Hung (1.04) – The Pickle Jar

Agosto 2, 2009

Imagem1Finalmente, em sua quarta semana, Hung consegue ter um episódio tão bom quanto o primeiro. Abandonando um pouco o clima deprimente da semana passada, o episódio centrou-se na decisão de Ray em assumir uma atitude mais profissional quanto ao seu segundo “trabalho”.

Enquanto se esforçava em consertar o telhado de sua casa — talvez um meio de parecer menos fracassado aos olhos dos vizinhos —, Tanya, uma verdadeira empreendedora, conseguiu lhe arranjar duas clientes, indicadas por Lenore, dispostas a pagar alto e, o melhor, adiantado. No entanto, até o momento, apesar do entusiasmo de Tanya, Ray sempre se mostrou um pouco desconfiado e relutante em assumir a prostituição como um novo fato presente em sua vida, e encarava o trabalho como um hobby, em que poderia escolher os horários que lhe fossem melhores e, o pior, escolhendo também o tipo de mulher para quem iria prestar seu serviços (uma atitude bem arrogante para quem precisou usar o troco de seus alunos para tentar comprar uma viga).

E justamente por esse motivo o final do episódio foi fantástico. Ao invés de simplesmente virar as costas para Holly, diante da recusa dela em transar com ele, Ray decidiu se portar como um verdadeiro profissional, que se recusa a receber um não de suas clientes. Pela primeira vez, Ray agiu como um verdadeiro gigolô, e não se sentiu mal e desconfortável com isso. Significa muito mais do que simplesmente passar a ser um garoto de programa profissional, na verdade é como se ele finalmente percebesse que pode ser bom em alguma coisa, aumentando visivelmente sua, até então, baixa autoestima.

Interessante foi ver sua ex-mulher encontrando Lenore no salão de belezas, no entanto, todas essas personagens coadjuvantes parecem sempre muito apagadas na série, fazendo todas as cenas em que aparecem soarem desnecessárias, não acrescentando nada à história. Hung tem tudo para se tornar uma grande série — e talvez por isso já tinha sido até renovada para a segunda temporada —, só que os demais personagens da trama precisam encontrar seu lugar no espaço, ou ela poderá correr o risco de se transformar em uma série tão vaga quanto United States of Tara.

Nota: 8.7


TCA Awards – Os Vencedores

Agosto 2, 2009

TCA_AwardDurante a noite de ontem os jornalistas, actores, guionistas e equipa técnica da televisão americana juntaram-se para uma festa especial onde se divulgaria os vencedores do TCA Awards (Television Critics Association), premiação em que quem decide são os críticos e não um conjunto de pessoas específicas como acontece nos Emmys.

A grande vencedora da noite foi The Big Bang Theory, ganhando como melhor série de comédia e pelo prémio de Jim Parsons como actor. Mad Men continua a brilhar na categoria de drama e Battlestar Galactica finalmente tem o reconhecimento que merece e ganha como melhor série do ano.

True Blood como melhor nova série e Bryan Cranston (por Breaking Bad) são outros dois vencedores mais que merecidos. Se ele ganhasse o Emmy também não me importava nada, assim como o Aaron Paul como actor de drama secundário. Vejam agora a lista completa:

Programa do Ano:

“Battlestar Galactica” (Sci Fi)
“Lost” (ABC)
“Mad Men” (AMC)
“Saturday Night Live” (NBC)
“The Shield” (FX)

Melhor série de comédia:

“30 Rock” (NBC)
“The Big Bang Theory” (CBS)
“The Daily Show” (Comedy Central)
“How I Met Your Mother” (CBS)
“The Office” (NBC)

Melhor série de drama:

“Breaking Bad” (AMC)
“Friday Night Lights” (NBC)
“Lost” (ABC)
“Mad Men” (AMC)
“The Shield” (FX)

Melhor Minissérie, Telefilme ou Especial:

2008 Summer Olympic Coverage (NBC)
“24: Redemption” (FX)
“Generation Kill” (HBO)
“Grey Gardens” (HBO)
“Taking Chance” (HBO)

Melhor nova série:

“Fringe” (Fox)
“The Mentalist” (CBS)
“No. 1 Ladies’ Detective Agency” (HBO)
“True Blood” (HBO)
“United States of Tara” (Showtime)

Melhor actor/actriz de comédia:

