Buffy the Vampire Slayer – Segunda Temporada (1997)

Junho 27, 2009

Sem título

Angel: What’s happening?
Buffy: Shh. Don’t worry about it. I love you.
Angel: I love you.
Buffy: Close your eyes.

Existem séries que simplesmente devem ser vistas por toda a gente e Buffy é uma delas. Comecei a ver a primeira temporada quando o DVD estava já cheio de pó de ficar tanto tempo na prateleira sem ser usado e adorei, como podem ver pela crítica que está aqui. Foi no início de Fevereiro que comecei a ver a segunda época que é, para muitos, a melhor das sete existentes e a verdade é que se a primeira já é boa, a segunda temporada é simplesmente fenomenal. Buffy é uma série de culto e foi aí que percebi o porquê. Comecei a entrar no universo que tanta gente fala e a entender o porquê de ser uma das séries mais vistas, faladas e relembradas mundialmente. Joss Whedon criou um mundo completamente novo, um mundo em que eu já sinto que faço parte, um mundo fantástico e inesquecivel.

Depois de ter morrido por uns segundos e de ter passado o Verão com o seu pai em Los Angeles, Buffy Summers volta para o Sunnydale High School para novas aventuras com os seus amigos Xander e Willow. Eu como vi a temporada já há alguns meses não me lembro de muitos detalhes, mas um dos pontos fortes dessa temporada foi terem explorado muito a relação entre a protagonista e Angel, o seu amado vampiro. Eu gosto dos desenvolvimentos lentos que existe nesta série e tudo foi construido tão bem que se não fosse assim, o final da temporada não seria tão impactante como foi. Na segunda metade desta época, o Angel fica sem alma após passar pela felicidade máxima, que é ter tido a sua primeira noite de amor com Buffy. Conhecemos, então, o verdadeiro Angelus, o temido vampiro que aterrorizou almas por vários anos.

Mas não foi só essa relação que foi explorada, mas também a de Xander e Cordelia. Este casal improvável é um dos mais divertidos que eu vi até hoje em todas as séries, a falta de coisas em comum entre os dois faz com que eles sejam únicos. Um dos ponto mais fortes de Buffy the Vampire Slayer é exactamente essa comédia genuina e que sai tão natural dos actores que dão vida a essas personagens. Por falar em personagens, temos também a introdução do Spike e da Drusilla, outro casal muito carismático, que eu particularmente adoro. Ambos os actores são excelentes e interpretam as suas personagens de uma forma tão real e diferente que serem apenas recorrentes não é suficiente. Ainda bem que o Spike volta mais para a frente!

Já vi a terceira temporada (em apenas quatro dias!) e devo dizer que gostei ainda mais que esta. Nesse momento estou no episódio 15 da quarta época e, como já devem ter percebido, vi o Hush (4.10), o episódio do silêncio. Aquilo é qualquer coisa de génio, qualquer coisa de outro mundo. Em breve sai o review e por esse andar vou acabar de ver a série mais cedo do que pensava. Alguém me sabe explicar o por que é que a 20th Century Fox não lança as restantes temporada em vez de me obrigar a fazer download dos episódios ainda não lançados? É sempre melhor ver em qualidade DVD. Enfim, quando é necessário alimentar o vício, temos que optar pelo que está disponível.


Harper's Island (1.11) – Splash

Junho 27, 2009

snapshot20090627203617Rever um episódio de Harper’s Island já virou rotina e é muito prazerosa voltar a ver tudo de novo depois de sabermos o que acontece, pois existem detalhes que sempre nos escapam. Na madrugada de quinta para sexta-feira voltei a esperar que o download fosse disponibilizado e isso só comprova que esta minissérie é uma dos meus programas favoritos do momento e numa altura de abstinência, em que quase tudo está em pausa, é sempre bom saborear o vício.

Splash é, sem qualquer sombras de dúvidas, o melhor episódio até agora. Agora que Wakefield foi descoberto é muito mais interessante ver ele a matar as pessoas directamente e esses quarenta minutos não foram para brincadeiras. Não foram uma, duas ou três mortes, mas sim quatro, sendo divididas em dois momentos. O primeiro momento é quando o assassino vai ao bar onde estavam os sobreviventes e começar a matar pessoas. Nikki foi a primeira a ir desta para melhor, após tentar pegar na arma que estava no balcão. Shane foi o próximo a confrontar Wakefield e depois de ter sido uma personagem bem irritante, acaba por morrer como um dos principais heróis da história. Se não fosse ele, Trish também já tinha sido morta pelo pai biológico da Abby.

