Emmys 2009: Nomeados e Apreciação

Julho 16, 2009

emmy-statuetteAntes de tudo quero apenas dizer que este artigo só foi publicado agora porque passei a tarde no cinema a ver o Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Não é que me sinta na obrigação de dar explicações, apenas disse isso para mostrar o meu total agrado e surpresa pela mais recente adaptação da saga, que é, sem dúvida nenhuma, a melhor até agora. Os vencedores desta edição do Emmys serão anunciados na cerimónia que realizar-se-à no dia 20 de Setembro. E agora vamos lá aos nomeados e comentários.

Melhor Série (Drama):

Big Love
Breaking Bad
Damages
Dexter
House
Lost
Mad Men

Não houve grandes surpresas nesta categoria. Pelo que ouvi dizer, a terceira temporada de Big Love foi excelente e a nomeação é mais que justa. Fico muito feliz pelo grande reconhecimento que Breaking Bad está a ter, principalmente porque considero a segunda temporada uma das melhores coisas que apareceram este ano na televisão. Já Damages e House são duas que talvez não merecem a nomeação que lhes foi dada, mais a segunda do que a primeira. A quinta temporada de House foi má, pelo menos a primeira metade (que foi a que vi) e fico frustrado ao ver que roubou o lugar a uma série que tenha feito um trabalho melhor. Mad Men era mais que esperado e quanto a isso não há nada a fazer. Dexter também teve um terceiro ano inferior aos interiores e este lugar podia ser aproveitado por outras bem melhores. Por último, temos a nomeação de Lost pela terceira vez em cinco anos. Apesar de ter sido uma quinta temporada criticada, a verdade é os argumentistas cumpriram aquilo que prometeram: construir a ponte necessária para o grande ano final!

Melhor Série (Comédia):

Entourage
Family Guy
Flight of the Conchords
How I Met Your Mother
The Office
30 Rock
Weeds

Das sete nomeadas apenas posso falar sobre três: Family Guy, The Office e 30 Rock. Eu ainda tentei ver toda a sétima temporada desta animação da FOX, mas o que antes era pura comédia agora tornou-se no mais estúpido que existe. Eu sei que é uma série com muita crítica aos americanos, mas existem melhores por aí, tais como Pushing Daisies e The Middleman. The Office é uma boa série, mas ainda não vi a quinta temporada. Contudo, estou por dentro da competência do guião e dos actores. Já 30 Rock é o Mad Men da comédia, portanto nada a dizer a não ser que quero que a série seja cancelada de uma vez para dar oportunidade a outras.

Melhor Minissérie:

Generation Kill
Little Dorrit

Melhor Filme feito para Televisão:

Coco Chanel
Grey Gardens
Into the Storm
Prayers For Bobby
Taking Chance

Melhor Actor (Drama):

Bryan Cranston (Breaking Bad)
Michael C. Hall (Dexter)
Jon Hamm (Mad Men)
Simon Baker (The Mentalist)
Hugh Laurie (House)
Gabriel Byrne (In Treatment)

Esta é uma das listas de nomeados que mais deve dar trabalho a escolher. O Bryan Cranston criou um Walter White fantástico e não me importava nada que fosse ele a ganhar este ano. A segunda temporada de Breaking Bad deu, mais uma vez, a oportunidade de Cranston mostrar o seu grande talento e a diferença entre esta personagem e a de Malcolm in the Middle. Dexter teve uma temporada fraca, mas o Michael C. Hall não tem culpa do guião que lhe foi dado, portanto ele merece essa nomeação. Simon Baker está nomeado mesmo no seu ano de estreia e é claro que ele é a alma de The Mentalist, logo também concordo com a nomeação. Hugh Laurie sofre o mesmo que Michael C. Hall. Já o trabalho de Jon Hamm e Gabriel Byrne não conheço.