Alec Baldwin (”30 Rock”)
Steve Carell (”The Office”)
Tina Fey (”30 Rock”)
Neil Patrick Harris (”How I Met Your Mother”)
Jim Parsons (”The Big Bang Theory”)

Melhor actor/actriz de drama:

Glenn Close (”Damages”)
Bryan Cranston (”Breaking Bad”)
Walton Goggins (”The Shield”)
Jon Hamm (”Mad Men”)
Hugh Laurie (”House”)

Melhor programa infantil:

“Camp Rock” (The Disney Channel)
“The Electric Company” (PBS)
“Nick News” (Nickelodeon)
“Sid the Science Kid” (PBS)
“Yo Gabba Gabba” (Nickelodeon)

Melhor programa de informação:

“60 Minutes” (CBS)
“The Alzheimer’s Project” (HBO)
“Frontline” (PBS)
“The Rachel Maddow Show” (MSNBC)
“We Shall Remain” (PBS)

Prémio de importância na televisão:

“ER” (NBC)
“M*A*S*H” (CBS)
“Saturday Night Live” (NBC)
“The Shield” (FX)
“Star Trek” (NBC)

Menção honrosa de carreira: Betty White


Rachel volta a One Tree Hill porque…?

Agosto 2, 2009

danneel_harris_one_tree_hillEste artigo contém spoilers da sétima temporada de One Tree Hill. Caso não queiras saber nada sobre o regresso da Rachel, aconselho a leres outro artigo!

Rachel irá ter um filho do avô Dan?

Parece que Nathan (James Lafferty) e Lucas (Chad Michael Murray) podem ter agora um outro irmão. Segundo algumas pessoas que estiveram nos bastidores de gravações da sétima temporada de One Tree Hill, o avô Dan teve uma namorada grávida, namorada essa que tem a idade dos seus dois filhos (Lucas e Nathan).

A mulher em questão é a ex-colega do Brooke – Rachel -, que passou a ser regular nesta próxima época após ter ficado desaparecida durante duas temporada (apesar das pequenas participações). Se antes a personagem de Danneel Harris já era odiada, agora deverá ser ainda mais. Mas as novidades não ficam por aqui…

Ainda segundo essas fontes, ela usava um anel de diamantes, mas não se sabe se foi o Dan que o deu. Agora a questão que fica é se o Dan irá conseguir recuperar da sua condição cardiovascular, ou irá perder o crescimento do suposto novo filho. Também é importante refletir se ele continuará a ser o vilão da história, e existe pessoas que apostam para esse lado!


10 Things I Hate About You (1.04) – Don't Give a Damn About My Bad Reputation

Agosto 2, 2009

snapshot20090801224456Relembrando o que Bianca disse no episódio piloto, só existe uma única oportunidade para causar uma boa “Impressão”. Porém o tema abordado desta vez é “Reputação” e talvez um pouco da palavra “Limite”, claramente ignorado pelas irmãs Strafford. Ambas foram longe demais naquilo que estavam envolvidas, provocando situações constrangedoras e incovenientes. Bianca novamente nunca satisfeita com seu status de popularidade, procura deixar de lado seu doce jeito filhinha do papai e com isso começa a inventar histórias sobre namorar um homem mais velho, algo que com certeza não irá trazer bons resultados, ainda mais o boato caindo nas mãos da Chastity. Claro que o conselho de sua Big Sister não poderia ser mais útil: “Pussycat Dolls are strippers who sing”. Álias novamente as cenas dos almoços ou jantares de família sempre rendem ótimos diálogos, com uma pitada de sarcasmo regado de lição de moral, como dizer que “Good reputation take you to places”.

O que dizer sobre a cena em que a Kat quer dar uma de ambientalmente correta, fazendo Patrick recolher o lixo que ele jogou no chão? Claro que para provocá-la, ele joga novamente, porém ele não iria esperar que ela chutasse literalmente a lata de lixo em cima dele. Detenção é palavra correta para o doce e gentil momento deste tôxico casal. Achei interessante Kat demonstar um de senso de culpa disfarçado de puro interesse em estar com ele, quando vê que a detenção será somente para o “Mr. Intensite“. Claro que um personagem que está muito banalizado e totalmente sem personalidad é o Cameron, que mesmo sendo um total “Puppet” da “Little Wannabe Popular”, ele poderia ter algo que o distanciasse desse carinha que ele sempre demonstra ser. Até entendo que é essa a função dele mas acaba sendo tudo muito banal, mas admito que os momentos em que ele aceita conselhos do seu melhor amigo sempre soam de forma cômica porém ridículos para a sua “reputação”.Algo que prefiro nem comentar muito pois achei muito mal colocado foi a conhecido clichê escandaloso entre “Hot Teacher and Little Student”, tirando a parte da consulta de Bianca com a psicologa, interpretada pela hilária Leslie Grossman (What I Like About You, Popular). Talvez a Little Sister, que se enroscou até o último fio de cabelo, descobriu que as vezes é melhor manter a boa reputação do que ficar com a má, assim como seu “Puppet”, que acabou levando fama de gay depois de usar toda aquela vestimenta “diferente” somada com o suporte dado a sua “amada”.

