Bryan Fuller sai de Heroes

Junho 22, 2009

Sem títuloSegundo o site inglês Digital Spy, Bryan Fuller saiu de Heroes onde fazia parte da equipa de argumentistas. O escritor de trinta e nove anos foi uma peça importante para a montagem da elogiada primeira temporada da série, mas acabou por abandonar esse projecto para se dedicar à sua nova criação de 2007: Pushing Daisies.

Mas quando Pushing Daisies foi cancelada no final do ano passado pela ABC, Fuller voltou a Heroes para ajudar a revitalizar o programa de Tim Kring, e notou-se melhorias no episódio que ele escreveu (Cold Snap, Volume quatro). Além disso, o escritor ainda ajudou nas ideias para o quinto volume que estreia no segundo semestre de 2009.

Segundo algumas fontes, Fuller decidiu abandonar Heroes na semana passada para se concentrar em novos projectos para a NBC. Ele já tinha expressado o seu interesse em criar uma nova série da saga Star Trek, mas não se sabe se vai ser esse a sua nova criação.


HBO lança trailer de 'The Pacific'

Junho 22, 2009

LogoEsta nova minissérie da HBO vai narrar a vida de vários soldados quando estes estavam na Segunda Grande Guerra Mundial, mais própriamente no Pacífico. As semelhanças com ‘Band of Brothers’ são muitas, tais como a época da história e os produtores: Tom Hanks e Steven Spielberg voltam a encontram-se em The Pacific’ depois do sucesso que foi Band of Brothers em 2001. Além disso, esta minissérie também será composta por dez episódios e vai ao ar apenas em 2010. Os protagonistas são Robert (James Badge Dale), Eugene (Joe Mazzello) e John Basilone (Jon Seda), sendo esses aqueles em que a guerra, as emoções e a coragem se vai incidir mais. Sem mais demoras, podem ver o trailer que foi divulgado hoje pela HBO.


The Office – Quinta Temporada (2008)

Junho 22, 2009

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Essa temporada de The Office surpreendeu. Após cinco anos no ar, essa história sobre funcionários de uma empresa de papel não parecia mais ter muitas coisas novas a serem exploradas. Tanto era verdade, que logo no início da temporada os episódios duplos – com uma hora de duração – logo foram abandonados por não conseguirem manter os episódios da série no mesmo nível de roteiro que os de suas temporadas anteriores. Outro indício de que a série estava começando a se repetir era a volta constante de personagens que há muito tempo não nos faziam rir como deveriam: Ryan e Jan. Ryan, por um lado, voltou para servir de piada durante um episódio, porém nos seguintes ficou mais que claro que sua presença era irrelevante e ele acabou deixando a Dunder Mifflin tão discretamente, que se quer sentimos falta – voltando apenas no auge da temporada, fazendo sua presença ser realmente útil à história naquele novo contexto. O caso de Jan também não foi muito diferente, a personagem que nunca conquistou a simpatia do público estava mais distante ainda de nos causar risos, já que não havia mais laço algum que a ligava a Michael – nem mesmo seu bebê, que não era, no fim, filho de Michael -, e felizmente os roteiristas tiveram o bom-senso de tirá-la de cena para que pudéssemos curtir a grande novidade da temporada: Holly Flax.

A personagem interpretada por Amy Ryan – ganhadora do oscar de atriz coadjuvante por Gone Baby Gone (2008) – chegou em The Office para marcar uma temporada, e para provar que ainda havia muita história inteligente para sair da cabeça dos roteiristas. Holly era tudo aquilo que Michael sempre procurou em uma mulher, justamente por ter um senso de humor e a maneira de pensar muito parecida com a dele, o que tornou esse casal o mais inusitado e divertido da temporada, aprontando novas cenas a cada episódio e realmente deixando saudades quando a separação surgiu para acabar com a relação dos dois. No episódio finale dessa temporada pudemos ver a dinâmica da dupla novamente, só que mais para nos mostrar que a participação da personagem na série está mais que terminada que para nos deixar algum gancho sobre a possível volta dos dois.