Melhor Actriz (Drama):

Elizabeth Moss (Mad Men)
Glenn Close (Damages)
Sally Field (Brothers and Sisters)
Kyra Sedgwick (The Closer)
Mariska Hargitay (Law & Order: Special Victims Unit)
Holly Hunter (Saving Grace)

Se existe actriz que eu admiro completamente é Glenn Close. Ela é “a” actriz das série de televisão e nem o segundo ano de Damages mais fraco que o primeiro a deitou abaixo. Aliás, gostei mais da Glenn Close deste ano, afinal quem não se passou com as cenas de raiva que ela teve que enfrentar na recta final? Sally Field é novamente nomeada pela seu papel de patriarca em Brothers and Sisters e pelo que oiço falar, ela é mesmo muito boa! A Kyra Sedgwick é outra actriz que admiro e tenho pena de nunca ter acompanhado The Closer desde o início. As restantes não conheço o trabalho.

Melhor Actor (Comédia):

Jemaine Clement (Flight of the Conchords)
Steve Carell (The Office)
Jim Parsons (The Big Bang Theory)
Alec Baldwin (30 Rock)
Tony Shalhoub (Monk)
Charlie Sheen (Two and a Half Men)

Flight of the Conchords deve ser alguma coisa de jeito, pois em termos de comédia saiu-se muito bem. Steve Carell, Baldwin, Shalhoub e Sheen não são nenhumas surpresas, mas nunca achei o Alec assim tão bom a ponto de ser nomeado. Se ele tivesse noutra série nem seria nomeado, se é que me faço entender. Eu posso não gostar muito de The Big Bang Theory (Marcia e Gerson, podem comemorar, eu vou dar uma segunda oportunidade), mas estou consciente do trabalho fabuloso do Jim Parsons e é com agrado que vejo a sua interpretação reconhecida.

Melhor Actriz (Comédia):

Toni Collette (United States of Tara)
Tina Fey (30 Rock)
Mary-Louise Parker (Weeds)
Sarah Silverman (The Sarah Silverman Program)
Christina Applegate (Samantha Who?)
Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures Of Old Christine)

Destas seis mulheres apenas não conheço o trabalho de Mary-Louise Parker e Sarah Silverman. Se fosse para escolher uma para ganhar, Christina Applegate seria a minha decisão. Ela passou por muito este ano a nível de saúde, mas conseguiu superar mas a ABC acabou por cancelar a série, uma das poucas comédias que já deu boas audiências na emissora (quando era exibida às segundas). A Tina Fey também é divertida, mas espero que não ganhe este ano. Já a Toni Collette também são duas grandes comediantes e não ficaria triste se fosse alguma delas a vencer, apesar de continua a preferir a Christina Applegate.

Melhor Actor (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Kevin Kline (Cyrano de Bergerac – Great Performances)
Brendan Gleeson (Into the Storm)
Sir Ian McKellen (King Lear – Great Performances)
Kevin Bacon (Taking Chance)
Kiefer Sutherland (24: Redemption)
Kenneth Branagh (Wallander: One Step Behind)

Não sou grande apreciador nem conhecedor desse tipo de categorias e apenas vi a prestação de Kiefer Sutherland em 24:Redemption e já que não foi nomeado para melhor actor drama pela sétima (e excelente) temporada de 24, ao menos que seja pelo telefilme.

Melhor Actriz (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Chandra Wilson (Accidental Friendship)
Shirley MacLaine (Coco Chanel)
Drew Barrymore (Grey Gardens)
Jessica Lange (Grey Gardens)
Sigourney Weaver (Prayers for Bobby)

Melhor Actor Secundário (Drama):

William Shatner (Boston Legal)
Christian Clemenson (Boston Legal)
Aaron Paul (Breaking Bad)
William Hurt (Damages)
Michael Emerson (Lost)
John Slattery (Mad Men)

