Community (1.01) – Pilot

Setembro 5, 2009

Sem títuloComunidade: é um conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas, geralmente vivendo no mesmo local.

Proveniente da NBC, Community vem com uma tarefa difícil. Vem para substituir My Name is Earl. Após o cancelamento da série Karma, a NBC teve de arranjar alguém que preenche-se o horário. E a comunidade universitária foi a escolhida. A escolha, para mim, nem foi feliz nem infeliz. A série tem os seus momentos, os locais em que se dá gargalhadas e consegui, neste piloto, mostrar as personagens, algo que tem sido o calcanhar de Aquiles de várias séries. Apesar de ainda não conseguir lembrar dos seus nomes, algumas das suas características já estão imprimidas, o que torna a série mais próxima.

Para além disso, e a favor da série, temos de dizer que não tem o apoio das gargalhadas, que sempre dão uma grande ajuda. Community não vai ter a bengala, algo que a sua antecessora também não tinha. Esperemos que não seja utilizada, pois eu, pessoalmente, gosto de ver uma série de comédia sem o sempre (in) opurtuno som de gargalhadas.

De resto, a série foi saltando entre dois espaços: a biblioteca, que promete ser o local mais usado para os alunos de espanhol, e o exterior. O primeiro significou o humor que a série promete trazer, o segundo significou o desenvolvimento mais sério da série. Mas, algo que estará entranhado nos dois é as artimanhas do protagonista terá e fará para conseguir passar nesta pseudo-universidade. Das personagens, adorei Pierce, o mais rico do grupo, mas também o mais estúpido e, consequentemente, hilariante.

Para acabar, dizer que o elenco comportou-se à altura, o que não é de admirar pois muito deles já são conhecedores do mundo televisivo e cinematográfico. Fica a expectativa de ver como vai ser o piloto da estação, mas não é caso para ficar a pensar no episódio. Deu para dar umas gargalhadas.

O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere

70


[Novas Imagens] O sistema da pontuação!

Setembro 5, 2009

Tendo em conta que uma das críticas que tivemos este Verão é que as nossas notas estavam a ser exageradamente altas, o Portal de Séries decidiu criar um novo sistema de pontuação a ser usado a partir da Fall Season.

Enquanto que antes a pontuação abaixo de sete raramente era usada, este ano iremos usar todo o tipo de número, desde o um até ao dez, desde que as séries mereçam claro. Do 1 ao 4.9 são pontuações negativas e do 5 ao 10 positivas, dando uma margem de manobra maior ao que escreve os reviews. Além da nota quantitativa (1-10), será mostrado à frente uma apreciação qualitativa, o que ajudará o leitor a compreender a nossa opinião sobre o episódio.

Continuamos com o esquema de cores, embora agora seja um pouco diferente. Abaixo podem ver alguns exemplos das notas que daremos ao longo da Fall Season, que já começou com Greek, cujo o review do início da terceira temporada será publicado em breve.

A escala dividir-se-a em 10 níveis, variando cada um deles da seguinte maneira:
1 – 1.9 – Abismal
2 – 2.9 – Horrível
3 – 3.9 – Péssimo
4 – 4.9 – Mau
5 – 5.9 – Mediano
6 – 6.4 – Razoável
7 – 7.9 – Bom
8 – 8.9 – Muito Bom
9 – 9.9 – Excelente
10 – Perfeito

17

17

17

17

17

17

17

17

17

100


Sons of Tucson (1.01) – Pilot

Setembro 5, 2009

sonsSons of Tucson é a nova comédia da FOX para esta temporada e o episódio piloto já saiu na Internet há alguns meses. Por falar nisso, este ano estamos mesmo fracos de episódios vazados antes do tempo, com apenas ‘Dexter’, ‘The Cleveland Show’ e ‘Community’ para ver neste momento.

A FOX não é, definitivamente, o melhor canal de comédias e quando tem algo minimamente bom, como ‘King of the Hill’, cancela. ”Til Death’ é uma comédia horrível e mesmo assim conseguiu ser renovada, e ‘Sons of Tucson’ tinha tudo para contornar esta situação e conseguir mudar a opinião de milhões de pessoas. Mas será que conseguiu? Na minha opinião, não! Claro que o piloto não consegue ser tão mau como ‘Do Not Disturb’, aquele atentado da FOX do ano passado, nem de ‘Caveman’, o aborto da ABC há dois anos, mas mesmo assim não consegue ser algo bom.