Ainda com relação às novidades inovadoras da temporada tivemos a péssima tentativa de dividir o show em dois núcleos, o de Scranton e o de Nova York – onde Pam estava fazendo um curso de Design. Infelizmente foi nesse ponto que a temporada mais deixou a desejar, e por ter sido logo no início colocou a espectativa de que a temporada pudesse ser boa lá embaixo, porém felizmente o curso em breve terminou e novamente com a turma reunida a série encontrou seu rumo nos levando ao seu ápice: a Michael Scott Paper Company.

No início todos imaginavam que a demissão de Michael não iria durar mais que dois episódios, por isso a surpresa foi ainda maior quando nos deparamos com o que estava planejado para a série: uma sequência de quatro episódios retratando o início de uma outra companhia, fundada por Michael e contando com o apoio de Ryan e Pam (agora vendedora ao invés de recepcionista). Ao contrário do que poderia parecer, Dunder Mifflin não foi abandonada em prol da Michael Scott Paper Company, ambas as empresas conseguiam a cada episódio manter um nível de comicidade incrível, lideradas sobretudo por Steve Carrell, no papel de Michael, e Rainn Wilson e Ed Helms, nos papéis de Dwight e Andy Bernard – aliás, este é um personagem que cresceu muito nessa temporada, mostrando todo um potencial cômico quando em cena com Dwight, principalmente se o motivo da encrenca tinha um nome: Angela.

É claro, contudo, que “tudo o que é bom dura pouco” e assim chegamos aos três episódios finais da temporada voltando a rever Michael na gerência da Dunder Mifflin, porém com ligerias diferenças: o retorno de Ryan – já desisti de tentar contar quantas vezes esse personagem sai e volta em cena – e, principalmente, Pam em um novo cargo na empresa: a de vendedora, o que abriu espaço para que outra personagem entrasse na série: Kelly, a recepcionista. Ficou claro que a série não terminou sua temporada com episódios muitos inspirados, porém também não se pode esperar que o roteiro da série seja o tempo todo genial. Com isso, chegamos ao fim do episódio 26 com a sensação de que tivemos o suficiente de risadas e emoções para uma belíssima temporada, que não deve ser ignorada nas premiações voltadas para a televisão neste ano. Agora já fico na curiosidade de saber o que os roteiristas vão tirar da cartola quando a série voltar em setembro, e a série só não leva cinco estrelas pelos pequenos deslizes que cometeu no início de sua temporada.


In Treatment – Week 7

Junho 22, 2009

Confiram o review da última semana dessa maravilhosa segunda temporada de In treatment, e justamente por ser essa provavelmente a última vez que veremos esses personagens, resolvi caprichar nos textos, que acabaram ficando um pouco extensos demais, e já me desculpo antecipadamente por isso.

snapshot20090622001211In Treatment (2.31) – Mia – Segunda, 7:00 AM

Última semana de In Treatment, e, assim como na temporada passada, novamente encontramos alguns personagens se despedindo de Paul, ou seja, deixando a terapia por terem resolvido a maior parte de seus problemas, assim como Mia, que anunciou ser aquela sua última sessão. Mas esperem um minuto, estamos falando da mesma Mia do começo da temporada, certo? Definitivamente, e justamente por essa razão que ela decidiu se livrar da terapia – lugar onde estava começando a descobrir novas coisas sobre sua família –, por medo de acabar mais miserável do que já se sentia – agindo exatamente do mesmo jeito que sempre agiu desde o início da temporada.

Mia sempre foi uma paciente escorregadia, com medo de enfrentar de cara seus problemas, sempre procurava os motivos mais ridículos para sair do assunto e se concentrar em outros pequenos problemas superficiais, que raramente tinham realmente a ver com ela – só pensarmos todas as vezes em que ela criticou Paul por ter tido um caso com Laura, por exemplo. Dessa forma, durante toda a temporada Paul se manteve cauteloso, avançando lentamente a cada consulta até que ele tivesse a oportunidade de colocá-la frente a frente com todos os seus problemas, o que de fato acontece no último episódio, quando desmistificou a imagem de seu pai “perfeito”.

Pode não ter sido um momento excelente para tal descoberta, afinal ela tinha acabado de descobrir não estar grávida, mas certamente era a única maneira de fazê-la perceber a necessidade de que ela confronte esses assuntos indesejáveis para conseguir se encontrar nessa vida. Porém, claro que Mia não percebeu isso e passou o episódio inteiro tentando fugir do assunto principal daquela conversa – ela –, acusando Paul das mais diversas maneiras por pura bobagem.

