The Office – Quinta Temporada (2008)

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Essa temporada de The Office surpreendeu. Após cinco anos no ar, essa história sobre funcionários de uma empresa de papel não parecia mais ter muitas coisas novas a serem exploradas. Tanto era verdade, que logo no início da temporada os episódios duplos – com uma hora de duração – logo foram abandonados por não conseguirem manter os episódios da série no mesmo nível de roteiro que os de suas temporadas anteriores. Outro indício de que a série estava começando a se repetir era a volta constante de personagens que há muito tempo não nos faziam rir como deveriam: Ryan e Jan. Ryan, por um lado, voltou para servir de piada durante um episódio, porém nos seguintes ficou mais que claro que sua presença era irrelevante e ele acabou deixando a Dunder Mifflin tão discretamente, que se quer sentimos falta – voltando apenas no auge da temporada, fazendo sua presença ser realmente útil à história naquele novo contexto. O caso de Jan também não foi muito diferente, a personagem que nunca conquistou a simpatia do público estava mais distante ainda de nos causar risos, já que não havia mais laço algum que a ligava a Michael – nem mesmo seu bebê, que não era, no fim, filho de Michael -, e felizmente os roteiristas tiveram o bom-senso de tirá-la de cena para que pudéssemos curtir a grande novidade da temporada: Holly Flax.

A personagem interpretada por Amy Ryan – ganhadora do oscar de atriz coadjuvante por Gone Baby Gone (2008) – chegou em The Office para marcar uma temporada, e para provar que ainda havia muita história inteligente para sair da cabeça dos roteiristas. Holly era tudo aquilo que Michael sempre procurou em uma mulher, justamente por ter um senso de humor e a maneira de pensar muito parecida com a dele, o que tornou esse casal o mais inusitado e divertido da temporada, aprontando novas cenas a cada episódio e realmente deixando saudades quando a separação surgiu para acabar com a relação dos dois. No episódio finale dessa temporada pudemos ver a dinâmica da dupla novamente, só que mais para nos mostrar que a participação da personagem na série está mais que terminada que para nos deixar algum gancho sobre a possível volta dos dois.

Ainda com relação às novidades inovadoras da temporada tivemos a péssima tentativa de dividir o show em dois núcleos, o de Scranton e o de Nova York – onde Pam estava fazendo um curso de Design. Infelizmente foi nesse ponto que a temporada mais deixou a desejar, e por ter sido logo no início colocou a espectativa de que a temporada pudesse ser boa lá embaixo, porém felizmente o curso em breve terminou e novamente com a turma reunida a série encontrou seu rumo nos levando ao seu ápice: a Michael Scott Paper Company.

No início todos imaginavam que a demissão de Michael não iria durar mais que dois episódios, por isso a surpresa foi ainda maior quando nos deparamos com o que estava planejado para a série: uma sequência de quatro episódios retratando o início de uma outra companhia, fundada por Michael e contando com o apoio de Ryan e Pam (agora vendedora ao invés de recepcionista). Ao contrário do que poderia parecer, Dunder Mifflin não foi abandonada em prol da Michael Scott Paper Company, ambas as empresas conseguiam a cada episódio manter um nível de comicidade incrível, lideradas sobretudo por Steve Carrell, no papel de Michael, e Rainn Wilson e Ed Helms, nos papéis de Dwight e Andy Bernard – aliás, este é um personagem que cresceu muito nessa temporada, mostrando todo um potencial cômico quando em cena com Dwight, principalmente se o motivo da encrenca tinha um nome: Angela.

É claro, contudo, que “tudo o que é bom dura pouco” e assim chegamos aos três episódios finais da temporada voltando a rever Michael na gerência da Dunder Mifflin, porém com ligerias diferenças: o retorno de Ryan – já desisti de tentar contar quantas vezes esse personagem sai e volta em cena – e, principalmente, Pam em um novo cargo na empresa: a de vendedora, o que abriu espaço para que outra personagem entrasse na série: Kelly, a recepcionista. Ficou claro que a série não terminou sua temporada com episódios muitos inspirados, porém também não se pode esperar que o roteiro da série seja o tempo todo genial. Com isso, chegamos ao fim do episódio 26 com a sensação de que tivemos o suficiente de risadas e emoções para uma belíssima temporada, que não deve ser ignorada nas premiações voltadas para a televisão neste ano. Agora já fico na curiosidade de saber o que os roteiristas vão tirar da cartola quando a série voltar em setembro, e a série só não leva cinco estrelas pelos pequenos deslizes que cometeu no início de sua temporada.

0 respostas a The Office – Quinta Temporada (2008)

  1. antonio diz:

    Não vejo, mas se calhar devia, nao?… só vi os 2 primeiros episodios de todos (da 1ª temporada) e não gostei..parei logo ai!

    No entanto, agora ando a ver Parks and Recreation, e acho que até tou a gostar..e sei que são muito parecidos…

    • Marcia Silva diz:

      Antonio troque Parks and Recreation por The Office agora!!!!! ^____^ The Office é 10 vezes melhor que Parks, e você só não deve ter percebido isso pois viu apenas dois episódios da pior temporada da série, a primeira. É a partir da segunda que a série encontra sua identidade e passa a ser extremamente divertida. Vale a pena resistir aos seis episódios da primeira temporada. 😉

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