Apesar do produto final ser bem mediano, a premissa tinha tudo para dar certo: um homem, literalmente vagabundo, é contratado por três crianças para fingir ser o seu pai. O pai biológico, que fora preso, e a mãe que fugiu são dois factores que contribuíram para a rebeldia dos filhos e isso comprova-se quando o mais novo, com apenas oito anos, gera um acidente que deixa uma pobre criança com o cabelo queimados e danos psicológicos. Por falar nesse miúdo, ele é mesmo a personagem mais engraçada da série o pequeno actor tem muito talento, ao contrário dos outros dois, que no quesito representação deixam muito a desejar. O protagonista da série segue as pisadas do mais novo, principalmente naquelas cenas em que ele finge estar a chorar, mas é muito prejudicado com o guião em si.

Sim, a premissa é boa, e parte do elenco também, mas o guião é deplorável. Cheio dos habituais clichés e de situações que já fartam, ‘Sons of Tucson’ é claramente um projecto falhado. Será que as mudanças da FOX sob este episódio que vazou vão fazer alguma diferença? Isso só descobriremos quando a série estrear oficialmente na emissora, mas eu tenho a certeza que não vou ver o segundo, tem coisas melhores para ver.

O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere

53


Lista: Personagens Cómicas vs. Irritantes

Setembro 5, 2009

himymQuando se anda deprimido, nada melhor que uma série. Mas tem de ser bem escolhida. Pois tanto podem sair génios do sorriso, que lhe façam cócegas e o façam sair cá para fora, até aqueles que já as cócegas não fazem efeitos. São os mestre do riso, as personagens que, dali, vai sair algo extraordinariamente estúpido. Algo que ponha a rir qualquer pessoa. Mas, se a escolha for mal feita, podemos sair ainda mais deprimidos que entramos no mundo que é a série. Ao ver as personagens irritantes por ai espalhadas, por vezes não há quem aguente vê-las e toca a passar em frente essas partes. E, assim, surgiu a ideia de fazer uma lista das cinco personagens de cada lado da barricada. As 5+ de comédia e 5+ de irritação. Mas, antes de começar, dizer que, como um ser humano habitual, não conseguimos acompanhar 1/10 das séries que passam pela televisão, mesmo sendo dois. Por isso poderão faltar bastantes personagens à lista, mas não nos pronunciaremos pelo que desconhecemos.

PERSONAGENS CÓMICAS

co1

Barney (How I Met Your Mother) – Give me five! Barney Stinson é a alma de HIMYM. A série que já anda no seu quinto ano teve sempre em Neil Patrick Harris o seu principal rendimento. Nem naqueles episódios em que as outras personagens falham, Barney tem sempre uma palavra a dizer, uma regra a falar, um efeito a contar. O fato como parceiro, a magia como companhia, Ted como wingman e sempre com uma rapariga na manga, e às vezes outra em outro local. Barney Stinson dorme de fato e é de facto uma excelente personagem de comédia.

Jeff, Lester e Morgan (Chuck) – são outras das personagens que se podem sempre contar para dar umas valentes gargalhadas. Mudar para a Buy More é quase mudar para outro mundo. O mundo do caos. O mundo onde os reis andam nus e ninguém fala (por vezes os reis estão mesmos nus). O mundo em que quem é cego é rei, pois tudo é cego. A buymoria é governada a belo prazer deste trio, que já salvou Chuck de umas complicações, mas já o colocou em muitas delas. E que voltarão a fazer rir na próxima temporada. Promessa de Nerd.

co2

Os seis amigos (Friends) – A série que esteve 10 anos no ar é considerada, por muitos, no qual eu me incluo, a melhor série de comédia que existiu e existe. Com elenco, falas e personagens de luxo a série tinha tudo para dar certo e deu. Os 6 amigos de Nova Iorque deixaram o mundo a rir durante todos os episódios, desde Joey até Phoebe, que criou uma música chamada Smelly Cat, que traduzido para português dá o nome de um dos melhores grupos de comédia português, os Gato Fedorento. Friends mudou a forma de fazer humor. E influenciou muita gente. Agradeçamos a Phoebe, Monica, Chandler, Joey, Ross e Rachel.

Pacey (Dawson’s Creek) – já lá vai algum tempo desde que Pacey desapareceu dos nossos ecrãs, mas a sua personagem ficou na memória daqueles que seguiam a série. Numa série cheia de dramas juvenis, Pacey contribuiu em muito para aumentar o humor da série. Capaz de fazer soltar uma gargalhada mesmo nos momentos mais dramáticos, e conseguir assim fazer esquecer todo o melodrama que muitas vezes a série estava envolta.

Andy (Weeds) – muitas vezes esquecido, Andy para mim é das personagens que mais gargalhadas me proporciona em Weeds, desde os conselhos aos sobrinhos, às peripécias e embrulhadas que ele próprio proporciona, à sua interacção com Nancy, Andy entretém qualquer um, mesmo quem tem o humor negro pouco apurado.