Brilhante, no entanto, saber que Paul já conhecia todos os problemas que interferiam na vida de Mia desde o início – a justificativa por não ter falado antes sobre todas aquelas revelações sobre seu pai, seu padrão de comportamento com os homens, e até mesmo seu trabalho foi justamente porque Mia nunca deu espaço para que Paul pudesse discutir essas coisas a sério com ela. Até aquele momento ela não estava pronta para discutir isso, e agora que está, resolveu fugir.

Ao ouvir tudo aquilo, desde as excelentes observações de Paul até a infantilidade com que ela tentou seduzir Paul – o que mostra não ter aprendido quase nada desses quase dois meses de terapia –, ficou mais que óbvio que Mia ainda precisa de tempo para resolver essas questões. Era isso ou apenas deixar que sua vida siga em frente, repetindo os mesmos padrões de sempre, com a diferente de que agora ela tem consciência de todos eles, mesmo contanto com a falta de conhecimento para poder superá-los. Oras, qualquer um consegue ver a melhor escolha nessa situação, não é? E foi justamente ela que Mia escolheu: continuar terapia, e dar uma chance a mais para si mesma de mudar a sua vida.

É provável que não encontremos Mia na próxima temporada – que tenho espero muito que aconteça –, porém tenho a impressão de que tudo o que podíamos arrancar de interessante dessa personagem já nos foi dado. E, nesse quesito, mais uma vez o roteiro da série está de parabéns, mesmo por aquelas semanas em que ela simplesmente nos dava um nó na cabeça de tão confusa e perdida, pois, no fim, eles souberam focar sua história naquilo que seria mais interessante em Mia, ou seja, sua jornada de autodescoberta e não efetivamente sua busca por resolver esses problemas, que agora fica para a imaginação de cada um – se é que alguém perderia tempo com isso.

Nota: 9.4

snapshot20090622001232In Treatment (2.32) – April – Terça, 12:00 PM

É sempre chato ver personagens que aprendemos a admirar deixarem as séries que assistimos. Mas é impossível dizer que alguém terminou o último episódio de April realmente triste. Sem dúvida a evolução dessa personagem,e também da interpretação da atriz, foi a melhor coisa dessa temporada, de tal maneira que quando encontramos April pela última vez agradecendo Paul por tudo o que ele fez por ela (ou a ajudou a fazer), anunciando seu desejo de ficar boa logo e, o melhor, revelando que seu câncer está diminuindo, só conseguimos é ficar felizes por essa personagem.

Apesar disso, é válido lembrar que sua história talvez tenha sido a que teve um final mais aberto. April nunca trabalhou verdadeiramente seu problema de não conseguir confiar em outras pessoas e abrir seus problemas para elas, come exceção de Paul.

É claro que é puro mérito dela ter se tocado que realmente precisava iniciar seu tratamento contra sua doença o mais rápido possível, ou mesmo ter, depois de tanta dor e dificuldades, ainda encontrar força e esperança de um dia melhorar e voltar a sua vida normal – mesmo que não se sinta mais a mesma pessoa –, mas a grande verdade é que se Paul não tivesse pressionado a garota tantas vezes ou mesmo tomando atitudes extremas, como quando contou de uma vez para sua mãe sobre a saúde da filha –, talvez estaríamos vendo um cenário totalmente diferente nesse fim de temporada. Um cenário trágico e triste.

Tendo isso em mente, e ainda lendo o agradecimento de Sophie por ter também salvado sua vida – aliás, belo momento para ser relembrada –, Paul certamente irá repensar sua tão segura decisão de abandonar a prática médica, feita na sexta-feira, por estar vivendo um mau momento tanto pessoalmente quanto com seus pacientes – certamente muito mais difíceis de se lidar que os da temporada passada. Se salvar a vida de duas garotas e lhes dar uma ótima perspectiva de futuro não significa nada, Paul realmente precisa continuar sua terapia, pois está mais perdido que todos os seus pacientes juntos.

