinha que chegar. Tarde ou não, a verdade é que foi uma despedida boa!


Prison Break (4.23/24) – The Final Break

Junho 8, 2009

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Começar por dizer que eu, Aguerra, sempre fui um fã fervoroso de Prison Break. Foi a série de Michael Scofield que me mostrou as maravilhas das séries, foi ela que me fez ficar preso a televisão às quintas a noite, na Fox, quando só tinha os meus 13 aninhos. Foi a primeira série que acompanhei regularmente, foi a que colocou o bichinho das criações americanas, foi ela que me abriu os horizontes. Por isto pode-se dizer que sempre foi a minha série.

Como a toda a gente, achei a primeira temporada perfeita, talvez a melhor alguma vez feita em televisão (daquilo que conheço), não desgostei da segunda, detestei a terceira e já estava a espera de uma péssima quarta temporada. Saiu-me o tiro pela culatra, pois a série voltou-me a reconquistar, veio reanimar a alma, relembra-me porque adoro a série. Mas como sou apologista de que uma série deve acabar quando está na maré de cima concordei com a decisão de acabar na quarta temporada (como, depois de ver a terceira, concordava que a série deveria acabar na segunda, se não fosse na primeira). E com o final que já todos sabemos, pouco restava para contar. The Final Break vem preencher as brechas que faltavam preencher.

Numa série de quatro temporadas, The Final Break é o resumo quase perfeito destas. Mistura a acção, o génio de Michael, faz regressar personagem esquecidas e depois tem a falta de coerência que caracteriza algumas partes de temporadas. Começando pela falta de coerência. Eu, que me lembre, vi a Sara a assinar um documento que a sarahexonerava-a. Pode ter sido erro meu, pois ela poderia estar a fazer desenhos. Mas prontos, vamos partir do princípio que Sara ainda não tinha o cadastro limpo. A vida corria de feição para o clã Scofield: estavam a espera do pequeno Michael, estavam em liberdade e, para complementar, casaram-se. Mas os problemas começam quando Sara é presa por ter morto Christina. O regresso a uma prisão, uma nova fuga para preparar, agora em Miami. Mas claro que para dificultar a fuga, surgem alguns problemas pelo meio. Começamos por saber que Gretchen está viva e recomenda-se, que o General Krantz está na prisão ao lado daquela onde Sara foi parar (ironia do destino?) e que, a acompanhá-lo, temos dos melhores vilões da TV, T-Bag. Ah! E depois temos uma cara familiar, já muito comparada a J.J.Abrams. Algumas semelhanças (algumas não, muitas) eram notórias. E assim a história prometia ser mais uma fuga da prisão, ao estilo da primeira temporada.

Continuando com o rumo da história. A prisão de Miami não é nada parecida com Fox River, mas continua com os problemas habituais. Temos os guardas que são, de novo, subornáveis. Temos uma prisão pouco rígida quando os presos estão a trabalhar. Parece que os erros não são corrigidos, apesar de saberem quais são. Os problemas desta vez surgem com outros nomes. Gretchen está dentro da prisão para matar Sara, a mando do General, Scofield encontra-se scofilddo lado de fora. Mahone está a ajudar (?) os agentes do FBI para prevenir a fuga de Sara, Sucre está também do lado de fora a ajudar na fuga. Restam dois pontos que se mantêm como no princípio da série. T-Bag de novo dentro e pronto a atrapalhar e Sara também de novo dentro, mas agora com outras funções.

As bases estavam lançadas. A partir de aí foi uma fuga que misturou a primeira temporada a terceira. O que me lembrou a primeira foi o constante perigo que surgia em frente das personagens. As várias reviravoltas que aconteceram, sendo aquela que me ficou na memória a do novo “baile” que Scofield deu a T-Bag. Da parte da terceira temporada temos o “salto de pára-quedismo” do boneco, temos a presumível passagem de Mahone para o lado do FBI e temos uma saída da prisão um pouco mal preparada. Haver um portão que dê cá para fora sem protecção é um pouco descabido. Uma saída para a série, que me fez desejar pela terceira temporada.

Mas faltava ter algum propósito este filme. Não poderia só ser mais uma fuga, pois fugas existiram muitas. O propósito é para ver como Michael morreu. Foi para isso que foi criado o filme. E nada melhor que ver que Scofield aindascofild2 continua o mesmo. Morreu pela sua amada, para a salvar. É a imagem que fica, um Scofield generoso, genial e careca e sem as famosas tatuagens. O corpo não sei onde ficou, mas não me parece que tenha sido enviado para a família. Morreu onde tinha de morrer, dentro da jaula de onde tirou muita gente.