Antes disso tudo acontecer, a miúda disse uma conversa muito interessante: o Wakefield é que era o tal amigo dela. É sempre bom perceber que alguns mistérios mais antigos não são esquecidos e agora tudo faz mais sentido. Nesse momento já não é tão estranho o facto de ela ter mentido acerca do seu raptor, visto que o assassino deve ter desenvolvido uma espécie de amizade com ela de modo a que confiasse nele. Depois de uma série de acontecimentos, temos três grupos distintos que lutam pela sobrevivência. Henry, Abby e Danny enfrentam o terror que ficou no bar com a morte do Shane e da Nikki, o Cal e o Sully percebem que o barco já não está na doca (o que leva a crer que o Wakefield tem um cúmplice infiltrado) e a Trish e companhia resolvem ir para o sótão do Xerife.

Todos se encontram na igreja quando o sino é tocado e logo percebem que foi obra do Wakefield. Contudo, a chegada de Cal e Sully distrai os outros convidados, distracção essa que leva ao rapto da Chloe. O episódio até aí já tinha sido interessante, mas é a partir desse momento que entramos no auge do que a série nos pode oferecer. Através de uns mapas de túneis que existem na ilha, o grupo tenta encurralar o assassino e até que conseguem, mas nem tudo acaba em bem. Cal, depois de conseguir salvar a Chloe do esgoto, é apanhado por Wakefield e acaba por ser assassinado mesmo no meio da garganta. E depois temos, ao som de uma música que por acaso gostava de saber o nome, o melhor momento da série: o suicídio de Chloe. Este casal pode ter tido as suas cenas entediantes no início, mas valeu a pena só para ter esse enorme momento de televisão! Foi uma morte digna a deles, um por ter tentado salvar a sua amada e ela por seguir, numa espécie de Romeu e Julieta, a morte do seu grande amor.

Restam dois episódio e agora os convidados enfrentar mais uma dura realidade: Jimmy é cúmplice de Wakefield e tem a Trish consigo. Muitas emoções estão por vir nessa recta final da série e o número de pessoas vivas está a diminuir drasticamente. Não acredito que matem mais ninguém além do Sully e do Danny, logo estes devem ser os próximos a morrer. Estou com uma expectativa enorme para ver esses episódios finais e espero não me desiludir. Se for tão bom como a segunda metade da temporada foi, então irei gostar de certeza.

Nota: 9,7


Lost – Quinta Temporada (2009)

Junho 27, 2009

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Mesmo antes da temporada começar, os produtores executivos já tinham avisado que os fãs deveriam ter paciência, pois seria uma espécie de transição e introdução para o último ano da série. Eu confesso que sou um pouco suspeito para falar, pois Lost é a minha série favorita, mas para mim a mais recente temporada só veio demonstrar, uma vez mais, o porquê deste ser um dos programas mais falados e vistos em todo o mundo. A introdução das viagens no tempo foi polémica e desagradou alguns fãs, nomeadamente aqueles que não gostam muito de ficção científica, e a verdade é que esse foi o tema principal deste ano. Para mim é difícil escolher uma temporada que seja classificada como a melhor, mas é facto que quando cada uma propõe algo, cumpre muito bem esse objectivo. A primeira deu a conhecer os sobreviventes do voo 815 da Oceanic, a segunda a Escotilha descoberta por Locke, a terceira a convivência com os Hostis, a quarta explora a saída dos Oceanic 6 da ilha e a quinta as linhas temporais entre a Iniciativa Dharma e o presente.

Como aconteceu nas temporadas anteriores, a quarta acabou com um grande cliffhanger que consistia na necessidade de Jack e companhia voltarem para a ilha. Os argumentistas tomaram a decisão (acertada) de resolver esta storyline em apenas seis episódios e não numa temporada completa. Quando a quarta época terminou fiquei logo a imaginar como é que a quinta temporada iria acabar: os Oceanic 6 chegam à ilha. Felizmente foi tudo tratado muito rápido e de forma não maçadora, e pelo meio ainda tivemos direito a algumas respostas, tais como é que a Dharma encontrou a ilha e porque é que os sobreviventes nunca foram encontrados durante os 108 dias que estiveram a ilha. Também é nessa acção que Eloise Hawking revela-se uma personagem verdadeiramente importante para a volta dos Oceanic 6.