Nota: 9.3

snapshot20090622001323In Treatment (2.33) – Oliver – Quarta, 16:00 PM

Na última semana, vimos Paul falhar terrivelmente como terapeuta ao deixar que a situação sobre o futuro de Oliver sair de seu controle – os pais do garoto tomaram as dicas de Paul para o lado errado e precipitadamente se decidiram por fazerem o garoto mudar de cidade –, o que também acarretou na perca de confiança de Oliver em Paul, que preso ao papel do terapeuta, não poderia oferecer mais que seu próprio ouvido ao garoto.

No entanto, foi nessa semana que as coisas foram consertadas. Não que os pais de Oliver tivessem mudado de ideia, ao contrário, Bess parecia ainda mais certa de que aquilo seria o melhor para ela e para seu filho, mas pelo menos Paul teve a chance de melhorar a situação dando dicas sobre como os pais deveriam agir naquele momento em favor de Oliver, e, o principal, Paul conseguiu recuperar a confiança do garoto, resumido em uma cena linda em que ele liga para Oliver e simula uma conversa que gostaria de ter diariamente com ele sobre como foi o dia dele na nova cidade.

Uma das histórias mais revoltantes da temporada, Oliver e seus pais extremamente egoístas deixaram a série de maneira pacífica, como se todos os problemas vividos pela família tivessem sido resolvidos. Isso, a meu ver, foi uma pequena falha, pois é evidente que não será apenas em uma sessão que Luke aprenderá tudo o que precisa saber sobre ser um melhor pai, ou mesmo fará Oliver conseguir superar o preconceito que sofre na escola por estar um pouco acima do peso.

É realmente uma pena que tudo tivesse que acabar tão repentinamente, evidenciando a necessidade de que a série precisava ter as duas semanas extras que lhe foi tirada nessa temporada – a primeira teve nove semanas. Porém o final pelo menos foi o melhor possível, não deixando as coisas tão bem resolvidas, porém também não tão abertas ao ponto de nos perguntarmos o que diabos poderia ter acontecido com Oliver sem os cuidados de Paul. Pelo menos agora sabemos que mesmo à distância Paul tentará acompanhar a vida do garoto de perto, a fim de ajudá-lo a superar todos os imensos problemas que foram jogados nos ombros de alguém que no fim é apenas uma criança.

Nota: 8.9

snapshot20090622001353In Treatment (2.34) – Walter – Quinta, 17:00 PM

Fechando a história de mais um de seus personagens, In Treatment mostrou o último episódio de Walter não como uma despedida, mas como o começo de uma nova etapa em seu tratamento. É claro que Walter, sempre relutante, tentou fugir dessa opção, e quis terminar a terapia naquela sessão mesmo – afinal, o motivo que o trouxe para o tratamento no início eram suas crises de ansiedade e sua insônia, ambas doenças que não o atingem mais. Porém, como bem lembrou Paul, esses problemas não foram resolvidos durante a temporada por causa do tratamento – de fato Walter foi um dos pacientes mais relutantes em aceitar as releituras de Paul sobre os fatos de seu passado e, por isso, pouco se avançou em seu tratamento -, e sim porque Walter acabou sendo demitido de sua empresa e com isso essas doenças se foram, mas em compensação novos problemas emergiram – como a tentativa de suicídio e o vazio, por pela primeira vez em sua vida não estar em comando de nada, nem mesmo da própria vida, que saiu dos eixos após sua demissão.

Calmamente, Paul demonstrou que apesar de parecer inútil a essa altura da vida, afinal, Walter não é nenhum jovem, valia a pena explorar esse lado de sua personalidade que foi sufocado desde a infância pelo tipo de cobrança que seus pais faziam dele – e que ele mesmo fazia de si mesmo, seja por se sentir culpado pela morte do irmão, ou mesmo por querer mostrar ser o filho que eles mais desejaram ter, o filho perfeito: responsável e trabalhador. E Walter finalmente pareceu aceitar essa proposta, talvez por ter finalmente percebido que não há mais nada que possa impedi-lo de dedicar um pouco de tempo a si mesmo – algo que nunca acontecia no período em que esteve no comando da empresa em que trabalhava.

Realmente, será uma pena não estarmos com Walter no momento em que ele se reencontrar consigo mesmo, e, por outro lado, será mais um motivo de orgulho para Paul – que até o momento estava questionado sua habilidade profissional. Bem, digo isso pois acredito que seguindo a linha da temporada anterior, a próxima – se houver – também irá abandonar os personagens antigos para nos apresentar novos, mas posso estar enganada. Mas aí fica a questão: vocês gostariam de ver Walter por mais uma temporada inteira?