Várias fugas aconteceram em Prison Break. Esta foi a última. O último salto sobre a vedação, o último suspiro da série. Os fãs como eu não ficam tristes, pois conseguiram passar excelentes momentos com a série dos irmãos que, afinal, não o são mas parecem ser. A melhor homenagem a série são duas: rever a primeira temporada para recordar e não fazerem um spin-off. São estes os desejos que ficam (o primeiro concretizar-se-á, o segundo já tenho sérias dúvidas).

Nota: 8,5


In Treatment – Week 4

Junho 8, 2009

snapshot20090607151113In Treatment (2.16) – Mia – Segunda, 7:00 AM

Após uma semana em que Mia praticamente se ocupou em discutir com Paul sem ter realmente um motivo para isso – ou pelo menos sem conseguir se explicar direito a respeito -, a reencontramos completamente diferente. Com um objetivo mais claro em mente, ela tentou em vários momentos apenas parecer provocativa – lembrando até mesmo Laura em suas narrativas sexuais para provocar Paul.

Só que Paul não poderia cair duas vezes no mesmo truque – até porque Mia não parece causar a mesma impressão no médico que Laura, não é? -, com isso, ele conseguiu escapar das armadilhas e descobrir um pouco mais sobre sua paciente. Ao descobrir e revelar a Mia que ela na verdade só estava repetindo certos padrões de sua infância – como o de tentar, de algum modo, se tornar a preferida de Paul, através, no caso, de lhe contar seus segredos íntimos -, ele conseguiu finalmente estabelecer um ponto com que se apegar e explorar a fim de que sua paciente consiga resolver seus problemas.

Obviamente isso fez com que ela pensasse mais a respeito de seu comportamento, e certamente podemos esperar progressos mais interessantes dessa personagem nas próximas semanas, parece que finalmente Paul conseguiu tocar em um ponto que a fez parar para pensar em si mesma ao invés de continuar atirando acusações contra Paul a todo tempo para se desviar do foco dessas consultas que deveria ser, afinal, ela.

Nota: 8.2

snapshot20090607151210In Treament (2.17) – April – Terça, 12:00 PM

Após assistir esse episódio só me passou pela mente como é difícil ser Paul Weston. Seus pacientes nessa temporada parecem ter como objetivo apenas tirá-lo do sério. Após mais uma semana, April aparece no consultório visivelmente mais abatida e ainda relutante a buscar o tratamento para seu câncer. Ainda por cima, a garota começa a agir como se não tivesse nem um pouco doente, recebendo ligações o tempo todo no meio da consulta, marcando de pegar seu irmão após uma consulta com um médico.

Visivelmente também foi a irritação de Paul, que chegou no limite de sua paciência quando April simplesmente desmaiou no sofá de seu escritório. O que foi interpretado por April como uma tentativa ridícula de se livrar dela, era, na verdade, um ato desesperado de Paul para conseguir salvar sua paciente – justamente porque Paul tem o terrível hábito de se conectar demais com eles. E como ele nunca aprendeu a manter um certo distanciamento – apesar de que nenhum distanciamento permitiria a qualquer um ver uma pessoa morrendo diante de si sem que fizéssemos nada a respeito -, Paul assume aquilo que April esperava de si – uma espécie de figura paterna – e a leva para o hospital para começar o tratamento.

O problema, no entanto, é que ao agir assim Paul abriu uma porta no relacionamento dos dois que deveria se manter fechada. Como esperar que April conte a sua mãe que está doente se todo o apoio de que ela precisa nesse momento pode vir confortavelmente de seu terapeuta? E de que forma Paul conseguirá estabelecer novamente limites de convivência com sua paciente de forma que ela entenda que tal situação é insustentável?

Nota: 9.0

snapshot20090607151319In Treatment (2.18) – Oliver – Quarta, 4:00 PM

Nessa semana tivemos uma sessão mais voltada à mãe de Oliver, Bess, que para o próprio menino – o que na verdade não é tanta surpresa assim, desde sua primeira consulta, ficou óbvio que os pais de Oliver na verdade procuram terapia para si mesmos, não em benefício de seu filho.

Até a metade do episódio, somos apresentados para uma mulher perdida, que não sabe mais qual é o seu papel dentro da sociedade, uma vez que seu casamento acabou e seu papel como mãe sempre serviu de justificativa para que ela evitasse buscar aquilo que sempre quis para si mesma na vida. O que fazer quando se percebe que no fundo tudo não passou de uma desculpa esfarrapada e que é possível ser mãe e ser Bess ao mesmo tempo? Como lidar com o fato de que sua vida tem sido um grande abandono de si mesma em prol da educação de seu filho, que mesmo com tamanha dedicação mostrou ser falha em diversos momentos?

Para Bess, a resposta é um beco sem saída e sua vontade de viajar e se distanciar de tudo isso é um procedimento natural de todos aqueles que sentem o impulso de fugir de seus problemas de alguma forma. Para Paul, porém, esse é o momento certo para ela reavaliar suas próprias escolhas e, quem sabe, recomeçar de novo, agora tendo em foco também os seus desejos pessoais, não apenas os de Luke ou de seu filho.

