10 Things I Hate About You (1.05) – Don't Give Up

Agosto 6, 2009

snapshot20090806194147Mesmo quando tudo e todos conspiram contra aquilo que deseja ou pretende fazer, nunca, nunca desista. Pode soar clichê, mas este quinto episódio aborda este assunto, de forma sútil e ao mesmo tempo impactante. Kat resolve deixar a hipocrisia de lado e resolve por em prática sua “filosofia  ambientalmente correta” e assim entra no projeto garagem para transformar seu carro poluentemente incorreto num carro movido a biodiesel, porém ela terá que quebrar o taboo de que ” garotas não podem fazer aquilo que os garotos fazem”. Bianca continua predestinada a conseguir o reconhecimento e sua tão sonhada vaga como cheerleader, porém tudo parece dificultar a vida da “Little Wannabe Popular” quando “Chaticiti” oferece a vaga em troca dela ajudar  Joey, vulgo “Empty Head” a passar no projeto de química, caso não o faça, ficara fora dos jogos da escola. Realmente ela faz isso parecer o último dia na terra, o caótico fim do mundo.

Cameron é a pessoa que perfeitamente simboliza o “Nunca Desista”, pois mais insistente que ele não existe e mais influenciável também. Gostei da nova vibe que deram para a personagem de Kat, mas Cameron desaponta demais e novamente mostra total falta de personalidade, aceitando novamente os conselhos “furada” de seu melhor amigo. Novamente é dele um bizarra porém hilária cena em que ele aparece molhado e sem camisa na porta da casa da Bianca. Confesso que a famosa ” Oops derramei um copo de suco no seu corpo malhado” tinha que acontecer, transformando o momento de Cameron ainda pior do que o imaginável. Bianca pela primeira admitou me conquistou em um episódio de 10 TIHAY, mostrando sua determinação além do sútil poder de manipulação, quanto a isto não precisa muito esforço para convencer o “Empty Head Joey”. A cena em que ele se inspira nela e cria o seu “Dream Book” é muito engraçada, pois mesmo estando interessada no seu desejo, Bianca consegue manter em Joey as duas coisas: ser um dedicado jogador para melhorar sua “promissora” carreira de modelo.

“Big Adventures on Garage” não está funcionando muito bem para Kat, que enfrenta as insinuantes provocações dos garotos e por um “azar” do destino descobre que “Mr. Intensite” também está no projeto. Orgulhosa e destemida, a “Big Cactus” tenta provar que não é qualquer garota e que não irá chorar quando sua unha quebrar. Tipicamente os garotos começam as apostas sobre ela desistir, mas claro que ela nunca serviria esse prato a eles.  É muito engraçado quando mesmo tentando passar um ar de superior com suas asperas respostas, Kat notoriamente “baba” quando Patrick tem que tirar sua camisa suja de gracha. Afinal que mulher não acha sexy um homem sujo na garagem? Brincadeira!. Agora finalizando, novamente 10 TIHAY mostra a sólida e bonita relação pai e filha, que vai muito além do vínculo de sangue e se transforma numa relação de cumplicidade e companheirismo. Achei lindo quando “Dad Starfford” aparece na garagem e a ajuda a desvendar os mistérios do manual de instruções. Aprenda que existe uma linha que separa a loucura de querer algo e a perseverança de concretizar esse tal feito.

Nota: 9,0


Nurse Jackie (1.09) – Nosebleed

Agosto 6, 2009

snapshot20090806172009Este é o meu primeiro review no Portal. Substituo a Filipa nos reviews de Nurse Jackie enquanto ela vai de férias. Por ser o meu primeiro é possível que este fique um bocado extenso, peço desde já desculpa se isso acontecer. Concordo com a visão da Filipa e com as notas por ela atribuída aos episódios anteriores. No entanto cada um tem a sua própria visão pelo que vão existir diferenças na maneira como a Filipa abordava a série e a maneira que eu farei. Visto que não comentei nenhum dos episódios até agora vou-me alongar um bocado em considerações gerais sobre a série.

