Mental (1.05) – Roles of Engagement

Julho 17, 2009

MentalDevido a Filipa estar cansada e sem tempo, eu propus-lhe que fica-se com os reviews de Mental durante dois episódios. E, antes de ir ao episódio em si, tenho de explicar o que acho da série até agora. Eu vejo em Mental um procedural que anda a tapar um buraco da Fox na programação. Se fosse Fall Season, já tinha largado a série a muito tempo, por dois/três motivos: a existência de inúmeros procedurals com mais qualidade de que a série de Jack Gallagher, a série ter alguns actores sem expressividade nenhuma e a qualidade da realização. Os dois primeiros acho que são entendidos logo com estas frases, o último explica-se rapidamente. A série tem erros crassos (desta vez, quando a luz foi a baixo, um computador manteve-se ligado e um luz acendeu-se, andando todos a correr com lanternas a correr atrás do paciente) que não se admitem. Mas como é tempo de poucas séries estarem a dar, fecho os olhos e lá arranjo um tempinho para Mental.

Quanto ao episódio em si, e tentando fechar os olhos aos erros de palmatória (coisa que é muito difícil conseguir), temos mais um caso com a mesma narrativa. Foi melhor que os anteriores? Foi. A “actuação” fez enganar muita gente, mas Gallagher já é experiente. Mas de resto tudo foi resolvido como nada acontece-se, não existe uma ligação clara entre o episódio e as personagens fixas. Falta isso a Mental, que nestes primeiros tempos precisa de construir uma base de espectadores antes de nos dar episódios de simples casos médicos. É que se arrisca a perder muita audiência.

Um famoso entra na clínica, mas não é um famoso qualquer. O novo namorado da América é internado e Gallagher tem de conseguir tratar dele. Estranho caso, pois acontece na mesma altura que existe um filme em que o actor entra em que ele é doente. Mas nada de desconfiar, pois o rapaz precisa de ser tratado. Claro que Gallagher não cai na “armadilha” e descobre-lhe o truque. Descobre-lhe? Não. O paciente actuou em parte, uma actuação bastante convincente, mas aconteceu tudo para encobrir o verdadeiro problema. Os seus primeiros tempos em Hollywood foram passados a vender-se para ganhar dinheiro. Mais um caso resolvido para Gallagher e a sua equipa (agora reduzida…já não me lembro onde param os outros dois). Assim se explica o caso. Sem relações complexas, sem nenhuns entraves, sem nenhum revés. Falta algo que nos mantenha preso ao caso, nos faça pensar. Mental ainda não me consegui por a pensar, a tentar adivinhar o próximo passo.

De resto, o episódio traz-nos a informação dos casos das duas mulheres fixas da série. E é isso que nos mantém ligados a série, como uma história contínua como todas as séries devem ser. É muito pouco, o que torna a série mais cansativa de se ver. E faltou a irmã de Gallagher. Era das poucas coisas que me tinha prendido a série.

Por último: onde cai este caso. Em saco roto. Sem ligação, nem mínima que seja, com a equipa, o caso serviu para preencher espaço. O próximo episódio (ainda por ver) será um novo caso, não tendo este implicações nas personagens. E ficamos assim. Claro que Mental já está condenada ao cancelamento. Foi uma série de um Mid Season única. Podia sair daqui algo interessante? Podia. Saiu? Não.

Nota: 8


Dexter (1.12) – Born Free [FOX PT]

Julho 17, 2009

Dexter - FinaleSimplesmente perfeito. Este final de temporada vem fechar com chave de ouro a temporada de estreia de Dexter. O episódio ganha fluidez quando não temos mais nada com que nos preocupar excepto a procura por Debra, a série fica preenchida, e nos deliciados. Não se podia pedir mais. E, mesmo vendo pela segunda vez o episódio, fico de olhos em bico. O crescimento da série é notório, o terreno foi lavrado, as peças encaixaram na perfeição. Para os fãs da série aconselho a rever esta primeira temporada, para quem não o é, aconselho a ver.

Born Free é o título da obra de arte. Podia ser um quadro de Picasso, podia ser uma música de Mozart, podia ser uma pirâmide dos egípcios, podia ser uma pintura de Salvador Dalí. Este episódio é tanto arte como os objectos acima mencionados, é a harmonia perfeita, é uma criação humana na sua máxima plenitude. Talvez esteja a ser um pouco exagerado, mas é de louvar aos céus ver a história a fluir, ver as interpretações dos actores, principalmente do grande, gigante, Michael C.Hall. Merece a nomeação para os Emmys, pois é regular em todas as temporadas, mas uma regularidade (muito) acima da média.

