Dexter (1.05) – Love American Style [FOX PT]

Dexter - 3Ao ver o início do episódio, e sem me lembrar de grande coisa dele (o que me lembrava era do final e do que virá a seguir, após aquele olhinho…), no meio do episódio pensei: é desta que apanho o primeiro erro de descontinuidade de Dexter. É agora que vejo que a série não é perfeita. Mas, claro, enganei-me. Já vos vou falar do “erro de continuidade”, mas primeiro vamos a narrativa principal do episódio, a nova vitima do assassino favorito da América (perceberam este pensamento no final da temporada).

O episódio foi focado, principalmente, na necessidade de Dexter se revelar, de não precisar de tentar ser normal. O assassino necessita de espaço próprio, precisa de retirar a máscara, precisa de ser normal. E essa “normalidade” é afectada quando Rita avança para o próximo nível em termos da relação. O problema é que Dexter não tem esse nível, o jogo acaba para Dexter e não existe sequela. Até agora.

Mas já vamos a esse assunto, que parte de outro. Rita avançou para o nível seguinte, e começa a pedir favores a Dexter. A evolução terá algumas conturbações, Dexter não é um conto de fadas (nem neste, nem em qualquer aspecto). Mas a evolução decorre. Então, o novo caso de Dexter é apanhar um dos problemas mais comuns da sociedade americana: a entrada de imigrantes ilegais. A negociação é suja, as mortes são bastantes, e Dexter aponta as baterias ao seu novo alvo: um traficante de pessoas. O jogo decorre, o rato esconde-se, mas a casota é muito grande, e Dexter apanha-o. A surpresa é quando descobre que a sua mulher também se envolve nestes negócios. Saem dois coelhos com uma só cajadada, e sai a Dexter um problema: um olho nada inocente no meio do seu caminho, e não me pareça que seja The Ice Truck Killer naquela mala do carro.

De resto, a relação de Rita e Dexter foi outros dos pontos deste episódio. A retribuição é necessária, La Passion tem de ocorre. Mas Dexter não tem um timing muito perfeito, ou melhor, longe disso. Aquela cena é cinco estrelas. Mas, num acto de amor fingido, Dexter lá fala do sonho que ele tem, o mesmo de Rita (Duas coisas: Dexter irá buscar muitas vezes ideias sobre o amor as suas vítimas/suspeitos. Segunda: não gostam quando Dexter fala a verdade de maneiras tão ambíguas que ninguém o percebe, excepto nós. É preciso ter muita cabeça para arranjar estas falas ambíguas).

Para acabar, falta falar do caso da temporada. The Ice Truck Killer parece que deixou uma prova para trás. Mas vamos falar do episódio direito, do princípio para o fim. Tucci descreve ITK, muito bem descrito para quem sabe quem ele é. Branco, estrutura mediana, nem gordo nem magro, ágil. Lembra-vos alguém? Se calhar estão perto. Mas continuando: o médico lá faz as próteses, atira-se, pelo meio, a meia-irmã de Dexter (vem aí coisa…foi por isso que referi o médico), mas o importante do hospital é referir que Tucci consegue descobrir uma forma de encontrar ITK: rebuçados de mentol. É, desta forma singela, que um sujeito tão perfeccionista será apanhado? Têm de esperar.

E foi assim que se passou quase uma hora. Os episódios de Dexter estão cada vez maiores em dois sentidos: em tempo e em qualidade.

Nota: 9,3

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