Dexter (1.04) – Let's Give the Boy a Hand [FOX PT]

Dexter - 4Dexter está de volta a Fox, após a pausa de fim-de-semana. E que regresso! Eu adoro quando, após visionar os episódios uma, duas, três vezes estes ainda continuam a fascinar. É um sentimento de ignorância pura, de uma aprendizagem continua, de apanhar os pequenos pormenores. Sim, aqueles pequeninos que estão lá, mas a primeira vista não parecem existir. Foi o sentimento que fiquei deste episódio de Dexter. Como o título diz, vamos dar uma mãozinha ao rapaz. E o rapaz precisou de uma mãozinha para apre(e)nder de novo Dexter.

Dexter começa a sentir a sua privacidade invadida. O seu passado está ao descoberto, The Ice Truck Killer anda a brincar com ele. Agora é Harry chamado ao barulho, o pai sempre presente, o compincha de Dexter para todas as situações, o fantasma por quem ele se rege. Numa série de flashbacks interessantíssimos, vemos o crescimento de Dexter, a aprendizagem desde miúdo, a construção da pessoa que agora vemos. A construção da mascara para o Halloween da vida. E é estes locais que o ITK ta a revisitar, a transforma-los, a dar significados novos para Dexter. E, em cada deles, deixa duas prendas: uma parte do corpo de Tucci (para verem o meu esquecimento, já não me lembrava do que aconteceria ao guarda. Pensei que aparecia num canto qualquer, morto, claro) e uma fotografia para recordação. O assassino está a tentar contactar Dexter, fascina-lo, fragiliza-lo. E está a acontecer. Desta vez Dexter foi forte de mais, consegui aguentar o seu instinto e não matar Tucci. Mas não se sabe o que se seguirá. O smile é sorridente, e, digo-vos eu, ainda aparecerá em algum lado, para além de naquela árvore.

De resto, é dia de Halloween. As máscaras vão-se aprontando, ou melhor, vão-se desfazendo. Rita desfaz-se da mascara de rapariga boa comportada e rapta um cão, para alivio dos seus filhos, que não dormiam. Para além disso, liberta-se do medo de uma relação mais séria com Dexter, e o que Dexter esperava que demora-se a acontecer aconteceu. Mas parece que tudo acabou bem, sem reclamações de ambas as partes, e parece que irão repetir a dose.

Quanto ao resto, Doakes é enganado, sendo utilizado para apanhar Guerrero. O bandido está apanhado, os policias ficam felizes, Doakes também. Para além disso, tivemos duas narrativas secantes. Dexter vai-vos trazer por vezes momentos destes, momentos em que se desespera pelo aparecimento de Michael C.Hall a frente da câmara. Desta vez a fava calhou a Angel, que parece que mantém uma relação azeda com a sua mulher, e a de Laguerta, que agora está muito religiosa, indo para a igreja rezar por Tucci. Foi cansativo. Quanto Michael C.Hall aparecia, o caso mudava por completo. A parte das histórias dos presentes foi excelente (Tic-Tac) e, para mim, foi o único positivo da narrativa de Angel.

Mas, no global, o episódio consegui ser melhor que os dois anteriores. A série começa a construir-se, as peças a encaixarem-se, e eu, que já vi a caixa do puzzle com a solução, digo-vos que o puzzle está a ser bem montado. Começar pelos cantos, depois os rebordos e depois partir para o resto.

Nota: 9,2

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