Mad Men – Primeiras Impressões (1.01/02)

Junho 21, 2009

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Eu admito. Nunca tinha visto um único episódio da série mais premiada neste último ano. Nem uma olhada sequer. Sabia a premissa da série, já tinha ouvido elogios, mas nunca tinha pensado ver a série. Surgiu agora a oportunidade, e como o Portal estava órfão dos reviews da série, fiz as duas coisas. Comecei a ver a série para que, quando voltar para a sua terceira temporada, já tenha reviews aqui.

E agora com dois episódios passados o que posso dizer da série da AMC? Para começar por admitir que nunca tinha ouvido falar da emissora de cabo. Quanto a série, para quem não sabe, passa-se nos anos 60, em Nova Iorque, e retrata a vida de uma agência de publicidade, Sterling Cooper, principalmente de Don Draper, o director de criação, interpretado por Jon Hamm.

Os dois primeiros episódios dão para ter um cheirinho do que será a série. Uma caracterização da sociedade americana dos anos 60, tocando em temas sempre actuais, como o tabagismo e o sexismo, mas visto de outro prisma. Para além disso, vemos a sociedade muito bem caracterizada, com excelentes pormenores, demonstrando o empenho dos criadores em recriar o ambiente nova-iorquino daquela época. E claro que uma série tem de ter drama. Em Mad Men não há falta de filões para explorar, e vindo do argumentista dos The Sopranos, este prometem ser muito bem explorados. Para que não falta-se mais nada, temos excelentes interpretações, que conseguem trazer ainda mais realismo a série.

Mas a perfeição ainda não foi atingida. Como a maior parte das séries das televisões de cabo, a série é um pouco lenta. Eu nem sou muito queixoso nesta matéria, pois é uma coisa à qual me consigo adaptar, mas falta um pouco de acção a série.

Concluindo, a série promete muito nestes primeiros episódios, e espero que os prémios já ganhos vejam a ter correspondência durante o resto da temporada. Vamos ver o que sai de Mad Men.

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Harper's Island (1.10) – Snap

Junho 21, 2009

snapshot20090621214023A recta final aproxima-se e, como seria de esperar, as respostas começam a ser dadas. Antes do grande acontecimento final, é importante falar do que aconteceu até lá, começando pela ideia de Henry em sair da ilha através do barco do Jimmy. Era mais que óbvio que qualquer coisa iria acontecer, e quando vejo a doca toda a explodir a minha suspeita de que o Jimmy seria o assassino ia por água abaixo. Contudo, ele sobrevive à explosão (deve ter saltado para a água), mas não deixa de ser misteriosa essa ressurreição. Eu acho que o Jimmy continua a estar envolvido com todos esses homicídios, e nem a descoberta final me deixa pensar o contrário.

Depois dessa cena da doca, os sobrevivente voltam a ter que se esconder e desta vez o local é um bar. Interessante como as pessoas da ilha desapareceram de um momento para o outro (estou a ser irónico, é apenas um erro daqueles que escrevem a série), pois já não se vê ninguém além da Nikki, Shane, Jimmy e a Maggie que seja habitante da ilha. Aliás, será que todos os polícias foram mortos? Ninguém deu já pelo incidente da prisão? Mas deixemos as coisas más para o review geral da temporada e falemos daquilo que me faz viciar em Harper’s Island.

A morte da Maggie foi uma das que eu menos estava à espera. Quando ela saiu do bar por vontade própria depois do Cal e do Sully dizerem que vão até ao outro barco, pensei logo que ela era a assassina, e isso não era assim tão improvável. Contudo, o enforcamento voltou a estragar as minhas teorias. Depois de uma série de acontecimentos, como o Cal ser baleado e o Jimmy ter chegado num carro, Abby percebe que o pai está no hotel e ela tem que enfrentar. Contudo, ela não sabia qual dos pais é que era o verdadeiro serial killer: seria o biológico ou o adoptivo?