Com o término da série, era normal que Boston Legal tivesse uma espécie de ‘homenagem’, tal como aconteceu com The Sopranos após a última temporada. Surpreende-me o facto da dramédia não ter sido nomeada para melhor drama, mas ainda assim dois actores conseguiram uma nomeação. Depois temos o Aaron Paul, a nomeação mais justa de todo esse Emmys 2009. O Jesse é uma personagem dramaticamente forte e muito vulnerável, perfeitamente interpretado por esse jovem actor. O William Hurt é o típico actor que se gosta ou que se odeia mas, como é o meu caso, às vezes pode-se odiar e gostar. Ele é um bom actor, mas há cenas em que ele me irrita um bocado. O que seria desta lista se não tivesse alguém de Lost? Já tivemos o Terry O’Quinn como vencedor e o Michael Emerson já tinha sido nomeado, mas foi em ‘Dead is Dead’ (na cena do julgamento do monstro) que Emerson brilhou de uma forma arrebatadora. Se o Emmy Não for para o Aaron Paul, espero que vá para ele.

Melhor Actriz Secundária (Drama):

Cherry Jones (24)
Hope Davis (In Treatment)
Dianne Wiest (In Treatment)
Chandra Wilson (Grey’s Anatomy)
Sandra Oh (Grey’s Anatomy)
Rose Byrne (Damages)

A Cherry Jones esteve muito bem neste papel importantíssimo que foi a Presidente de 24. As suas emoções e desespero no dia mais longo da sua vida são brutais e não consigo ver outra actriz como esse papel. Sobre In Treatment não posso comentar, mas sei que esta é uma série muito rica em interpretações e diálogo. Já as nomeações de Grey’s Anatomy seriam justas se fossem aplicadas noutras temporadas. A Sandra Oh e a Chandra Wilson são duas actrizes maravilhosas, mas foi a Katherine Heigl que brilhou e merecia levar essa nomeação. Será que isso foi um ‘castigo’ pelas declarações polémicas do ano passado por parte da estrela? Só pode ser, ou então esse ‘júri’ está cada vez com mais mau gosto. Por fim, devo dizer que é tão bom ver a Rose Byrne nomeada. As suas cenas com a Glenn Close são mais que excelentes e isso o mérito não é só da actriz nomeada a principal.

Melhor Actor Secundário (Comédia):

Tracy Morgan (30 Rock)
Jack McBrayer (30 Rock)
Jon Cryer (Two and a Half Men)
Kevin Dillon (Entourage)
Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
Rainn Wilson (The Office)

Não há muito por dizer, mas fico contente pelo Neil Patrick Harris e o Rainn Wilson. São dois excelentes actores (vi muito pouco de How I Met Your Mother ainda, mas deu para perceber que o protagonista ali é ele) e espero que seja um deles a vencer.

Melhor Actriz Secundária (Comédia):

Kristin Chenoweth (Pushing Daisies)
Amy Poehler (Saturday Night Live)
Kristin Wiig (Saturday Night Live)
Vanessa Williams (Ugly Betty)
Jane Krakowski (30 Rock)
Elizabeth Perkins (Weeds)

Só tenho uma coisa a dizer: GO KRISTIN CHENOWETH!

Melhor Actor Secundário (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Ken Howard (Grey Gardens)
Len Cariou (Into the Storm)
Bob Newhart (The Librarian: Curse of the Judas Chalice)
Tom Courtenay (Little Dorrit)
Andy Serkis (Little Dorrit)

Melhor Actriz Secundária (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Marcia Gay Harden (The Courageous Heart Of Irena Sendler – Hallmark Hall Of Fame Presentation)
Jeanne Tripplehorn (Grey Gardens)
Shohreh Aghdashloo (House Of Saddam)
Janet McTeer (Into the Storm)
Cicely Tyson (Relative Stranger)

Melhor Actor Convidado (Comédia):

Beau Bridges (Desperate Housewives)
Justin Timberlake (Saturday Night Live)
Steve Martin (30 Rock)
Jon Hamm (30 Rock)
Alan Alda (30 Rock)

