Mental (1.05) – Roles of Engagement

MentalDevido a Filipa estar cansada e sem tempo, eu propus-lhe que fica-se com os reviews de Mental durante dois episódios. E, antes de ir ao episódio em si, tenho de explicar o que acho da série até agora. Eu vejo em Mental um procedural que anda a tapar um buraco da Fox na programação. Se fosse Fall Season, já tinha largado a série a muito tempo, por dois/três motivos: a existência de inúmeros procedurals com mais qualidade de que a série de Jack Gallagher, a série ter alguns actores sem expressividade nenhuma e a qualidade da realização. Os dois primeiros acho que são entendidos logo com estas frases, o último explica-se rapidamente. A série tem erros crassos (desta vez, quando a luz foi a baixo, um computador manteve-se ligado e um luz acendeu-se, andando todos a correr com lanternas a correr atrás do paciente) que não se admitem. Mas como é tempo de poucas séries estarem a dar, fecho os olhos e lá arranjo um tempinho para Mental.

Quanto ao episódio em si, e tentando fechar os olhos aos erros de palmatória (coisa que é muito difícil conseguir), temos mais um caso com a mesma narrativa. Foi melhor que os anteriores? Foi. A “actuação” fez enganar muita gente, mas Gallagher já é experiente. Mas de resto tudo foi resolvido como nada acontece-se, não existe uma ligação clara entre o episódio e as personagens fixas. Falta isso a Mental, que nestes primeiros tempos precisa de construir uma base de espectadores antes de nos dar episódios de simples casos médicos. É que se arrisca a perder muita audiência.

Um famoso entra na clínica, mas não é um famoso qualquer. O novo namorado da América é internado e Gallagher tem de conseguir tratar dele. Estranho caso, pois acontece na mesma altura que existe um filme em que o actor entra em que ele é doente. Mas nada de desconfiar, pois o rapaz precisa de ser tratado. Claro que Gallagher não cai na “armadilha” e descobre-lhe o truque. Descobre-lhe? Não. O paciente actuou em parte, uma actuação bastante convincente, mas aconteceu tudo para encobrir o verdadeiro problema. Os seus primeiros tempos em Hollywood foram passados a vender-se para ganhar dinheiro. Mais um caso resolvido para Gallagher e a sua equipa (agora reduzida…já não me lembro onde param os outros dois). Assim se explica o caso. Sem relações complexas, sem nenhuns entraves, sem nenhum revés. Falta algo que nos mantenha preso ao caso, nos faça pensar. Mental ainda não me consegui por a pensar, a tentar adivinhar o próximo passo.

De resto, o episódio traz-nos a informação dos casos das duas mulheres fixas da série. E é isso que nos mantém ligados a série, como uma história contínua como todas as séries devem ser. É muito pouco, o que torna a série mais cansativa de se ver. E faltou a irmã de Gallagher. Era das poucas coisas que me tinha prendido a série.

Por último: onde cai este caso. Em saco roto. Sem ligação, nem mínima que seja, com a equipa, o caso serviu para preencher espaço. O próximo episódio (ainda por ver) será um novo caso, não tendo este implicações nas personagens. E ficamos assim. Claro que Mental já está condenada ao cancelamento. Foi uma série de um Mid Season única. Podia sair daqui algo interessante? Podia. Saiu? Não.

Nota: 8

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