Burn Notice (3.04) – Fearless Leader

Julho 1, 2009

0595007567b66b3b782f2dbe0896d95a

Sabem quando a presa torna-se o predador e o predador a presa? É isto mesmo que acontece neste episódio de Burn Notice. A presa, Michael, é levada ao extremo pelo predador, a detective Paxson, e tudo entra em descalabro. Michael Westen vê que a polícia já entrou demasiado na sua vida e decide acabar com esta obsessão. A perseguição tem de acabar, pois o perigo que está a correr já é demasiado. E a presa transforma-se em predador, sem que o predador preveja.

Se não dava para ir pela maneira tradicional, ou seja, pelo suborno, tem de se encarar o problema de outro prisma. E é isto que se torna o caso. Uma forma de deixar que Paxson venha atrás de Michael Westen. Um caso que foi pior que o anterior, que serviu para demonstrar alguns truques, e que serviu para colocar o inimigo público da cliente na prisão. Claro que o propósito era algo complicado, mas não foi preciso pensar muito para se conseguir chegar a solução. E tudo acaba em bem. Paxson é obrigada a escolher entre um bandido de Miami, que deixou um rasto de corpos atrás de si, ou o espião preferido da América e arredores. A escolha é óbvia, e parece que Michael Westen terá uma vida mais sossegada. A presa, que era predador, fugiu para a toca com algum alimento. O predador, que era presa, anda a solta. Mas parece, pelo estilo da série, que Paxson ainda regressará. Para fazer o que, não sei, mas o regresso não me admiraria.

Quanto ao resto do episódio, resumiu-se a três situações, duas delas já vistas. A primeira é que a mãe de Westen não sabe cozinhar. Sam não é de se queixar muito quando toca a comida, mas parece que aquilo estava mesmo mal. Quanto a segunda coisa já vista, é o casal WesFi. Aquilo já se sabe onde vai parar, mas Fiona não descansa enquanto retira a ideia peregrina que Michael tem em regressar a uma agência. Quanto ao último tópico, foi interessante ver algo sobre o passado de Sam. A auditoria das contas serviu para suavizar o episódio, uma coisa que Burn Notice faz muito bem.

Foi um episódio menos mexido que o anterior, que serviu para dar um fim a história de Paxson. A série poderá ganhar algo mais agora, mas também seria interessante continuar a ver como Michael Westen se dava quando a polícia começa-se a ser mais persistente. Não foi essa a escolha, vamos ver o que sai daqui.

Nota: 8,5


Estreias TVP: Harper's Island na FOX

Julho 1, 2009

Abby_color_good_girl.jpg

O canal FOX estreia hoje, às 21h30, ‘A Ilha’ a mais recente série repleta de suspense, mistério e algumas doses de terror. ‘A Ilha’ conta a história de um grupo de amigos e família que se encontra na ilha de Harper para participar na celebração de um casamento. No entanto, a história da ilha como local de assassínios em massa começa a ameaçar toda a animação do evento e, cria o cenário perfeito para um novo mistério: um maravilhoso casamento, 25 suspeitos, 1 assassino e 13 semanas para desvendar os mistérios. Aqui todos são um alvo, todos são suspeitos… Quem sobreviverá?

Abby Mills (Elaine Cassidy), ainda assombrada pelos vividos e persistentes pesadelos do assassinato da sua mãe, decide voltar a Harper’s Island, pela primeira vez desde o terrível incidente, para celebrar o casamento do seu melhor amigo Henry Dunn (Christopher Gorhan) com Trish Wellington (Katie Cassidy), uma bonita, inocente e herdeira rica. No entanto, nem o feliz casal nem os convidados do casamento fazem a mínima ideia que retornar a esta ilha vai desencadear o terror e a morte durante as festividades nupciais.

Com 13 episódios, ‘A Ilha’ vai desenredar uma intrincada história de assassinos e vingança, enquanto todos os convidados para a cerimónia – cada um com os seus motivos, medos e desejos – têm de encontrar o assassino (ou assassinos) antes que ele (ou ela) ataque de novo. ‘A Ilha’ vai atravessar as fronteiras da televisão tradicional com terror, suspense, e drama sexual e provocante que vai manter os telespectadores presos à televisão.

‘A Ilha’ é do criador Ari Schlossberg, o mesmo que trouxe para a internet o fenómeno da ‘LonelyGirl15’, o conjunto de histórias mais visto do Youtube. Os produtores executivos são Jon Turteltaub e Jeffrey Bell. A produção está a cargo da CBS Paramount Network Television.

Título Original: ‘Harper’s Island’
Género: Drama / Crime / Thriller
Episódios: 13 episódios de aproximadamente 60 minutos
Autor: Ari Schlossberg
Elenco: Elaine Cassidy, Christopher Gorham, Katie Cassidy, Richard Burgi, Matt Barr, Gina Holden, David Lewis, Cassandra Sawtell, Claudette Mink, Chris Gauthier
Produtores Executivos: Jeffrey Bell, Jon Turteltaub
Produção: CBS Paramount Network Television e Junction Entertainment

ESTREIA: Quarta-feira, dia 01 de Julho, às 21h30
Emissão: Quartas-feiras, às 21h30
Repetição: Sábados, às 03h30 e Domingos, às 15h20

Informação cedida pelo grupo FIC


Lost dura mais um bocadinho!

