Gossip Girl – Segunda Temporada (2009)

Agosto 15, 2009

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Depois de uma primeira temporada de sucesso, a CW renovou Gossip Girl, e continuou apostando em uma publicidade que levantava uma certa polêmica, com cartazes prometendo momentos picantes na série, que apesar de terem sido raros, continuou a vender a imagem de que Gossip Girl se diferenciava das demais séries, por sua ousadia e trama mais “adulta”. No entanto não foi bem isso que vimos durante essa segunda temporada.

Repleto de intrigas bobas típicas dos seriados voltados para adolescentes, a segunda temporada pecou por mostrar apenas mais do mesmo, ou seja, personagens que custavam a sair do lugar, sempre brigando pelos mesmos motivos. Apesar das histórias dessa temporada terem deixado o colégio onde os personagens estudavam para ganhar as ruas de Nova York, as atitudes de grande parte deles continuaram as mesmas, algo que tornou alguns episódios muito aborrecidos de se assistir.

Blair continuou sua desesperada luta para conseguir a tão sonhada vaga em Yale, brigando com Serena várias vezes durante a temporada por esse motivo, mostrando ser uma personagem muito mais madura em alguns episódios — como aqueles em que procurou ajudar Chuck —, para simplesmente voltar a ser a mesma adolescente de sempre no episódio seguinte — como naqueles episódios em que tentou bancar a rebelde por não ter conseguido ir para a faculdade de seus sonhos.

Serena continuou seu romance morno com Dan por boa parte da temporada, mesmo quando a relação dos dois já se mostrava esgotada. Dan, por sua vez, se mostrou ainda mais tenso e chato, com o drama de ter ou não dinheiro para bancar a faculdade, ou com seu relacionamento proibido com a professora de seu colégio. Aliás, a família Humpfrey continuou sendo a mais sem sal da série, com Rufus naquele eterno vai e vem com Lilly, e Jenny sempre tentando ser diferente e rebelde, ganhando bastante destaque no início da temporada mas acabando com uma participação quase invisível no final.

Por outro lado, Chuck foi um dos personagens que mais cresceu na série, passando por um momento difícil quando seu pai morreu, e chegando ao ponto de seu romance com Blair ganhar mais destaque que Serena e Dan, e tornando o casal “Bluck” os verdadeiros protagonistas da série. Se ao fim da temporada pudemos ver finalmente os dois se entenderem (com Chuck arquitetando o plano mais fofo de todos os tempos durante o baile de formatura), os episódios anteriores apenas mostraram uma briga de gato e rato, com sempre um dos lados fugindo ou evitando o outro, o que causou também uma certa irritação, com os dois se mostrando sem rumo e desorientados a todo tempo na tela.

De qualquer forma, apesar de todos esses pontos falhos, a temporada foi salva no último minuto, com seus seis episódios finais nos apresentando uma história tensa, envolvendo um roubo financeiro, casamento na Espanha, a volta de Georgina Sparks, e unindo os personagens que há muito ganhavam apenas histórias isoladas, resultando no melhor momento da temporada.

Agora, como promessa para a terceira temporada está a passagem dessa turma do Upper East Side para a faculdade. A ideia é causar uma mudança nesses personagens, com Dan relaxando um pouco — já que não terá mais que se preocupar com dinheiro —, Serena deixando de ser motivo de fofoca/confusão e se tornando uma garota normal e Blair vendo seu reinado cair, não conseguindo se enturmar com a turma da NYU. Se isso vai ser realmente apresentado, será outra história, mas uma coisa é certa: a queda na audiência nessa segunda temporada só mostrou que o público não gosta de ver uma fórmula ser repetida a exaustão.

25e


Fringe: Promo da segunda temporada

Agosto 15, 2009

fs2pA segunda temporada de Fringe, do mesmo criador de Lost, Alias e Star Trek – JJ Abrams – chega no dia 17 de Setembro e é uma das estreias que estou mais ansioso nesta fall season. A série começou morna mas a segunda metade da temporada mostrou o porquê de ela ser o novo sucesso da FOX americana e ter uma das melhores audiências da emissora. A seguir podem ver o primeiro vídeo promocional que contém cenas do episódio de estreia da segunda época. A série terá reviews semanais feitos por mim.


Qual o cancelamento mais injusto das séries? [Resultado]

Agosto 15, 2009

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Depois do sucesso que foi a primeira edição, com a votação da mulher e homem mais sexy da televisão, chega a vez de apostarmos numa segunda edição com o tema ‘Qual o cancelamento mais injusto das séries?’. Os dezasseis escolhidos foram seleccionados pela equipa do Portal de Séries e agora cabe a vocês, visitantes, votarem nos vossos favoritos. As séries abaixo representadas foram escolhidas baseado na repercussão do cancelamento e/ou qualidade que a série apresentava na altura em que foi terminada. Séries como ‘Battlestar Galactica’, ‘The Shield’ e ‘Boston Legal’ não figuram na lista porque tiveram uma última temporada já vista como final season, mesmo antes de estrear.

O concurso consistiu numa série de eliminatórias, entre as quais houve um confronto entre dois “concorrentes”. Em cada ronda, que teve a duração de quatro dias, metade dos escolhidos ficaram para trás, até chegarmos a uma final. Cada pessoa pôde votar tanto nas em todas os confrontos, mas unicamente num de cada dupla. Abaixo tem o quadro das votações que vos vai ajudar a perceber melhor como funcionou. Têm até às 23h59 do dia de quarta-feira para votarem na série que teve o cancelamento mais injusto. Obrigado a todos os que participaram nesta edição!