Mas os que ficaram não ilha não foram esquecidos durante esse tempo, muito pelo contrário. Os acontecimentos mais interessantes de cada episódio desses seis primeiros ficacam por conta do que era passado na ilha foi então que começamos a presenciar aos saltos temporais e é aí que mais dois grandes mistérios são resolvidos. O primeiro é toda a história da Rousseau, que morreu a meio da quarta temporada, assassinada pelos homens do Widmore. Nós vimos que o monstro da fumaça foi o responsável pela morte de um dos franceses e da tal doença que vitamizou todo o seu grupo. Pelo que me lembro ela não foi infectada porque o Jin impediu-a de entrar naquele espécie de túnel, que vai dar ao Templo. É exactamente essa interacção que leva a um dos erros de continuidade originados por causa das viagens no tempo: se a Rousseau conviveu com o Jin durante a sua gravidez e foi ele que estava presente quando esta mata o seu grande amor, o pai da sua filha Alex, como é que ela não se lembrou dele em 2004? Pode ser explicado pelo facto de ela ter sofrido um trauma muito grande e já se terem passado dezasseis anos, mas não sei se era essa a ideia.

O segundo grande mistério a ser resolvido foi a ligação que o Widmore tem à ilha. Quando ele era mais novo foi um dos hóstis comandados por Richard Alpert e mais para a frente chegou a tornar-se o líder dos mesmos. Mas quando começou a abusar das saídas e entradas na ilha, foi expulso por Ben o que gerou todo o conflito entre os dois. Lembram-se das tais regras mencionadas no final do episódio ‘The Shape of Things to Come’ (4.09) no quarto do hotel? Tudo ficou mais claro depois desta temporada. Apesar dessas revelações, descobrimos ainda que ele é o pai de Daniel Faraday, que tem um papel muito importante devido à profissão que exerce. Se formos a ver bem, toda a gente está conectada na série, apesar do vasto leque de personagens. Faraday é irmão da Penny, que por sua vez é mulher do Desmond, homem esse que teve na ilha, ilha essa que marca a história da série e por aí adiante.

Depois do episódio seis, que marcou o fim de uma jornada, ficamos com o esperado ‘The Life and Death of Jeremy Bentham’, aquele episódio em que toda a história do Locke é explicada. A sua morte foi uma autêntica surpresa para mim, pois nunca imaginei que ele iria morrer nas mãos do Benjamin Linus. O John é uma das minhas personagens favoritas e espero que na última época ele ainda tenha uma espécie de redenção, pois está na altura da ilha dar uma espécie de retribuição por toda a fé que ele colocou nela enquanto lá esteve. Depois entramos para um novo arco da história de Lost: a Iniciativa Dharma. Existia melhor forma de explicar os principais acontecimentos do que os sobreviventes vivê-los pessoalmente? Depois que a roda conseguiu estabilizar graças a John Locke, Sawyer, Juliet e companhia ficaram ‘presos’ a 1974, onde passaram três anos das suas vidas a viver pacificamente com a Dharma.

Tudo corria bem até que em 1977 os Oceanic 6 (excepto o Aaron) chegam à ilha e os confrontos começam. Jack não aceita muito bem a posição de líder de Sawyer e este acha que a volta do irmão de Claire só veio estragar os seus planos de família e paz que tinha com Juliet. E tudo foi construído de modo a termos mais um final de temporada de cortar a respiração. Depois de termos conhecido o Jacob (que afinal não era aquele da cabana) e o seu inimigo que estava a utilizar a forma humana de Locke, o plano de Jack de fazer com o avião nunca caia na ilha fica suspenso. Não podia haver maior cliffhanger do que não saber o que acontecerá com os sobreviventes nem se eles alguma vez conhecer-se-ão. Agora resta esperar sete longos meses para ver como é que a série vai terminar depois de seis anos de exibição e sucesso. Lost pode não ser a melhor série para a maioria das pessoas, mas irá sempre ser recordada como aquela que mais foi falada na midia mundial (principalmente a Internet). Lost é uma série de culto, épica!