Lista: Cinco razões que fazem de Heroes uma má série!

Junho 20, 2009

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Com uma fanbase espalhada por todo o mundo, que se infiltra em qualquer sociedade, em qualquer família (falo com conhecimento de causa), Heroes é uma das séries mais controversas da actualidade. Os fãs, cegados com a primeira temporada, ainda não recuperaram a visão e continuam a elevar a série. O que é verdade é que ela perdeu a qualidade que demonstrou na primeira época, devido aos vários erros que aconteceram durante as temporadas posteriores. A série poderia ter sido uma daquelas que ficam na memória por anos a fio, devido à sua inteligência, a intriga, entre outras coisas, mas não ficará, pois teve uma queda abrupta. E, se isto não basta-se, nunca se sabe se a criação de Tim Kring atingiu o fundo do poço ou ainda há mais para descer. Os principais erros que até agora foram cometidos estão aqui, pois o que ainda está para vir está no segredo dos deuses.

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É impressionante a forma como as viagens temporais em Heroes conseguem ser ridículas. Na primeira temporada conseguiram inicar esse tema muito bem, com a chegada de um Hiro do futuro para ajudar o Peter. Contudo, no volume Villains isso já não correu tão bem e apenas conseguiram cair mais na minha consideração. De uma forma simples, o que os produtores fazem é como dar um rebuçado a uma criança e tirá-lo antes dela poder comê-lo. Não tem nada pior que desfrutar de um episódio (como o caso do 3.04), tendo este uma grande de adrenalina e reviravoltas, e perceber que o futuro lá mostrado só serviu para preencher quarenta minutos da série. Ainda estou à espera de um Sylar casado ou de um Hiro em guerra com o Ando, mas acho que isso nunca acontecerá. Por fim, não podia deixar de mencionar as constantes mudanças de personalidade da Claire, Nathan, Peter, entre outras personagens, mudanças essas que se interligam com esse tal futuro nunca alcançado.

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Vamos lá fazer uma contagem. Quantas personagens é que já morreram em Heroes? Então vamos lá começar. Noah Bennet. Ah, pois é… esse voltou. O Nathan Petrelli, o senador já morreu, mas está vivo: é o que se chama reencarnação. O corpo é o de Sylar, segundo parece; outro que não conta. Vamos passar para as personagens de Ali Larter. Parece que Tim Kring tem uma paixão pela loira, mas não gosta de a ver sempre de igual, por isso mata-a várias vezes, mas ela ressurge sempre, como outra pessoa. Já são três personalidades encarnadas, e de caminho já consegui apanhar Tara no número de pessoas num só corpo, é o que se chama múltipla personalidade! Depois temos Daphne, o que dizer da amante de Parkman? Dispararam sobre ela, todas as pessoas viram que ela levou com algumas balas no corpo, mas era uma ilusão de óptica?! Ela fugiu de quase todas à velocidade da luz, mas foi apanhada por uma. O seu regresso foi curto, mas ainda teve tempo para regressar. E falta falar de Sylar: a personagem de Zachary Quinto já teve a morte à porta uma data de vezes. Uma delas sobreviveu por ter mudado o seu cérebro, e agora está vivo, mas ao mesmo tempo morto. Mas parece que não está morto, mas sim adormecido, para certo dia ser beijado pela Claire e acordar.

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Após contar o número das personagens “não-mortas”, vamos fazer uma contagem de personagens existentes em Heroes. São 91 actores que participaram, no mínimo, em 3 episódios, 41 actores em, pelo menos, 7 episódios. Entre eles estão Jack Coleman como Noah Bennet, Hayden Panettiere como Claire Bennet, Greg Grunberg como Matt Parkman, Adair Tishler como Molly Walker, a menina GPS, Thomas Dekker como Zach, o amigo inseparável de Claire (?), Richard Roundtree como Charles Deveaux ou até o Detective Bryan Fuller, interpretado por Barry Shabaka Henley (isto não e brincadeira). É uma lista comprida, do qual já se riscaram vários nomes. O poder mais castigado é o de desenhar o futuro. Já foram para as alminhas nomes como Isaac Mendez e Usutu, o pintor do deserto. Depois temos a excelente Veronic… ups… Elle Bishop, interpretada pela genial Kristen Bell. Esta é que podia ser ressuscitada, mas pronto. Ainda restam aquelas personagens que não morreram, mas também não estão no elenco. As histórias que ficam por contar são muito, contudo, vamos lá criar mais umas quantas. Que tal inventar uma tia para Peter, que utilizamos quando quisermos neve no Verão, mais uns quantos vilões, para o Sylar poder ter um bocado de comida fresca. E, se ainda tivermos tempo, colocamos mais algumas para apimentar as coisas. Vamos dar trabalho a actores, vamos encher a audiência com novas personagens! E numa contagem (bem) por alto, o número de personagens “principais” que resistem são 11. Um pouco a mais, não acham?

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O elenco de Heroes começa a ficar famoso. Depois de ter feito parte da lista dos piores elencos das séries, chega a vez de voltar a figurar negativamente também nessa. Coloquei a foto do Milo Ventimiglia porque na minha opinião ele não tem qualquer valor para ser considerado o protagonista de Heroes. Aliás, quase todo o elenco da série deixa a desejar, como por exemplo a Hayden Panettiere (Claire), com a sua forma de ser sempre preocupada e o Greg Grunberg com a sua maneira irritante de ouvir os pensamentos das pessoas. Outros actores e actrizes como a Ali Larter e o Zachary Quinto são extremamente prejudicados pelo mau guião (roteiro para os brasileiros) que o Tim Kring e a sua equipa lhes oferecem, pois tenho plena consciência que tanto um como o outro são bons actores. Para piorar a situação, essa mesma equipa tem a proeza de matar os melhores intérpretes que a série teve, tais como a Kristen Bell (Elle) e a Brea Grant (Daphne). Nem mesmo a participação de Zeljko Ivanek foi suficientemente forte para melhorar o meu ponto de vista acerca desse assunto.