E foi então que numa cena bastante emocionante entre Abby e o Xerife que ficámos a conhecer que o responsável por toda essa perseguição é o mesmo que o fez há sete anos atrás: John Wakefield. A produção pecou por ter escolhido um actor relativamente conhecido para fazer esse papel, pois seria um pouco óbvio que o Callum Keith Rennie (o Leoben de Battlestar Galactica) não iria pousar apenas para umas fotos de jornais. Contudo, não deixou de ser uma agradável surpresa toda aquela tensão que marcou o melhor final de um episódio de Harper’s Island até agora.

Nota: 9,0


Burn Notice (3.03) – End Run

Junho 21, 2009

3.03eOu eu tenho um dedo que adivinha, ou isto já era esperado. Michael, após sair da sombra da agência, fica a caça dos tubarões. E o primeiro a sair na rifa é um antigo inimigo, mais precisamente Brennen. Recrutado do episódio 2.15, Brennen foi um dos muitos a quem Michael deu a volta, neste caso quando ajuda a sua ex-noiva a recuperar o seu filho. O homem de cabelos grisalhos regressa de novo, mas agora já com preparação, para não ser apanhado desprevenido pela inteligência de Michael Westen. Quem também regressa neste episódio é Nate, e qualquer episódio que meta o Westen mais novo promete ser do melhor que há. As expectativas não foram desfraldadas, pois o episódio foi cheio de acção, ritmo e suspense. O que se pede a um grande episódio de Burn Notice.

A vida já corria mal a Michael Westen, com a polícia atrás dele, e agora começou a complicar-se ainda mais, com o rapto do seu irmão. Brennen preparou bem a lição, estudou bem os pontos fracos do ex-espião, e delineou o plano para que tudo corresse de feição. E tudo começa a correr como o plano, com Westen a concordar trabalhar para Brennen. Claro que o comboio começa a sair dos carris durante as várias missões que proporcionam momentos de acção, inteligência e riso. Nada melhor que aprender a fazer uma antena receptora enquanto se tenta assaltar um escritório, ou aprender os vários usos de uma chave de roda. Para além disso, o momento em que Michael obriga o apaixonado de armas a acabar de contar até dez é do melhor que há em termos de humor. Mas tudo acaba devido a perspicácia de Michael, que, como quase sempre, joga as cartas nos momentos certos, sempre com a ajuda dos seus compinchas, agora com mais um ajudante, o lavador de dinheiro Barry. Com o seu sotaque inglês ajuda Michael a safar de uma alhada grande, com a promessa de Brennen vir atrás de todas as pessoas que ama, se acontecer algo a sua filha. Esperemos que regresse, pois até agora a sua presença tem significado grandes episódios.

Quem continua a atormentar a vida de Michael é a detective Paxson. Começou por importunar o seu irmão, que nada sabia das actividades extra-curriculares do irmão mais velho. Com o cerco a apertar, Michael decide mexer-se, e começa a tentar arranjar forma de fugir ao radar da detective. O primeiro paço é tentar arranjar uma ligação com alguém importante. Aqui entra Barry, que tem a função de criar uma conta com alguém do escritório do perfeito, para além de receber o aviso de não abrir a boca, algo que deverá estender-se a Seymour um dia destes. Barry lá faz a sua magia e, para além de ser uma ajuda vital no caso, consegue que o ajudante da detective seja suspenso. Dois coelhos com um só tiro. Claro que a detective promete vingança, mas parece que Michael não lhe vai dar descanso enquanto não a tiver fora de vista. E, com ela cada vez mais perto, parece que a manobra de distracção de Michael não ficará muito tempo na gaveta.

Num episódio que consegui trazer o que há de melhor em Burn Notice, a série passada em Miami continua a demonstrar que não deixa por mãos alheias a diversão que lhe é pedida, prometendo trazer ainda mais neste Verão (Inverno no hemisfério sul).