Nota: 8.9

snapshot20090622001422In Treatment (2.35) – Gina – Sexta, 6:11 PM

Mais morno que seu episódio anterior, Paul trouxe uma péssima notícia para os fãs das sextas-feiras – dia em que podemos vê-lo confrontar e conversar com sua supervisora Gina -, pois a sessão serviu, basicamente, para que ele anunciasse seu desejo por terminar de vez sua terapia. Será essa a última vez que veremos Gina? Sinceramente eu esparo que não, mas não nego que um formato novo para o programa seja uma excelente saída para que a série não se torne repetitiva demais.

Eu disso novo formato? Pois é, o que ficou evidente nesse season finale, que não deixou gancho algum, diga-se de passagem, foi que os roteiristas quiseram deixar a série com todas as possibilidades abertas para uma próxima temporada, sem também não dar um desfeixo para a atual temporada – caso a série não seja renovada para novos episódios. Se por um lado a despedida de Paul de Gina sinaliza que talvez essa seja a última vez em que veremos tanto Gina quanto Paul – deixando implícito que após o evento cada um seguiu seu rumo como terapeuta -, também Paul demonstrou a sua ex-supervisora seu desejo de iniciar algo diferente, sendo duas coisas propostas: dar terapia em grupo ou ele mesmo virar um supervisor de terapeutas ainda inseguros quanto aos procedimentos de sua profissão. E ambos os caminhos me parecem promissores.

Mas, independente da escolha de Paul, esse planejamento sobre o futuro só demonstra uma coisa: Paul está muito longe de deixar o campo da psicologia – algo que foi posto em dúvida no episódio anterior, quando o personagem chegou a cogitar abrir mão de sua licensa e procurar outros meios de ganhar a vida. É claro que Paul ainda está longe de resolver sua própria vida e encontrar até mesmo algo ou alguém que diminua a solidão que sente aumentar a cada dia, mas não é por isso que ele deve se considerar um péssimo terapeuta, pois tudo indica que ele consegue sempre ajudar seus pacientes – com excessão das tristes personagens Laura e Alex, que pareceram sair mais prejudicados da terapia que se não tivessem começado a fazê-la. E, se ele não se sente mais confortável em lidar diretamente e tão intimamente com seus pacientes, então que pelo menos encontre uma outra atividade relacionada à essa área para fazer, pois ainda há muito que Paul pode fazer pelas pessoas.

Porém nem tudo foram flores nesse episódio final de temporada, pois a conclusão convenientemente rápida para o processo que Paul estava sofrendo deixou muito a desejar. Quer dizer que um dos pontos dramáticos mais interessantes da história dessa temporada se resolveu com um telefonema? Parece que os roteiristas da série não conseguiram planejar muito bem esse núcleo da história, que foi logo de início deixado no segundo plano e agora resolvido tão rapidamente. Mesmo assim, esse pequeno deslize na história não apaga o brilhantismo dessa segunda temporada que conseguiu ser infinitamente melhor que a primeira, com personagens mais profundos e com histórias mais interessantes. Resta-nos esperar que a série seja renovada para uma terceira temporada, para podermos conferir Paul por mais alguns episódios acompanhando mais um novo time de personagens, e excelentes atores, que transformam esse drama em um dos mais bem produzidos da tv americana atual. E que Emmys venham para In Treatment!

Nota: 9.0

In Treatment ainda não teve nenhuma confirmação de que possa ser renovada para uma terceira temporada, e o fato de também a história de sua segunda temporada ser baseada na série israelense Be’Tipul – que terminou após sua segunda temporada – nos faz ficar um pouco mais apreensivos, pois uma renovação significaria uma busca por uma nova gama de pacientes e situações completamente inéditas, o que, até mesmo para os excelentes roteiristas de In Treatment, seria um pouco mais trabalhoso que o que tem sido feito até o momento na série. Mesmo assim não custa torcer, pois devido ao reconhecimento do valor da série através de prêmios no ano passado, In Treatment pode ter alcançado um público maior com relação à temporada passada, o que certamente será tomado em consideração pela HBO antes de tomar qualquer decisão sobre seu futuro.