Melhor Actriz Convidada (Comédia):

Christine Baranski (The Big Bang Theory)
Gena Rowlands (Monk), Betty White (My Name is Earl)
Tina Fey (Saturday Night Live)
Jennifer Aniston (30 Rock)
Elaine Stritch (30 Rock)

Melhor Actor Convidado (Drama):

Edward Asner (CSI:NY)
Ted Danson (Damages)
Jimmy Smits (Dexter)
Ernest Borgnine (ER)
Michael J. Fox (Rescue Me)

Prefiro ver o Ted Danson no ramo da comédia que seja no drama, mas mesmo assim gosto da personagem Arthur Frobisher e tenho pena que tenha sido tão mal desenvolvido no segundo ano de Damages. Jimmy Smits foi a escolha perfeita para interpretar o falso amigo de Dexter e Ernest Borgnine também esteve excelente nos últimos episódios de ER.

Melhor Actriz Convidada (Drama):

Sharon Lawrence (Grey’s Anatomy)
Ellen Burstyn (Law & Order: Special Victims Unit)
Brenda Blethyn (Law & Order: Special Victims Unit)
Carol Burnett (Law & Order: Special Victims Unit)
CCH Pounder (The No. 1 Ladies’ Detective Agency)

Melhor Argumento (Drama):

The Incident (Lost)
A Night To Remember (Mad Men)
Six Month Leave (Mad Men)
The Jet Set (Mad Men)
Meditations In An Emergency (Mad Men)

Mas isso é uma piada ou quê? Ter quatro nomeações para Mad Men é quase um insulto às outras séries de drama. Felizmente tem o The Incident de Lost a ser reconhecido e era mesmo bom que a série da ABC humilhasse a da AMC.

Melhor Argumento (Comédia):

Prime Minister (Flight of the Conchords)
Reunion (30 Rock)
Apollo, Apollo (30 Rock)
Mamma Mia (30 Rock)
Kidney Now! (30 Rock)

Faço a minhas palavras acima sobre Mad Men, mas agora com 30 Rock. O episódio ‘Reunion’ foi horrível, nem sei como foi nomeado!

Melhor Argumento (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Generation Kill
Grey Gardens
Into the Storm
Little Dorrit
Taking Chance

Melhor Realização (Drama):

Daybreak – Part 2 (Battlestar Galactica)
Made In China/Last Call (Boston Legal)
Trust Me (Damages)
And In The End (ER)
The Jet Set (Mad Men)

Finalmente Battlestar Galactica tem uma nomeação, embora seja apenas na categoria de realização. Pensei que como foi o último ano da série fossem dar mais algum mérito, mas mesmo assim esqueceram-se dela. Como é possível não se gostar do ‘Blood on the Scales’ ou ‘Sometimes a Great Notion’? Enfim, nem na banda sonora a série foi reconhecida, uma autêntico falha! ‘Trust Me’ e ‘And In The End’ são dois episódio também bem realizado, apesar de ter ficado desiludido com a season finale de Damages.

Melhor Realização (Comédia):

Tree Trippers (Entourage)
The Tough Brets (Flight Of The Conchords)
Stress Relief (The Office)
Apollo, Apollo (30 Rock)
Reunion (30 Rock)
Generalissimo (30 Rock)

Melhor Realização (Minissérie ou Filme feito para Televisão):

Generation Kill
Grey Gardens
Into the Storm
Little Dorrit
Taking Chance
Wallander: One Step Behind

Melhor Programa Animado (duração inferior a meia hora):

American Dad
The Simpsons
Robot Chicken
South Park

Melhor Programa Animado (duração superior a meia hora):

Afro Samurai: Resurrection
Destination Imagination (Foster’s Home For Imaginary Friends)

Melhor Programa de Variedades, Musical ou de Comédia:

The Colbert Report
The Daily Show With Jon Stewart
Late Show With David Letterman
Real Time With Bill Maher
Saturday Night Live

Melhor Programa Real:

Antiques Roadshow
Dirty Jobs
Dog Whisperer
Intervention

Melhor Programa de Competição Real:

The Amazing Race
American Idol
Dancing With The Stars
Project Runway
Top Chef

Entendo a não entrada de Survivor: T0cantins, pois não foi uma das melhores da série. Contudo, é necessário não esquecer que na temporada 2008-09 também tivemos o Survivor: Gabon, que para mim foi muito bom.