Nota: 9,5


Estreias TVP: Crusoe na FOX

Junho 21, 2009

crusoeBaseada no grande romance e clássico da literatura mundial de Daniel Dafoe, “Robinson Crusoe”, esta nova série vai transportar-nos para uma época cheia de histórias, viagens e fantásticas aventuras. Envolta numa acção que retrata o período dramático do século XVII, ‘Crusoe’ dá também uma visão mais contemporânea de relações inter-raciais e inter-culturais. ‘Crusoe’ estreia hoje na FOX, dia 21 de Junho, pelas 21h30 e conta com a participação do actor português Joaquim de Almeida.

Este drama explora os perfis e desafios pelos quais tem de passar o mais famoso náufrago do mundo, Crusoe (Philip Winchester), e o seu amigo Friday (Tongavi Chirisa). Ambos vão ter de lutar pela sobrevivência numa ilha deserta com pouco mais do que a vontade de espírito e esperança de liberdade. Enquanto tenta enfrentar milícias de saqueadores, canibais esfomeados, gatos selvagens e tempestades apocalípticas, Crusoe sonha com o dia em que vai estar de novo reunido com a sua família.

Tendo a liberdade total para ser vanguardista e se desenvolver intelectualmente, Crusoe vai além das limitações e vínculos que o estilo de vida do século XVII acarreta, construindo uma moderna e alternativa casa nas árvores de maneira a evitar e a controlar os seus inimigos. Por outro lado, a intensa amizade entre Friday e Crusoe é continuamente levada ao limite quando novas oportunidades de sair da ilha, e as novas pessoas que vão conhecendo, estão constantemente a desafiá-los a escolher entre a lealdade e a liberdade.

Uma impressionante série repleta de aventuras, desafios, relações humanas e história, que promete dar que falar e conquistar o público. Para além dos protagonistas Philip Winchester e Tongavi Chirisa, ‘Crusoe’ vai também ter as participações de Sam Neil (Jeremiah Blackthorn), actor que entrou no filme ‘Jurassic Park’ e do actor português Joaquim de Almeida no papel de Santana, o capitão da guarda espanhola.

‘Crusoe’ é uma criação de Stephen Gallagher também ele produtor executivo em conjunto com Jean Bureau, Justin Bodle, Genevieve Hofmeyr e Michael Prupas. É uma produção da Power, Muse e Moonlighting Films.

Título Original: ‘Crusoe’
Género: Aventura / Drama / História
Episódios: 13 episódios de aproximadamente 60 minutos
Autor: Stephen Gallagher
Elenco: Philip Winchester, Tongai Arnold Chirisa, Anna Walton, Sam Neil, Mía Maestro, Mark Dexter
Produtores Executivos: Jean Bureau, Stephen Greenberg, Justin Bodle, Genevieve Hofmeyr, Michael Prupas
Produção: Moonlight Films
Prémios: Vencedor do Motion Picture Sound Editors, USA

ESTREIA: Domingo, dia 21 de Junho, às 21h30
Emissão:
Domingos, às 21h30
Repetição: Sábados, às 02h05 e Domingos, às 16h05


Promo: BSG – The Plan

Junho 21, 2009

Reaper (2.13) – The Devil and Sam Oliver

Junho 21, 2009

2.13Infelizmente Reaper chegou ao seu final e de uma maneira que os fãs ficaram bastante decepcionados com tudo o que aconteceu no episódio 2.13 – The Devil and Sam Oliver. Falando primeiramente o que menos interessou nesse episódio para mim foi a história que envolveu Ben (Rick Gonzalez) e Nina (Jenny Wade) e o retorno de sua avó (Lupe Ontiveros). Em uma tentativa de se entender com Ben, sua avó convidou ele e Nina para um jantar na casa dela, que depois descobrimos ser uma desculpa para fazer com que Padre O’Malley (Timothy Webber) exorcizasse o demônio dentro dela. Com a negativa de Ben, sua avó resolveu excluí-lo da família e isso deixou Nina triste a ponto dela concordar em fazer esse exorcismo, só que ela escondeu de Ben, revelando apenas em uma carta deixada para ele e que Sock (Tyler Labine) abriu para ler, foi que ela provavelmente seria mandada de volta para o Inferno e nunca mais eles ficariam juntos. Detalhe que Sock estava tomando um refrigerante no momento em que lia a carta, só que ele não viu que tinha um sapo dentro do copo e enquanto ele dirigia para a casa da avó de Ben, ele começou a ter alucinações e quando chegou ao local era ele quem parecia “estar possuído” e o padre fez o exorcismo nele, livrando Nina dessa.