O ponto culminante da temporada começa com Dexter a procura da sua irmã. Debra foi raptada pelo ITK, não se sabe com que intenções, mas Dexter prometeu ao pai a sua irmã mais nova. Quem também se mete na pista é a polícia, que começa a desconfiar de Rudy, ou melhor Brian. Com a polícia no encalço, Dexter tem mais pressão. Tem de chegar antes a Brian, pois não sabe porque que foi escolhido pelo ITK. Enganos e desenganos se passam na cabeça do Serial Killer mais adorado da América. Onde estará Deb e o seu companheiro? Alguma pista terá ficado para trás. Born Free, música de Andy Williams, é o mote. Isto leva ao local onde Dexter nasceu para o mundo tal como é agora: vazio. Mas nada existe, nada aparece. A entrada em casa de Brian traz nova pista: Home Sweet Home. A nova pista leva Dexter no encalço da sua antiga vida, da vida de sentimentos. Um regresso a um passado encoberto.

Quem também anda perto do passado é a polícia, que começa a aproximar-se da verdadeira identidade de Brian, Brian Moser. E a caça ao homem também começa por parte de Laguerta. Mas Dexter está mais avançado, encontra-se um passo a frente. Encontra a sua antiga casa, e com ela começam a reaparecer memórias: A sua mãe com as unhas pintadas de cores diferentes, o seu irmão, Brian. E o mistério da temporada estava descoberto. Brian, ITK, nasceu como Rudy no meio do sangue, tal como Dexter. Ambos sofreram a experiencia traumática de ver a morte da sua mãe, ambos se tornaram assassinos em série, ambos se tornaram vazios. Brian é o irmão verdadeiro de Dexter, a única pessoa, após Harry, ao qual ele não terá de colocar máscara. E Brian regressa para acabar com o passado de Dexter, o passado encoberto, o da família Morgan.

Para isso é que raptou Debra. Para cortar com os laços do passado. Mas Dexter parece não ser tão vazio como isso. A morte de Deb é insuportável para ele, e a irmã mais nova do Morgan sobrevive. Quem não sobrevive é Brian. Dexter percebe que a sua irmã não estará a salvo, por isso decide matá-lo. Numa cena simplesmente perfeita, Dexter admite tudo, ou seja, que ele tem razão, que Harry estava enganado, mas ele tem de seguir os princípios. E mata o seu irmão.Dexter - FInale2

E depois temos a cena final, que é o final perfeito para o episódio. Dexter a sonhar como seria se fosse aceite pela sociedade. Dexter a viver o sonho que nunca se concretizará.

E o que esperar para a segunda temporada? Novas movimentações, novo ritmo alucinante para o final. O trama já está a ser construído, o sapato encontrado por Rita e Doakes. Serão estas as bases para a nova temporada de Dexter, que, para mim, é também muito boa, acima da média.

Nota: 10

A nota devia ser 11. Mas o Marco proibiu-me (:

We Love DEXTER

SEASON FINALE


Hung (1.02) – Great Sausage; Can I Call You Dick?

Julho 17, 2009

0000058165_20090612171251É comum falarmos que no segundo episódio que uma série mostra se é realmente boa. Pois se depender desse segundo episódio de Hung, podemos dizer que essa nova produção da HBO será um sucesso. Um pouco menos agitado que seu piloto “Nome do Episódio” continuou a jornada de nosso antiherói em sua busca por, digamos, uma renda extra.

Foi divertido ver Tanya elaborando altos planos para seu novo negócio, inclusive treinando Ray a seduzir mulheres românticas — o que ela esqueceu é que existem mulheres também não-românticas nesse mundo. Com isso, Ray estava pronto para sua primeira cliente, e talvez a mais importante de todas, Lenore, que trabalha para mulheres cheias da grana, dando conselhos sobre o que elas devem vestir. E para atingir essas mulheres ricas, e tornar esse negócio realmente lucrativo, Lenore precisou fazer o test-drive, a fim de saber se o “produto” era bom o bastante para merecer sua recomendação.

O problema é que a mulher escondeu a carteira de Ray, com sua preciosa identidade dentro, e é mais do que óbvio que ela não irá devolvê-la sem ganhar nada em troca. Resta saber se será mais sexo ou mais uma fatia dos ganhos de Ray, que começa a se sentir desconfortável ao se colocar em papel de puro objeto, explorado não só por suas clientes, mas também por sua sócia, que exigiu um lucro maior sobre seus ganhos.

Por outro lado, não parece que será fácil para o professor conciliar seus dois trabalhos, pois todos no dia seguinte lhe perguntavam o que diabos era aquela marca em seu pescoço, sem comentar que ele chegou atrasado na reunião com a diretora do colégio e para dar aula no dia seguinte. E o que dizer se seus filhos realmente se mudarem para sua casa? É lógico que isso irá demorar um pouco, já que eles estão esperando o pai reformar o lar, que pegou fogo no episódio piloto, mas será um problemão esconder de seus filhos sua vida dupla, ou mesmo explicar, daqui a alguns episódios, de onde é que ele está tirando tanto dinheiro.

Deixando um bom gancho e alguma curiosidade para o próximo episódio, Hung tem se mostrado até o momento uma comédia leve e descompromissada, aquele tipo de série da qual não esperamos muita coisa, mas que mesmo assim é boa o suficiente para querermos ver o próximo episódio.

Nota: 8.5