Melhor Apresentador de Programa Real ou Programa de Competição Real:

Phil Keoghan (The Amazing Race)
Ryan Seacrest (American Idol)
Tom Bergeron (Dancing With The Stars)
Heidi Klum (Project Runway)
Jeff Probst (Survivor)
Padma Lakshmi e Tom Colicchio (Top Chef)

Melhor Casting em Comédia:

Californication
The Office
30 Rock
United States of Tara
Weeds

Melhor Casting em Drama:

Damages
Friday Night Lights
Mad Men
True Blood

Parece que não se esqueceram completamente de True Blood, apesar de não ingerir a não nomeação da Anna Paquin para actriz de drama!

Melhores Efeitos Visuais:

Daybreak – Part 2 (Battlestar Galactica)
Pilot (Fringe)
Ghost In The Machine (Ghost Whisperer)
The Second Coming/The Butterfly Effect (Heroes)
Sanctuary For All (Sanctuary)

Heroes só mesmo nas categorias técnicas para ver o seu nome na lista de nomeados!

Programa curto de entreterimento:

Battlestar Galactica: The Face Of The Enemy
Bruce Springsteen Super Bowl Halftime Show
The Daily Show: The Daily Show Correspondents On Jon Stewart
Dr. Horrible’s Sing-Along Blog
30 Rock’s Kenneth the Web Page

Banda Sonora original para televisão:

Robert Duncan (Flowers From Your Grave, Castle)
Mark Snow (Leap Of Faith, Ghost Whisperer)
Joe LoDuca (Prophecy, Legend of the Seeker)
Gabriel Yared (Pilot, The No. 1 Ladies’ Detective Agency)
Alf H. Clausen (Gone Maggie Gone, The Simpsons)
Sean P. Callery (7:00AM – 8:00AM, 24)

E AGORA VOCÊS, QUAIS SÃO AS VOSSAS OPINIÕES?


Burn Notice (3.05) – Signals and Codes

Julho 16, 2009

1cEste dia tinha de chegar. Este foi o dia em que digo que não foi um excelente episódio de Burn Notice. Signals and Codes consegui-me confundir. Não me entrosei com a história, não percebi o nexo da utilização dos aliens e etc…Se era para comprovar a loucura de Michael Weston, ou melhor, de Spencer, bastaria que ele disse-se que havia uma conspiração, que envolvia a morte de inúmeros, e a gente já acreditava. Para lhe dar um ar mais lunático, se calhar para tentar que o episódio fosse mais humorístico, juntaram-lhe vida extra-terrestre, códigos provenientes de galáxias distantes, tudo o que um fã pela conspiração pedia. Mas, primeiro, de extra-terrestre só acredito em seres unicelulares, segundo, em conspirações não tenho grande fé nelas. Por causa disso o episódio foi desfrutado pelo caso e pelo novo passo para a vida de espião.