Julho 1, 2009

Lost-season-5-posterO regresso só está marcado para o ano de 2010, ainda sem nenhuma data concreta definida, mas o final já foi prolongado. Os fãs podem rejubilar (como eu fiz) pois, ao contrário dos 17 episódios que se pensava a última temporada teria, surgiram informações que esta terá 18 episódios. Assim, o que está previsto é que o início de temporada tenho um episódio duplo e o final, como já é habitual, também seja de duas horas.

De resto, e para aqueles que são coleccionadores ou simplesmente fãs de Lost, começam a surgir alguns extras da quinta temporada de Lost. Está previsto que saia uma nova fornada de bonecos da série da ilha, sendo a primeira data de lançamento em Julho. Mas agora vem as más notícias. A única personagem que já tem a sua edição feita é Ben e, para além disso, os bonecos de Benjamin Linus só estarão disponíveis para os primeiros 1008, e, se não bastasse, só estará a venda na Comic Con. Se alguém for lá, avise, que não me importo nada de gastar 17 dólares. Quanto ao resto das personagens, está prometido que para Novembro teremos a Juliet, a Kate, o Sawyer e o Jack. O preço está marcado nos 60 dólares, sem portes de envio incluídos, estando disponível a pré-venda aqui.


Buffy the Vampire Slayer – Terceira Temporada (1998)

Julho 1, 2009

Untitled-1

Oz: Guys. Take a moment to deal with all this. We survived.
Buffy: It was a hell of a battle.
Oz: Not the battle. High school.

Quatro dias. Esse foi o tempo necessário para contemplar os vinte e dois episódios desta magnífica temporada de Buffy – Caçadora de Vampiros, que é hoje a minha segunda série favorita. Depois de uma segunda época bem sólida e com um final estrondoso, as expectativas para essa terceira eram muitas e estas foram correspondidas. No primeiro episódio conhecemos Anne, uma miúda que fugiu de Sunnydale e agora está a viver um autêntico inferno da solidão. Estou a falar, claro, da Buffy, mas uma Buffy muito mais triste e fechada no seu mundo após os fatídicos acontecimentos que marcaram o final da temporada passada. A frieza com que a relação dela e dos amigos foi tratada nos primeiros episódios foi penosa, parecia tudo tão real, tão verdadeiro.

Felizmente, após alguns episódios, tudo voltou ao normal… ou quase tudo. Eu sabia que o Angel ainda aparecia nesta temporada, mas não sabia que seria tão rápido. A razão por ele ter voltado foi explicada convenientemente, mas acho que eles (argumentistas) podiam se ter esforçado mais nessa questão. Contudo, foi bom ver o vampiro de volta e dar um final a ele muito mais decente que a morte da segunda temporada (embora o Becoming – Part 2 seja um grande momento de televisão) e, mais que tudo, dar uma conclusão à sua história de amor com Buffy. É triste, eu sei, mas a decisão de Angel em ir para Los Angeles foi a mais acertada e compreensiva relativamente ao futuro da sua amada. Gostei do caminho que a personagem seguiu e apesar de ainda não ter começado a ver o spin-off com o mesmo nome da personagem, acredito que se a série teve cinco temporadas, é porque qualidade não lhe faltava.

Chegamos também ao terceiro e último ano do secundário na escola de Sunnydale. As relações intensificam-se entre Xander, Cordelia, Oz e Willow e felizmente o quadrado amoroso foi resolvido bem depressa. Será só eu que acho o Seth Green (Oz) um péssimo actor? As cenas dele com a Willow, principalmente as mais dramáticas, ficavam sempre algo estranhas, pois por um lado tínhamos a fraca representação dele, mas por outro uma Alyson Hannigan em grande forma. Mas não é assim tão invulgar ter maus actores em séries que gostamos por isso não é um problema que eu diga que seja muito grave, mas tenho pena, até porque as piadas sarcásticas do guião que lhes eram dadas até eram muito engraçadas. Mas já que falo dos maus actores, também é preciso relembrar que o trio protagonista está cada vez melhor, assim como a Charisma Carpenter, no papel de Cordelia. O Anthony Stewart Head esteve como sempre, ou seja, excelente!

Novas personagens foram introduzidas, sendo uma delas a mítica Faith, que eu já tanto tinha ouvido falar, mas nunca tivera o prazer de conhece-la. Como não considero a Eliza Dushku uma actriz muito talentosa, estava com medo que, como seria de esperar, ela tivesse pior que a sua prestação em Dollhouse ou Tru Calling, visto que supostamente com o passar dos anos, ganhasse mais experiência. Pelos vistos enganei-me e achei-a bem melhor em Buffy do que nas outras duas séries em que é protagonista. Quando ao desenvolvimento da sua personagem em si, gostei de como as coisas fluiram e também da sua relação com o Presidente da Câmara. Por falar no Presidente, ele foi o vilão principal da temporada e apesar de por vezes as coisas ficarem meio aborrecidas, o Graduation Day (os últimos dois episódios da temporada) mostraram o quão bons são os finais de temporada, assim como as batalhas arrebatadoras.

Essa temporada acabou um ciclo de Buffy. A escola, palco das três primeiras épocas, está destruída e agora com o término do secundário, a Universidade é o próximo caminho. Também é o fim para duas personagens carismáticas que deixam o elenco para irem fazer o spin-off, sendo elas o Angel e a Cordelia. Entramos na quarta temporada numa nova geração, e como terminei de vê-la hoje, já tenho uma opinião formada: apesar de divertida, é claramente mais fraca que as duas anteriores. Contudo, os episódios finais mostraram que a série ainda tem folgo para muito mais. E ainda bem que me restam sessenta e seis episódios pela frente!