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Falar de Heroes sem falar dos erros de continuidade, é como ir a Roma e não ver o Papa. Os erros de continuidade são uma constante na série dos heróis, e não há nada que mude. São personagens que escrevem BD’s durante a sua estadia no mundo dos mortos, são as famosas ressurreições, já aqui faladas, e que fecham vários buracos, são personagens que têm amnésia passageira (Dr.Suresh Sénior, que não se lembra da estadia em Coyote Sands). Poderíamos aqui continuar o resto do dia, mas acho que já perceberam aonde quero chegar. Heroes, se for bem explorado, seria uma mina de erros de continuidade. O que chateia é ver depois aquelas promessas pomposas que a fase má de Heroes vai passar, que tudo não passou de um equívoco, que tudo voltará a estaca zero. Os argumentistas não se lembram do que já fizeram, e por isso toca a escrever uma coisa totalmente contrária. É como fazer um quadro, e logo depois pintar por cima uma coisa totalmente diferente. É difícil dar uma continuidade à história dos heróis? Não me parece, mas talvez os argumentistas de Heroes tenham sido afectados por um certo vírus que leve a amnésia passageira. Vamos lá ver se arranjam a cura.

Esta lista foi uma ideia do Aguerra, que também colaborou activamente para a elaboração da mesma.


Burn Notice (3.02) – Question and Answer

Junho 20, 2009

burn-notice112Após um começo de temporada que serviu para abrir os horizontes do que aí vem, Question and Answer faz jus ao título. Coloca algumas perguntas, dá poucas respostas, mas dá algumas. E, para fazer também jus ao título, vou analisar de forma diferente este episódio.

Questions:

  • Já sabemos o arco de, se não toda, parte da temporada. A continuidade da história girará em torno da nova detective. A detective Paxson promete ser o pior pesadelo de Michael. Primeiro porque Michael já não está protegido por nenhuma agência, ou seja, tudo o que fizer será da sua responsabilidade. Depois porque em nenhuma temporada da série Michael Westen tinha a polícia a vigiar alguns dos seus passos. E, da forma como isto está a desenvolver-se, não me admiraria que os agentes do FBI voltassem a mente dos espectadores da série, mas agora em forma de mulher. Agora ficam duas perguntas no ar: quando e como o Michael se livrará desta praga? E se nenhuma destas tiver resposta, surge duas hipóteses: O regresso de Michael a sua “ex-empresa”, aceitando a proposta que a administração lhe estendeu ou o regresso de Michael a espionagem. Acredito mais na primeira.
  • Segunda questão que este episódio coloca: O regresso de Michael a base de dados promete trazer velhos conhecidos a série. Depois de no primeiro episódio termos um desses regressos, e agora com o aparecimento da polícia, acho que não demorará muito mais que apareçam antigos companheiros de profissão de Westen. Agora vamos ver se virão para dar uma ajudinha com a polícia, arranjando ainda mais problemas a esta, ou se virão dar uma ajudinha à polícia. E agora aposto na segunda, pois não me parece que Michael Westen tenha deixado grandes amigos durante a sua estadia no mundo da espionagem. E se os deixou, já vimos que alguns podem mudar de ideias.
  • Terceira questão, a eterna questão: A guerra está acesa entre Michael e Fi. Já sabemos que isto nem vem andar para a frente nem para trás, e se andar para a frente é a “passinhos de bebé”. O desenvolvimento desta parte da série é feito muito lento, mas dá sempre para termos em todos os episódios um pouco de picardia entre os dois enamorados. Nada que não se resolva até ao final da série.

Answers:

  • Apesar de não ser bem uma resposta, podemos incluir aqui o caso da semana. De novo um rapto, de novo a resposta de Michael, com a usa genialidade. Um contra-interrogatório é o truque desta semana. Claro que tinha de sair tudo as mil perfeições, mas quando se trabalha com Sam, nada poderá sair mal. O miúdo é salvo, os criminosos nem sabem o que lhes atacou. Claro que depois Sam resolve tudo ao tiro, mas isso é outra história. Burn Notice trás de novo uma história que consegue prender-nos ao ecrã, de novo com a temática do filho, uma situação que é familiar a Michael.
  • A outra resposta que este episódio trás é que Michael consegue resolver os seus problemas, mesmo quando está a ser vigiado. Se não entra pela porta, vai pela janela. Quando não há janelas, abre-se um buraco, e tudo fica resolvido. A pergunta era fraca, pois saberíamos que a mente de espião conseguiria resolver o primeiro problema colocado pela detective. Os seguinte poderão ser mais difíceis de resolver.
  • E a última resposta vem em dois pontos: a primeira é saber que também o espião faz anos. Se, durante missões, ele telefonava a mãe a desejar os parabéns, agora acontece o oposto. A segunda é que Madeline tenta reparar os erros do passado no presente. Uma festa nunca tinha havido, e agora chega a altura de Madeline tentar ser a mãe presente de Michael. Acho que vai um pouco tarde.

Não tão bom como o primeiro, mas este segundo episódio de Burn Notice serviu de ponte de ligação para o resto da temporada. Foi um episódio um pouco calmo, mas que serviu para uma introdução mais completa da terceira temporada. E que agora venha a diversão.

Nota: 8,4