Uma nova conspiração assola a América (algo que não gosto dos americanos, para além de burrice em ver algumas séries e escolher produtos excelentes (segunda parte é uma ironia) é a mania pelas conspirações). Desta vez afecta espiões americanos pelo redor do mundo. E Spencer é o eleito (de referir que vi hoje Harry Potter) para salvar deste perigo. Com cálculos matemáticos, pois ele é matemático, conseguir calcular a probabilidade de encontrar Michael Westen numa sala de praticar tiro. Começou logo por aqui o azedar com o rapaz. Eu até gosto de Matemática, mas calcular a probabilidade de encontrar um espião é um bocadinho puxar a corda demais, não acham? Mas continuando. O louco é reenviado para o hospital, mas volta para acabar a missão (agora de uma maneira mais fidedigna de encontrar Michael). Michael lá tenta acreditar no rapaz, lá vai tentar conferir. E assim se descobre o novo cliente. O episódio serviu para ver que Michael Westen ainda não ganhou ferrugem, ainda continua pronto para tudo e para todos. Novo plano elaborado, novo plano modificado, novo plano concretizado. É isto que ocorre. Michael consegue apanhar a rede, destruir o mal pela raiz. E Spencer promete regressar para ajudar Michael quando ele quiser. Um convite futuro? Eu espero que não, mas parece-me que sim.

De resto, temos o episódio a vaguear pelo regresso de Michael ao mundo da espionagem. Michael tenta de novo voltar a sua antiga profissão, e parece que a chave para o cofre tem nome: Diego Garza. Um espião, alguém que serve como passagem para a vida anterior. Se Michael pensava que seria tão fácil como isso, a Companhia recusa os seus serviços, mas promete rever a sua ficha. Salvação para Westen? Não me parece.
E, claro, faltava Michael espetar mais uma facada no coração de Fiona. Primeiro, a relação está um autêntico jogo do rato e do gato. Segundo, deixo aqui uma mensagem pública: Fiona Glenanne, ou melhor, Gabrielle Anwar se te fartares do Michael, visita o Douro e dá um toque. OK?

Para acabar, e para justificar a nota. Depois de tanta crítica, quando forem ver a nota, vocês diriam “este homem tá maluco”, ou uma coisa parecida. O episódio não foi mau, já houve bem piores, o caso foi interessante. Mas o cliente foi chato. Só isso prejudicou o episódio. E o episódio, apesar de ter de pagar por isso, não lhe custa muito na nota.

Nota: 8,3


Weeds (5.06) – A Modest Proposal

Julho 16, 2009

weeds 506Seis meses depois. É assim que se inicia este excelente episódio. Talvez fosse mesmo necessário um avanço temporal na história, para as coisas animarem e progredirem, e assim foi. Esteban e Nancy, enquanto estão na casa-de-banho, debatem nomes para o bebé, cujo nascimento se aproxima, e Esteban, do nada, diz a Nancy que se irão casar, deixando-a estupefacta. O negócio de Silas, e Doug, já funciona mas devido à constante presença do polícia, as coisas não estão a ir propriamente bem. Nancy e Shane, que parece estar mais responsável, conversam na cozinha e Nancy gaba-se do seu anel de noivado, mas o filho já sabia da proposta que Esteban iria fazer. Ignacio e Shane mostram muita cumplicidade e decidem não irem à escola.

O tempo passou e Andy, com o dinheiro que ganhou, comprou apenas máquinas de jogos, dedicando-se a elas a tempo inteiro. Tanto que a sua barba está enorme e imunda. Celia, que continua a viver na garagem da actual casa de Andy, já encontrou um emprego, apesar de não ser propriamente o seu emprego de sonho. Isabelle deita spray para bronzear Doug, que quer ficar parecido ao seu ídolo, para andar na companhia de pessoas ricas. Nancy telefona a Andy, que não atende, ao mesmo tempo que o visita em sua casa. Esta conta-lhe que tem saudades suas e que se irá casar com Esteban, não obtendo qualquer resposta de Andy. Doug está, cada vez mais, convencido a ser como o seu grande exemplo.