Nurse Jackie é uma série que ao longo de todos os episódios apresentou uma componente de comédia muito bem estruturada. Cada episódio tem 25 minutos, não se podendo esperar grandes desenvolvimentos a nível de casos médicos, no entanto creio que a comédia compensa essa ausência de emoção dos casos e acrescenta alguma originalidade, não é apenas mais do mesmo. A protagonista é uma personagem poderosa, interpretada por uma excelente actriz. O principal motivo de eu estar a gostar de assistir aos episódios é o facto de Jackie fugir aos estereótipos típicos das séries médicas actuais, primeiro é uma enfermeira, não uma médica, depois é uma personagem danificada, cheia de vícios e que esconde segredos de toda a gente. É uma personagem que faz lembrar Dexter Morgan, na maneira como camufla o que pensa e na maneira como esconde as coisas sobre ela. Casada, com um caso extra-conjugal e viciada em drogas não é de toda uma personagem normal, e neste caso resulta muito bem.

As restantes personagens da série estão em perfeita harmonia, o ambiente descomprimido da série é extremamente agradável, e apesar de episódios curtos é possível ligarmo-nos às personagens que têm situações muito cómicas e dando para perceber que cada um tem os seus próprios problemas que vão sendo mostrados ao longo dos episódios. A banda sonora da série é também algo de diferente e agradável encaixando perfeitamente até aqui.

Uma das coisas que me irrita na série é que os enfermeiros que aparecem são homossexuais, acho terrivelmente cliché e injusto para com essa classe de profissionais de saúde que assim seja, podiam perfeitamente arranjar arcos de história para enfermeiros heterossexuais.

Quanto ao episódio, começa com a situação familiar de Jackie, um ambiente agradável até que a filha mais velha de Jackie demonstra mais uma vez os seus problemas emocionais, percebe-se claramente que estes problemas devem-se à ausência da mãe que passa demasiado tempo no hospital, também é possível que a filha sinta que a mãe está de alguma maneira a trair a família, existe um sexto sentido e pode ser que a filha de Jackie sinta que a mãe erra. Os problemas da filha vão ser explorados ao longo de toda a temporada, sem dúvida.

Depois da situação familiar vai-se para o hospital onde Jackie à entrada do hospital se depara com o primeiro caso do episódio, um sem-abrigo que desmaiado. Zoey e Jackie tratam dele, verificando que os pés estão em estado lastimoso, isto serve para um dos momentos mais engraçados quando a Dr.O’Hara entra na sala para atender o sem abrigo e refere a agradável sensação do cheiro a gangrena pela manhã, um bom momento de humor negro (Espero não ter sido o único a achar piada à cena, pois isso faria de mim terrivelmente mau). O veredicto deste caso é que é necessário amputar os pés do sem-abrigo.

O outro caso do episódio é o de dois rapazes com piolhos, a mãe, irritante como tudo (existem, realmente, pessoas assim), não quer lavar a cabeça dos próprios filhos. Temos também mais imagens de Jackie a drogar-se. Um sub-plot do episódio é o da chefe de Jackie que quer adoptar o menino do episódio passado, demonstrando que é uma pessoa muito mais profunda que o que dava a entender até ali.

Temos pouco do Dr.Cooper, basicamente resume-se ao inicio da sua relação com a filha da paciente do episódio passado, tinha ficado óbvio o interesse da filha, Melissa. Num dos momentos do Dr.Cooper com Melissa é abordado mais uma vez como os enfermeiros passam ao lado muitas vezes e ficam em segundo plano em relação aos médicos, o tumor da mãe de Melissa foi descoberto por Jackie e não pelo médico, mas esta nem se lembrava de Jackie. No outro momento de Coop este é apanhado por Jackie em actividade sexual com Melissa, motivo pelo qual não atendeu os pacientes que devia, levando à fúria de Jackie.

Foi um episódio na linha dos anteriores, no entanto a comédia não foi tão constante, apesar de bons momentos. A vida dupla de Jackie não teve desenvolvimentos de maior e foi motivo de poucas cenas. De notar que parece que Jackie ficou chateada com a sua amiga O’hara por esta ter falado à irmã sobre Jackie, mas não se viu se ficou realmente chateada. Outra situação foi que o farmacêutico quer conhecer a filha de Jackie. A sua vida dupla vai dar pano para mangas ainda e não acho que vá acabar bem.