E por fim, estou começando a gostar mais da interação do casal nada ternura,  Kat e Patrick. Divertido da detenção com eles ecolhendo lixo, porém ela estrapolou um pouco quando infincou a “vassoura” no pé dele, fazendo-o esquecer da sua bolsa que no fim rendeu um momento bem interessante para o personagem, pois quando Kat fuça na bolsa dele, sem perceber acaba derrubando um item muito importante, o que o deixa extremamente  bravo. Kat por sua vez procura o item no banheiro e por fim acaba achando: uma espécie de mini-binóculo com uma foto de infância dentro, estilo aqueles antigos que creio que todo mundo já teve na vida, eu inclusive adorava olhar o meu, mas não lembro exatamente o que tinha nele. Agora voltando para a “Big Spine Cactus”, desta vez foi foi longe demais, talvez percebendo que seus atos magoaram os sentimentos do bad-boy, que mostrou um lado mais “Mr.Sensitive” neste episódio.

Nota: 8,8


Som e Fúria – Terceira Semana (1.09-1.12)

Agosto 2, 2009

Imagem1Após doze episódios divertidíssimos, Som e Fúria infelizmente chegou ao fim com chave de ouro. Se no começo da última semana a história parecia um pouco perdida, e bem menos engraçada que sua primeira e imbatível semana — o que se refletiu na baixa audiência do programa —, ao longo da semana, com a proximidade do final, e da necessidade de uma conclusão para a história, os episódios foram ganhando mais ritmo, a história mais sentido, encerrando a série com um episódio bom o bastante para já deixar saudade.

Enquanto Dante ainda trabalhava em sua adaptação de Macbeth, que ia de mal a pior com Henrique se achando o máximo, dificultando que a visão do diretor se estabelecesse, Romeu e Julieta começou a ser produzido por Oswald Thomas, que retorna tão afetado quanto em sua primeira aparição, querendo transformar a clássica e apaixonada peça de Shakespeare em uma peça sem vida, sem graça. Para interpretar o famoso casal apaixonado, Sarah e Patrick, que apesar de não encantarem da mesma maneira que Katia e Jaques, também conseguiram ter belos momentos em cena, com destaque para o dia em que começam a correr ao redor do teatro, cumprindo as instruções de Dante para melhor interpretarem seus personagens.

Outro ponto divertido dessa semana foi a reconstrução do personagem Ricardo, de um homem completamente chato e racional, ele virou um cara simpático e engraçado, que até aprendeu a tocar clarineta, graças, claro, a Sanjay, o personagem que apareceu com a campanha publicitária mais ridícula e ácida de todos os tempos. Tamanha foi a surpresa quando descobrimos que o homem era um grande golpista, e maluco, significando que tudo estava mesmo perdido para a Companhia.

No entanto, mais uma vez Dante conseguiu salvar o dia, não só conseguindo quebrar o tabu de que Macbeth é uma peça amaldiçoada, como também gerando mais um daqueles momentos emocionantes da série, quando vemos o trabalho de tantas semanas sendo finalmente apresentado para o público, o maior crítico que pode existir.

Por fim, além da canção do porteiro do teatro — um personagem sempre com os comentários mais interessantes sobre as peças do Municipal —, também acabamos com a bela reconciliação do casal que obviamente pertencia um ao outro desde o início: Dante e Elen. Apesar das doidices de cada um — ou alguém achou as implicâncias de Elen com a mulher do imposto de renda normais? —, não há dúvidas que esses dois perdidos formam um casal perfeito, e, quem sabe, juntos os dois consigam finalmente encontrar aquilo que passaram a série inteira procurando, não é?

Nota: 9.6