Em frente a um campo de golfe, Shane e Ignacio divertem-se a importunar os jogadores, até que Ignacio se dirige ao campo e agride um, assustando Shane mas sendo, ao mesmo tempo, extremamente uma cena engraçada. Nancy vai à prisão, visitar o seu antigo “amigo” Cesar, mostrando-lhe o anel de noivado e ameaçando-o de morte. No dia seguinte, Ignacio pergunta a Shane se quer ir a algum sítio para se divertirem como no dia anterior, Shane assustado, foge e nem responde. Celia, perde o autocarro e senta-se na paragem, até que uma mulher chique e vendedora de produtos de cosmética pára e decide dar-lhe boleia, veremos o que vem desta relação. Doug revolta-se contra o polícia, envolvendo-se numa luta e pondo em risco o negócio da venda de erva. Esteban permite a Nancy que mantenha o seu nome, mesmo casando-se com ele e enquanto se encontra à beira da piscina, após um jogo de esgrima, Andy aparece, para dar benção ao seu casamento com Nancy. Temos, depois, uma cena verdadeiramente romântica, ao estilo dos jogos de Roma, onde dois cavaleiros, neste caso esgrimistas, lutam pelo coração duma mulher, Nancy. Depois, Nancy e Andy voltam a ter uma conversa séria, onde Andy a “perdoa” mas diz que nada voltará a ser o mesmo. Entretanto, uma mulher aparece em casa de Esteban e obriga-o a escolher entre a sua carreira ou o casamento, assim sendo, Esteban cancela o casamento, deixando Nancy ainda mais estupefacta.

Nota: 9.2


Dexter (1.11) – Truth Be Told [FOX PT]

Julho 16, 2009

Dexter5O ritmo dos episódios finais de temporada de Dexter é sempre alucinante. Parte da temporada é engonhanço, outra parte a narrativa desenrola-se com bastante fluidez. Os finais são sempre mais rápidos. A apresentação ocorre de maneira lenta, a adaptação às personagens é feita com calma, o mostrar das peças é feita devagar. Após se se conhecerem as peças, estas vão se montando, cada vez mais rapidamente, e chegamos a solução do Puzzle. Esta temporada inverteu parte do puzzle, pois parte da solução já nós conhecemos, mas foi este pormenor que a tornou especial.

Este é o episódio que Dexter começa a juntar 2+2. Chega a conclusão que é 4,1; ficando perto da solução exacta. Claro que o próximo episódio mostrara que 2+2 é igual a 4, mas mantenhamo-nos nos 4,1. Com Batista no hospital, após descobrir algumas peças que o levariam ao ITK, Rudy decide acelerar o seu plano. A morte da prostituta não estava nos seus planos, mas não se pode deixar peças para trás. E, já que se tratou de um problema, pensa em causar uma distracção a polícia. Liberta os pedaços, com uma pequena surpresa: um vídeo. E, nesta tentativa de distrair, ainda se enterra mais. A polícia descobre que possui uma arca frigorífica em casa. Mas a distracção deu-lhe o tempo necessário para culminar com o queria. O rapto de Deb, que está em maus lençóis.

Mas Dexter está-se a aproximar. O irmão mais velho vem a caminho, com cada vez mais certezas. Rudy é o ITK, Rudy quis que ele fosse procurar o jornal do dia 3 de Outubro de 1973, o dia seguinte a morte da sua mãe. Que terá de especial esta ligação. Como é que ele sabe em que dia morreu a mãe de Dexter. Porque tanto mistério, porque tanto conhecimento? Não o sabe. O que ele sabe é que não pode deixar a sua irmã a solta, pois o DNA confirma que ITK é seu semelhante. Não consegue, mas a procura por ela começou, com ainda mais uma prova. A morte da prostituta. E a caça começa e promete muito.

O episódio foi essencialmente focado aqui, mas também tivemos mais alguns pormenores. A relação entre casais corre mal: Angel fica com o coração despedaçado com as palavras da sua ex-mulher; a relação de Rita e Paul está mais apaziguada, com Paul a receber os filhos. Para acabar, Doakes aumenta as suspeitas sobre Dexter e, ainda tivemos tempo para perceber que Laguerta está em maus sinais. Mas tudo isto é uma gota no oceano da série.

Nota: 9,6