Mais uma vez, agradeço a participação de todos. À semelhança do que pedi na primeira edição, peço novamente para dizerem nos comentários temas que gostariam de ver figurados numa votação como essa. E agora é a altura de saber qual o cancelamento mais injusto segundo os visitantes do Portal de Séries.

E O CANCELAMENTO MAIS INJUSTO DAS SÉRIES É…

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10 Things I Hate About You (1.06) – You Can't Always Get What You Want

Agosto 15, 2009

snapshot20090813223628“You don’t get California at all”. Realmente “Dad Strafford” ou não se encaixa realmente no novo estilo de vida ou suas filhas realmente levam suas atitudes e desejos muito ao extremo. Com esse sexto episódio, comprova-se efetivamente que nem sempre é palpável e fácil impor nossas vontades e ideologias. Kate parece não se contentar em tirar um A+, não quando todos na sala também tiraram a mesma nota. Como era de se esperar, ela questiona sua professora e seus critérios de avaliação, pois ao ver dela nem todos ali mereciam tal nota, ainda mais considerando que existiam redações sobre “desfrutar o gosto salgado do surf” ou “a arte de soletrar” . Gostei de ver quando a professora diz que  Até os astronautas conseguem ver que você é uma feminista”. Resta a dúvida, Kat saberá mostrar algo que realmente descontrua sua imagem tão marcante e previsível.

“Little Wannabe Popular” continua sua incansável saga para conquistar uma espaço na badalada vida da “Chaticity”, porém amizades como essa podem sair mais caras do que o previsto. Bianca só não ganha do Mike (acho que esse é o nome do amigo do “Nice Guy”) no quesito “idéias brilhantes”,  pois ela resolve fazer uma campanha de arrecadação online, após ter o “PAI-trocínio” negado. Ela e sua amiga Dawn criam um “reality show” online no qual elas expõem detalhes “picantes” de suas vidas. Mesmo com toda a futilidade e obsessão, a pequena Strafford consegue ser adorável e até cômica em algumas situações, como no momento que ela descobre que desperta 100% de interesse da audiência quando Dawn começa a coçar suas costas. Claro que o primeiro “beijo” da série não poderia ser mais inusitado, pois numa tentativa de ganhar mais dinheiro as garotas resolvem se beijar, alias esse momento rendeu uma grande cena posterior, na qual o papito sem avisar no quarto e flagra as duas meninas em ação. Depois ele arrancando a porta como punição foi muito engraçado e ao mesmo tempo humilhante para Bianca. Ela acaba virando alvo de piadas e insinuações dos garotos da escola, o que obriga o “Nice Guy” a entrar em “ação”. Naquele momento ele recuperou pontos comigo, pois mesmo enfrentando o garotão da escola, ele volta a ser o bom e velho covarde Cameron, que acaba sendo protegido por sua amada. Ri muito quando ela bate com o fichário na cabeça dele fala que o moleque deveria escolher alguém que fosse do tamanho dele pra brigar.

Pode parecer repetitivo, mas voltamos a ter ótemos momentos das garotas com o papai. Anteriormente com a Bianca e sua arrecadação para as compras, mas sem dúvida é com Kat o grande diálogo deste episódio. Retomando a rebelião, erroneamente a “Big Spine Cactus” vai tão fundo em suas reclamaçõe, que acaba fazendo a professora reavaliar as redações, porém o que acontece é que a única que recebe nota diferente é ela.  Mandela acaba sendo ofendida quando Kat usa de forma negativa o tema de sua redação e acaba confrontando que nem tudo envolve o “Mundo Excêntrico de Kat”, deixando claro que o excesso de sinceridade e determinação podem magoar os outros. Sobre o diálogo entre pai e filha, pela primeira vez Kat avalia suas atitudes e seu jeito tão impositivo de ser, colocando finalmente em questão se é ou não é uma pessoa egocêntrica. Cumprindo seu papel de pai, ele responde de forma simples e direta, dizendo que as vezes seria bom se preocupar com outras coisas, como comer, dormir e importar-se mais com os sentimentos dos outros. Novamente acho que ela aprende a dura lição, refazendo sua redação com um novo tema ” O dia que meu pai me acompanhou na compra do meu primeiro absorvente”. Mostrar e admitir que errar é natural, porém mais importante que isso  é  que ela consegue se redimir com sua amiga, dizendo o quanto se emocionou e se identificou com sua redação.

Não tivemos muito do  “Mr. Intensite” neste episódio, mas pra quem já viu o preview do próximo, podemos reparar que ele tomará algumas “ações”. Uma das coisas que gostei sobre a série foi que eles afastaram algumas características das personagens do filme, a exemplo do Joey, que era nitidamente um cafageste babaca que tinha um histórico com a Kat e queria algo com sua irmã mais nova. As irmãs por sua vez possuem a essência do original, porém acrescentam um pitada especial que combina com o desenrolar da trama, creio que muito disso graças ao talento  das atrizes. O próprio Patrick tem algo único, porém ele sem dúvida é a personagem mais difícil de desassociar, pois Heath Ledger(Coração de Cavaleiro, Batman: Cavaleiro das Trevas) fez muitas jovens/adolescentes suspirarem, inclusive a que vos fala.

Nota: 9,2