Nota: 8,0


So You Think You Can Dance (5.20/21) – Top 6

Agosto 6, 2009

so_you_think_you_can_danceEste é o primeiro reality show que eu me aventuro a escrever reviews semanais. Já tinha pensado em fazer isso com Survivor, mas como no início de 2009 estava cheio de trabalho já para fazer, deixei de lado. A quinta temporada de So You Think You Can Dance é a primeira que eu vejo, por recomendação da Mary Barros, autora dos reviews de Brothers and Sisters, Glee, Kyle XY e Greek. A parte de escolher os melhores das seis cidades já passou e agora está na hora de enfrentar aqueles que vão decidir quem é o próximo grande dançarino dos Estados Unidos: o público. É já hoje, quinta-feira, que saberemos quem vence, mas antes disso nada melhor do que comentar o Top 6 que, ao meu ver, fez por merecer estar lá, e de que maneira!

Começo por comentar o episódio vinte com as performances de cada sexo. Os três rapazes – Ade, Evan e Brandon -, conseguiram abrir o programa com a chave de ouro e criar um dos melhores momentos que eu vi nesta temporada de So You Think You Can Dance. As meninas, todas bem vestidas e sensuais como super heroínas, também tiveram a proeza de fechar o programa da melhor forma, embora eu continue a preferir a dança dos rapazes, pois achei menos lenta. Sobre os casais, o que mais gostei foi o Evan com a Melissa, até porque o Broadway é um dos estilos que mais gostei de ver em ‘So You Think You Can Dance’. Uma coisa interessante sobre o Evan é que ele foi, talvez, o mais criticado pelo juri e que mais o desapontou, mas demonstra ser muito acarinhado pelo público, ao contrário da Janette, por exemplo, que foi eliminada na semana passada.

Da mesma forma que o Evan tem mais jeito para esse estilo e a Melissa para o ballet, o Brandon consegue ser esplêndido no estilo disco. Aliás, ele e a Kayla até que formam um bom par, muito melhor do que Kayla e Kupono, par esse que eu não suportava nada. Também gostei muito do Hip-Hop do Ade e da Jeanine, esta com uma grande capacidade para vencer o programa. O que mais gosto na Jeanine é que ela começou tão por baixo, sendo aparentemente beneficiada pelo Phillip, que acabou por estar nos quatro finalistas e ainda com grandes probabilidades de vencer o programa. Será que é só eu daqui que torço por ela para vencer o reality show?

Untitled-1

A nível dos solos que foram apresentados ainda no episódio vinte, gostei particularmente do Brandon. Repetindo a fórmula que o tornou o grande favorito da Mary nas audições no início da temporada, Brandon prova mais uma vez o porquê da júri o ter elogiado tanto. Também gostei do da Kayla e claro, como sou fã da boa disposição do Evan, também gostei do solo dele. No geral, foram todos bons, mas são esses três que sobressaltaram mais, pelo menos para mim. E parece que não foi só eu, visto que o público não eliminou nenhum desses três.

O episódio dos resultados abriu com uma dança de palhaços que, para mim, foi a melhor que eu vi em toda esta temporada a nível de performance em grupo! Outra dança que adorei nesse episódio foi aquela que foi acompanhada pela música ‘Mercy’, pois como não vi as temporadas anteriores, nunca tinha a visto. É algo mesmo de extraordinário e criativo! Mas não foi a única que me fez adorar tanto esse Top 6 resultados, sendo que ‘Bleeding Love’ também é algo de fantástico e o programa só ficou a ganhar ao trazer esses concorrentes mais antigos de volta ao palco. E chegámos então à última eliminação desta quinta temporada com a saída de duas pessoas que eu gostei bastante por parecerem ser tão humildes e simples: Melissa e Ade. Melissa, como a concorrente mais velha da época, conseguiu chegar tão longe que deve estar tão orgulhosa de si mesmo e tal como o júri disse, existem concorrentes que foram eliminados mesmo na semana antes da final e que hoje em dia são grandes profissionais e cheios de sucesso. Eu espero, sinceramente, que isso aconteça a eles dois!

A final vai ser grande! Quem eu queria que vencesse: Jeanine. Quem eu acho que vai vencer: Brandon. E vocês?