Por outro lado, ao vermos Oliver complexado, sofrendo para tentar se enquadrar em um padrão de comportamento que agrade seus pais e num esforço que o faça se sentir menos rejeitado na escola (me refiro a dieta maluca iniciada pelo garoto), sabemos que por mais que Bess negue ter pensado apenas em si mesma, o que tem acontecido nessa família é apenas isso: dois pais que não se amam mais, mas que também não conseguem respeitar nova vida íntima de cada um, e que não pensam, em nenhum segundo, no que suas brigas influenciam seu próprio filho, justamente por tratá-lo apenas como um objeto que precisa ser carregado de um lado para o outro pelos dois.

Oliver está de saco cheio e seu desejo de ser adotado só reflete esse desejo de ter pais com que possam contar em momentos difíceis, que sejam menos egoístas que Bess e Luke. Essa atenção, infelizmente, ele encontra em Paul, o que coloca o terapeuta em uma difícil situação de “figura paterna ideal” e, ao mesmo tempo, a última pessoa que deveria assumir tal posição na vida do garoto.

Mesmo assim é inegável que Paul sente muito mais empatia por esse garoto que por seus outros pacientes. Fazer um sanduíche para Oliver pode significar muito mais do que superficialmente pode parecer. Se dividir um café da manhã com Mia era algo que ele não cogitava, dividir a cozinha – exatamente o ambiente mais familiar que qualquer casa pode ter -, e ainda lhe preparar comida é obviamente uma quebra de barreira entre terapeuta/paciente, que irá, cedo ou tarde acarretar em uma situação mais complicada para Paul, afinal, Oliver é muito jovem para enxergá-lo como um profissional, e em seu desespero para ajudar o menino, Paul parece não fazer questão alguma de que Oliver o veja dessa maneira.

Nota: 8.8

snapshot20090607151414In Treatment (2.19) – Walter – Quinta, 5:00 PM

No episódio da semana anterior, Walter estava impaciente e não conseguia se concentrar em sua consulta pois enfrentava um imenso problema em sua empresa. Apenas uma semana depois (uma semaninha!) ele volta a visitar Paul, completamente exausto e visivelmente frustrado por ter sido demitido da empresa pela qual deu sua vida por tantos anos.

O homem que não parava de falar por um minuto chegou no consultório e permaneceu calado. E a falta de assunto –
afinal sempre sua empresa era motivo para desviar Paul de seu verdadeiro interesse: descobrir mais sobre Walter – somado à vulnerabilidade emocional de seu paciente abriu o espaço que o terapeuta precisava para refletir mais a fundo a infância conturbada de Walter.

Com isso, chegamos ao clímax do episódio, com Walter confessando que se sente culpado pela morte do irmão, afinal ele o encorajou a pular daquele penhasco, o que culminou com a sua trágica morte. Que ser humano na face da terra não se sentiria culpado por uma coisa dessas? Paul tentou insistir que ele não foi culpado por isso, mas até mesmo Paul se sente culpado pela morte de sua mãe – mesmo sabendo racionalmente que não foi. Imagino se algum dos dois conseguirá superar suas próprias culpas pessoais até o fim da temporada.

Nota: 8.7

snapshot20090607151524In Treatment (2.20) – Gina – Sexta, 3:45 PM

Mais um episódio maravilhoso dessa incrível segunda temporada. Cada vez mais tenso e decepcionado consigo mesmo, Paul tenta discutir várias coisas com Gina de maneira a tentar fugir do que realmente a terapeuta quer discutir: seu relacionamento com seu pai.

Em um determinado momento, Paul diz Gina que odeia a sua vida, e que por se sentir sozinho, acaba tentando buscar em seus pacientes o tipo de intimidade que deveria vir de sua família. Isso justificaria sua ida ao hospital com April – que o fez lembrar de uma vez com que esteve no hospital com sua própria filha -, ou mesmo de pensar em Mia como uma companheira ideal para si mesmo.

E em sua busca por aquilo que ele precisa, Gina o convenceu de que talvez tentar se reaproximar de seu pai seja uma maneira de conseguir aquilo que ele necessita, pois apenas conseguindo se reconectar com seu pai Paul poderá, de alguma forma, deixar essas questões mal resolvidas para trás e seguir em frente.

Por fim, ele acaba por ir visitar seu pai, e em seu leito de morte, não sabe nem ao menos como começar uma conversa com ele. Acaba por ler a sessão de esportes para ele – o que muitas vezes acaba sendo a única coisa que conecta um pai e um filho, o esporte -, mas acaba percebendo que aquele não é o momento para mais um contato superficial e acaba se abrindo, se desculpando e finalmente percebendo que chegou tarde demais para se entender com ele.

Nota: 9.7