PERSONAGENS IRRITANTES

co3

Marissa (The OC) – ora aqui está uma daquelas personagens que ou se ama ou se detesta, como já devem ter percebido Marisa nunca foi das minhas personagens favoritas. Típica menina rica que quando se apaixona por Ryan, vê ali o seu porto seguro, não hesitando contudo em pisar em cima sempre que assim fosse necessário e sempre que os seus caprichos mais extravagantes o exigiam. Por muito mal que lhe fazia, Marisa nunca hesitava em “usar” o amor de Ryan e voltava sempre para os seus braços.

Meredith (Grey’s Anatomy) – apesar de já estar melhor e de já ser minimamente suportável, Meredith sempre foi daquelas personagens que levava qualquer um a puxar os próprios cabelos, cheia de dramas pessoais, indecisões, choros, tão depressa dizia sim a Derek como no dia seguinte fugia a sete pés do compromisso. Indecisão era o nome do meio de Meredith mas nesta temporada melhorou bastante, no entanto as restantes 4 temporadas ficaram marcadas daí aparecer no top.

co4

Hiro (Heroes) – daquelas personagens que me irritam em Heroes, é o asiático Hiro. Já não suporto aquela cara redonda, aquela cara de esforço para parar o tempo. A sua imortalidade é comparada a de Claire, pois parece que Hiro, para além de parar o tempo, tem um poder de ser imune aos atentados de morte. Já irrita ver o asiático falar com o seu compincha, salvar sempre o mundo. Para quando a morte para a resolução todos os problemas. Talvez não salvaria o mundo de Heroes, mas salvava-se parte do mundo que é a minha cabeça. E eu agradecia.

Lyla (Friday Night Lights) – menina do papá, apesar de não ser filha única sempre foi a mais mimada, sendo isso bem visível na sua maneira de ser e encarar a vida. Apaixonada por Jason depois do acidente vive um romance proibido com o melhor amigo deste. A menina santinha e angelical acaba por trair o namorado aleijado com o melhor amigo e ainda age como se nada fosse, fazendo por vezes o papel de vítima. Resolveu finalmente assumir os sentimentos por Tim depois de muito o negar contribuindo isso também para melhorar a personagem.

Cook (Skins) – cheia de personagens interessantes na primeira geração, assim que Skins decidiu renovar o elenco a série não foi a mesma coisa. A segunda geração da série em nada se compara à primeira e Cook é o personagem mais desprezível que a série já teve. O guião que lhe foi dado no episódio centrado nele (o segundo da terceira época) é completamente horrível e a sua personagem não passa de um Chris barato. Infelizmente ele não chega aos calcanhares de Chris e detém o título de uma das personagens que mais me irrita na televisão actual.

Textos: António Guerra, Filipa Silva e Marco Braga
Imagens: Marco Braga


Hung (1.09) – This Is America or Fifty Bucks

Setembro 5, 2009

Imagem1Parece que as peças de Hung estão finalmente se juntando. Nos primeiros episódios da série, conhecemos Lenore, uma ex-colega de trabalho de Tanya que acabou por descobrir a identidade de Ray, por um erro bobo do treinador/garoto de programa. Agora a insuportável personagem (que nojo ver ela dividindo comida com aquele cachorro) volta para atormentar ainda mais Ray, mas dessa vez não fazendo chantagem para que ele tenha sua carteira de volta, mas oferecendo uma tentadora proposta: se unir a ela e suas influências em busca de mais lucro, traindo Tanya pelas costas.

O fim do episódio deixou no ar se Ray atendeu ou não ao chamado da “estilista”, mas uma coisa é certa: agora que ela conseguiu firmar amizade com a ex-esposa de Ray, é só uma questão de tempo até que ela agende os serviços da “Happiness Consultant” e tenha uma desagradável surpresa. Seria muito interessante poder ver isso antes do fim da temporada, mas é pouco provável que a situação aconteça pois faltam apenas um episódio para o fim da temporada, sendo, talvez, o suposto gancho que essa primeira temporada deixará aberto para a segunda, já confirmada desde o terceiro episódio da série.

No mais o episódio foi bastante morno, com namorado de Tanya saindo de cena tão rápido quanto chegou (será que ele volta?) e Ray lidando com uma questão levemente proposta no começo da temporada, quando ele ainda questionava a sexualidade de seu filho. Um pouco melhor que o episódio anterior, “This is America or Fifty Bucks” conseguiu apenas preparar o terreno para possibilidades interessantes no finale, resta-nos esperar e ver se irão mesmo acontecer.

Nota: 8.3