Mental (1.06) – Rainy Days

Mental - 2Bem melhor que o anterior, Rainy Days vem refrescar o verão e, consequentemente, Mental. A série consegue trazer um episódio inovador, juntar dois casos interessantes, mas continua com os mesmos problemas: poucas relações com as personagens e personagens esquecidas.

Começando por este último ponto: a série parece que não consegue juntar todas as personagens como acontecia no inicio. Até agora as personagens fixas eram Gallagher, Nora, Veronica e Carl. Agora o elenco totalista ficou restrito a duas personagens: Gallagher e Veronica. Ou a Fox não tem dinheiro para ter todos durante um episódio, ou não sei. A saída de Carl é notório para o episódio? Não, apesar de ser mais notada que Nora, pois a administrador nem precisava de aparecer. Pensando bem, se ninguém da equipa aparece-se, a série viveria só com Gallagher. Viveria entubada, deitada numa cama, mas viveria. É uma série de one man show. E, por isso, é que os argumentistas não se preocupam se não aparece Nora, Carl ou os desaparecidos Arturo, que apareceu neste episódio, ou a bonita Chloe (por onde ela anda?). Ah… e não se esqueçam do reaparecido Malcolm (Obrigado, IMDB. Só assim é que me lembrava destes nomes todos). A série ressente-se com a saída temporária deles, mas não muito.

Agora vamos ao episódio. Juntam-se dois casos interessantes, um de um jogador compulsivo no jogo e outra de uma advogada. A advogada é bem mais interessante, o do jogador é mais um para tapar buracos. E comecemos por este último. Gallagher está a tentar levar um jogador compulsivo a um grupo. O problema é que este tem tendências suicidas, o que faz com que o problema aumente. Mas o homem das cartas resolve o problema com estas. O azar é o mote, o que leva a “cura”. Esse é outro problema da série. Os doentes nunca se curam. Não há a segurança que não voltarão, voltando a entrar num caso repetitivo. É outro aspecto que a série tem.

Agora indo para o caso principal. Talvez o melhor caso da temporada até agora, Gallagher envolve tanta a paciente como o espectador num teatro. O que parecia ser um julgamento, torna-se um tratamento. É assim que a série pode ganhar pontos, tentando algo de novo, algo que nenhuma das séries que por ai andam ainda não fizeram e, pelo menos nesta base, nunca o poderão fazer. A série assim ganha consistência, envolve o espectador, consegue manter preso. Claro que não se pode fazer este truque em todos os episódios, mas pelo menos até ao final não era mau. E tentar arranjar mais artimanhas para deixar o espectador preso. É caso para dizer: pensem…que se pensarem conseguem.

Para acabar: Onde para a irmã de Gallagher. Desapareceu e nunca apareceu. E a ligação dos episódios perdeu-se.

Nota: 8,4

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