True Blood (2.01) – Nothing But the Blood

Junho 16, 2009

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Domingo foi um dia atribulado: a ansiedade era muita e por mais que procurava, não havia stream para ver ao vivo que funcionasse bem (tive que esperar pelo download). Nessa mesma madrugada, aconteceu algo bem irónico, quando eu e a Marcia estávamos a falar das expectativas para a segunda temporada, minutos antes de eu começar a ver o episódio (e não tinha lido nenhuns spoilers). Quando ela diz que “o pobre desse episódio é que provavelmente eles vão falar que é o Lafayette que morreu mesmo, sendo que já está mais que óbvio que foi ele”, eu dei uma de engraçadinho e disse que tinha lido o segundo livro em inglês e que não é ele que morre (mas no livro ele morre mesmo, só estava a assustá-la), ou seja, mesmo pensando que ele ia morrer, disse que não ia, e ele acabou mesmo por sobreviver!

Bom, essa foi uma história que para mim teve a sua piada e que quis partilhar convosco. Agora falando da série propriamente dita, o início foi mesmo uma grande surpresa para mim. Ver que o Lafayette não era o morto do carro do polícia foi verdadeiramente surpreendente, pois apesar de não spoilers dessa série, sabia que todos apostavam que era ele. Assim, fica por conta da falsa curandeira o arranque de um coração e uma cara assustada, como eu já não via na televisão há muito tempo. E assim começa uma nova onda de assassinatos nessa pequena cidade de Bon Temps que não tem descanso nenhum!

Entretanto, quando descobrimos que o Lafayette está vivo, as primeiras perguntas que se fazem são ‘quem o atacou e para onde o levou?’. E isso foi sendo respondido através de uma série de cenas que fazem lembrar muito o Saw. Ao que parece, todos aqueles que odiaram ou abusaram de vampiros estão a pagar pelos seus crimes e acabam por serem mortos. A última cena do episódio foi arrepiante, quando o Eric praticamente destrói um ser humano a mordê-lo e bebê-lo. Resta saber o que vai acontecer com o Lafayette: irá conseguir sobreviver? Para saber a resposta, e se não te importas de ler spoilers, sempre podes conferir esta entrevista com o actor Nelsan Ellis.

Eu tinha muita saudade da relação cheia de química entre a Sookie e o Bill. Desde a sua apresentação à ‘filha’ de Bill até à descoberta dela acerca do envolvimento deste com a morte do seu tio, passando pela cena de sexo, tudo foi perfeito. Parece até que depois de saber que a Anna Paquin e o Stephen Moyer namoram, soa ainda mais realista essa relação. Por outro lado, continuo a achar o Jason uma das personagens mais chatas da série e a sua história com a Irmandade do Sol ou vai ser muito boa, ou vai ser um fracasso total. Sinceramente estou com muitas dúvidas do que vai sair dali.

Por fim, temos novas informações acerca de uma das personagens mais misteriosas da série: Maryann. A primeira é que ela não envelhece, pois o Sam com dezassete anos conheceu a mesma forma física com que ela está agora. Em segundo, aqueles tremores devem significar alguma coisa (talvez uma técnica para não envelhecer) e por fim toda a sua disposição em dar a sua casa à Tara e ao seu novo namorado. Esse deve ser um dos principais mistérios desta temporada e espero que seja resolvido antes da terceira época praticamente garantida. Só uma curiosidade para terminar o review: a estreia da temporada teve 3.7 milhões de telespectadores, o maior número alcançado pela HBO desde o final de Sopranos em 2007, 157% (!) a mais do que a estreia da série e 51% a mais do que a season finale que foi ao ar em Novembro passado. A nossa série favorita de Verão está de parabéns!

Nota: 9,2

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Greek (2.21) – Tailgate Expectations

Junho 16, 2009

snapshot20090614174852Nada como uma boa comemoração para o Homecoming, grande desfile comemorativo no qual todas as fraternidades participam e competem entre si. Interessante ver todos os presidentes durante a reunião que definirá qual fraternidade ficará com a outra e assim construir o carro alegórico, cujo o tema deste ano foi ” Love Through the Ages”, irônico vindo de alguém como ela. Parecia obra do destino colocar os Omega Chi com as IKI e os KTT com as ZBZ, agora resta saber como Cappie e Casey irão lidar com essa aproximação obrigatória. Rusty e Pete unem-se na organização e confecção do carro junto a Casey. Detalhe que Cappie fica o menor tempo possível dentro da casa, para evitar encontros constrangedores. Achei muito divertido unirem o lendário Vesúvio e a idéia de Casey com o tema ” Jardim do Éden”.Todos muito empenhados para vencer o concurso, mesmo quando Evan usa de seu poder para comprar o melhor caminhão disponível, mas Rusty não desisti nunca, sempre nos surpreendendo com sua incrível determinação.

Descobrimos a verdadeira identidade azul de Fisher, o que deixa Ash meio perturbada, porém o amor é cego e  mesmo ele fazendo parte da turma dos Smurfs, Ash decidi aceitar as diferenças e também se juntar ao “Blue Man Group”. No lado do clã dos Chambers, Evan tem dificuldades para lidar com dinheiro e o que ele pode trazer como consequência em sua vida. Achei interessante os momentos com o Papai Chamber, quando esse decide colocá-lo na terapia e assim congelar o fundo de investimento durante seis meses, solução dada para o filho finalmente amadurecer e aprender a lidar com o seu legado. Evan finalmente quebra as correntes, porém trava uma batalha ao dizer que preferia usar seu dinheiro para comprar novos pais, pois os que ele tem estão mais para investidores do que para pais efetivamente. GO EVAN, LIVE YOUR LIFE!!!!! Outro ponto que pode se desenvolver de maneira positiva é a amizade dele com a Becca. Quem sabe teremos bons momentos entre eles, pois sabemos que eles tem uma história parecida, vivendo as sombras da fama e dinheiro dos pais.

Achei imprescindível o papel de Casey durante o episódio,  mesmo tendo dificuldades em lidar com o que aconteceu com Cappie e o fato de não ter Max ao seu lado, mostra-se muito madura e decidida a vencer, considerando também derrotar a Evil Frannie sempre renderá um saboroso V de vingança. Fantástico quando ela lança uma espécie de quizz a todos:– Who gives the most kick-ass parties at the CRU?  We….and what is the most kick-ass partie that you ever given? VESUVIO’S.. and what do we need to bring Vesuvio’s back? $$$$$.. and when we gonna get that money??? Cri cri cri…

Spencer Grammer prova mais uma vez ser uma verdadeira “front-lady”, mixando seu carisma com o poder de persuasão. Nunca me imaginei elogiando-a review após review, mas ela tem feito por merecer e acredito que tenha crescido muito como atriz e consequentemente trouxe algo diferente a sua personagem. Levei certo tempo para perceber, mas ela tem uma expressividade muito forte, na qual fica evidente mais ainda em sua cena final. Por uma fatalidade, o carro alegórico quebra e ela por instinto clama pelo nome de Cappie. Achei hilário quando ele pergunta sobre o seguro, vemos que Casey nem lembra dessa hipotése, deixando-o  louco com mais uma aproximação. Entrei quase em parafusos com o intenso diálogo dos dois, os intermináveis “STOP this thing and  STOP that thing”,  provando mais uma vez que eles são disparadamente o casal destinado da série, transbordando química a cada cena. Sinto dizer Max, mas acho que você irá rodar dessa vez….. E que venha o season-finale.

Nota: 9,0