Nesse episódio também tivemos o confronto final entre Sam (Bret Harrison) e o Diabo (Ray Wise), já que com a ajuda de Steve (Michael Ian Black), que no inicio do episódio estava cuidando da desastrada Mary Path (Rachel Cronin), uma nova funcionária da Work Bench, Sam conseguiu traduzir o pergaminho que seu pai (Andrew Airlie) conseguiu no Inferno. Sam precisava encontrar alguma coisa na qual fosse bom o bastante para desafiar o Diabo e achou no “jogo das moedas” a melhor chance de conseguir sua alma de volta. Após proferir o encanto, Sam e o Diabo disputaram uma rodada na qual terminou empatada, mas Sam não sabia que através do encanto ele teria apenas 1 chance e sendo assim sua alma continuaria sendo do Diabo até que alguma coisa que fosse do interesse dele permitisse que Sam tivesse outra chance de desafiá-lo. O pergaminho que Steve traduziu tinha um pequeno detalhe que Gladys (Christine Willes) descobriu e que faria com que Sam ganhasse sua disputa: trazer junto com ele algo que refletisse a imagem do Diabo e tirasse sua concentração, já que ele é muito vaidoso com sua aparência.

Sam ficou muito triste por ter perdido sua chance e foi aí que Andi (Missy Peregrym) se tornou muito importante nesse episódio. Com a ajuda de Gladys, ela se encontrou com o Diabo e ofereceu sua alma como garantia para que Sam tivesse sua revanche contra ele. Chegou o momento da verdade e para que tudo saísse como planejado, Sam levou uma mesa de vidro para refletir a imagem do Diabo e distraí-lo, e conseguiu já que ele apenas acertou 1 de 5 moedas e acabou quebrando o copo em um momento de raiva. Quando Sam foi pegar outro para continuar a disputa, Steve apareceu para ele e sem motivos algum pediu desculpas e em seguida quebrou a mão dele, impedindo que ele ganhasse a disputa. Fiquei sem entender o motivo dele ter feito isso justamente no momento em que ele livraria Andi de perder sua alma e ainda por cima ganharia sua alma de volta e no final fique ainda mais confuso por ele não ter explicado totalmente o que levou ele a fazer aquilo, dizendo apenas que as ordens vieram “lá de cima” e que “os céus agem de formas misteriosa”. Após dizer isso, Steve, que havia ganhado suas asas de volta, subiu aos céus sob o olhar de Sam e Andi, que agora tem suas almas presas ao Diabo e sem nenhuma perspectiva de recuperá-las tão cedo, mas pelo menos para o casal isso serviu para que eles se unissem ainda mais e encontrassem na infelicidade de perderem suas almas, um motivo para ficarem juntos não importe as dificuldades que apareçam pelo caminho. Só queria que Reaper não tivesse acabado dessa forma, sem uma explicação melhor sobre os caminhos que a série teria caso fosse renovada para sua 3ª temporada, mas infelizmente isso não foi possível e o show chegou ao fim, uma série excelente que sabia muito bem como misturar comédia, dramas de relacionamentos e ação das caçadas de Sam e seus amigos pelas almas fugitivas do Inferno. Ficará na memória de todos os fãs essa série e resta apenas comprar os DVD’s para matar a saudade dessa turma.

Nota: 9,2